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Interview with... Nuno Passarinho Taken on 2009-06-09

Nuno Passarinho, ex-atleta da União Rio Maior, é mais um dos muitos valores escondidos nas divisões inferiores à espreita de uma oportunidade para se afirmarem nos grandes palcos nacionais. Com 26 anos e há apenas três nos campeonatos nacionais tem mesmo assim conseguido agarrar a titularidade dos clubes por onde passa, sendo já um guarda-redes de renome na região de Santarém e cujas referências já devem constar dos blocos de notas de olheiros por todo o país. Infelizmente, a sua carreira tem estado também ligada a emblemas assolados por dificuldades financeiras, tendo-se deparado com problemas em todos os três clubes que representou. O ForaDeJogo.net inaugura o seu espaço de entrevistas para dar a conhecer as experiências de um atleta que, mesmo tendo sido obrigado a lidar semanalmente com a incompetência e a má vontade de dirigentes e ex-dirigentes, nem por isso deixa de conseguir retirar o máximo prazer de jogar futebol e de assinar excelentes prestações na IIª divisão.

Aquecimento: Perguntas generalistas

  • Não é para dar vantagem aos oponentes, mas quais os seus pontos fortes e as suas fraquezas?
  • Como jogador, os meus pontos fortes são ser muito sério e humilde e um atleta que disputa todas as bolas como se fossem a última, tanto nos treinos como nos jogos. Exijo o máximo dos meus colegas e gosto que me digam quando estive menos bem. Lido bem com a pressão. Como pontos fracos, apesar de ser uma pessoa calma detesto perder quer em jogos, quer em treinos e posso dizer algum palavrão a um colega meu de equipa. Por vezes protejo muito os meus colegas e saio a perder (isto em confronto de guarda-redes com jogadores em treinos).

  • Lembra-se de quando e porquê decidiu praticar futebol num clube?
  • Comecei a praticar com cerca de 8 anos, no Sardoal, no clube Grupo Desportivo e Recreativo "Os Lagartos" de Sardoal. Mas como existiam poucos jogadores não formaram uma equipa. Mais tarde, surgiram mais jogadores e formaram uma equipa. Tinha cerca de 9 anos quando fui inscrito pela primeira vez. Não houve uma razão muito forte...todos os meus colegas de escola iam jogar, e eu fui também. Este clube iniciou formação de jogadores, dando assim oportunidade de se praticar um desporto federado no Sardoal.

  • Preferências clubísticas: que emblema o faz vibrar?
  • Benfica. Preocupo-me também em estar por dentro das coisas que se passam nos clubes por onde passei.

  • Todos temos um pouco de treinador de bancada. Se fosse seleccionador nacional, que onze escolhia?
  • Pergunta complicada...neste momento existe muitas escolhas de qualidade e como tal não tenho uma ideia formada. Apenas posso dizer que na baliza, neste momento, escolhia o Quim (apesar da má fase que passou esta época no Benfica). Acho que tem bastante experiência em comparação com os outros.

  • Ídolos e referências, todo o jogador e adepto tem algum. Quem o inspira?
  • Como guarda-redes, cresci na altura do Vítor Baía e era realmente o meu ídolo. Neste momento aprecio as grandes qualidades do Iker Casillas e principalmente a sua frieza.

  • Algum jogo na sua carreira que se destaque, em termos individuais ou colectivos?
  • Sim, tive até bastantes jogos especiais. Recordo-me de cada um e acho-os todos importantes na mesma medida. Destaco dois:

    - Sardoal 4 - 3 Tomar, por um pormenor raro, a minha equipa estava empatada a 3 bolas e aos 90m fiz golo de uma baliza à outra...dei a vitória à minha equipa.

    - Sardoal 3 - 1 Abrantes, um jogo com o campo cheio, as pessoas de Abrantes deslocaram-se em massa para ver os excelentes jogadores de Abrantes vencerem o pequeno Sardoal, mas não foi assim. Com grande concentração o Sardoal venceu o gigante Abrantes sem margem para dúvidas...foi a força de um grupo. Para além destes jogos todos aqueles em que sinto que a minha equipa ganhou pontos à minha conta, ficam marcados.

    Lagartos do Sardoal

  • Não é um clube com grandes pergaminhos. O que nos pode contar acerca do clube onde se formou?
  • Sim...é um clube com poucos pergaminhos, mas foi também o clube que me criou como jogador e como homem. Acho que muito da minha maneira de ser se deve ao que lá aprendi e às pessoas com quem convivi. Ouvi sempre o que me tinham para dizer, mesmo que fosse dito por jogadores com pouca qualidade. Para mim todos os jogadores eram importantes e todos melhores que eu ao nível da experiência. Tentei absorver o máximo de cada um e aceitei sempre os conselhos que me deram.

  • É óbvio que os campeonatos regionais não têm a mesma visibilidade que as provas nacionais, mas ainda assim sente que há quem esteja atento aos valores a despontar neste escalão?
  • Poucas são as pessoas que acompanham estes campeonatos, e os poucos que existem acompanham os clubes das cidades. Sei o quanto foi dificil para mim aparecer nas divisões nacionais e o que tive que trabalhar para que tal acontecesse. Não é nada fácil e quando chegamos às nacionais, vêem-nos como jogadores de distrital...temos apenas um ano desportivo para provar o contrário.

    Abrantes

  • Como surgiu a oportunidade de saltar para um campeonato semi-profissional? Lembra-se do que sentiu na altura?
  • A oportunidade surgiu com a redução no orçamento do Abrantes FC. O director desportivo teve que procurar o guarda-redes mais referenciado das distritais e lá me encontrou. Teve a capacidade de arriscar e penso que não o desapontei em nada, devo-lhe tudo a ele e ao Vítor Alves (treinador do Monsanto) que apesar de sair do Abrantes FC na altura que entrei deu a sua referência positiva sobre mim ao treinador que se lhe seguiu em Abrantes (Ricardo Moura). Na altura senti que a minha oportunidade tinha chegado, que era merecida, que pecava por tardia; mas tinha que a agarrar com tudo.

  • Saltou directamente das competições regionais para a IIª divisão. Existem grandes diferenças entre os escalões, mesmo para um guarda-redes? Se sim, a que níveis e como é que lidou com elas?
  • Sim, as diferenças são enormes. Custou o primeiro mês a habituar-me, mas a partir daí foi simples. Na IIª divisão, os jogadores pensam e executam muito rápido e bem. É preciso estar sempre muito atento, concentrado e preparado para "voar" a qualquer altura. Nesta divisão a grande maioria dos jogadores têm grande qualidade e qualquer um pode marcar-nos golo, desde o avançado mais pequeno ao defesa mais alto.

    Como diferença positiva, a IIª divisão possui uma maior e melhor organização, como é óbvio, e faz com que os jogadores tenham grande responsabilidade, cumpram, e com isso dão-me imenso prazer em treinar e jogar.

  • Representou o Abrantes durante duas épocas. Como descreve a passagem pelo clube?
  • O Abrantes FC foi o meu trampolim, mas este clube estava em decadência, e mais cedo ou mais tarde sentia-se que poderia acontecer o que veio a acontecer. Refiro-me à desclassificação por dívidas a antigos jogadores e treinadores. Para mim foi uma passagem extremamente positiva no plano desportivo, mas no plano financeiro e na estabilidade mental do jogador foi uma passagem negativa.

  • Foi no Abrantes que teve o seu primeiro contacto com o drama de salários em atraso. Foi uma situação que nasceu de repente, ou era um cenário gradual, de certa forma já esperado pelo plantel?
  • Como respondi na pergunta anterior, sentia-se que a qualquer momento poderia acontecer o que aconteceu. Se não fosse esta época era na próxima. As dívidas a antigos jogadores e treinadores acumulavam-se, não honravam os próprios planos de pagamento que tinham feito, e assim o seu fim já estava traçado.

  • Como lidou com a desistência do clube em participar nas competições nacionais?
  • Fiquei extremamente triste porque sentia o clube, era o mais próximo da minha terra, e a minha possibilidade de participar na IIª divisão. Eu gostava do clube e acho que as pessoas gostavam de mim. Podia naquele momento ter que voltar às divisões distritais de onde poderia não voltar a sair... Acho que tive alguma sorte no plano desportivo, apesar de tudo.

  • Apesar de tudo, a situação do Abrantes não foi tão propalada pela comunicação social como a de Rio Maior. Consegue apontar algum motivo para o efeito?
  • Penso que a diferença está nos jogadores do Rio Maior. O plantel do Abrantes era constituído por jogadores sem empresário, muitos dos quais já com 30 anos, e também alguns já tinham passado pelo mesmo dilema dos ordenados em atraso.
    Já no Rio Maior penso que os jogadores disseram chega...não nos interessava se iriamos perder ou não ao nível desportivo (fazendo greve de fome), mas não podiam continuar a dever-nos imenso dinheiro, sem que se preocupassem em ter que o pagar.

    Rio Maior

  • Depois da desistência do Abrantes, como surgiu a hipótese Rio Maior?
  • Felizmente as boas épocas feitas em Abrantes deram-me algum nome nestas divisões e o Rio Maior ao ver-me sem clube, decidiu contratar-me. O treinador já me conhecia de ter jogado contra a equipa dele, procurou referências minhas enquanto pessoa, e não hesitou.

  • Que projecto lhe propuseram quando assinou pelo clube? Teve alguma indicação de que não era garantido receber o ordenado ao fim do mês?
  • Quando assinei pelo clube, acertamos o salário e apenas me disseram que a equipa era para subir de divisão. Deram-me indicação que tudo em Rio Maior estava bem e até me chegaram a dizer: "este clube é como uma empresa...ao dia 8 de cada mês paga-se". Conforme toda a gente constatou, não foi assim.

  • É natural que em situações de crise se registem alguns momentos de desespero. O balneário esteve sempre tão unido como Bruno Militão (capitão do Rio Maior) fez crer à comunicação social?
  • Exactamente...sempre unido. Aquilo que passou nas televisões foi o retrato real do nosso balneário e só assim conseguimos aguentar tanto tempo. Eramos todos bons amigos e os treinos eram um momento para estarmos todos juntos e para nos divertir-mos a jogar futebol. Apesar de toda a gente dar o seu melhor, uns jogavam mais que outros, mas nem por isso os que jogavam menos deixaram de ser as mesmas pessoas que eram, ou deixaram de dar o seu máximo. Recordarei para sempre este grande grupo ao qual me orgulho de ter pertencido.

  • O duelo com a direcção durou meses a fio e apenas se agudizou com o desenrolar do processo. Durante todo este tempo o único apoio concreto que receberam foi do SJPF?
  • Sim...o sindicato dos jogadores foi a única entidade que nos ajudou em Março, dando-nos o correspondente a um salário da IIIª divisão, ou seja, €350. Quando este processo chegou ao fim, foi mais uma vez o sindicato dos jogadores que resolveu parte do nosso problema, garantindo-nos o equivalente a 3 meses de salário dos 6 que o clube nos devia.

  • A solução encontrada pela direcção do Rio Maior para fazer frente à rescisão de todo o plantel passou pela utilização dos júniores. Como acha que esses jovens estão a encarar a situação? Como uma oportunidade de brilharem, ou as derrotas pesadas deixarão marcas duradouras?
  • A direcção do Rio Maior fez o que fez para salvar o clube da desclassificação, mas não pensou bem no que fez. Isto porque os Juniores não foram ajudados e acarinhados antes disto acontecer, e agora que precisaram deles deram-lhes tudo para que eles salvassem o clube. Ou seja, agora vejo algumas reportagens dos dirigentes a dizerem que esses jogadores devem ser condecorados, entre outras coisas, mas na altura que os juniores, por falta de condições a todos os níveis incluindo até monetários, faziam o seu mau campeonato (não por sua culpa), foram os dirigentes os primeiros a atacarem-nos. Penso que a direcção apenas se serviu deles, aliciando-os com dinheiro para que jogassem, entre outras coisas. Como se costuma dizer, "os fins justificam os meios", e foi isso que mais uma vez esta direcção fez.
    É claro que todos os jogadores, excepto os três que já treinavam com os séniores, a princípio encararam a situação como uma grande oportunidade (e a propósito, esses três jogadores defendiam a nossa causa). Por esta altura todos eles já devem pensar de outra maneira. Estas derrotas, pelos números que foram, deixam marcas enormes e qualquer um desses jogadores, neste momento, deve estar a pensar se tem realmente capacidades para se tornar um sénior de um clube que dispute os campeonatos nacionais. Estes jovens ficam com a moral em baixo, e a sua auto-confiança não deve estar diferente. E neste momento, onde estão esses dirigentes?! Estão a ajudar os jogadores a superar esses sentimentos?... Acredito que não.

  • Apesar de todos os problemas, conseguiu registar algum ponto positivo da sua passagem pelo Rio Maior?
  • Já falei um pouco disso atrás...o grupo foi um dos pontos positivos que registei na passagem por Rio Maior. É claro que no plano desportivo as coisas me correram bem, sendo também um ponto positivo, mas o grupo que conheci supera esse. Foi um conjunto fantástico que conheci e que tentarei manter sempre o contacto com todos os elementos que o constituíram.

    Período de descontos: Conclusões

  • Com base na sua carreira e nas equipas por onde passou é capaz de eleger um onze formado com companheiros de equipa, actuais ou no passado?
  • É complicado...já tentei fazer isso uma vez e já tinha mais que onze jogadores para colocar. Mas vou tentar, escrevo o nome e o clube onde joguei com esse jogador:

    Guarda-Redes Passarinho (eu)
    Defesa Direito Hélio (Abrantes FC)
    Defesa Central Marçal (Abrantes FC)
    Defesa Central Bruno Militão (UD Rio Maior)
    Defesa Esquerdo Nuno Carvalheiro (Abrantes FC)
    Trinco Pedro Canoa (UD Rio Maior)
    Médio Centro Daniel Nunes (UD Rio Maior)
    Médio Centro Paulo Silva (UD Rio Maior)
    Médio Ala Direito Rui Costa (Abrantes FC)
    Médio Ala Esquerdo Telmo Oliveira (Abrantes FC e UD Rio Maior)
    Avançado Centro Serginho (Abrantes FC)

    Outros jogadores da mesma qualidade mas que não consigo encaixar porque só podem ser onze:

    Defesa Central Vasco Silva (UD Rio Maior)
    Médio Centro Bruno Matos (Abrantes FC)
    Avançado Centro Pedro Fonseca (UD Rio Maior)

     

  • Salários em atraso à parte, algumas histórias de balneário que queira partilhar?
  • Histórias existem imensas, todos os balneários tem as suas histórias e bem divertidas. Destaco uma história entre o Marçal (Abrantes FC) e o Hélio (Abrantes FC). Nem sei se isto chegou mesmo a acontecer em algum treino, mas acho só que era uma forma da malta brincar com o Hélio:

    O Hélio é gago, e a meio do jogo apercebe-se que o Marçal possui um jogador nas suas costas em situação de finalizar caso lhe colocassem a bola em óptimas condições, então gritou para avisar o Marçal, mas como era gago demorou muito tempo a transmitir a mensagem e quando acabou de dizer já tinham sofrido golo. O Marçal como era brasileiro imitava muito bem, era algo do género: "...Mar..ar..ar...ça..ça..ça.. aaaaaaaallllll....cui....cui.....cui...cui...cuidado!"

  • Abrantes 07/08: campeonato tranquilo e primeiro classificado da Sub-Série C2 da 2ª divisão. Rio Maior 08/09: 3º classificado da 1ª fase. Varzim e Estoril: épocas a fio na divisão de Honra. Estrela da Amadora e Vitória de Setúbal: várias épocas com problemas financeiros a que correspondem campeonatos relativamente tranquilos (no caso dos tricolores) ou até com bastante sucesso ocasional (caso do Vitória). Que se passa, os jogadores motivam-se quando o dinheiro não cai na conta?
  • Penso que a falta de pagamento faz com que haja uma forte união do grupo. Se for constituído por jogadores com grande qualidade humana não se nota nos resultados desportivos, caso contrário, nota-se. Eu já vivi isso por três vezes, e sei a diferença entre ter um excelente grupo e um grupo simplesmente mais ou menos. Existem jogadores que só se preocupam com eles próprios e desde que para eles haja dinheiro, não importa o resto.

  • Perspectivas para 2009/10, já tem ideias de onde irá continuar a sua carreira? Algum clube disposto a pagar ordenados?
  • Espero acertar num clube que pague desta vez (os meus colegas já me tratam por pé frio). Já tenho algumas propostas e abordagens, ainda não sei para onde irei, mas gostava de voltar a jogar na IIª divisão.

  • Com todas as experiências que já viveu, como encara o futebol hoje em dia? Alguma diferença em relação ao principio da sua carreira?
  • Acho que o futebol em geral tem que levar uma volta bem grande ao nível directivo. Terá que haver sanções pesadas para quem não cumpre com os jogadores, porque sem jogadores não há clube. Sei que existem clubes que honram todos os seus compromissos, mas infelizmente existem muitos que não o fazem. No inicio da minha carreira jogava num clube que não pagava, mas diziam mesmo que não pagavam, ou seja, os jogadores sabiam com o que contavam, depois cheguei a clubes nacionais que querem resultados desportivos, necessitam de bons jogadores, mas não têm dinheiro para lhes pagar. Ás vezes mais vale construir uma equipa mais barata, descer de divisão, mas estabilizar todas as suas contas.

    Também sei que a crise do nosso país afecta todos os sectores, e também os clubes passam por isso. Está complicado para toda a gente, mas mais vale ser verdadeiro e não enganarem jogadores, porque o jogador de futebol é uma pessoa como outra qualquer, tem uma familia por trás dele que também sofre com isso.

  • Certamente que ainda é cedo para pensar seriamente no assunto, mas quando terminar a carreira de jogador vai continuar ligado ao futebol?
  • As pessoas abordam-me para que treine guarda-redes...já apareceram guarda-redes um pouco mais novos que eu, que me pediram para que os treinasse. É claro que sei muito do treino de guarda-redes, e domino as técnicas necessárias para bem defender...mas isso não é tudo. Um guarda-redes tem que nascer para o ser...é complicado treinar alguém que não está predisposto para ser guarda-redes.

    Hoje vê-se muito de ex-jogadores que passam a ser treinadores. Eu não me vejo muito nesse papel...mas quem me diz a mim que tal não irá acontecer...nunca se sabe. Estou a terminar o meu mestrado em Engenharia Informática na Universidade de Coimbra, o que é uma salvaguarda para um dia que deixe de jogar futebol, ou poderei conciliar ambas as coisas.

  • Tem 26 anos e em teoria ainda muito para dar ao futebol. Até onde sonha chegar? O estrangeiro é uma hipótese?
  • No inicio estava nas distritais e sonhava ir às nacionais; consegui lá chegar e gostei muito de jogar na IIª divisão. Neste momento apenas sonho voltar a jogar na IIª divisão. Posso até ter potencial para ir mais acima, mas não penso muito nisso... Para quem jogava há tão pouco tempo nas distritais já é óptimo disputar a IIª divisão. É claro que toda a gente sonha em chegar à Superliga... também gostava e se tivesse uma oportunidade não dizia que não, mas acho que devo ter os pés bem acentes na terra, e jogar sem esse pensamento. Acho que se jogasse com esse pensamento erraria muito mais vezes, e seria bem pior para mim. Assim jogo de uma forma bem tranquila, o que num guarda-redes é um factor muito importante.



    O ForaDeJogo.net aproveita para agradecer a amabilidade de Nuno Passarinho e deseja-lhe as maiores felicidades para a sua vida pessoal e desportiva, torcendo para que na próxima época encontre o emblema cumpridor que tanto já fez por merecer. Para uma outra entrevista com o jogador pode consultar o blog de João Prates, disponível neste link.