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Pausa 2011/2012 - Altos e baixos por Jorge Carneiro em 2011-12-30

FC Porto

Hulk - O conjunto tem oscilado muito e o Incrivel não escapa à turbulência colectiva. A diferença para os companheiros é que normalmente mesmo quando joga mal entre muita vontade e pujança assina um par de assistências e/ou um golito que garantem mais outra vitória. É o mais decisivo de entre os azuis e brancos e talvez de todo o campeonato; sem ele provavelmente o Dragão já não estaria a competir pelo título. E também está a conquistar o seu espaço no escrete!
Mangala - Em época em que os mais mediáticos Iturbe, James e Alex Sandro pareciam ter reservado o lugar de jovens prodígios, o enorme gaulês é até ver a maior surpresa do conjunto. Ainda que durante relativamente pouco tempo conseguiu empurrar para fora do onze Maicon e Otamendi, apresentando dentro de campo um estilo surpreendentemente sólido e maduro para a idade.
Alvaro Pereira - Após um Verão cheio de rumores de transferências, começou em ritmo muito lento, sofreu alguns problemas físicos, e regressou depois novamente em baixa rotação. Está agora finalmente a subir de rendimento - o mercado está a reabrir - mas durante a primeira volta se houve Dragão muito abaixo do seu nível foi mesmo o uruguaio.

Benfica

Aimar - está a fazer a sua melhor temporada de encarnado ao peito. Magia sempre houve nas suas chuteiras, mas nunca a tinha conseguido soltar de forma tão consistente jogo após jogo, nem estar tanto tempo seguido sem mazelas. Agora (finalmente) comanda a equipa, quebra intermediárias inteiras sozinho e raro é o desafio em que não é o atleta em maior destaque.
Rodrigo - O ano de estreia de encarnado pouco entusiasmou - tanto que acabou no Bolton - mas depois de fazer um mundial sub-20 de sonho, regressar ao clube e sentar consagrados como Cardozo e/ou Saviola no banco passou a ser visto com outros olhos. Movimenta-se muito, dribla como poucos e já tem muitos pormenores de finalizador experiente. E marca golos.
Capdevila - o caso do espanhol é mais que conhecido: contratado para ser o lateral esquerdo titular do Benfica, por qualquer motivo não esclarecido foi de imediato encostado ao banco por Jesus. E não se prevê que daí saia.

Sporting

Insúa - O argentino chegou a precisar de relançar a carreira para regressar à selecção celeste e o Sporting precisava de um lateral esquerdo que se afirmasse como uma mais-valia - já desde Rui Jorge que falta um titular indiscutível nesse posto. Até ver o casamento tem sido perfeito e com Insúa a manter o nível esta ala esquerda do Leão tem potencial para ser a melhor do clube dos ultimos 15 ou 20 anos.
Carrillo - Numa equipa totalmente renovada há espaço para várias surpresas, mas nenhum é um diamante tão bruto como o peruano. Rápidíssimo de pernas e de drible, fantasista, desconcertante nas diagonais para a área. Precisa de ser trabalhado, mas para já está a deixar água na boca.
Luis Aguiar - Um falhanço assumido e sem discussão. Passado no FC Porto, prova cabal de qualidade na Académica e no SC Braga... mas no Sporting foi apenas uma amostra do Luís Aguiar versão Estrela de Amadora. Poucos minutos de utilização, problemas físicos e disciplinares e uma saída do plantel prematura... e mediática.

SC Braga

Quim - Acusavam-no de não garantir pontos, mas quando a defesa bracarense treme é ele quem resolve - Birmingham, Olhanense - com a mesma elasticidade e reflexos de sempre. Agarrou a titularidade com as duas luvas, tem feito muito boas exibições tanto cá dentro como na Europa, e até tem conseguido ir aparecendo nos convocados da Selecção Nacional.
Ewerton - Das maiores surpresas desta edição da liga, este jovem brasileiro tem um curriculo humilde mas uma atitude e concentração de craque, e parece ser um verdadeiro achado. Alto, esguio e muito seguro, jornada após jornada parece nunca compromete e tudo resolve com a elegância que já começa a ser imagem de marca. Discretamente está a assumir-se como o patrão da defesa.
Mossoró - Nem pega no jogo da sua equipa, nem parece ter o pulmão e a dinâmica para destroçar o dos adversários como antigamente. Já teve outros momentos menos bons no SC Braga, mas nunca tão prolongados nem tão apáticos. Com a recuperação plena de Ukra e maior adaptação de Carlão adivinha-se que perca o lugar no onze.

Marítimo

Baba - Mais mortífero que nunca, este senegalês que é a melhor face do projecto Marítimo B. Está mais concentrado e a apurar cada vez mais a sua eficácia: agora já não precisa de cinco oportunidades claras para marcar um golo. 9 tentos tornam-no até ver o melhor marcador do campeonato e projectam-no uma vez mais para os blocos de notas de olheiros de várias ligas.
Olberdam - Não é propriamente um desconhecido, mas a série de experiências pouco felizes noutros emblemas e campeonatos não fazia antever um regresso fulgurante ao Marítimo. Pelo contrário, está a praticar um futebol alegre, aplicado e ambicioso, como se fosse novamente um ex-júnior à procura da afirmação; e dessa forma é merecidamente indiscutível no onze.
Benachour - Esperava-se muito mais do mago tunisino, especialmente depois da excelente ponta final do ano passado. As lesões e a boa forma do trio de meio-campo retiraram-lhe margem de manobra e colocaram-no como alternativa, mas ainda vai a tempo de reaparecer em grande.

Académica

Adrien - Há alguns anos atrás Paulo Bento não viu nele mais do que um trinco destrutivo, mas na Académica joga mais solto no terreno e delicia adeptos e colegas com os seus desdobramentos e movimentações, enchendo todo o meio-campo e aparecendo até na área contrária. É o jogador mais influente dos estudantes e já conta com 7 golos marcados esta época.
Sissoko - Ainda tem muita maturidade a ganhar antes de ser efectivamente um perigo, mas a velocidade dos seus dribles e a forma como cola a bola ao pé já estão a conquistar admiradores. Já vai assinando algumas trivelas e cruzamentos para os colegas e tem conseguido ameaçar os lugares de jogadores com mais peso como Diogo Valente e Marinho.
Diogo Gomes - Com Domingos Paciencia, Villas-Boas e José Guilherme muitas vezes deu ideia que poderia explodir e tornar-se uma referência no meio-campo. Em vez disso nunca conseguiu uma sequência de jogos consistente e esta temporada nem se chegou ainda a estrear. Saída à vista?

Beira-Mar

Rui Rego - A defesa é o sector mais forte dos aveirenses e Rego a sua principal figura. Não é muito alto, mas preenche perfeitamente o espaço entre os postes e até ver ainda não tem mostrado qualquer limitação nas saídas a cruzamentos. Os adeptos aveirenses reclamam a sua chamada à Selecção, e atendendo ao total de apenas 8 golos sofridos (tantos quanto Helton) são bem capazes de ter razão.
Joãozinho - Um dos elementos do magnifico quarteto defensivo aveirense, chegou do Mafra para confirmar uma vez mais que existem bons valores nas nossas divisões inferiores. Muito forte e muito alto para um lateral mas nada duro de rins, ainda é algo tímido a subir mas já vai dando mostras de estar a crescer tambem nesse aspecto.
Dudu - Trazia um mundo de promessas dos treinos da temporada passada, mas não está a conseguir comprovar capacidades dentro de campo. Poucos minutos, poucos golos, poucos pormenores interessantes.

Gil Vicente

Hugo Vieira - O mais mediático dos gilistas. Não tem tido uma prestação desportiva à altura do rebuliço que causa na imprensa, mas sem dúvida que é o jogador que mais cuidados inspira aos adversários. Muito completo a nível de atributos, dificil de marcar e sempre com fome de bola e de golos. Dificilmente estará em Barcelos no final de Janeiro.
Claúdio - Certamente a revelação mais idosa desta edição da Liga. O veterano estreou-se no principal escalão dias antes de completar 34 anos e, para além de ter agarrado a titularidade, é neste momento o melhor central do plantel e o melhor marcador do conjunto. Surpreende a leveza e a agilidade com que aborda todos os lances.
Yero - O nome com maior com reputação da turma de Barcelos, não se tem conseguido assumir como alternativa aos homens da frente. Ainda é muito jovem, mas tarda em conseguir mostrar qualidades a um nível mais elevado.

Vit.Guimarães

Toscano - Está a crescer em importância na manobra da equipa. Joga oscilando entre linhas, aparecendo a aproveitar espaços ora nas costas dos trincos ora bem no coração da área. O entendimento com a mobilidade de Edgar e Nuno Assis é o melhor e a regularidade com que marca é a prova disso, e ainda tem várias assistências contabilizadas.
El Adoua - Polivalência, altura, força física imensa, leitura de jogo irrepreensível que lhe permite fazer assistências a rasgar toda a defesa contrária. Chegou apenas como mais um central e volvidos alguns meses já um trunfo no meio-campo.
Faouzi - Depois de um ano de adaptação em que até deixou algumas promessas no ar, arrancou 2011/2012 como titular indiscutível da equipa orientada por Manuel Machado. Demonstrou uma clara inabilidade para fazer algo mais para além de correr em frente e como tal tem vindo naturalmente a perder cada vez mais peso nas opções de Rui Vitória, registando ainda episódios menos agradáveis com colegas e adeptos.

Olhanense

Wilson Eduardo - Está em alta no Algarve. As suas características de dinamizador encaixam melhor no ataque do Olhanense, mas também amadureceu um pouco mais o seu futebol e é agora um futebolista muito mais decidido nas suas acções e que desperdiça menos lances. Prova disso é que em meia época já marcou quase tanto como em toda a anterior.
Cauê - Na última época do Leixões na 1ª liga teve uma prestação para esquecer, demasiado macio para agressividade Portuguesa. Com a imagem para lavar, dois anos mais tarde é uma das surpresas mais agradáveis desta Olhanense, impecável a encher o meio campo e a fazer os colegas da frente jogar. Contratação em cheio.
Dady - Longe, muito longe do tal jogador que foi segundo melhor marcador da Liga. As graves lesões em Osasuna parecem ter limitado o seu futebol: está lento, trapalhão e pouco eficaz frente à baliza. Esperemos que seja apenas uma fase.

Feirense

Carlos Fonseca - Tem 24 anos e estreia-se no principal escalão, mas já parece ter mais futebol nas pernas que muitos veteranos. Muito inteligente taticamente, escolhe muito bem os terrenos que pisa e parece que todo o jogo fogaceiro de uma forma ou de outra lhe passa pelos pés. Só lhe faltam os golos para atingir outra dimensão.
Ludovic - Extremo supersónico, em poucos meses galgou o fosso entre ser segunda opção para a titularidade e a estreia na selecção sub-21. É especialmente perigoso no contra-ataque, essencialmente pela capacidade de driblar tão rapidamente quanto muitos jogadores correm sem bola.
Rabiola - Mais uma época perdida, depois de ter recuperado a aura de goleador no Desp. Aves. Apenas um golo em oito jogos muito macios e uma lesão gravíssima que deve ter terminado a sua temporada.

Vit. Setúbal

Diego - O milagre da sua permanência no Sado é prova de amor ao clube e um atestado de incompetência para emblemas maiores. Continua a ser especialista em grandes penalidades e em realizar defesas de outro mundo, disfarçando os buracos na muralha muito frágil que tem à sua frente. Fala-se que poderá reforçar Marítimo ou SC Braga.
João Silva - Acaba por ser a maior revelação deste plantel, mesmo que atravesse seca de golos. Evoluiu muito fisicamente e joga com a garra típica das gentes do norte, acorrendo a todas as bolas com a baliza nos olhos. Mas ainda tem imenso a melhorar quanto a interagir com a equipa.
Hugo Leal - O meio campo é claramente o sector mais frágil deste Vitória e Hugo Leal tem actuado como médio mais defensivo, um organizador mais recuado. Não está em causa o seu brio nem a sua aplicação, mas não tem conseguido segurar a sua zona e nem os seus passes fazem a diferença que se esperava, e todo o conjunto se tem ressentido disso.

U.Leiria

Diego Gaúcho - Regressou da aventura no Brasov para se afirmar em simultâneo como o melhor marcador do conjunto e elemento mais eficaz da retaguarda, uma combinação rara de qualidades. Infelizmente para o clube já não mora no Lis, que terá rapidamente de encontrar substituto para o experiente central.
Ivo Pinto - Djaniny é a maior e mais mediática surpresa, mas Ivo Pinto é que tem tido a candidatura mais sólida ao prémio de revelação. Dá expressão e profundidade ao flanco direito, galga metros em velocidade e cruza tenso. As naturais dificuldades a defender ainda têm tempo para ser corrigidas.
Elvis - Até ver não confirmou as credenciais que traz do Brasil e que lhe renderam um contrato com o Benfica e a cobiça de emblemas Brasileiros. Jogo muito tímido, muito leve, demasiado adornado para a realidade Portuguesa.

Nacional

Mateus - O ataque dos insulares vive muito do que o internacional Angolano produz. O ritmo elevado a que joga é a principal arma, e entre dribles e arrancadas lá vai desmontando defesas e carregando o Nacional às costas. Só não marca muitos golos, mas não lhe podem pedir que fure laterais, assista para a área e ainda apareça a finalizar. Vão certamente sentir a sua falta quando partir para a CAN...
Neto - A dupla Felipe Lopes e Danielson era dos maiores trunfos do Nacional 2010/2011, mas à semelhança do resto da equipa mostraram-se uma autêntica desilusão. Entretanto Neto entrou bem na equipa e à custa de muito rigor e de muito trabalho tem conseguido manter um lugar entre os titulares; e até ver com muito menos erros que os centrais mais experientes.
Rondon - Foi uma solução consensual e aplaudida para colmatar a lacuna evidente na frente de ataque alvi-negra, mas não tem conseguido responder à confiança com golos. Até ver apesar de quase sempre titular tem apenas 3 assinados, um deles aos amadores dos BC Hacken.

Rio Ave

Wires - Tem sido o menos mau do conjunto o que, sabendo-se que tem um estilo muito discreto, diz muito mal do conjunto. Defende com enorme pulmão os caminhos para a sua baliza, tenta fazer a equipa jogar na intermediária, e de vez em quando aparece à frente a tentar a sorte. Não sendo um lider natural, inspira os seus companheiros pela forma como dá sempre tudo em campo.
Cristian Atsu - A boa surpresa do conjunto. Emprestado pelo FC Porto para crescer perto de casa, tem muitos aspectos para evoluir, especialmente em termos colectivos. Mas quando engata com a bola no pé esquerdo parece uma força da natureza, furando por entre linhas e rematando com grande potência.
Yazalde - Nenhum jogador caiu tanto de produção de um ano para o outro como o internacional sub-21 Português. Os pequenos problemas físicos sucedem-se e atrasam o regresso à boa forma do avançado, que ainda a época passada demolia pelo flanco esquerdo. Agora está demasiado pesado, perdeu intensidade e atrapalha-se com facilidade.

Paços de Ferreira

Manuel José - Ao contrário da maioria dos companheiros não baixou de rendimento de uma época para a outra. Quase sempre como ala, às vezes como defesa, continua a manter o flanco direito como uma linha de alta velocidade de onde saem cruzamentos mortíferos para a área, mas já não está lá a cabeça de Rondon para os aproveitar...
Melgarejo - Chegou como uma figura secundária por empréstimo do Benfica e rapidamente conquistou os adeptos com a classe e o toque de bola tipicamente sul-americano. Mesmo jogando longe da área, sabe surgir nas imediações a surpreender os adversários - tem 6 golos a comprová-lo.
Fabio Faria - Expoente máximo da fragilidade defensiva pacense. Chegou ao Benfica com todo o mérito, mas desde então jamais conseguiu o mesmo rendimento e na Mata Real tem atravessado o seu pior período, acumulado fífias graves em catadupa. E vê demasiados cartões...