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Orgulho Proibido por João Antunes em 2012-03-14

O futebol português tem, por lei, entristecer-nos e revoltar-nos com a deprimência instituída pelos dirigentes desportivos nacionais, que se autointitulam “homens do futebol”, quando na sua grande maioria caíram no desporto-rei nacional de para-quedas atirados por aviões fretados por organizações com interesses económicos no longo-prazo, ou por interesses que deambulam entre a riqueza própria e a vaidade. Insistem em deitar abaixo o que Eusébios, Mourinhos, Figos, Ronaldos, Benficas, FC Portos, Sportings e Seleções Nacionais têm construído dentro do campo, prestígio e benefícios por vezes incalculáveis para o país.

Como o fado, a triste sina do dirigismo desportivo nacional tende a não nos deixar embandeirar em arco nem a podermos orgulhar-nos em viva voz do nosso futebol, colocam-nos sempre uma pedra no sapato. E agora mais recentemente, em que temos uma Seleção Nacional que não falha uma grande competição há 12 anos, em que temos um jogador que está juntamente com um outro a anos-luz dos demais, clubes cada vez mais destacados nas competições europeias que nos permitem incrivelmente ombrear com as mais fortes ligas europeias, em que chegamos a ter uma final europeia com duas equipas e duas meias-finais com três equipas nacionais, em que já conseguimos bater o pé aos tubarões e não vender as nossas melhores trutas por meio tostão, somos obrigados novamente a sentir o futebol português como vergonhoso.

Um desporto, um jogo, para existir tem de ter vencedores e vencidos. Um jogo para que seja interessante tem que ter objetivos difíceis de alcançar. Concorde-se, ou não, com o alargamento da Liga e da Liga de Honra, é impossível ser-se são mentalmente para dizer sim, sem que se possua outros interesses, com uma mudança de regras a meio de um jogo, já quase na reta final do mesmo, tratando-se de uma mudança em que se aceita que ninguém perca.

Não é só a nova direção da LPFP que é culpada, mas obviamente também os clubes que aceitaram esta mudança, pois com isso aceitaram o desvirtuamento da competição e, pior ainda, rejeitaram a essência da própria modalidade em que se propõem ter uma equipa profissional, preferindo salvaguardar os seus interesses e mandando para a votação o medo que têm de ser despromovidos. Na minha opinião, só tem um nome: batota!

Quando ao presidente da LPFP, estava visto que chegaria a hora em que as promessas iam ser cobradas, portanto o mal não é de agora mas sim de quando as apregoou. Não se pode prometer marisco para o jantar e depois servir arroz cozido na água do camarão. Ridículo logo desde a campanha eleitoral.

Acho que cansei, vou seguir o distritalão... Ainda os maiores interesses dos que se dizem “homens do futebol” são a bifana e a mini, mas que sejam de borla claro!