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Top 10 - Internacionais Portugueses que nunca jogaram na Primeira Divisão por Hernâni Ribeiro em 2015-02-10

A carreira de um jogador de futebol de sucesso é feita de vários passos e objectivos. Do começo no clube da terra ao salto para um clube de maior dimensão, passando pela chamada às selecções jovens e à chegada a Primeira Divisão nacional.

No entanto por várias razões nem todos seguem esse percurso normal, e o ForaDeJogo lembra-lhe hoje 10 casos de jogadores portugueses que vestiram a camisola das quinas mas nunca chegaram a alinhar na Divisão principal do nosso país.

10º Márcio Sousa (Tondela) - 45 internacionalizações

O Maradoninha português. Número 10 da selecção nacional sub-17 que venceu o europeu da categoria e autor dos 2 golos que derrotaram a Espanha na final. Na altura com Paulo Machado e João Coimbra deixavam João Moutinho no banco, hoje as coisas mudaram muito e Márcio Sousa foi o típico caso de deslumbramento precoce e alguma falta de juízo. Faz a sua 5ª época no Tondela mas só foi utilizado uma vez no campeonato. Apesar de estar no clube certo, a Primeira Liga volta a parecer longe.

9ª Feliciano Condesso (União Montemor) - 45 internacionalizações

Contratado muito jovem pelo Southampton ao Vitória Setúbal, este médio-centro foi presença regular nas selecções dos sub-17 aos sub-20, tendo sido titular por exemplo no malfadado Mundial do Canadá. Depois de dispensado pelos ingleses mudou-se para a equipa B do Villarreal mas também não lhe correram bem as coisas em Espanha e regressou há 4 anos a Portugal onde tem jogado sempre no agora CNS.

8º Semedo (Sheffield Wedesday) - 44 internacionalizações

Muitos se lembrarão dele em pré-épocas do Sporting, tendo chegado mesmo a fazer parte da equipa principal na segunda metade da época 05/06 com Paulo Bento. O que é certo é que tendo-se sentado no banco por 7 vezes acabou por nunca alinhar pelos leões ao mais alto nível, mudando-se no fim da época para Itália, e estando agora há 8 época em Inglaterra, onde é um dos favoritos dos adeptos e vai discutir um lugar no meio-campo do Sheffield com o ex-Moreirense Filipe Melo.

7º Ricardo Vaz Tê (Akhisar) - 38 internacionalizações

Mais um que se mudou muito jovem para terras de sua majestade, Vaz Tê no entanto foi muito mais bem sucedido que Feliciano Condesso e conta no total com 9 época de Premier League. Nunca tendo sido um titular indiscutível somou quase 100 jogos entre Bolton e West Ham e teve uma das suas melhores épocas em 11/12 no Championship onde totalizou 22 golos. Com a camisola da selecção também foi um jogador prolífico, apontando 15 golos entre sub-19 e sub-23. Mudou-se para a Turquia na última janela de mercado.

6º João Pereira (Vejle) - 49 internacionalizações

O mais jovem da nossa lista com apenas 24 anos, caiu de tal a forma a pique que jogar na Primeira Liga já parece uma miragem. Para já o objectivo é manter o Vejle na 2ª Liga Dinamarquesa, isto quando ainda há menos de 3 anos era titular no centro da defesa da selecção de sub-21 de Rui Jorge. Há coisas que custam muito a entender...

5º Paulo Renato (Operário Lagoa) - 69 internacionalizações

Defesa-central de grande classe, indiscutível no Sporting e nas selecções, Paulo Bento não teve dúvidas ao chamá-lo para integrar o plantel principal na época de 07/08. Paulo Renato acabou no entanto por não fazer um único minuto, e acabou dispensado no final da época onde pouco mais jogou no Olhanense que Jorge Costa subiu à Primeira Liga. A partir daí a sua carreira foi uma sucessão de equívocos até Outubro do ano passado onde parece ter encontrado nos Açores a estabilidade que lhe faltava indo lutar a partir do próximo Domingo pela subida à Segunda Liga. Ainda vai a tempo.

4º Sérgio Leite (retirado) - 81 internacionalizações

Quase 100 internacionalizações, todas nas camadas jovens. Sérgio Leite foi sempre uma promessa das nossas balizas, promessa que acabou por infelizmente nunca se confirmar. Passou várias épocas na Segunda Liga onde normalmente era dono da baliza, mas por azar acabou por nunca estar no clube certo à hora certa e acabou a carreira há 4 épocas com apenas um único jogo em campeonatos de primeira divisão... Na Roménia. Hoje é coordenador da formação do U. Nogueirense onde espera ajudar a gerir carreiras de jovens promessas melhor do que fizeram com a sua.

3º Duda (Málaga) - 35 internacionalizações

Saiu muito jovem de Portugal, mas poucos sabem que foi ainda por cá que completou toda a sua formação, e que inclusivé já tinha sido internacional enquanto ainda jogava no Vitória de Guimarães. A carreira lá por fora foi sempre por terras espanholas, e acabaria mesmo por chegar à selecção A para surpresa dos muitos portugueses que pouco sabiam do seu passado. Hoje aos 34 anos joga cada vez menos no seu clube, mas conquistou por caminhos pouco convencionais aquilo que poucos esperavam e um lugar para sempre na história do Málaga onde jogou mais de 10 épocas.

2º Luís Boa Morte (retirado) - 68 internacionalizações

Do Lourinhanense ao Arsenal. Parecia um conto de fadas mas aconteceu para o jovem e desconhecido (à altura) extremo-esquerdo formado no Sporting. O seu estilo de jogo veloz e poderoso assentava que nem uma luva nas especificidades da Premier League, e foi por Londres que conquistou tudo o que a sua carreira lhe trouxe. Quase 300 jogos num dos melhores campeonatos do mundo e um título de campeão na sua primeira época por lá, dizem quase tudo sobre o que o futebol português ficou a perder por não o ter tido cá mais tempo. Acabou por ainda assim chegar à selecção A onde vestiu a camisola das quinas 28 vezes.

1º Pauleta (retirado) - 93 internacionalizações

E por último o caso mais fenomenal de todos. Levado por João Alves para a segunda divisão de Espanha aos 23 anos, o nome Pauleta pouco dizia aos portugueses. No entanto não demorou muito tempo a dar nas vistas e a continuar por terras espanholas a executar o seu passatempo favorito: marcar golos. Fê-lo por Espanha durante 4 anos até chegar a França onde a sua carreira disparou verdadeiramente e é tido ainda hoje como um dos melhores jogadores que passou por aquele país. A história na selecção é mais que conhecida. 47 golos. O primeiro a bater o record de Eusébio, e um caso raro de faro pelas balizas que ainda hoje deixa saudades a muita gente.