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Liga ZON Sagres - Jornada 18
Sporting 3 - 3 Naval
Liedson34 
 43Fábio Júnior (pen)
 45Michel Simplício
Hélder Postiga (pen)60 
 67Godemèche
Liedson89 
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Estava a realizar boa exibição, especialmente aquela enorme defesa aos 26’ a livre de Fabio Júnior e em vários outros momentos menores em que demonstrou autoridade e confiança contagiantes. Só que comprometeu no 3-2: é verdade que tem vários jogadores entre ele e a bola no momento do remate, mas depois já em voo terá tentado agarrar a bola em vez de lhe dar uma palmada. Resultado: escorregou-lhe e entrou mesmo na baliza. Não se deixou afectar daí para a frente, mas o mal estava feito. Óptima exibição, como atestam as paradas notáveis a remates de João Real (13’), Evaldo (20’), Liedson (54’), Abel (57’). Ao contrário de outras ocasiões esteve também muito bem pelo ar, segurando o que era segurável e afastando com os punhos o que não era. Falhou só no 1-0, calculando mal o salto a remate de Postiga para depois sacudir em dificuldade para os pés de Liedson... o qual não perdoou. Sem chances nos restantes tentos.
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Muito dinâmico e voluntarioso, Abel surgiu em cena disposto a subir no terreno para empurrar os colegas para a frente. As suas boas intenções esbarraram num Michel Simplicio inspirado e que lhe fez a cabeça em água, ultrapassando-o muitas vezes e aproveitando todos os espaços que o lateral concedia para causar estragos, sendo o exemplo mais grave o 2-1 aos 45’ - perdeu duas vezes para o brasileiro na mesma jogada. Tantos lances perdeu para o número 9 da Naval que aos 60’ viu-se bem que estava com os nervos em franja, quando explodiu após nova falta sobre Michel e viu amarelo por protestos. Poderia ter salvo a noite se tivesse tido sorte nalguma das suas boas iniciativas no ataque ou conseguido ser um pouco mais lesto aos 85’, mas permitiu a intervenção milagrosa de João Real... Em resumo: bem a atacar, fraco a defender. Não deixou os seus créditos por mãos alheias e mostrou-se discreto mas presente sempre que necessário, também no que toca a apoiar o ataque. Esteve especialmente atento para dobrar Gomis quando este permitia muito espaço nas costas, quando talvez se esperasse precisamente o inverso. Aos 90’ foi essencial para impedir o 4-3 leonino e o hat-trick de Liedson com um desarme oportuno.
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Jogo ingrato para o capitão, que sem ter responsabilidades em nenhum dos golos acabou por ver três bolas no fundo da sua baliza. Leu bem a evolução da partida e procurou adaptar-se às suas necessidades, tentando impor a sua autoridade ao centro e sair a jogar com elegância e objectividade nos períodos em que a desorientação colectiva mais se fazia sentir. Dado o exemplo exasperou-se várias vezes com as falhas e a apatia dos colegas, sem nunca perder ele mesmo o ânimo ou o discernimento. Grande raça de Leão. Má exibição. Concedeu constantemente muito espaço a Liedson e Postiga, cortando com pouca precisão e dando a posse de bola ao adversário, provocando assim muitos sustos aos colegas. Por exemplo no primeiro golo Postiga livrou-se do francês com simplicidade constrangedora, e estivesse o Sporting mais tranquilo e menos atabalhoado e teria certamente “enterrado” noutros lances .
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Estaria a dormir aos 80’? Deixou a bola passar para João Pedro depois de a ter bem à sua mercê e com isso ia comprometendo definitivamente as aspirações do Sporting. Os anos passam e Polga parece sentir essa passagem do tempo, revelando já algumas dificuldades para acompanhar adversários mais móveis. Valeu-lhe então que Fábio Júnior aposta mais no choque do que na corrida, para assim somar alguns bons cortes e antecipações. Bem a colocar a bola nos colegas mais adiantados, embora não seja essa a sua função. Logo a abrir ia marcando auto-golo em corte difícil mas precipitado, valendo-lhe a agilidade de Salin para evitar males maiores. Serenou e esteve muitos furos acima do patamar de Gomis, muito mais eficaz em não deixar os adversários ter espaço e mostrando-se também especialmente forte pelo ar, fruto dos seus muitos centimetros e óptimo posicionamento. Enorme o desarme aos 85’ indo à relva tirar o pão da boca a Abel, um corte que se não fosse Liedson teria rendido 3 pontos. Terminou inferiorizado fisicamente.
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A noite nem lhe estava a correr mal e Evaldo até tinha estado bem perto do golo quando aos 20’ obrigou Salin a uma estirada notável para defender o seu cabeceamento. Mas ainda antes do intervalo começou a falhar sem nenhuma explicação óbvia, com um amortecimento absurdo na sua pequena área seguido de agarrão a Marinho para evitar o golo, que Fábio Júnior marcaria. A segunda parte foi bem pior: desapareceu em campo tanto a defender como a atacar quando o Sporting precisava de mais brio e apareceu só nos minutos finais... e pelos piores motivos. Deixou-se antecipar aos 80, após patetice de Polga e ia comprometendo também aos 87’ a perder a bola em zona proibida. Sem atitude, horrivel, um dos piores. Curiosa dualidade: a defender preocupou-se apenas em chutar para onde estava virado de forma a não comprometer; mas a atacar pesou muito bem todos os seus movimentos e contribuiu bastante para as rápidas saídas da Naval graças à colocação dos seus passes. Cometeu penalty casual mas indiscutível, cortando sem querer uma bola com a mão. Mais tarde aos 82’ foi providencial ao interceptar cruzamento perigoso para a entrada de Vukcevic.
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Rigoroso mas pouco agressivo na protecção aos centrais, não se tendo dado muito bem com a fantasia da linha avançada da Naval e, especialmente, com as suas rápidas trocas de posição. Mesmo assim cortou linhas de passe e, especialmente, organizou as saídas para o ataque com a mestria habitual, colocando a bola no chão e perfeitamente jogável para os companheiros. Está a ser uma bela revelação, este ex-ponta de lança, ex-Benfica e Estoril. Parece que toda a vida foi médio defensivo, muito aplicado a contrariar a acção de Vuk e do meio-campo do Sporting e a proteger os seus centrais. A sua objectividade dota a Naval de grande velocidade nas transições para o ataque, e essa velocidade combina muito bem com o dinamismo do trio da frente. Também marcou algumas bolas paradas e conseguiu vários remates portentosos que assustaram Patrício, à falta de maiores consequências.
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O primeiro a sair, ainda o jogo não tinha chegado ao seu primeiro terço. E já foi muito tarde, pois antes disso tinha andado sempre longe da bola e dos adversários que era suposto controlar. Mais uma exibição decisiva de monsieur Godemeche, que muito tem crescido desde que chegou à Naval e que nesta partida “só” assistiu milimetricamente para o 2-1 e marcou o 3-2 num remate muito colocado. Antes e depois destes lances foi o gestor do costume da intermediária figueirense, muito sério e geométrico na ocupação de espaços e na intenção de incutir fluidez no jogo da sua equipa. Para isso muito contribui a sua cabeça fria, que lhe permite descomplicar muitos lances no miolo e entregar o esférico sempre na melhor opção disponível. Brilhante..
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Mais móvel do que Pedro Mendes, controlou o meio-campo com segurança mas sem rasgo nas saídas para o ataque, o que se tornou problemático quando foi necessário correr atrás da desvantagem. Sem estar a realizar uma má exibição saiu aos 75’, quando era necessário apostar as fichas todas na frente. Inicialmente colocado à frente do meio-campo para aproveitar o seu toque de bola e movimentações venenosas, surgiu leve e ágil no relvado, mas sempre lamentavelmente longe das zonas de decisão. Acabou por ser pouco influente no ataque da Naval e saiu aos 64’.
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Aplicou-se, surgiu nas alas, atacou a bola e até os defesas... mas complicou demasiado. Em muitos lances pedia-se-lhe que assistisse os colegas à primeira, em vez de insistir em dribles exagerados que enervaram toda a gente. Como ainda por cima os cruzamentos raramente lhe sairam bem, o saldo da noite não é nada positivo. A primeira parte nem foi muito conseguida, mas num ápice deixou a sua marca na história do desafio: participou no 1-1 (sofre o penalty depois de ganhar a bola) e no 2-1 (abre para Godemeche cruzar). Substituido logo aos 64’ por João Pedro.
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Ainda longe da melhor forma, após lesão, movimentou-se menos que o costume, pressionou menos e deixou-se apanhar demasiadas (!) vezes em fora de jogo. Mesmo assim nunca baixou os braços, participou no primeiro golo de Liedson e marcou ele mesmo o 2-2, na marcação de uma grande penalidade. O saldo só pode ser positivo. Um poço de força e de mobilidade, que para além de aparecer ao centro ainda descaiu para a ala esquerda e causou imensas dores de cabeça a Abel com os seus sprints, principalmente quando lançado em velocidade para lhe explorar o espaço nas costas. Se marcasse mais golos para juntar aos muitos bons pormenores técnicos seria claramente um jogador com outra dimensão, se bem que neste jogo sempre assinou o 2-1 e participou ainda na jogada do 3-2. O seu tento é mesmo um resumo fiel da sua exibição, na medida em que após disputar uma bola na raça consegue fugir a um desesperado Abel para surgir dentro da área a finalizar com categoria. Excelente!
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Um Liedson dos melhores tempos, mesmo para deixar saudades. Cedo mostrou que estava disposto a sair de cena em grande estilo, discutindo todos os lances que era humanamente possível, mantendo toda a defesa adversária permanentemente em sentido e atacando a bola com grande agressividade. Resultado: foi premiado e bisou com dois golos felinos que retratam bem a sua malandrice: aos 32’ adivinha a defesa incompleta e só precisa de empurrar para a baliza deserta, e aos 90’ a reagir muito mais rápido que toda a defensiva figueirense a um ressalto para depois desfeitear Salin. No entretanto e não contente, ainda apareceu a meio campo e sobre as alas para participar mais no jogo da equipa e ajudar a correr atrás do prejuizo. Despediu-se debaixo de aplausos unanimes e da mesma forma que sempre viveu em Alvalade: a resolver e a carregar o Sporting às costas. Marcou 173 golos, uma era no ataque leonino e toda uma geração de Sportinguistas. Mesmo sem grande fôlego as suas capacidades não são segredo para ninguém e por isso tanto Polga como Carriço fizeram tudo para evitar que tivesse oportunidade de causar surpresas. Exibiu-se cheio de força, mostando-se como um pivot na frente exímio a incomodar e a fazer jogar os colegas. Acabaria por marcar de penalty no final da primeira parte, e no resto do tempo sozinho prendeu a dupla de centrais encarregue de o vigiar. Saiu aos 83’ depois de pregar vários sustos a Patrício com remates de meia distância.
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Atenção ao puto! Entrou e colocou a sua irreverência ao serviço do colectivo, animando bastante um Sporting cinzento e confuso. A sua dinâmica rendeu alguns lances perigosos, como por exemplo a boa abertura para Postiga no lance do primeiro tento de Liedson, um remate aos 72 inofensivo depois de boa iniciativa individual; desvio aos 75’ para fora após alivio de Salin, e finalmente a disputar a bola que isolou Liedson no 3-3 final. No segundo tempo desapareceu acentuadamente com o passar dos minutos - talvez ainda tenha de ganhar físico e pulmão para ser uma opção séria e mais continuada. Técnica que continuou a enervar Abel e Evaldo, mas sem resultados práticos. Aos 80’ quase aproveitava (mais) uma falha da defesa leonina, mas rematou por cima.
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Muito má entrada em campo. Era suposto ter conduzido e esclarecido o futebol leonino, mas pelo contrário apenas complicou e muito as transições. Muitos passes errados, muitos lances perdidos por insistir em demorar a passar por dois adversários, especialmente. Sem ter conseguido grandes lances de registo, o seu toque de bola ajudou a diluir a reacção do Sporting. Ia borrando a pintura já no último minuto de descontos quando perdeu um lance a meio campo que poderia ter originado o 4-3.
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Estreou-se. Pisou o relvado com vontade, mas não teve oportunidade para brilhar.
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