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Taça de Portugal - Final
Vitória Guimarães 2 - 6 FC Porto
 2James Rodríguez
Alvaro Pereira (ag)20 
 21Varela
Edgar23 
 35Rolando
 43Hulk
 45James Rodríguez
 73James Rodríguez
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Abriu o jogo a sofrer um golo, sem chances perante a fortuna de James. Já uns minutos mais tarde perante Varela podia ter feito melhor, uma vez que o remate foi à figura e não tão à queima quanto isso. A primeira defesa veio assim apenas aos 33, a remate fraco mas colocado de James, e seria a única do primeiro tempo - período em que sofreria ainda mais três golos. Sem hipóteses no 2-3 de Rolando, falhou inacreditavelmente no 2-4, deixando-se surpreender pelo canto directo de Hulk e reagindo muito mal a seguir. Foi depois lubridiado por James no 2-5, numa altura em que já estava muito afectado psicologicamente. Na segunda parte ainda conseguiu fazer várias defesas de dificuldade menos elevada, mas ainda viria a sofrer o 2-6 final, parecendo novamente menos lesto que o habitual a reposicionar-se na baliza. Não conseguiu transmitir a habitual confiança para os colegas e o resultado está à vista. Mais um bom jogo de um guarda-redes que teima em corresponder em grande nível quando é chamado à titularidade. Enorme aos 14’ a esticar-se para desviar toque de Edgar demonstrando a sua elasticidade tradicional, que voltaria a evidenciar no penalty aos 44’ quando foi buscar o remate colocadíssimo do mesmo Edgar. No segundo tempo manteve o nível aos 62’ parando uma vez mais o isolado Edgar. Só foi mesmo batido nos 2 golos do Vitória, onde nada poderia fazer; mostrando-se seguríssimo nos restantes lances em que teve de intervir, segurando sempre a bola à primeira para não dar azo a situações desagradáveis. A Selecção precisa de tanta confiança e qualidade.
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Começou o jogo a falhar posicionalmente, e desse erro nasceu mesmo o tento inaugural. Podia ter partido para uma exibição miserável mas recompôs-se rapidamente com um corte providencial aos 4’, a desarnar James novamente à boca da baliza, e chamou a si a liderança da equipa em busca do empate. Activo nas subidas como sempre, travou um duelo muito interessante com Alvaro Pereira, do qual saiu quase sempre vencedor. Subiu muito no terreno, formando uma dupla tremenda com Targino, destacando-se nos cruzamentos perigosos para a área - por exemplo, a oferecer golo a Edgar aos 14’, valendo Beto. A defender não está isento de responsabilidades mas nem foi dos piores - na maioria das vezes os laterais beneficiam da cobertura dos centrais nas suas costas, mas graças a Freire Alex beneficiou apenas de um enorme vazio que o obrigou a um esforço tremendo. Nunca quebrou por completo e deu luta até final, perseguindo o objectivo da Taça. A exibição do costume. Mal se viu a atacar, mas esteve sempre lá a combinar com quem precisava do seu apoio; enquanto que a defender se mostrou uma vez mais intransponível, segurando o flanco perante as ameaças dos Minhotos. Faouzi que o diga, ele que só apareceu em jogo quando se mudou para o lado contrário. De longe a melhor temporada desde que aterrou no Porto.
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Muito tenrinho. Escusava de se ter equipado e subido ao relvado, pois ninguém deu por ele - nem mesmo os adversários. Andou sempre aos papéis, perdido em campo, sem saber onde se colocar; e a bola ainda lhe queimava os pés. Falhas demais para enumerar, exibição horrível. A consagração da referência defensiva. Já tinha acumulado várias boas intercepções quando salvou o 2-2 aos 22’ perante Edgar, depois logo a seguir começou o auto-golo de Alvaro e alguns minutos mais tarde marcou ele mesmo o 3-2 numa recarga determinada a remate de Maicon à trave. A seguir estabilizou de vez e partiu para a exibição sólida com que costuma deliciar os adeptos, um rochedo na retaguarda que obrigou Edgar a sair da sua zona de acção para ter espaço. Segurissimo pelo ar e agressivo na marcação, ainda teve folego para dobrar Sapunaru das poucas vezes que o romeno precisou de auxilio. É apenas o atleta mais utilizado dos Dragões - 51 jogos pelo clube, fora Selecção e amigáveis. Formidável!
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Coitado! A defender foi de muito longe o melhor do Vitória, tentando estar em todo o lado para compensar as falhas dos colegas que não estavam em lado nenhum, sendo surpreendente que não tenha terminado o jogo lesionado tantas as vezes que precisou de se esticar in extremis. Por exemplo quando aos 4’ recuperou perante Hulk e depois ainda tentou ir a James, e aos 57’ deu a cara à bola a remate de Hulk. Incompreensível o número de vezes que se viu com dois adversários para marcar, ou sozinho e desprotegido perante portistas bem lançados em velocidade - ainda resolveu uma enormidade de situações por si só. Com Freire como companheiro é natural que tenha saudades de Ricardo, seu parceiro durante a primeira metade da temporada. Não foi por ele que o Vitória naufragou. É o pai do 2-3, ao cabecear à trave antes da recarga vitoriosa de Rolando. Mas já antes disso se via que transpirava confiança, sempre muito autoritário e personalizado perante as bolas que surgiam na sua zona de acção. Chegou mesmo a ir fazer compensações ao lado oposto, tal a vontade de ajudar. Desta vez fez bem tudo o que tinha que fazer; se tivesse mantido este nível ao longo da temporada com certeza que Otamendi dormiria menos tranquilo, e talvez ainda fosse visto como um sucessor de Pepe ao invés de um jogador promissor e irregular.
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Tem imensas lacunas a defender e isso custou muito, muito caro ao Vitória. Até começou num plano positivo, assumindo as bolas paradas do lado esquerdo e assinou diversos óptimos cruzamentos, mas depois veio o descalabro. Facilitou muito no tento de Varela, deixando-o autenticamente ganhar a posição para fuzilar Nilson, e isso foi apenas o principio. Continuou a revelar dificuldades a defender noutros lances, como no 2-3 em que demorou eternidades a afastar até Rolando ir encostar e no 2-5 em que podia ter morto o lance mas perdeu para Hulk. No segundo tempo falhou totalmente no posicionamento defensivo, quase sempre ausente quando o Porto contra-atacava pelo seu flanco e obrigando João Paulo a correrias desenfreadas. Para ser jogador de futebol não basta brincar com a bola, tem de saber sujar os calções. Um autêntico buraco. Jogo muito exigente. Desde inicio que estava a revelar dificuldades perante Alex e Targino e acabou por empatar o desafio aos 20’, com um auto-golo. A saída de Targino foi uma benesse aparente, mas ainda o uruguaio começava a respirar fundo e já era a vez de Faouzi lhe começar a criar dificuldades, com iniciativas que exploravam as suas costas. Pouco depois entrou Toscano bem fresco, e nova dose de iniciativas que o obrigaram a aplicar-se. Apenas se soltou nos 20’ finais, pois até aí estava claramente a perder o duelo com Alex e a ficar remetido à sua defesa.
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Varreu o meio-campo defensivo com a eficácia habitual, tendo ainda condicionado e muito a prestação de Hulk enquanto esteve em campo - o astro portista viu-se sempre perseguido pelo poderoso trinco brasileiro. O evoluir do jogo pedia-lhe que arriscasse na distribuição e Cleber arriscou, mas infelizmente a única consequência que daí adveio foi ter perdido muito mais bolas do que é normal. Como estava a demonstrar dificuldades em acompanhar o ritmo saiu aos 55’, quando Manuel Machado decidiu arriscar tudo em busca de retornar à discussão do jogo. A manter-se assim não vai conseguir dar seguimento ao interesse dos grandes de Itália. Muitas dificuldades em segurar a intermediária, especialmente perante o endiabrado Rui Miguel. Faltoso, atingiu o ponto mais baixo da sua exibição ao cometer penalty escusado sobre Faouzi aos 44’ e ainda viu o amarelo. Não regressou depois do intervalo; era melhor não arriscar.
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Foi o elemento que menos se destacou no meio-campo vimaranense no primeiro tempo, apesar de ter anulado Belluschi e contribuido assim para a superioridade vimaranense na intermediária durante esse período. Esteve especialmente bem a trocar a bola de primeira, sempre com simplicidade e velocidade que baralharam por completo o adversário. Por qualquer motivo deu o lugar a João Alves ao intervalo e a superioridade saiu com Renan. Entrou cheio de vontade de deixar a sua marca e o 1-0 começa nos seus pés, em jogada individual em que ultrapassa vários defensores adversários e remata para a conclusão de James. Ajudou a destroçar a pobre defesa vitoriana com passes que, não sendo decisivos, foram lançamentos precisos para apanhar os adversários em contra-golpe. Por outro lado apesar de esforçado não esteve muito eficaz a fechar os caminhos para a sua baliza, e o Vitória soube tirar partido desse facto. Saiu irritado aos 62’, quando a sua prestação caia a olhos vistos.
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Surpresa no onze depois de um ano tenso com Manuel Machado, foi o grande maestro do conjunto e nos primeiros 45 minutos fez mesmo gato-sapato de Fernando e dos seus colegas de meio-campo. Com a sua habilidade desenvecilhou-se de adversários e saiu a jogar com grande limpeza, rasgando a defensiva portista com belas aberturas para os flancos e para Edgar. Foi ele o principal responsável pela ascendência do meio-campo do Vitória ao longo do primeiro tempo, apesar dessa ascendência ser pulverizada pelas falhas defensivas dos colegas. Não teve oportunidades de mostrar o seu forte pontapé mas podia ter marcado de cabeça aos 55’, assustando-se com a proximidade do poste e não dando o toque final. Rebentou quando Villas-Boas colocou Souza em cima dele, até porque não está habituado a alinhar 90 minutos consecutivos. Dificuldades físicas evidentes, Moutinho está a precisar de férias. A gestão de esforço a que se auto-impõs não o impediu de combinar muito bem com os colegas, colocando a bola redonda e jogável à mercê do trio da frente. No entanto já não há folego para aparecer perto da área e a exibição global do meio-campo portista reflectiu bem essa limitação. Muito eficaz enquanto segundo volante, mas sem força para apoiar devidamente Varela e James.
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Começou muito bem, buliçoso, atrevido, rapidíssimo no drible, e assim causou muitas dores de cabeça a Alvaro Pereira e ainda obrigou Fernando a sair de posição para ajudar a contê-lo. Combinou muito bem com Alex, a quem auxiliou nas tarefas defensivas e por quem foi muito apoiado nos raides pela direita. Foi ligeiramente baixando de produção ao longo da primeira parte, mas mesmo assim a saída aos 55’ surpreendeu toda a gente. Ainda não tinha verdadeiramente aparecido em jogo até aos 21’, quando desferiu um potente remate de primeira e assinou o 2-1. Motivado, começou a atrever-se mais e a causar maiores problemas a Santana, que a partir daí jamais conseguiu encaixar no estilo mais vigoroso do extremo e perdeu lance após lance embora sem consequências de maior. No segundo tempo pelo contrário foi dos que melhor aproveitou o balanceamento ofensivo dos vimaranenses, driblando oponentes com o seu estilo mais físico antes de soltar para as entradas de James e Hulk. Ele mesmo poderia ter juntado mais alguns golos à sua conta, mas ou falhou frente à baliza, ou Nilson mostrou-se superior - nada que belisque mais uma óptima exibição.
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Na primeira parte pouco mostrou, limitando a sua produtividade a arrancar um penalty a Fernando. Na segunda metade mostrou-se mais activo e empreendedor, e aos 55’ ofereceu o golo a Rui Miguel após contra-ataque bem conduzido. Incomodou mais do que produziu, mas ainda deu para se destacar um pouco. Com 2 minutos já tinha aberto o marcador, oportunissímo a aproveitar um ressalto de bola que lhe foi parar direitinho aos pés quando estava à boca da baliza. Aos 45’ marcou o 2-5 com classe, aproveitando cruzamento rasteiro para sentar Nilson antes de concluir. E completou o hattrick aos 72’, de cabeça e com muita calma. Três óptimos motivos para ter sido eleito o MVP do desafio, a que se juntam ainda iniciativas venenosas que deixaram a defesa adversária em fanicos. Inteligente quando se apercebeu que Alex seria um osso mais duro de roer do que Freire e começou a executar as diagonais mais cedo, a fim de confrontar o brasileiro tantas vezes quanto possível. Joga com muita alegria e fantasia, protege muito bem a bola e é explosiva a forma como rapidamente atinge o pique de velocidade - tem claramente um futuro risonho à sua frente. O FC Porto só precisa de desfrutar.
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Inglório. Trabalhou muitissimo, recuou para ajudar a ganhar bolas de cabeça a meio-campo e distribuir para os companheiros; é estranho que os adeptos não gostem de um avançado assim. Já tinha visto Rolando e Beto bloquearem-lhe dois remates com selo de golo, mas aos 23’ vingou-se e ninguém conseguiu impedir a sua cabeçada de raiva, uma entrada perfeita a corresponder a canto de Anderson Santana. Aos 44’ foi o momento do jogo: grande penalidade a favor do Vitória e Edgar para concretizar. Podia aí ter reduzido para 4-3 e relançar o jogo, mas apesar de marcar o lance bastante bem Beto foi superior e conseguiu desviar, sendo que na resposta James ainda assinou o 5-3. Naturalmente ficou afectado pelo lance, mas nunca se conformou nem deixou de procurar o seu segundo golo, trabalhando imenso para a equipa.Tanto esforço tirou-lhe discernimento e aos 68’ quando dispôs de um frente a frente com Beto atirou sem confiança, começando aí uma queda a pique na sua exibição. Terminou de rastos - ninguém poderia aguentar 90’ daquele ritmo. Ponta de lança apenas no papel, raramente se destacou dentro da área mas foi claramente o assistente de serviço. Sobre a esquerda e em contra-ataque cruzou para o tento de Varela; depois marcou ele mesmo o 2-4 de canto directo, e fechou a primeira parte a cruzar para o 2-5 de James. Na segunda está no único golo com novo cruzamento milimétrico em contra-ataque, novamente concluído por James. Não esteve particularmente inspirado no um contra um nem no remate e claramente não é ponta de lança, mas perante defesas abertas como a do Vitória isso não se nota nada pois a equipa não sente a falta de uma referência na área e antes precisa de alguém muito móvel na frente. E para esse papel está Hulk bem vocacionado...
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Não se sabe muito bem o que pretendia Manuel Machado ao colocá-lo em campo quando os problemas da equipa eram essencialmente defensivos e não de transição. Acrecentou ainda mais fluidez à posse de bola, mas isso nunca faltara ao Vitória no primeiro tempo; e perdeu um par de bolas em zona proibida que no mínimo ajudaram a intranquilizar ainda mais a equipa. Aposta falhada e sem sentido. Passou brevemente pela posição de médio defensivo antes de avançar para a interior direita para poder utilizar melhor o seu fulgor. Alimentou James e Hulk com algumas iniciativas e amou o remate umas quantas vezes, mas desta vez não causou estragos - o Porto estava mais interessado em gerir os ritmo e não em partir ainda mais o adversário.
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Estranha a opção de o deixar no banco, sendo no entanto verdade que a intermediária titular respondeu bem. Quando entrou já muito pouco havia a fazer e limitou-se a marcar algumas bolas paradas e colaborar em alguns lances, mais um ou outro remate bem direccionado. Infelizmente com isso retirou a pouca importância que Anderson Santana tinha na equipa. Refrescou e solidificou o meio-campo, finalmente pondo cobro à exibição de Rui Miguel e impedindo assim o Vitória de voltar a discutir o resultado. Ainda viu um amarelo aos 74’ por falta sobre o mesmo jogador. Muito útil.
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Dinâmico mas sem resultados, ainda assustou Alvaro Pereira mas cedo foi engolido pela teia portista. Não entrou bem. Entrou apenas para se despedir dos adeptos.
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