Do querer ao poder, um abismoJorge CarneiroPrometia-se hercúlea a tarefa dos vitorianos, o 2-0 trazido de Madrid afigurava-se extremamente complicado. Ainda assim, a exibição durante a primeira hora em Madrid permitia algum optimismo. Acreditava-se que com uma exibição consistente, e com o apoio do público era possível a "remontada".
Não foi nada disso que aconteceu. Ainda antes do jogo, o 12º jogador esteve ausente, apenas 10 mil espectadores. Após o apito inicial a situação não melhorou...
Para suprir a falta de João Paulo, Manuel Machado apostou em El Adoua, central de raiz, mas adaptado a trinco em Portugal. No meio campo, Pedro Mendes era o vértice mais recuado, com João Alves, Leonel Olímpio na sua frente. Mais adiantado jogava Faouzi no apoio a Edgar.
O Vitória entrou em jogo demasiado nervoso, falhando muitos passes a meio campo e com El Adoua e N'Diaye completamente desconcentrados. Aproveitando mais um passe errado a meio campo, Tiago isolou Adrián, este tirou da frente Nilson e cavou um penalti. Chamado à conversão, Gabi não falhou. Se o vitória já estava desorientado, ainda mais ficou. Os passes falhados continuavam, o meio campo continuava a não fechar o espaço entre linhas e os centrais continuavam a ter demasiado espaços nas costas. De forma natural as oportunidades foram-se sucedendo junto na baliza de Nilson, e o marcador foi-se avolumando. O único mérito do vitória foi não ter baixado os braços e ter continuado à procura do golo, mesmo perante a diferença de qualidade das duas equipas.
Manuel Machado - "O Atlético foi um justo vencedor."
Gregorio Manzano - "Fomos superiores do primeiro ao último minuto"
Esta não foi a primeira vez que o Vitória foi goleado em casa em competições europeias, o 0-4 de hoje já havia sido conseguido pela Lazio, Barcelona, tendo o Ajax também conseguido vencer por 3-0
Por último, agradecemos ao Vitória por ter sido o primeiro (de muitos, esperamos) a abrir as portas ao foradejogo.net.