Reportagem Vit.Guimarães - MidtjyllandJorge Carneiro Após o empate fora sem golos e num jogo em que era imperativo ganhar, para que o Vitória conseguisse prosseguir com o sonho das competições europeias, salvou-se a honra do castelo com uma suada vitória por 2-1, mas não sem uma boa dose de sofrimento. Mantendo-se coerente com o que é seu hábito táctico, o Professor Manuel Machado apostou num onze reservado, que embora se estendesse no relvado mostrava-se incapaz de obter um fluxo de ataque dinâmico, consequência da utilização de vários jogadores deslocados das suas posições habituais. Com vários médios de caraterísticas mais defensivas em posições avançadas do terreno e que exigiam outra clarividência ofensiva foi notória a dificuldade da equipa da casa em pressionar de forma clara um adversário que veio discutir com garra o acesso à pré-eliminatória para a fase de grupos da Liga Europa.
Recorrendo a ataques rápidos e directos, fruto de uma frente ofensiva incrivelmente veloz, a equipa dinamarquesa sempre revelou ser perigosa e bastante esclarecida nos seus métodos ofensivos acabando por chegar à vantagem à passagem do minuto 28 na execução de um canto. Elevando-se, sem marcação, na área vimaranense, o capitão do Midtjylland, central subido à área adversária, concretizou sem esforço um cabeceamento que só parou no fundo das redes, para desespero de Nilson, que com excepção do golo sofrido, do qual não tem culpas no cartório, se mostrou calmo e seguro ao longo de todo o encontro. Ainda na primeira parte, o Vitória chega à igualdade, após uma intensificação do seu caudal ofensivo, ao minuto 45, por intermédio de Faouzi que com um golpe de cabeça em resposta a um cruzamento da esquerda empurrou a bola para o fundo da baliza adversária iniciando a reviravolta que se consumou ao minuto 76 com um golo de Targino após um lance confuso em que a bola chegou a esbarrar no poste após remate de Edgar que ainda ressaltou num defesa.
Em todo o caso o jogo poderia ter sido bastante mais fácil de resolver face às oportunidade produzidas pela equipa da casa, mas a displicência e quiçá imaturidade da frente ofensiva vimaranense, nomeadamente de Faouzi, levou a um rol de oportunidades falhadas que teriam simplificado a partida.
A verdade é que o Professor foi obrigado a proceder a alterações no seu esquema táctico para responder à situações de jogo, não se tendo livrado de uma valente assobiadela e alguns apupos quando tomou a decisão de substituir Barrientos por Targino.
Na globalidade da partida não se pode dizer que o esquema montado pelo Professor tenha sido o mais eficaz mas foi o suficiente, juntamente com a qualidade acrescida da equipa da casa, para catapultar o Vitória para a continuidade nas competições europeias.