ForaDeJogo.net - Canedo 2013/2014


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Associação: AF Aveiro
Cidade: Canedo, Santa Maria da Feira
Estádio: Valadas
Ano de fundação: 1984
Sede: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: facebook.com/Canedo-Futebol-Clube-118633524893102
Plantel 2013/2014
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Treinadores
T João Paulo
Entradas
David (28)U. Lamas (III)
Manú (27)U. Lamas (II R)
Alex (23)Fiães (I R)
Nuno Fruta (28)Sporting Paivense (I R)
Cláudio (20)São João de Ver (II B)
Canedo (21)Milheiroense (I R)
João (24)Argoncilhe (II R)
Rui (19)Arrifanense (JUN)
Rúben Neves (21)Cesarense (II B)
Ronaldo (25)Caldas São Jorge (II R)
Fernando Jorge (30)Sporting Paivense (I R)
Samú (21)U. Lamas (II R)
Valter (18)Arrifanense (JUN)
Dani (20)Lobão (II R)
Daniel Vítor (21)Caldas São Jorge (II R)
Xavier Moutinho (19)Canedo (JUN)
Rafa (20)São João de Ver (II B)
Simão (19)Canedo (JUN)
Pedro (18)Fiães (JUN)
Fred (18)Canedo (JUN)
Renato (17)Canedo (JUN)
I AF Aveiro
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Carlos19Fábio3Bruno Joel17Rúben Neves
77David25Manú8Dani28Rafa
 Pedro5Pedro Pais18Valter Fred
 Renato24Xavier Moutinho Simão11Alex
  4Joel 10Márcio13Álvaro
  15Ronaldo7Cláudio27João Loureiro
  30João26Canedo31Fernando Jorge
    88Rui9Daniel Vítor
    8Samú  
    20Nuno Fruta  
Repescagem para a tranquilidadeRaúl Paiva

De despromovido dentro de campo à permanência na I Divisão Distrital de Aveiro via secretaria. Foi assim que o Canedo se "viu" no defeso da temporada 2013/2014, quando já atacava a participação na II Divisão Distrital, mas sempre com a esperança de ser repescado para o primeiro escalão. A desistência do histórico U. Lamas, que optou por começar de novo, abriu as portas da manutenção por via alternativa ao Canedo, que assim pôde cumprir a terceira temporada consecutiva entre os "grandes" de Aveiro.

A nível directivo, o ''vice'' José Ribeiro assumiu a presidência e João Paulo continuou à frente do plantel sénior.

A continuidade de João Paulo não foi surpresa: só faltava saber-se em que escalão o técnico assumiria, pela primeira vez, os destinos do Canedo desde o início da época. Face à instabilidade ocorrida na temporada anterior, assistiu-se a uma - expectável - grande remodelação no plantel, com apenas oito jogadores a transitarem de 12/13. A saber-se: Carlos, Fábio, Pedro Pais, Joel, Bruno Joel, Márcio, Álvaro e João Loureiro. Com cautela, o plantel começou a ser desenhado para competir na II Divisão Distrital, e foi neste escalão que João Paulo encontrou alguns reforços: Ronaldo e Daniel Vítor deixaram o Caldas de São Jorge, João chegou do Argoncilhe e Dani veio do Lobão. A estes juntaram-se Rafa e Cláudio, que haviam passado o seu primeiro ano de sénior no São João de Vêr, na II Divisão Nacional, mesmo escalão de onde chegou Rúben Neves (ex-Cesarense). Da I Divisão Distrital chegaram três jogadores, todos eles para o ataque: Nuno Fruta e Fernando Jorge, ambos ex-Paivense, e Alex, ex-Fiães, que assinou o seu regresso às Valadas, depois de ter contribuído para a subida em 2010/11. Da extinta III Divisão Nacional veio aquele que, porventura, terá sido o reforço mais "sonante": o guarda-redes David, ex-U. Lamas. Houve ainda a promoção dos ex-júniores Xavier e Simão, e a contratação de mais três jogadores no seu primeiro ano de sénior: Valter e Rui ex-Arrifanense, e Pedro ex-Fiães.

O campeonato não podia ter começado da pior maneira: deslocação a casa do Gafanha, candidato assumido à subida de divisão, e que havia contratado Cílio Souza, esse mesmo, que eliminou o Benfica da Taça de Portugal no antigo Estádio da Luz. E que marcou também ao Canedo, na goleada imposta pela sua nova equipa aos canarinhos no arranque da prova: 4-0. A goleada foi ainda mais difícil de digerir, até porque o Canedo fez um bom jogo e não merecia perder por tantos. Mas duas vitórias por 1-0, nas duas jornadas seguintes, uma delas em casa do Cucujães, permitiram ao Canedo dar um "salto" na tabela. Seguiram-se dois empates caseiros consecutivos, sem golos, diante de Milheiroense e Mealhada, e outro empate, o terceiro seguido, em Carregosa, a dois golos, com o último golo forasteiro a surgir em cima do minuto noventa. Curioso, é que na jornada seguinte, seria em cima do minuto noventa que Álvaro marcaria ao Paivense, e dava novo triunfo ao Canedo, desta feita por 2-1. E ao fim de oito jornadas, o Canedo era sétimo classificado com doze pontos e com apenas uma derrota, apesar de ter ainda um jogo em atraso, que seria jogado três dias depois, na casa do Alba, que havia adiado o jogo do campeonato devido à deslocação a Alvalade para a Taça de Portugal. Em Albergaria, além de perder pela segunda vez na prova, o Canedo deu início a um ciclo de cinco jogos sem vencer, com dois empates e três derrotas, dos quais se destaca inteiramente o empate a cinco golos (!) diante do Oliveira do Bairro, naquele que terá sido, com toda a certeza, o primeiro embate oficial entre os dois clubes. Quem viu não esquece(rá).

Nesse ciclo negativo, há também a destacar a grave lesão sofrida por Pedro Pais em casa da Sanjoanense que tirou o capitão canedense dos relvados durante cinco meses, e a derrota caseira diante do Avanca, que marcou a estreia a perder do Canedo diante dos seus adeptos na temporada 13/14. O regresso aos triunfos aconteceu na casa do Soutense, à jornada 13, por 2-1, e prolongar-se-ia por mais duas jornadas: primeiro na recepção ao Famalicão, vitória histórica do Canedo por 4-3, com uma reviravolta absolutamente estrondosa, depois de entrar nos últimos dez minutos regulamentares a perder por... 0-3!, e na jornada seguinte nova vitória categórica, desta feita em casa do vizinho Fiães, também por 2-1. Decorridas que estavam quinze jornadas, a duas do fecho da primeira volta, o Canedo era a grande surpresa da prova ao ocupar o sexto lugar, à frente de formações como Águeda, Avanca e do próprio Fiães. Para completar a primeira volta, autêntico pesadelo vivido em Águeda, com derrota por impensáveis 7-0, e novo triunfo, na recepção ao Esmoriz, por 3-2, depois de ter estado uma vez mais em desvantagem. Por esta altura, já o plantel havia sofrido alterações: Fernando Jorge saiu no início do mês de Dezembro, Dani seguiu-lhe as pisadas, e o ex-júnior Simão acabaria também por ele 'abandonar' a equipa. Para colmatar estas baixas, João Paulo decidiu apostar nos regressos de Canedo e Manú - o médio chegou duas semanas antes do lateral -, tendo contratado ainda o médio-ofensivo Samú, que à semelhança de Manú, não havia tido uma passagem muito feliz pelo União de Lamas.

O 'ataque' à segunda volta até nem começou mal, com um empate caseiro na recepção ao Gafanha, mas nas quatro jornadas seguintes, o Canedo não conheceu outro resultado sem ser a derrota, e para piorar a situação, três dessas derrotas haviam sido diante de adversários directos na luta pela permanência. A primeira vitória na segunda volta aconteceria na Mealhada, por 1-0, à Jornada 23, que serviu para confirmar uma tendência algo "estranha": nas últimas três épocas, Canedo e Mealhada empataram nas Valadas, sempre em decréscimo (2-2 em 11/12, 1-1 em 12/13 e 0-0 em 13/14), enquanto que na Bairrada, só tem dado vitória canedense. E que seja sempre assim. Nas três jornadas seguintes, três resultados distintos: empate em casa com o Carregosense, derrota na deslocação ao Paivense e vitória na recepção ao lanterna-vermelha Valonguense. Com este triunfo, e a oito jornadas do fim, a permanência era cada vez mais um dado adquirido, até porque o número de descidas desta temporada seria muito inferior em relação à época transacta. Talvez por isso, a equipa descomprimiu mais do que devia e sofreu três derrotas consecutivas, que nunca puseram em causa a permanência. E nas últimas cinco jornadas, quatro empates e uma vitória: o triunfo em Famalicão foi uma espécie de confirmação definitiva da manutenção, e o empate caseiro com o Fiães a dois jogos do fim, serviu apenas para a confirmação matemática do objectivo da temporada: fazer com que o Canedo continuasse, pelo menos mais um ano, na I Divisão da AF Aveiro. E vai continuar.

Em jeito de balanço final, resta-me acrescentar que a primeira volta sensacional do Canedo foi a grande "âncora" para alcançar a permanência: é que os "canarinhos" foram a segunda pior equipa da segunda volta, com apenas 15 pontos somados, superando apenas o Valonguense, que obrigado a recorrer aos Juniores, somou dez pontos no total e... dois na segunda volta. Pelo terceiro ano consecutivo, o Canedo chegou ao fim do campeonato com 41 pontos somados. As diferenças, é que desta vez fez menos uma vitória do que nas duas épocas anteriores e somou mais três empates. Sofreu também menos duas derrotas, e em relação à época passada até fez mais um golo, sofrendo, porém, mais seis, e ficando com a quinta pior defesa da prova. A manutenção foi mais do que justa, até porque João Paulo viu-se privado dos capitães durante muito tempo: Pedro Pais esteve de fora cinco meses; Bruno Joel três e Márcio dois. Os 'velhinhos' fizeram falta, mas quem jogou acabou por dar, mal ou bem, 'conta do recado'. E isso foi o que mais importou. A repescagem no início da época foi apenas o primeiro passo para uma época tranquila.

O momento - 14ª Jornada: Canedo 4-3 AC Famalicão

À 14ª Jornada, na recepção ao penúltimo classificado Famalicão, o Canedo tinha uma boa chance de fazer a segunda vitória consecutiva, e ganhar novo fôlego na tabela classificativa. Porém, ao intervalo, e com duas grandes penalidades, o Famalicão já vencia por 0-2 e chegaria ao terceiro golo ao minuto 63'. O público presente nas Valadas começava a levar as mãos à cabeça, e apesar da reacção da turma da casa, nada fazia prever o que aconteceu: aos 82' minutos, Alex reduziu para 1-3; a bola foi ao centro, o Canedo recuperou-a, meteu-na frente, e Samú, em tarde de estreia, fez o 2-3. Chegados ao minuto noventa, houve quem abandonasse o recinto já pouco crente noutro resultado que não o 2-3, mas aos 90+2' minutos, João Loureiro desviou, dentro de área, para o 3-3. Foi a loucura, mas isso não seria nada comparado ao que se viveria três minutos depois: Samú, num remate de fora-de-área, assinou o 4-3, e com um bis no dia de estreia, deu uma vitória histórica ao Canedo. Este triunfo catapultou o Canedo para a permanência, porque apesar de faltarem vinte jogos para o fim e nada estar decidido, a cambalhota no marcador de forma quase miraculosa, embalou o plantel para novo triunfo na jornada seguinte, em casa do vizinho e rival Fiães, também ele inesperado, e que foi mais uma prova de que o Canedo tinha de ser levado em conta.

A figura: Alex

É certo que nenhum jogador se destacou individualmente a ponto de merecer uma referência como melhor jogador da época canedense, mas se alguém tem que ser considerada a figura da época, esse alguém é Alex. De regresso ao Canedo após ter contribuído para a subida em 10/11, apontou dez golos, nove deles no campeonato, e dividiu um golo a meias com Leandro do Mourisquense, que abriu caminho ao primeiro triunfo da temporada. Além disso, outro factor de relevo: sempre que marcou no campeonato, o Canedo nunca perdeu. Os seus golos significaram ainda pontos 'directos' nos empates caseiros com Soutense e Águeda, além de ter feito os dois golos da vitória em Souto, numa partida em que até começou como suplente. Marcou também para a Taça, no Furadouro, mas aí o seu golo de nada valeu. Um ponta-de-lança que merece 'voos' mais altos.

A revelação: Fábio

Sem nenhum lateral direito de raiz no plantel, João Paulo começou por dar o lugar ao extremo Rafa, mas rapidamente deu o lugar ao também extremo Fábio, que nas duas últimas temporadas, as primeiras como sénior, já vinha ganhando rotinas na posição. O jovem natural de Canedo agarrou o lugar durante grande parte da temporada, tendo falhado apenas os últimos cinco jogos, uns por opção e outros por lesão, além de ter sido expulso em casa da Sanjoanense à Jornada 11. No total somou 25 partidas no campeonato, 23 como titular, e afirmou-se com clareza, pese embora não sendo um jogador 'agressivo' e não sendo lateral de raiz, acabou por compensar com outras virtudes, uma delas o facto de não se aventurar muitas vezes no ataque, ou seja, dando sempre, e bem, primazia ao lado defensivo. No lote das revelações, destaque também para Rui, que chegou dos Juniores do Arrifanense, e além de mostrar qualidades para se afirmar enquanto sénior, relevou um grande sentido de polivalência, chegando a jogar em duas posições que não a sua.

A desilusão: Campanha na Taça

Pelo quinto ano consecutivo, o Canedo caiu da Taça de Aveiro na primeira eliminatória. Depois da conquista em 2001, só em 08/09 o Canedo conseguiu ir longe na Taça, caindo aos pés do Estarreja com uma pesada goleada. Mas, voltando à época 13/14, o sorteio ditou que o Canedo se deslocasse ao terreno do Furadouro, estreante nas andanças do futebol sénior, e que fez furor ao bater os 'canarinhos' por 2-1. É certo que João Paulo mexeu na equipa, é certo que ficaram de fora alguns titulares, mas isso não pode servir de desculpa para uma equipa que tem tradição na Taça. Esta foi a grande desilusão da época.


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