ForaDeJogo.net - FC Porto 2007/2008


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Futebol Clube do Porto
Nome: FC Porto
Associação: AF Porto
Cidade: Porto
Estádio: Dragão
Ano de fundação: 1893
Sede: Estádio Dragão-Via F C Porto
Entrada Poente, Piso 34050-451 - Porto
Web: www.fcporto.pt
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Jesualdo Ferreira
Staff
José Gomes(ADJ), João Pinto(ADJ), Rui Barros(ADJ), Carlos Azenha(ADJ)
Entradas
Mariano González (26)Inter   (A)
Nuno Espírito Santo (33)Aves (I)
Tarik (30)RKC Waalwijk   (I)
Farías (27)River Plate   (I)
Kazmierczak (25)Boavista (I)
Lino (30)Académica (I)
Hélder Barbosa (20)Académica (I)
Stepanov (24)Trabzonspor   (I)
Bolatti (22)Belgrano   (I)
Ventura (19)FC Porto (JUN)
Edgar (20)Beira-Mar (I)
Leandro Lima (21)São Caetano   (B)
André Pinto (17)FC Porto (JUN)
Rui Pedro (18)FC Porto (JUN)
Rabiola (17)FC Porto (JUN)
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Helton12Bosingwa6Paulo Assunção11Mariano González
24Ventura5Marek Cech18Bolatti30Rui Pedro
33Nuno Espírito Santo13Fucile8Lucho González7Ricardo Quaresma
  15Lino16Raúl Meireles17Tarik
  2Bruno Alves25Kazmierczak21Hélder Barbosa
  3Pedro Emanuel26Castro9Lisandro López
  4Stepanov20Leandro Lima19Farías
  14João Paulo  23Hélder Postiga
  42André Pinto  28Adriano
      29Edgar
      39Rabiola
De longe os melhores.Miguel Torres

A equipa do Porto teve uma época muito positiva embora tenha falhado em todas as provas a eliminar. No campeonato foi arrasador. 20 pontos de avanço (sem apitos), melhor defesa, melhor ataque, maior goleada e liderança desde a primeira jornada até à última. Esteve próximo de bater diversos recordes mas acabou por falhar todos mesmo no limite. A equipa-tipo funcionou perfeitamente. Um 4-3-3 como Jesualdo Ferreira sempre gostou mas com uma pequena diferença para o seu esquema habitual. O treinador sempre preferiu ter um falso extremo a jogar como segundo ponta-de-lança, como no ano passado com Lisandro ao lado de Adriano. Este ano optou por um esquema clássico, Tarik e Quaresma encostados às laterais e Lisandro no centro, ou melhor, por todo lado. O que poderia ter perdido em capacidade de finalização ao segundo poste (o que não veio a acontecer devido à inspiração do ponta-de-lança) ganhou com um melhor aproveitamento das características dos jogadores. O meio campo manteve a consistência do ano anterior e ninguém se lembrou de Anderson. Não era um meio campo que primasse pela técnica, não havia um verdadeiro número dez, mas que se destacava pela classe de Lucho, pela combatividade de Raul Meireles e pela disciplina de Paulo Assunção.

A defesa foi consistente (os poucos golos sofridos provam-no) mas pareciam não existir alternativas eficazes. Para além de Bosingwa e Fucile, Marek Cech parecia ser a única alternativa nas laterais credível na primeira metade do campeonato, mas depois veio a eclipsar-se sem se perceber bem porquê. Bruno Alves e Pedro Emanuel estavam a milhas de distância de Stepanov (um erro de casting ou um ano de ambientação?) e João Paulo. Na baliza, Helton fez uma época regular e Nuno esteve sempre à altura. Ventura, no único jogo que fez deu excelentes indicações (Muito melhores que Bruno Vale, Paulo Ribeiro ou Taborda há uns anos).

Esta equipa teve a sorte (e o mérito da equipa técnica) de não ter muitas lesões, estando os automatismos a funcionar perfeitamente e as transições rápidas passaram a ser uma imagem de marca. No entanto, quando saía do seu habitat natural desaparecia rapidamente e tornava-se amorfa, sem identidade. Uma das situações em que isso acontecia era quando a equipa entrava a perder, viu-se em Alvalade e nos dois jogos com o Nacional (o Leixões foi uma excepção), a equipa perdia-se e as substituições não funcionavam. A outra situação era em jogos mais difíceis, sobretudo a eliminar, quando o treinador decidia mexer na estrutura da equipa, e sobre isso é necessário fazer uma análise mais detalhada.

Final da Supertaça, Liverpool, Gelsenkirchen, Alvalade e Final da Taça. Cinco derrotas e por coincidência (ou não) cinco mexidas na estrutura da equipa. Na primeira Marek Cech no meio campo por lesão de Lucho (e um penalti por marcar), em Liverpool, Mariano Gonzalez e Kazmierczak nos lugares de Tarik e Raúl Meireles, em Alvalade, Marek Cech (numa posição pouco clara) no lugar de Tarik, em Gelsenkirchen João Paulo a lateral direito ou esquerdo(?) e Farias no lugar de Tarik, na final da taça João Paulo mais a central que a lateral direito no lugar de Bosingwa e Mariano Gonzalez no lugar de Tarik. Conclusão: sempre que o treinador tinha medo, colocava um jogador mais defensivo no lugar de Tarik e se Bosingwa não pudesse jogar, o melhor lateral para substituí-lo nesses jogos era… João Paulo.

Não é crime um treinador mudar o esquema de jogo, aliás, é uma boa prática. Veja-se Mourinho no Porto e o 4-3-3 interno e o 4-4-2 nos jogos internacionais. Veja-se também Co Adriaanse e a viagem que fez do 4-3-3 para o 3-3-4 em meia época. Uma equipa tacticamente evoluída deve saber mudar durante o jogo e de jogo para jogo. A principal crítica é o facto de no Porto o Plano B nunca funcionar, embora o Plano A seja quase perfeito. E se as coisas não funcionam de outra maneira, mais vale a equipa manter o seu esquema sem segredos. Foi aí a grande falha. E há alguns factos curiosos que dão muito que pensar.

Tarik Sektioui foi o mais injustiçado. O Porto perdeu 8 jogos oficiais em toda a época e o Marroquino não foi titular em nenhum deles. Por outro lado, nas 5 derrotas a nível nacional (excluindo o desaire em Fátima) os adversários foram o Sporting e o Nacional. Esta última curiosidade revela as dificuldades do Porto contra um meio campo povoado, como o 4-4-2 de Paulo Bento. A inferioridade numérica a meio campo foi decisiva nesses jogos e reforça ainda mais a necessidade da equipa saber jogar em mais que um esquema táctico. O esquecimento da táctica de Adriaanse foi um erro, um Porto que soubesse jogar em 4-3-3, 3-4-3 e 3-3-4 era um Porto ainda mais dominador. De qualquer forma, para consumo interno este Porto chegou e se mantiver os níveis também poderá ganhar facilmente o próximo campeonato. Mas isso só se verá para o ano.

Momento Chave: Benfica 0 – 1 Porto

Na Luz Jesualdo surpreendeu e colocou a equipa… habitual. Uma exibição de gala na primeira parte, e o controlo do jogo na segunda parte fizeram o resto. Antes desse jogo o Benfica estava a apenas 4 pontos do Porto (após os empates deste com Belenenses e Estrela da Amadora). Uma vitória encarnada reduzia a diferença para um único ponto mas o resultado contrário colocou os azuis e brancos numa posição confortável pois já vencera o Sporting. Ao fim de 12 jogos o Porto passou a ter 7 pontos de vantagem sobre o Benfica, 10 sobre o Guimarães e 12 sobre o Sporting. Há muito tempo que um campeonato não ficava decidido tão cedo.

Estrela: Lisandro Lopez

Passou duas épocas a estagiar, talvez por ter sido encostado à linha quando sempre jogara no centro do ataque. Sempre muito lutador, logo nos primeiros jogos foi comparado a Derlei, mas uma lesão após uma entrada de Katsouranis estragou-lhe a primeira época. Na segunda quase passou incógnito mas sempre com a mesma raça acabou por marcar o golo que deu o título frente ao Desportivo das Aves. Quando lhe deram a oportunidade pela primeira vez, mostrou qual o seu verdadeiro lugar e continuou a correr os mesmo quilómetros de sempre. Lisandro é um exemplo, pela forma de jogar, pela persistência e pela paciência. Ele merece repetir uma época como esta.

Revelação: Tarik Sektioui

Não é muito comum uma revelação ter 31 anos, mas Tarik merece este título. Tarik esta época não perdeu um único jogo a titular, foi o 4º melhor marcador na equipa e uma das figuras. Para quem quase não ia sequer para estágio é um óptimo cartão-de-visita. Bendito seja aquele jogo particular no Bessa onde marcou dois golos e bendito seja o Ramadão, que parece que o tornou ainda mais rápido. Foi também dele um dos melhores golos da história do clube (escusado será dizer qual foi), que coroou uma época magnífica e incompreendida.

Uma última nota para a falta de revelações. Para além da fábrica de defesas centrais, pouco se viu nas últimas épocas em termos de revelações jovens jogadores do FCP. Grande parte da selecção sub-17 campeã da Europa em 2003 pertencia aos quadros do clube. Hoje nenhum deles é titular. Nessa equipa as principais figuras eram Márcio Sousa e Vieirinha do Porto. Mas também jogava Paulo Machado a titular, Hélder Barbosa ficava no banco e Bruno Gama, mais novo, era a habitual arma secreta. Curiosamente Miguel Veloso era habitual titular na defesa e João Moutinho suplente de Paulo Machado e Márcio Sousa. Quando é que esta geração terá oportunidade no clube?

Decepção: Leandro Lima

Vinha da selecção de sub-20 brasileira onde alcançara a titularidade por Anderson ter sido convocado para a Copa América. Brilhou no torneio de Roterdão e esperava-se que fosse o número 10 da equipa. Nunca conseguiu impor-se, nem antes do escândalo em que se viu envolvido. O clube fez bem em defender o jogador, mas o futuro não parece ser muito prometedor.


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