ForaDeJogo.net - FC Porto 2008/2009


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Futebol Clube do Porto
Nome: FC Porto
Associação: AF Porto
Cidade: Porto
Estádio: Dragão
Ano de fundação: 1893
Sede: Estádio Dragão-Via F C Porto
Entrada Poente, Piso 34050-451 - Porto
Web: www.fcporto.pt
Plantel 2008/2009
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Treinadores
T Jesualdo Ferreira
Staff
José Gomes(ADJ), Rui Barros(ADJ), João Pinto(ADJ)
Entradas
Rolando (22)Belenenses (I)
Cristián Rodríguez (22)Benfica (I)
Fernando (20)Estrela Amadora (I)
Hulk (21)Verdy   (I)
Sapunaru (24)Rapid Bucareste   (I)
Tomás Costa (23)Rosario Central   (I)
Guarín (22)Saint-Etienne   (I)
Cissokho (20)Vitória Setúbal (I)
Candeias (20)Varzim (II)
Andrés Madrid (26)Sp. Braga (I)
Diogo Viana (18)FC Porto (JUN)
Nelson Benítez (24)Lanús   (I)
Tengarrinha (19)FC Porto (JUN)
Sérgio Oliveira (16)FC Porto (JUN)
Josué (17)FC Porto (JUN)
Dias (17)FC Porto (JUN)
Pelé (20)Inter   (A)
Ivo Pinto (18)FC Porto (JUN)
Rafhael (18)FC Porto (JUN)
Liga Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Helton13Fucile18Bolatti11Mariano González
24Ventura21Sapunaru22Andrés Madrid12Hulk
33Nuno Espírito Santo34Ivo Pinto25Fernando23Candeias
  5Nelson Benítez8Lucho González50Diogo Viana
  15Lino16Raúl Meireles10Cristián Rodríguez
  28Cissokho20Tomás Costa17Tarik
  2Bruno Alves30Pelé9Lisandro López
  3Pedro Emanuel39Dias19Farías
  4Stepanov6Guarín29Rabiola
  14Rolando37Josué  
  26Tengarrinha52Sérgio Oliveira  
  35Rafhael    
Transições com títulosMiguel Torres

As transições defensivas e ofensivas são duas das palavras-chave da filosofia de jogo de Jesualdo Ferreira. Jesualdo sustenta que uma rápida passagem das manobras defensivas para um ciclo ofensivo controlado é um aspecto fundamental para se chegar ao golo. Sustenta igualmente que após a perda da bola, a recolocação de todos os sectores é fundamental para impedir a equipa adversária de chegar à baliza.O Porto 2008/09 é uma equipa à imagem do seu treinador. Mal-amado durante os dois anos anteriores, odiado após três derrotas consecutivas, Jesualdo chegou ao fim da época como treinador consagrado e defendido por todos os adeptos. Fruto dos resultados? Sim, mas também fruto de uma transição na sua forma de conduzir a equipa, uma transição ainda mais importante que aquelas que este treinador tanto defende.

No verão de 2008 saíram três titulares indiscutíveis do Porto. Dois deles saíram como parte da política de gestão de activos do clube (Bosingwa e Quaresma) e outro saiu como resultado de uma nova lei ao qual o clube não se soube adaptar (Paulo Assunção). À primeira vista parecia uma tarefa difícil reconstruir a equipa, mas com um olhar pormenorizado percebe-se que os problemas das saídas de Bosingwa e Quaresma eram contornáveis. Bosingwa era um lateral dos mais rápidos (senão o mais rápido) do mundo mas com alguns problemas musculares que originavam lesões mais ou menos prolongados. Quaresma era um extremo que podia ser genial mas que nunca atingiu a maturidade exigível a um jogador de futebol de uma grande equipa apesar de Jesualdo lhe dar sempre lugar cativo a extremo-esquerdo.

Embora não sendo Sapunaru nem Fucile jogadores com a disponibilidade física de Bosingwa, ao nível do cruzamento até são superiores e, apesar do romeno revelar algumas carências, a saída do actual jogador do Chelsea não enfraqueceu demasiado a equipa. As prestações de Quaresma no último ano também não motivaram grandes elogios, a forma como este se agarra demasiado à bola e a tendência para problemas disciplinares prejudicaram a equipa em alguns momentos. Embora se tenha perdido o seu génio, Cristian Rodriguez tornou-se uma solução mais consistente e mais tarde tornou-se num jogador fundamental para o Porto após a transição.

Paulo Assunção era, de facto, o maior problema. Uma saída não acautelada e dois jovens jogadores para o lugar (Fernando e Pelé) sendo que o último nem a pré-época realizou no Porto. Acabou por ser Fernando a fazer o papel de Assunção e a forma como foi crescendo ao longo da época reflectiu-se claramente no rendimento da equipa. Quando este jogador ganhou confiança, o Porto tornou-se uma equipa sólida e no final da época Fernando já estava ao nível de Paulo Assunção (melhor ao nível do passe e do transporte de bola mas ainda inferior em termos de posicionamento e temporização das jogadas).

O Porto dos dois primeiros anos de Jesualdo era um 4-3-3 que se transformava num sistema táctico imperceptível quando defrontava grandes equipas europeias. Não existiam esquemas alternativos, o que dificultavam a adaptação a diferentes equipas e fases do jogo. Jesualdo transformara apenas o arrojado 3-3-4 de Adriaanse num sistema conservador que se metamorfoseava num sistema medricas contra equipas que lutavam pela Liga dos Campeões. Basicamente foi apenas a troca de um ponta-de-lança por um defesa central. Este ano tudo foi diferente. Cristian Rodriguez não é um extremo puro embora tenha começado nessa posição. Nessa altura mantinha-se o 4-3-3 da época anterior com o uruguaio e Mariano nos extremos e Lisandro no meio. No entanto, com o evoluir da época Rodriguez passou a alternar essa posição com o lado esquerdo do meio campo, transformando-se o 4-3-3 em 4-4-2 sem substituições.

A entrada de Hulk também veio ajudar. Era o falso ponta-de-lança no 4-3-3 (à imagem do sistema preferido de Jesualdo, com um extremo e dois pontas-de-lança) e fazia dupla com Lisandro quando Rodriguez recuava. Esta é a chave do Porto de 2008/2009, que depois foi subindo de forma com a rápida formação em competição de jogadores como Fernando e Cissokho que permitiu que em Manchester se atingisse o auge de toda uma época. Foi um jogo que lançou uma nova equipa do Porto para mais alguns anos de novos títulos. Uma transição muito mais suave do que as que separaram a equipa de Mourinho para a equipa de Adriaanse ou a equipa de Robson e Oliveira para a equipa de Mourinho. E aqui Jesualdo tem todo o mérito.

Momento Chave: Dinamo de Kiev – Porto 1-2

O jogo que mudou o Porto foi em Kiev após três derrotas consecutivas. Quando muitos vaticinavam o fim de uma era de hegemonia, Rolando subiu ao 2º andar e decidiu a época. Depois disso o Porto não voltou a perder para o campeonato e o único jogo a sério que perdeu foi com o Manchester United para a Liga dos Campeões, 6 meses depois.

Estrela: Raul Meireles

Ao contrário do que aconteceu nas últimas épocas, este ano não se destacou claramente nenhum jogador. Neste lugar poderiam estar Bruno Alves, Lucho, Lisandro, Rodriguez ou Fernando. Escolhi Raul Meireles por ser o ano em que este adquiriu o estatuto de estrela, emergindo para comandar todas as transições ofensivas. Numa época em que Lucho esteve mais apagado do que o costume, Raul Meireles assumiu a direcção do meio campo sempre que foi necessário e foi determinante na forma como o Porto controlou os jogos após a vitória em Kiev.

Revelação: Fernando

Também aqui é difícil eleger um jogador. Fernando foi escolhido porque jogou toda a época, porque assumiu um lugar muito difícil e porque fez esquecer Paulo Assunção. De qualquer modo, a forma como Cissokho evoluiu de jogo para jogo impressionou qualquer pessoa que vê futebol. Parece impossível aquele jogador que foi constantemente ultrapassado por Diogo Viana no Porto-Setúbal da Taça da Liga ser o mesmo que jogou em Manchester. Mas é.

Decepção: Benitez

Dizer que é uma decepção a prestação do antigo suplente do Lanús parece ser injusto. As decepções geralmente dizem respeito a expectativas e as expectativas neste jogador eram reduzidas. Um departamento de prospecção que descobre Hulks, Fernandos e Cissokhos também falha, e neste caso parecia certo que ia falhar. Benitez nunca foi um jogador para o Porto.


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