|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Plantel
Estatística de Jogadores
Calendário
História
Quadro de Honra
Jogadores Formados no Clube
Lista de Jogadores
|
Futebol Clube do Porto
Final infeliz para JesualdoMiguel Torres O Porto desta época foi uma completa desilusão. Jesualdo sempre habituou os adeptos do Porto a ter paciência, demorando uns dois ou três meses a construir a equipa, no entanto, este processo construtivo demorou muito mais tempo que o previsto, e só com a entrada de Rúben Micael é que ficou (semi)concluído. Com as saídas de Lisandro, Cissokho e Lucho, o treinador do Porto tinha 3 problemas para resolver. Resolveu rapidamente os dois primeiros mas o terceiro apenas o foi parcialmente e já numa fase adiantada da época. Por outro lado, a alternância entre um 4-3-3 e um 4-4-2 com Rodríguez a falso extremo que esteve na base da excelente ponta final da época anterior foi abandonada. O CR 10, quando não estava lesionado (ou seja, raramente) funcionou sempre como um extremo e, por isso, esteve a milhas do seu melhor desempenho. Há também que dizer que as lesões de pedras fundamentais, bem como a suspensão de Hulk, tiveram uma grande influência na dificuldade que Jesualdo teve em construir uma equipa capaz de manter o mesmo estilo de jogo jornada após jornada. Aliás, a época começou logo mal com um empate muito sofrido com o Paços de Ferreira e uma derrota em Braga à 5ª jornada, que deixaram o Porto demasiado afastado do primeiro lugar. Seguiu-se uma série de vitórias com exibições muito pouco conseguidas e um empate em casa com o Belenenses. Só mais lá para Novembro regressaram as exibições consistentes tendo como corolário a vitória por 3-0 em Madrid frente à equipa que acabou por vencer a Liga Europa. Nessa altura, permanecia a dúvida em relação ao substituto de Lucho. Belluschi era o que parecia ter mais qualidade mas era muito diferente do seu antecessor e Jesualdo nunca confiou nele. Pela sua posição passaram igualmente Mariano, Valeri e Guarín. Este último, apesar de só ter sido titular em 2 jogos do campeonato, foi o escolhido para jogar contra o Benfica. Sem ritmo e bastante lento, fez uns 45 minutos muito sofridos tal como a equipa, que perdia por 1-0 sem ter capacidade para ameaçar a baliza de Quim. Uma vez mais, Jesualdo Ferreira mexia na equipa num jogo grande fora de casa e, uma vez mais, tinha maus resultados. Com a pausa no campeonato e a chegada de Rúben Micael, o Porto passou a jogar com uma dupla de médios interiores que se entendia bem: o madeirense e Belluschi, já que Raúl Meireles estava lesionado. Foi precisamente nesta altura que a qualidade de jogo do Porto atingiu os mais altos patamares, ganhando 4-0 fora ao Nacional e 5-2 em casa ao Sporting. No entanto, a inconstância voltou, primeiro com um empate com o Leixões e depois, já após o regresso de Meireles, com pesadas derrotas frente ao Sporting, Benfica para a Taça da Liga e Arsenal e um empate em casa frente à Olhanense. A dupla Raúl Meireles/Rúben Micael não funcionava tão bem, e as exibições do madeirense foram mesmo perdendo qualidade, reflexo de diversas pequenas lesões e cansaço acumulado. O final da época foi preenchido com vitórias e destacado pela inesperada subida de forma e veia goleadora de Guarin, mas já era tarde demais. Destaca-se, contudo, o jogo com o Benfica na melhor exibição da época - uma pequena vingança pela temporada perdida - e uma vitória mínima frente ao Chaves no final da Taça. O momento - Jornada 15: Benfica 1 – 0 PortoNa Luz Jesualdo voltou a mexer na equipa e a colocar entre os titulares um Guarín quase nulo. Neste jogo se o Porto ganhasse passaria para a frente do Benfica 2 pontos, perdendo ficou a 4 e a depender de terceiros para ser campeão. E em Dezembro não é habitual estar já numa situação difícil para lutar pelo título. Criou-se desde logo um handicap psicológico muito importante. A Figura FalcaoSe retirássemos os penalties, Falcao teria sido o melhor marcador do campeonato com dois golos de avanço sobre Óscar Cardozo. Começou logo a marcar na primeira jornada e mesmo com todas as diferenças de estilo cedo fez esquecer Lisandro Lopez. Na pior fase portista chegou a carregar a equipa às costas, marcando e construindo jogo para os companheiros. Com certeza fará ainda melhor nas próximas épocas e será mais um grande negócio para a equipa Portista. A Revelação: Rúben MicaelMal aterrou em Pedras Rubras de imediato partiu para o onze titular. Não teve dificuldades em entrar na equipa e começou a falar à Porto desde o início. A ele e a Guarin se deve o crescimento e a melhor prestação do Porto no final da temporada. Bom sentido posicional, boa qualidade de passe e bom jogo ao primeiro toque disfarçam alguma lentidão de pernas - alguns dos pontos comuns a Lucho. Não é habitual alguém tão jovem entrar de caras na equipa do Porto e parecer que estava dentro dos processos da equipa há longos anos. A Desilusão: PredigerMais um pivô defensivo contratado, mais uma asneira. Foi recambiado em Dezembro para a Argentina e nem no Boca Juniors jogou. Prediger é apenas mais um exemplo dos erros de casting quando se compra em saldos na Argentina. Vale a pena procurar e investir um pouco mais mas com resultados certos como Falcao, Lucho e Lisandro, mas apostar em sul-americanos de qualidade duvidosa e ordenados relativamente altos não faz sentido. Para fazer o papel de Prediger há muitos jovens vindos dos juniores e com ordenados baixos - atente-se à grande época de Castro em Olhão, por exemplo. |
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||