ForaDeJogo.net - FC Porto 2009/2010


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Futebol Clube do Porto
Nome: FC Porto
Associação: AF Porto
Cidade: Porto
Estádio: Dragão
Ano de fundação: 1893
Sede: Estádio Dragão-Via F C Porto
Entrada Poente, Piso 34050-451 - Porto
Web: www.fcporto.pt
Plantel 2009/2010
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Treinadores
T Jesualdo Ferreira
Staff
José Gomes(ADJ), Rui Barros(ADJ), João Pinto(ADJ), João Paulo Correia(OBS), Raúl Oliveira(OBS)
Entradas
Varela (24)Estrela Amadora (I)
Alvaro Pereira (23)CFR Cluj   (I)
Falcao (23)River Plate   (I)
Belluschi (25)Olympiakos   (I)
Rúben Micael (22)Nacional (I)
Beto (27)Leixões (I)
Maicon (20)Nacional (I)
Miguel Lopes (22)Rio Ave (I)
Nuno A. Coelho (23)Estrela Amadora (I)
Orlando Sá (21)Sp. Braga (I)
Váleri (23)Lanús   (I)
Sérgio Oliveira (17)FC Porto (JUN)
Dias (18)FC Porto (JUN)
Addy (19)Randers FC   (I)
André Claro (18)FC Porto (JUN)
Yero (17)FC Porto (JUN)
Alex (17)FC Porto (JUN)
Abdoulaye (18)FC Porto (JUN)
David Bruno (17)FC Porto (JUN)
Prediger (22)Colón   (I)
Liga Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Helton13Fucile25Fernando11Mariano González
24Beto21Sapunaru26Prediger17Varela
33Nuno Espírito Santo22Miguel Lopes3Raúl Meireles10Cristián Rodríguez
  44David Bruno6Guarín41Alex
  15Alvaro Pereira7Belluschi47André Claro
  23Addy8Váleri9Falcao
  2Bruno Alves20Tomás Costa12Hulk
  14Rolando28Rúben Micael19Farías
  16Maicon46Dias29Orlando Sá
  18Nuno A. Coelho45Sérgio Oliveira49Yero
  43Abdoulaye    
Final infeliz para JesualdoMiguel Torres

O Porto desta época foi uma completa desilusão. Jesualdo sempre habituou os adeptos do Porto a ter paciência, demorando uns dois ou três meses a construir a equipa, no entanto, este processo construtivo demorou muito mais tempo que o previsto, e só com a entrada de Rúben Micael é que ficou (semi)concluído. Com as saídas de Lisandro, Cissokho e Lucho, o treinador do Porto tinha 3 problemas para resolver. Resolveu rapidamente os dois primeiros mas o terceiro apenas o foi parcialmente e já numa fase adiantada da época. Por outro lado, a alternância entre um 4-3-3 e um 4-4-2 com Rodríguez a falso extremo que esteve na base da excelente ponta final da época anterior foi abandonada. O CR 10, quando não estava lesionado (ou seja, raramente) funcionou sempre como um extremo e, por isso, esteve a milhas do seu melhor desempenho.

Há também que dizer que as lesões de pedras fundamentais, bem como a suspensão de Hulk, tiveram uma grande influência na dificuldade que Jesualdo teve em construir uma equipa capaz de manter o mesmo estilo de jogo jornada após jornada. Aliás, a época começou logo mal com um empate muito sofrido com o Paços de Ferreira e uma derrota em Braga à 5ª jornada, que deixaram o Porto demasiado afastado do primeiro lugar. Seguiu-se uma série de vitórias com exibições muito pouco conseguidas e um empate em casa com o Belenenses. Só mais lá para Novembro regressaram as exibições consistentes tendo como corolário a vitória por 3-0 em Madrid frente à equipa que acabou por vencer a Liga Europa.

Nessa altura, permanecia a dúvida em relação ao substituto de Lucho. Belluschi era o que parecia ter mais qualidade mas era muito diferente do seu antecessor e Jesualdo nunca confiou nele. Pela sua posição passaram igualmente Mariano, Valeri e Guarín. Este último, apesar de só ter sido titular em 2 jogos do campeonato, foi o escolhido para jogar contra o Benfica. Sem ritmo e bastante lento, fez uns 45 minutos muito sofridos tal como a equipa, que perdia por 1-0 sem ter capacidade para ameaçar a baliza de Quim. Uma vez mais, Jesualdo Ferreira mexia na equipa num jogo grande fora de casa e, uma vez mais, tinha maus resultados.

Com a pausa no campeonato e a chegada de Rúben Micael, o Porto passou a jogar com uma dupla de médios interiores que se entendia bem: o madeirense e Belluschi, já que Raúl Meireles estava lesionado. Foi precisamente nesta altura que a qualidade de jogo do Porto atingiu os mais altos patamares, ganhando 4-0 fora ao Nacional e 5-2 em casa ao Sporting.

No entanto, a inconstância voltou, primeiro com um empate com o Leixões e depois, já após o regresso de Meireles, com pesadas derrotas frente ao Sporting, Benfica para a Taça da Liga e Arsenal e um empate em casa frente à Olhanense. A dupla Raúl Meireles/Rúben Micael não funcionava tão bem, e as exibições do madeirense foram mesmo perdendo qualidade, reflexo de diversas pequenas lesões e cansaço acumulado.

O final da época foi preenchido com vitórias e destacado pela inesperada subida de forma e veia goleadora de Guarin, mas já era tarde demais. Destaca-se, contudo, o jogo com o Benfica na melhor exibição da época - uma pequena vingança pela temporada perdida - e uma vitória mínima frente ao Chaves no final da Taça.

O momento - Jornada 15: Benfica 1 – 0 Porto

Na Luz Jesualdo voltou a mexer na equipa e a colocar entre os titulares um Guarín quase nulo. Neste jogo se o Porto ganhasse passaria para a frente do Benfica 2 pontos, perdendo ficou a 4 e a depender de terceiros para ser campeão. E em Dezembro não é habitual estar já numa situação difícil para lutar pelo título. Criou-se desde logo um handicap psicológico muito importante.

A Figura Falcao

Se retirássemos os penalties, Falcao teria sido o melhor marcador do campeonato com dois golos de avanço sobre Óscar Cardozo. Começou logo a marcar na primeira jornada e mesmo com todas as diferenças de estilo cedo fez esquecer Lisandro Lopez. Na pior fase portista chegou a carregar a equipa às costas, marcando e construindo jogo para os companheiros. Com certeza fará ainda melhor nas próximas épocas e será mais um grande negócio para a equipa Portista.

A Revelação: Rúben Micael

Mal aterrou em Pedras Rubras de imediato partiu para o onze titular. Não teve dificuldades em entrar na equipa e começou a falar à Porto desde o início. A ele e a Guarin se deve o crescimento e a melhor prestação do Porto no final da temporada. Bom sentido posicional, boa qualidade de passe e bom jogo ao primeiro toque disfarçam alguma lentidão de pernas - alguns dos pontos comuns a Lucho. Não é habitual alguém tão jovem entrar de caras na equipa do Porto e parecer que estava dentro dos processos da equipa há longos anos.

A Desilusão: Prediger

Mais um pivô defensivo contratado, mais uma asneira. Foi recambiado em Dezembro para a Argentina e nem no Boca Juniors jogou. Prediger é apenas mais um exemplo dos erros de casting quando se compra em saldos na Argentina. Vale a pena procurar e investir um pouco mais mas com resultados certos como Falcao, Lucho e Lisandro, mas apostar em sul-americanos de qualidade duvidosa e ordenados relativamente altos não faz sentido. Para fazer o papel de Prediger há muitos jovens vindos dos juniores e com ordenados baixos - atente-se à grande época de Castro em Olhão, por exemplo.


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