ForaDeJogo.net - FC Porto 2012/2013


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Futebol Clube do Porto
Nome: FC Porto
Associação: AF Porto
Cidade: Porto
Estádio: Dragão
Ano de fundação: 1893
Sede: Estádio Dragão-Via F C Porto
Entrada Poente, Piso 34050-451 - Porto
Web: www.fcporto.pt
Plantel 2012/2013
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Treinadores
T Vítor Pereira
Staff
Paulinho Santos(ADJ), Rui Quinta(ADJ)
Entradas
Jackson Martínez (25)Jaguares Chiapas   (I)
Christian Atsu (20)Rio Ave (I)
Izmaylov (29)Sporting (I)
Fabiano Freitas (24)Olhanense (I)
Castro (24)Sporting Gijón   (I)
Liedson (34)Flamengo   (A)
Miguel Lopes (25)Sp. Braga (I)
Abdoulaye (21)Académica (I)
Kelvin (19)Rio Ave (I)
Sebá (20)FC Porto B (II)
Tozé (19)FC Porto B (II)
Quiñones (20)Junior   (I)
Kadú (17)FC Porto (JUN)
Dellatorre (20)FC Porto B (II)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Helton2Danilo25Fernando10James Rodríguez
24Fabiano Freitas13Miguel Lopes3Lucho González12Hulk
41Kadú5Quiñones6Castro28Kelvin
  26Alex Sandro8João Moutinho57Sebá
  4Maicon35Defour7Iturbe
  14Rolando70Tozé15Izmaylov
  22Mangala  17Varela
  23Abdoulaye  20Djalma
  30Otamendi  27Christian Atsu
      9Jackson Martínez
      11Kléber
      19Liedson
      49Dellatorre
FC Porto 2012/13David Oliveira
O Futebol Clube do Porto, versão 2013/14, de Vítor Pereira, ganhou o tricampeonato quando, a 3 jornadas do fim, ninguém apostaria em tal desfecho. Com um plantel invulgarmente curto para os lados do Dragão, o ex-adjunto de Villas Boas trabalhou com seriedade e, sem nunca atirar a toalha ao chão de forma expressa, chegou a aparentar não acreditar (nem ele!) na renovação do título por parte dos Dragões.
Os 4 pontos de desvantagem à partida para a 28ª Jornada pareciam demasiados, ainda para mais quando, supostamente, o líder Benfica já tinha ultrapassado os dois grandes testes das jornadas finais (Sporting e Marítimo). Mas o futebol tem destas coisas e, mesmo com o referido plantel curto (um ano inteiro sem alternativa real a Jackson é obra), o FCP conseguiu tirar o título das mãos do rival com, pasme-se, um golo nos descontos vindo do banco. Liedson e Kelvin ficam, assim, ligados ao sucesso azul-e-branco deste ano.
Com uma equipa-base centrada no 4x3x3 há muito implementado na Invicta, o Porto foi somando triunfos e consegue repetir a proeza de AVB de ser campeão sem derrotas. O futebol portista nem sempre foi atrativo, mas teve sempre em Moutinho e Jackson dois garantes da força ofensiva. E, mesmo quando o colombiano atravessou um período de seca, os golos foram aparecendo por outros protagonistas. É justo dizer que o FCP não foi a equipa que praticou melhor futebol no campeonato, mas importa também reconhecer que o equilíbrio que foi demonstrando fazia antever que a equipa não desperdiçaria uma oportunidade que surgisse. E ela surgiu.
A equipa-tipo que apresentamos é baseada no número de minutos somados pelos onze jogadores presentes. Contudo, a lesão de James durante boa parte da época afastou-o dos relvados, altura em que apareceram Izmaylov e Defour a fazer a posição. O futebol do Porto foi sempre igual a si mesmo: controlado, de posse e com muita paciência. Várias foram as vezes em que pareceu que o jogo se desenvolvia de forma muito lenta, sem qualquer rasgo que conferisse interesse ao futebol pastelão. Mas, depois, um passe de Moutinho, uma arrancada de Varela ou uma cavalgada dos laterais e aprecia a meia oportunidade de que o Cha Cha Cha precisava para fazer o golo. Os traços característicos são fáceis de enunciar: os laterais ofensivos, o Polvo Fernando a descer vezes sem conta para pegar na bola enquanto Moutinho e Lucho arranjavam linhas de passe onde elas pareciam fechadas. Os extremos, principalmente James, vinham ao meio buscar a bola e abrir espaço, enquanto que Jackson ficava a fazer em água a cabeça dos defesas adversários, pronto a balançar a rede assim que a bola lhe caíse nos pés (ou cabeça).

Destaques positivos: A equipa teve um rendimento elevado e, por isso, torna-se complicado individualizar dois ou três jogadores. Tendo de o fazer, opto por destacar um jogador de cada sector.
Na defesa, Mangala merece uma palavra. Ainda muito jovem, evoluiu muito ao longo do ano, tornando-se num defesa de craveira mundial. Melhorou posicionamento, antecipação e concentração. A isso, juntou as já de si enormes características que possuía. Um defesa pronto a dar o salto para o topo. A culminar tudo isso, chegou à selecção francesa e está na calha para ir ao Mundial. A seguir com atenção em 2014/15.
No meio-campo, o nome obrigatório é João Moutinho. Mais uma grande época do internacional português, motor absoluto do meio-campo portista. Quando Moutinho não esteve, ou esteve mas menos bem, o Porto ressentiu-se e muito. É um jogador de classe incontestável. Continua, todavia, com o óbice de fazer poucos golos para a posição que ocupa. Todavia, os golos que constrói (mesmo que a assistência final não seja dele) compensam largamente os golos que não marca (e, às vezes, nem tenta). Saiu para o Mónaco por uma transferência milionária. Pergunta-se, porém, se não terá priveligiado o dinheiro à carreira (o Mónaco nem sequer estará na Liga Europa). Logo se verá.
No ataque, é Jackson o destaque. Bastaria dizer o seguinte: 26 golos em 30 jogos. Registo fabuloso, melhor marcador da Liga no ano de estreia, e responsável maior do título portista (pelo peso dos golos, embora ex aequo com Moutinho). O colombiano chegou, viu, e logo na Supertaça venceu. Um golo a valer um título, como que prenúncio do que seria o resto da época. É felino na área, fortíssimo a fazer golos seja de que maneira for e também fisicamente. Saia ou não, uma coisa é certa: Jackson é um artilheiro que vai continuar a espalhar golos por essa Europa fora.

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