ForaDeJogo.net - U. Leiria 2009/2010


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União Desportiva de Leiria
Nome: U. Leiria
Associação: AF Leiria
Cidade: Leiría
Estádio: Dr. Magalhães Pessoa
Ano de fundação: 1966
Sede: Avenida Herois Angola (Galerias Alcrima)
Apartado 3074
2401-904
Web: www.uniaodeleiria.pt
Plantel 2009/2010
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Treinadores
T Lito Vidigal
Manuel Fernandes
Staff
João Bastos(ADJ)
Entradas
Silas (32)Belenenses (I)
Zé António (32)Racing Santander   (I)
Diego Gaúcho (27)Gil Vicente (II)
Hugo Gomes (29)Estrela Amadora (I)
Elias (27)Vitória Setúbal (I)
Vítor Moreno (28)Estrela Amadora (I)
Hélder Godinho (31)Feirense (II)
Ronny (23)Sporting (I)
Djuricic (28)Hajduk Kula   (I)
Panandetiguiri (25)SV Wehen   (2.B)
Tiago Luís (20)Santos   (A)
Kalaba (22)Sp. Braga (I)
Mika (18)U. Leiria (JUN)
Nuno Gomes (30)Varzim (II)
Stélvio (20)Sp. Braga (I)
Zahovaiko (27)Flora   (I)
Rúben Brígido (18)U. Leiria (JUN)
Rafael Bitencourt (22)Brusque   (I E)
Alberto (20)Rio Branco   (C)
Hammes (21)Rio Branco   (C)
Koné (26)FC Botosani   (II)
Liga Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Hélder Godinho25Hugo Gomes8André Santos28Rúben Brígido
24Djuricic26Panandetiguiri20Marco Soares7Miguel Paixão
33Thiago Leal5Paulo Vinícius23Stélvio75Kalaba
91Mika12Ronny55Elias88Ouattara
  80Patrick81Pedro Cervantes14Zahovaiko
   Hammes32Vítor Moreno83Carlão
  3Diego Gaúcho4Pateiro99Cássio
  6Nuno Gomes11Silas9Koné
  13Bruno Miguel50Rafael Bitencourt17Alberto
  30Mamadou Tall  19Tiago Luís
  77Zé António    
De Regresso e ao ataqueJorge Carneiro

Promovido à primeira divisão após apenas uma época no escalão secundário, o União partiu para esta época com ambições elevadas. O objectivo passava por garantir a manutenção rapidamente e espreitar os lugares europeus. Para essa meta manteve-se Manuel Fernandes, que viu sair alguns dos jogadores titulares na subida: o histórico Tiago, Luiz Carlos e Fernando, este ainda no decorrer da temporada. No entanto em contrapartida assistiu-se a uma limpeza de balneário, reforçando-se o Leiria com alguns jovens emprestados (André Santos, Kalaba, Ronny e Stélvio), jogadores experientes a jogar na Europa (Djuricic, Panandetiguiri e mais tarde Zahovaiko e José António), jogadores com experência de 1ª Divisão (Silas, Vítor Moreno, Elias e Hugo Gomes), jogadores de escalão inferior (Nuno Gomes e Hélder Godinho) e não podiam faltar os jogadores brasileiros (Tiago Luís, Hammes, Alberto e Rafael Bittencourt).

Foi com este grupo que Manuel Fernandes iniciou a época, mantendo o 4-4-2 losango que dera a subida um ano antes, desta vez com Djuricic na baliza, Hugo Gomes na direita, Tall e Bruno Miguel no meio e Vinicius na esquerda; com André Santos como vertice mais recuado do losango, Pana e Pateiro no meio e Silas como nº 10 nas costas da dupla de sucesso da 2ª metade da época passada: Carlão e Cássio. Com esta equipa (mais alteração, menos alteração) o Leiria abriu o campeonato com 3 empates, verificando-se que a defesa apesar das hesitações de Tall segurou bem, o meio campo também, mas os atacantes pareceram intranquilos, marcando o União apenas 1 golo nestes 3 primeiros jogos. Surgiu então na 4ª jornada a goleada ao insípido Setúbal de Carlos Azenha que aliviou um pouco a pressão sobre a equipa, embora por esta altura o relacionamento entre a equipa técnica e a direcção estivesse já a chegar ao ponto de ruptura. Antes ainda haveria tempo para mais alguns jogos: derrota em casa com o Benfica (com mais um erro infantil de Tall), empate a 2 em Guimarães e derrota em Matosinhos diante do Leixões, resultados que deixaram a equipa no 9º lugar, com 7 pontos em 7 jogos. Seguiu-se a vitória sofrida em Merelim, momento em que Manuel Fernandes apresentou a demissão devido principalmente à insustentável relação com o presidente do clube - e não é seguramente o primeiro a fazê-lo- mas também pelo apelo de salvar o seu clube do coração, o Vitória de Setúbal. Entrou então Lito Vidigal que manteve a estrutura herdada da era Manuel Fernandes, substituindo apenas Tall por Diego Gaúcho no eixo da defesa, e mais tarde lançando Ronny que umas vezes actuou a defesa esquerdo (atirando Vinicius para o outro lado para o lugar de Hugo Gomes), noutras vezes actuou a meio campo, no lugar que começou por ser de Pana, e que na era Lito Vidigal foi dividido entre Ronny e Marco Soares. Com o mercado de inverno chegou José António que assim que integrado na equipa ocupou o lugar de Bruno Miguel no centro da defesa, procurando assim resolver o ponto fraco do plantel que por esta altura contrastava um ataque demolidor com uma defesa permeável.

Começou bem a era Lito Vidigal, com três vitórias: em casa sobre a Naval, fora com o Santa Clara para a Taça da Liga, e em Paços de Ferreira de novo para o campeonato, vitórias que catapultaram a equipa para o 6º lugar e para a luta pelos lugares europeus, que rapidamente foi assumida pelos responsáveis do clube como um objectivo. Seguiu-se alguma irregularidade após este impacto inicial, a equipa somou 5 jogos sem vencer, sendo eliminada inclusivamente da taça de Portugal e descendo um pouco na classificação, até conseguir o melhor resultado e a melhor exibição da época em Alvalade diante do Sporting, onde venceu por 1-0 num jogo em que soube capitalizar perfeitamente um golo obtido nos instantes iniciais. À vitória em Alvalade, seguiu-se nova vitória na recepção ao Belenenses, e o União voltou a subir ao 6º lugar, fechando a primeira volta com uma derrota por 3-2 no Dragão onde falhou um penalti no último minuto.

A segunda volta começou bem, com duas vitórias, sobre Rio Ave e Olhanense que colocaram a equipa no 5º lugar, e que reforçaram a candidatura europeia, mas no entanto daí para a frente a equipa desiludiu. Somou primeiro 4 jogos sem vitórias, atenuados por duas vitórias caseiras sobre Paços e Leixões, antes de fechar a época com 6 jogos seguidos sem vencer, adiando semana após semana a conquista da qualificação. Não é que o futebol praticado fosse frágil ou desagradável, mas em cada jogo por cada tento que Cássio, ou Silas, ou Carlão marcavam a defesa leiriense entregava um outro aos adversários. Mas mesmo com esta série de maus resultados o Leiria manteve-se em luta pelo último lugar europeu até à penúltima jornada, momento em que foi surpreendentemente goleado pelo já despromovido Belenenses, goleada essa que antecedeu uma outra no Dragão na última jornada e que deixou a equipa num modesto 10º lugar, muito abaixo do que chegou a parecer ao alcance da equipa.

Momento chave: Belenenses 5-2 U. Leiria

A 2 jornadas do fim a posição do União em relação à luta pelo último lugar europeu já era muito pouco favorável. No entanto ainda existiam hipóteses; basta ver que o Marítimo tinha os mesmos pontos e acabou por conseguir lá chegar. O adversário desta ronda, o já despromovido Belenenses, não parecia ser nada complicado, mas no entanto nesse dia o União terá feito o pior jogo da época. Terminou goleado por 5-2, resultado que arrumou de vez com as hipóteses de chegar à Europa, e aliado a nova goleada na última jornada precipitou o clube para o 10º lugar final.

Estrela: André Santos

Apenas na 2ª época de sénior e já parece um veterano. Formado no Sporting, deu nas vistas no Fátima (por empréstimo do Sporting) no inicio da época passada, e foi desviado para Leiria a meio da temporada onde não se impôs imediatamente como titular. Ainda assim fez o suficiente para que os responsáveis do Leiria tivessem interesse em renovar o empréstimo junto do Sporting para 2009/2010. E em boa hora o fizeram, porque André Santos mesmo não dando muito nas vistas fez uma época em cheio, quer a defender passivamente através duma excelente ocupação do espaço na frente da área, quer a defender activamente na intercepção de jogo adversário, quer até a sair com a bola jogável para o ataque sem recorrer ao clássico “pontapé para a frente”. As suas exibições foram de tal regularidade que o Sporting (certamente motivado pela grande exibição que o jovem André fez em Alvalade diante do clube que lhe paga parte do salário) tentou a meio da época fazê-lo voltar à base, negócio que não foi para a frente pela compreensível intransigência dos dirigentes leirienses. Agora sim de regresso ao Sporting, terá tudo para ser um dos jogadores chave do plantel leonino em 2010-11.

Revelação: Pateiro

Já tinha experência de1ª Divisão dado que jogou 3 épocas no Nacional onde não teve grande destaque, apesar de ter sido utilizado com alguma frequência. Na época passada voltou a recuar na pirâmide futebolística nacional para jogar na 2ª Divisão de Honra ao serviço do Leiria, onde numa posição ligeiramente mais recuada voltou então a ser titular indiscutível. No União e na Honra revelou uma excelente qualidade de passe, sentido posicional e visão de jogo, mantendo para esta época o nível médio-alto que revelara no ano de estreia nos leirienses e afirmando-se como um dos indiscutíveis no meio-campo ao lado de Silas e André Santos. Surpreendente é o claro salto de qualidade em relação ao que mostrou ao serviço do Nacional, salto esse que já não seria de prever num jogador de 29 anos.

Decepção: Carlão

Até fez uma época positiva em termos de utilização, mas esteve muito longe da importância que era de esperar após uma grande final de época na 2ª no ano anterior (11 golos em 12 jogos). Começou a nova época em bom plano apontando 6 golos (4 no campeonato e 2 na taça da liga) nos primeiros 8 jogos antes de sofrer uma inexplicável quebra de rendimento, apontando apenas 2 golos nos 25 jogos seguintes e perdendo claramente no confronto directo com o seu parceiro de ataque, Cássio. O seu jejum de golos e mesmo de fulgor exibicional terá sido parte do motivo que levou à quebra global da equipa no último terço de campeonato.


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