ForaDeJogo.net - U. Leiria 2011/2012


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União Desportiva de Leiria
Nome: U. Leiria
Associação: AF Leiria
Cidade: Leiría
Estádio: Dr. Magalhães Pessoa
Ano de fundação: 1966
Sede: Avenida Herois Angola (Galerias Alcrima)
Apartado 3074
2401-904
Web: www.uniaodeleiria.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T José Dominguez
Manuel Cajuda
Vítor Pontes
Pedro Caixinha
Entradas
André Almeida (20)Belenenses (II)
Ivo Pinto (21)Sp. Covilhã (II)
Djaniny (20)Velense (I R)
Oblak (18)Olhanense (I)
Bruno Moraes (26)Naval (I)
Manuel Curto (24)Naval (I)
John Ogu (23)Almeria B   (II B)
Diego Gaúcho (29)FC Brasov   (I)
Luís Leal (24)Estoril Praia (II)
Tiago Terroso (23)Varzim (II)
Edson (23)Figueirense   (A)
Maykon (27)Paços de Ferreira (I)
Hugo Alcântara (31)CFR Cluj   (I)
Elvis (20)Atlético Goianiense   (A)
Shaffer (25)Rosario Central   (II)
Keita (25)Nîmes   (NAT)
Filipe Oliveira (17)U. Leiria (JUN)
Pedro Almeida (18)U. Leiria (JUN)
Miguel Rodrigues (18)U. Leiria (JUN)
Jorge Chula (21)VVV Venlo   (I)
Nicklas Bärkroth (19)Brommapojkarna   (II)
Carlos Daniel (16)U. Leiria (JUN)
(22)Juventus (AC)   (I E)
Haas (25)Middlesbrough   (II)
Robinho (23)Al Sharjah   (I)
Léo Santos (20)Paraná   (B)
Luís Oliveira (17)U. Leiria (JUN)
Abdullah Alhafith (18)Al-Ettifaq   (I)
Miguel Baptista (17)U. Leiria (JUN)
Erichot (21)Clermont Ferrand   (II)
Rafael Copetti (20)Internacional PA   (A)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Gottardi2Ivo Pinto4Manuel Curto11Jorge Chula
12Luiz Carlos22Pedro Almeida21Marcos Paulo41Robinho
93Oblak25Hugo Gomes66Keita8Rúben Brígido
95Rafael Copetti3Obradovic14André Almeida9Luís Leal
  35Shaffer16Tiago Terroso23Léo Santos
  80Patrick28Filipe Oliveira99Bruno Moraes
  5Hugo Alcântara29Cacá7Nicklas Bärkroth
  6Haas70Maykon17Djaniny
  15Edson90John Ogu30
  18Abdullah Alhafith19Elvis  
  20Marco Soares72Miguel Baptista  
  33Diego Gaúcho75Carlos Daniel  
  37Erichot90Cepeda  
  71Luís Oliveira    
  74Miguel Rodrigues    
O legado de João BartolomeuJorge Carneiro

2011/2012 foi o culminar da ruína que já se desenhava há bastante tempo e que não merece outros comentários para além um suspiro de alívio.

Muito pouco há a escrever acerca do futebol leiriense, que até começou por apresentar um plantel com uma constituição interessante, com mescla de experiência e a ambição da juventude, e soluções para todos os postos. Infelizmente, desde cedo sujeitados a fortes convulsões internas, a equipa esteve sempre vulnerável a lesões, novas entradas, saídas por motivos disciplinares e tensões entre atletas, técnicos e dirigentes, e entre SAD e clube, e diferendos com a Câmara e credores, e ex-atletas, e Leiria e a Marinha Grande e quem mais viesse. Tudo isto público, a um ritmo alucinante, completamente incompatível com o ambiente de que uma equipa de alta competição deve dispôr em seu redor. Com o onze e o plantel inteiro sempre a mudarem - foram utilizados 41 jogadores no total - naturalmente pouco tempo restou para criar entrosamento e mecanismos entre os atletas, com reflexos evidentes nas exibições colectivas.

O resumo desportivo da época conta-se melhor enumerando os treinadores. Pedro Caixinha começou a temporada com a Europa no horizonte mas com pouca margem de manobra, cedendo o lugar após somar três derrotas nos três primeiros jogos e já com a equipa na última posição, apesar de praticar um futebol a roçar o agradável e de ter enfrentado FC Porto e Académica. Vítor Pontes foi o senhor que se seguiu para lutar pela UEFA e estreou-se com a primeira vitória para o campeonato, somando logo depois duas derrotas e sendo rapidamente afastado do comando alegadamente por desavenças com a direcção. Manuel Cajuda aceitou então assumir o desafio de liderar um conjunto que começava a dar os primeiros sinais do colapso profundo que viria a suceder. Desmarcando-se sempre das atitudes questionáveis de Bartolomeu e dos seus pares, manteve-se ao leme enquanto choviam acusações de ordenados em atraso e tensões entre atletas e assumindo que fazia um papel mais próximo de um psicólogo do que de treinador. Ainda conseguiu tirar a equipa da zona de despromoção em algumas ocasiões, mas acabou por abandonar na recta final do campeonato quando a recuperação já parecia impossível e sentia ter perdido a confiança dos jogadores. José Dominguez foi o 4º e último treinador dos leirienses e, começando na última posição e sem quaisquer expectativas em seu redor, aproveitou para acumular alguma experiência como técnico ao mais alto nível. Conseguiu até uma vitória (na estreia, como os seus antecessores) e geriu como pôde o plantel até final, não se livrando de alguns momentos insólitos pelo meio como por exemplo montar uma equipa com somente 8 jogadores disponíveis, o presidente a mandar prender atletas sob o seu comando, ou ter de treinar os guarda-redes como jogadores de campo para fazer número.

Findo o triste espetáculo, SAD e o clube separaram-se de vez. Agora sem Bartolomeu a SAD abandonou as ligas profissionais e tenta sobreviver aos problemas financeiros na 2ª divisão, enquanto o clube e os seus adeptos procuram renascer nos regionais.

O momento: 28ª jornada: U.Leiria 0 - 4 Feirense

Provavelmente o jogo mais exótico de sempre da Liga Portuguesa, com a curiosidade extra de ser disputado entre as duas equipas que viriam a ser despromovidas nesta edição. Depois de uma semana que culminara na rescisão colectiva do plantel e sem tempo para inscrever os júniores em seu lugar, haviam dúvidas sobre se a União conseguiria juntar 7 jogadores para comparecer a jogo. Conseguindo demover 2 profissionais da rescisão, somando-lhe dois júniores que já estavam inscritos mais os quatro jogadores emprestados pelo Benfica, os anfitriões apresentaram-se com 8 atletas mais Gottardi lesionado no banco.

Sobre o jogo em si naturalmente pouco há a contar. O Feirense agradeceu a benesse e a oferta de três pontos e cumpriu com o seu papel, ainda que passando os primeiros 45 minutos a tentar contornar as muralhas de Leiria mais um Oblak intransponível. Depois disso Miguel Pedro bisou, o lateral Pedro Queirós marcou depois de imensas tentativas e muitos sprints pela direita, Buval também reforçou o estatuto de artilheiro. Mas os heróis foram mesmo os atletas leirienses, que pela primeira vez em muito tempo abandonaram o relvado debaixo de aplausos dos seus adeptos.

A estrela: Ivo Pinto, expresso pela direita

Internacional pelas camadas jovens, formou-se no viveiro do Boavista, saltou para o FC Porto com o colapso do emblema do Bessa, e passou por empréstimos a três emblemas em dois anos à medida que aprimorava capacidades. No início desta temporada o seu passe foi cedido ao Rio Ave os quais preferiram apostar em Zé Gomes e Jean-Sony e de pronto o emprestou aos leirienses para o observar a rodar ao mais alto nível. O quanto devem estar arrependidos.

Ivo Pinto venceu facilmente a concorrência da luta pelo posto de lateral direito e desde a primeira jornada que se fixou no onze leiriense sem dar hipóteses a André Almeida ou Pedro Almeida. Com ele o corredor direito ganhou outra profundidade, mostrando-se num ritmo frenético a todo o comprimento do terreno. Os melhores apontamentos são claramente ofensivos, galgando metros em velocidade e cruzando tenso e com pontaria para área, mas também no processo defensivo registou bons progressos. E foi também excelente em termos de regularidade, totalizando 25 partidas para o campeonato e falhando apenas um jogo por castigo (5º amarelo) e outro por opção técnica. À semelhança da maioria dos colegas terminou a temporada após a derrota de Guimarães à 27ª jornada, entregando de seguida o pedido de rescisão colectiva. Mas face ao que exibiu dentro das quatro linhas é bem capaz de não retornar ao Rio Ave, o qual de repente se tornou um emblema pequeno demais para o que Ivo Pinto pode oferecer. Então onde?

A revelação: Djaniny, a história de encantar

Merece o destaque pela ascensão meteórica, chegando pobre e humilde a Leiria como um talento ainda muito verde mas disposto a aprender. Sem qualquer destaque mediático conseguiu permanecer no plantel após a pré-temporada, prevendo-se que ficasse na sombra de atletas mais experientes como Luís Leal ou Bruno Moraes. Pedro Caixinha no entanto entregou-lhe a titularidade logo à 2ª jornada e o jovem não deixou má impressão, conseguindo demonstrar mais energia que os concorrentes e evidenciar algumas das suas qualidades. Jornada a jornada e treinador a treinador foi ficando na equipa, ganhando importância, crescendo.

Djaniny apresenta uma combinação interessante de altura, força física e velocidade, precisando ainda de trabalhar a finalização - apenas 5 golos - antes de se poder considerar um avançado realmente letal. Deve continuar a jogar a este nível para aprender a canalizar melhor os seus esforços, já que actualmente afasta-se com demasiada frequência da baliza e mesmo de zonas avançadas; mas o importante é que o potencial está todo lá.

De qualquer modo é já uma inspiração para muitos outros jovens atletas. No espaço de um ano e à custa de muito trabalho saltou do anonimato das distritais dos Açores para os palcos da Liga ZON. Agora, só com 21 anos, já é independente financeiramente, internacional A cabo-verdiano e tem contrato de longa duração com o Benfica. O futuro é bem mais risonho.

A desilusão: Hugo Âlcantara, sem pernas

Num ano replecto de desilusões nenhuma terá sido tão grande como o experiente zagueiro. Esperava-se que com o seu histórico inquestionável fosse a voz de liderança da equipa; em vez disso apenas conseguiu somar 5 jogos incompletos em que já evidenciou alguma lentidão e dificuldades físicas. Remetido à reserva, foi dos primeiros a rescindir quando a situação se tornou insustentável.


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