Recuperação fulgurante para nada.Jorge Carneiro
Começou em grande estilo, a época do Gil Vicente, com uma vitória caseira frente ao Maritimo, e uma vitória espectacular no Estádio da Luz, frente ao campeão Benfica. Mas era um voo alto demais para o Gil Vicente, e os resultados seguintes cedo o demonstraram, tendo obtido poucos pontos que o colocaram na zona da descida durante quase toda a segunda volta. Apenas duas vitórias consecutivas frente ao Braga e ao Belenenses deram neste período algum folego à equipa. O começo da segunda fase foi desastroso com 5 derrotas em 8 jogos, as quais provocaram o despedimento de Ulisses Morais na 25ª Jornada após o jogo com o Sporting. Se antes as coisas, já estavam mal, com a chegada da Paulo Alves tudo piorou, com 3 empates e 2 derrotas, e assim a equipa gilista parecia condenada à entrada para a 31ª Jornada. Mas um sprint final fantástico no qual obteve uma vitória na Figueira da Foz por 4-1, uma vitória por 1-0 frente ao rival Rio Ave, um empate no terreno do europeu Braga e finalmente uma vitória caseira contra o Belenenses valeram o cumprir do sonho da manutenção, que durante o Verão se tornou num pesadelo.
Momento Decisivo
A contratação de Mateus ao Lixa e a sua utilização, que acabou por originar a queixa do Belenenses no fim do campeonato sobre o estatuto de amador do jogador, que acabou por, após grande polémica nos tribunais, provocar a descida de divisão do Gil Vicente.
Gregory foi a grande figura do Gil Vicente, senhor de um forte jogo aereo e de um sentido de oportunidade admiravél, este central francês (ex-Pedras Rubras), notabilizou-se por ter marcado 7 golos, grande parte em situações de bola parada, que garantiram o "salto" para o Maritímo. Carlitos, que parece só saber jogar bem no Gil Vicente, efectou mais uma vez uma grande época, em que a sua técnica fez mais uma vez a diferença, tendo marcado 5 golos.
Nesta época assistimos à revelação de um novo talento africano, Mateus, que em 4 jogos, apontou 2 golos e demonstrou grande capacidade técnica, física e facilidade no remate. Jogou muito pouco devido, ao caso Mateus, em que ficou conhecido pelas piores razões, mas obteve a sua recompensa no final da época, quando foi convocado por Oliveira Gonçalves, seleccionador de Angola, para participar no Mundial 2006.
Rodolfo Lima, cujo aparecimento repentino, surpreendeu em Portugal (passou do Lourel, das Distritais para o Alverca), desiludiu pela segunda vez consecutiva, tendo jogado muito pouco tempo e não tendo apontado nenhum golo. Tem como atenuante o facto de raramente ter sido utilizado na sua posição natural.
Ulisses Morais conseguiu manter, não com muitos recursos à disposição, o Gil Vicente numa posição estavél na 1ª Volta, mas o começo da 2ª Volta e uma série negra de resultados, ditaram a sua substuição por Paulo Alves que começou mal, mas que conseguiu dar a volta à equipa, que garantiu uma manuntenção muito sofrida na última jornada.