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Sport Clube Beira-Mar
Cair, Levantar e voltar a cairJorge Carneiro Mantendo praticamente intacta para esta época a estrutura que um ano antes lhe havia garantido a subida ao primeiro escalão, o Beira-Mar conseguiu juntar dois reforços de peso: Danrlei, guarda-redes internacional A Brasileiro (mais de 50 convocatórias!) com grande experência; e o lendário goleador Mário Jardel, um jogador que até aqui parecia perdido no espaço e no tempo e que apenas procurava reencontrar em Aveiro o prazer de jogar futebol. Mesmo com estes pesos-pesados e com um plantel rodado na Superliga o objectivo óbvio mantinha-se na manutenção. O início da época indiciava que os objectivos dos aveirenses iriam ser alcançados, dado que à 3ªjornada ainda não tinham perdido por nenhuma vez e Jardel até já havia facturado por duas ocasiões. O rumo começou a desenhar-se daí para a frente, quando a equipa entrou em crise de resultados somando apenas 1 ponto nas 6 jornadas seguintes, e vendo Augusto Inácio sair da equipa rumo à Grécia. Chegou para o seu lugar Carlos Carvalhal, o qual somou apenas 2 pontos nos curtos 5 jogos em que comandou a equipa, o que colocou os aveirenses abaixo da linha de água e sem grandes perspectivas de melhorar. Estávamos agora no decisivo mês de Janeiro, altura em que foi celebrada uma importante parceria com a Inverfutbol: em troca da colocação de alguns jogadores no clube (cujos passes eram propriedade desta empresa) e da injecção imediata de algum dinheiro fresco, o Beira-Mar deveria aceitar um treinador escolhido pela empresa - a verdadeira causa da saída de Carlos Carvalhal - bem como dar prioridade aos jogadores emprestados na elaboração do onze, numa clara perspectiva de valorização para futuras transferências. E assim chegou ao clube Paco Soler, que se estreava no comando de uma equipa profissional. No início a parceria até parecia estar a dar os seus frutos dado que ao seu 3ºjogo Paco Soler conseguiu fazer a equipa regressar às vitórias (14 jogos depois), e mau-grado uma goleada em casa com o Porto (0-5) e uma outra derrota comprometedora com a Naval (1-3) os aveirenses pareciam estar a conseguir fazer levar a água ao seu moínho. No entanto daí para a frente a equipa falhou sempre nas oportunidades de que dispôs para se afastar definitivamente dos lugares de despromoção, sendo a derrota com a Académica o melhor exemplo. Após esse fatídico jogo o Beira-Mar regressou para abaixo da linha de água, e até final apresentaram apenas uma vitória nos últimos 5 jogos. A despromoção, essa, foi carimbada na última jornada, numa recepção ao Paços de Ferreira onde os aveirenses até dependiam apenas de si próprios para alcançar a salvação... Momento Chave: Beira-Mar 0-1 AcadémicaO Beira-Mar chegou a este jogo vindo de uma vitória clara em Setúbal diante de um adversário directo, e parecia então em boa forma para garantir rapidamente a manutenção. Uma nova vitória perante a Académica não só colocaria os aveirenses (mais) longe da linha de água, como ainda lhes permitiria igualar pontualmente o seu adversário. No entanto nesse jogo a equipa acusou claramente a pressão, jogando de forma atabalhoada e acabando por não conseguir marcar. Como se não bastasse já nos últimos minutos Gyano carimbou a vitória para a Briosa, um resultado que provavelmente terá valido a salvação da Académica e que relegou novamente o Beira-Mar para os últimos lugares da tabela. Figura: EdgarEntre os muitos jogadores que chegaram a meio da época para o Beira-Mar este internacional sub-20 foi claramente o que mais se destacou. Forte físicamente, possuidor de um remate de meia distância forte e colocado (soberbo o golo apontado à Naval), e com atributos de bom finalizador, foi durante alguns jogos o único a remar contra a maré no marasmo aveirense. Tem apenas 20 anos e alguma margem de progressão para explorar - serão estas características confirmadas para o ano no Dragão? Revelação: TininhoNão tem sido fácil a carreira deste jogador, obrigado a escalar o seu caminho a pulso. Dispensado do Estrela após concluir o seu processo de formação, foi encontrar refúgio no Torreense apenas para ser novamente dispensado. Desceu então até aos distritais (Damaiense) para prosseguir a sua carreira, época após a qual regressou aos campeonatos nacionais para representar o U. Micaelense; e aí as suas exibições viriam 3 anos depois a valer-lhe a transferência para o primodivisionário Beira-Mar, onde permaneceu até agora. Esta temporada o esquerdino parece ter-se afirmado definitivamente no onze titular, alternando entre lateral e ala mas não falhando um único jogo, e apenas não sendo titular num deles. Foi dos poucos jogadores da equipa antiga que resistiu à chegada de reforços, empurrando os concorrentes Rui Lima ou Ezequias para fora das suas posições convencionais a fim de se manterem no onze. Decepção: DanrleiA chegada de Danrlei gerou alguma expectativa nas hostes aveirenses (apenas superada pela contratação da super-estrela Jardel), pois tratava-se de um jogador com provas dadas no futebol brasileiro e já com bastantes títulos conquistados. Dentro do campo, no entanto, esteve longe de corresponder às expectativas. Começou logo mal, com uma expulsão por acumulação de amarelos no seu jogo de estreia, e prosseguiu com um conjunto de exibições que - não sendo totalmente más - não justificavam de forma alguma o avultado salário que o clube lhe pagava. Ainda com Inácio perdeu a titularidade para Alê, e rescindiu em Dezembro sem deixar saudades. |
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