ForaDeJogo.net - Vitória Guimarães 2010/2011


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Vitória Sport Clube
Nome: Vitória Guimarães
Associação: AF Braga
Cidade: Guimarães
Estádio: D. Afonso Henriques
Ano de fundação: 1922
Sede: Rua Antero Henriques Da Silva, 1370
4810-026 - Guimarães
Web: www.vitoriasc.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T Manuel Machado
Staff
José Augusto(ADJ)
Entradas
Ricardo (29)Paços de Ferreira (I)
Cléber Monteiro (30)Nacional (I)
João Paulo (29)Le Mans   (I)
Jorge Ribeiro (28)Benfica (I)
Edgar (23)Nacional (I)
João Ribeiro (22)Académica (I)
Toscano (25)Paraná   (B)
Pereirinha (22)Sporting (I)
Freire (20)Botafogo SP   (D)
Douglas Jesus (27)Ipatinga   (B)
Edson Sitta (27)Ceará   (A)
N'Diaye (19)WAC Casablanca   (I)
Faouzi (25)WAC Casablanca   (I)
Renan Silva (25)Guarani   (A)
Tony (29)CFR Cluj   (I)
Crivellaro (21)Guaratinguetá   (B)
Lionn (21)Olhanense (I)
Anderson Santana (24)Terek Grozny   (I)
Tomané (17)Vitória Guimarães (JUN)
João Pedro Galvão (18)Palermo   (A)
William (27)Anzhi   (I)
Rafa (19)Lousada (II B)
João Amorim (17)Vitória Guimarães (JUN)
Paulo Oliveira (18)Vitória Guimarães (JUN)
Maranhão (25)Vila Nova   (B)
Kamani Hill (24)Aves (II)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Nilson55Tony26Flávio Meireles20Faouzi
52Serginho61João Amorim27Custódio23Pereirinha
83Douglas Jesus79Alex28Cléber Monteiro31Kamani Hill
  89Lionn11Renan Silva70Rafa
  6Bruno Teles21Edson Sitta7Targino
  33Anderson Santana80João Alves9Douglas
  2Freire14Jorge Ribeiro12William
  4Valdomiro10Rui Miguel29Edgar
  19Ricardo25João Ribeiro90Toscano
  22Paulo Oliveira30Crivellaro99Tomané
  40João Paulo42João Pedro Galvão77Maranhão
  44N'Diaye    
"Estranhamente", com sabor a poucoCarlos Ribeiro

O regresso de Manuel Machado a Guimarães e ao leme do seu clube do coração abria desde logo boas perspectivas para a temporada 2010/11. Nem sempre bem-amado, mas tido como um treinador com créditos firmados e, acima de tudo, um cumpridor de objectivos, Machado regressava para tentar, pelo menos, aquilo que havia conseguido na última passagem – a qualificação para um lugar europeu.

E a verdade é que, se para o espectador mais desatento ou para um espectador mais pragmático, Manuel Machado cumpriu com os objectivos inicialmente traçados - ficou num dos 5 primeiros lugares, garantindo o regresso aos palcos europeus e garantiu ainda uma presença, 21 anos depois, na final da Taça de Portugal - a verdade é que para a maioria dos adeptos vitorianos terá sabido a pouco. Uma espécie de sabor amargo numa temporada em que o Vitória esteve perto de atingir aquilo que inicialmente não estaria no imaginário dos associados, mas que acabou no restrito cumprimento do definido no início da época, nunca atingindo um nível exibicional de ponta e tendo-se, muitas vezes, limitado a encarar os jogos de forma demasiado encolhida.

Claro que no futebol os triunfos são sempre mais importantes do que as exibições, mas não será menos verdade que em Guimarães se gosta de ver bom futebol e isso foi algo que se viu apenas a espaços em 2010/11. A prova disso mesmo terá sido a perda de assistências registada este ano, apesar de uma época acima do que foi conseguido nas duas últimas, por exemplo. Além disso, o 2º lugar com 21 pontos, à 11ª jornada, ainda para mais depois de um triunfo diante do rival Sporting de Braga, deixando as duas equipas separados por um fosso de 7 pontos, parecia augurar uma temporada de eleição. Contudo, a equipa quebrou num momento em que não se esperaria e acabou por somar apenas mais um ponto até ao final da primeira volta, aquém até dos 25 pontos vaticinados por Manuel Machado para a viragem do campeonato.

A segunda volta do campeonato foi, por vezes, desesperante em termos exibicionais, com o Vitória a limitar-se muitas vezes àquilo que era o exigível. Após os 22 pontos na primeira volta, seguiram-se 21 na segunda… Sabor a pouco, depois de um início tão promissor. No entanto, esta segunda volta acaba por ficar impreterivelmente marcada pelas eliminatórias que permitiram o acesso à final da Taça de Portugal e que garantiram por si só um lugar nas competições europeias do próximo ano. No fundo, a época conhecia aí o seu ponto alto e praticamente “desligava” os jogadores do que ainda restava de temporada. Depois seguia-se a final. Com o Jamor repartido nas bancadas, o Vitória foi incapaz de repartir também o jogo a partir do 2-2 e ficou-se pela ameaça de tocar o Olimpo, saindo vergado a uma goleada que envergonhou os seus dedicados adeptos.

Deveriam os adeptos ficar satisfeitos com o acesso à Europa, 2 anos depois, e uma presença na final da Taça de Portugal, 21 anos depois? Talvez, se a exigência não fosse a nota dominante dos adeptos vitorianos. Em Guimarães, além dos resultados gosta-se de boas exibições e isso a equipa não foi capaz de dar. E do mesmo modo que o início de temporada elevou de tal modo a fasquia, ficou sempre a sensação que o plantel tinha qualidade para ter dado um pouco mais no campeonato e, até, na final da Taça onde se jogava a tentativa de conquista da primeira Taça de Portugal do historial vitoriano. Por isso, soube a pouco. Soube a alguma falta de ambição, quando a história estava já ali e, nesse capítulo, há quem nos tenha ensinado bem perto de nós, que os sonhos são possíveis de concretizar.

Momento Chave: Vitória 1-0 Académica e Académica 0-0 Vitória

A meia-final da Taça de Portugal foi seguramente um dos momentos mais marcantes da temporada vitoriana. Permitiu que, 21 anos depois o Vitória voltasse a pisar o palco da final da Taça de Portugal e tornou realidade o sonho de muitos vitorianos que nunca tinham visto o seu clube disputar essa mesma final. Foi também um momento que acabaria por ser marcante naquilo que foi a segunda volta do campeonato para o Vitória. A qualificação para a final e a consequente qualificação para a Liga Europa e a euforia sentida em Guimarães em adeptos e jogadores, praticamente relegou para segundo plano a temporada e fê-la descer ao nível de um simples “cumprir de calendário”. Talvez, por isso, o Vitória tenha feito apenas 21 pontos nessa mesma segunda volta e descurado um campeonato que, sem menosprezo pelos demais, poderia ter resultado “facilmente” na conquista do 3º lugar pelo Vitória.

Estrela: Alex

Não é já um jovem, mas o lateral vitoriano terá sido o mais regular dos vitorianos esta temporada. Foi, com Nilson, dos melhores de uma equipa que não teve nenhum jogador que se destacasse sobremaneira e que valeu sempre mais pelo colectivo. Ainda assim, o lateral direito, até contrariando alguma crítica, foi sempre muito sólido a defender e um dos jogadores mais em destaque nas assistências para golo.

Revelação: N’Diaye

Cumpriu apenas 12 jogos na actual temporada, mas tornou-se rapidamente na maior revelação vitoriana para esta temporada. O jovem central de 20 anos e de naturalidade maliana, mas nascido em Dakar, foi descoberto em Marrocos e cedo demonstrou tratar-se de um jogador com enorme margem de progressão e alvo de cobiça dos mais variados clubes. Terá ainda alguns problemas de maturidade futebolística, também frequentes nos jogadores africanos, mas seguramente que ainda iremos ouvir falar muito em Mahamadou N’Diaye mas, provavelmente, fora do Vitória, porque estará já de saída do clube.

Desilusão: Edson Sitta

Foi, provavelmente, o melhor jogador do Vitória na pré-temporada mas rapidamente se tornou num dos jogadores mais em foco pela crítica vitoriana. Na pré-temporada mostrou rigor no passe e importância na construção do jogo ofensivo vitoriano, na temporada mostrou pouco mais do que lentidão. Destaque no capítulo das desilusões poderia merecer também João Ribeiro. O médio português tem uma qualidade tremenda e provou-a na primeira volta do campeonato, coincidindo também com a melhor fase da equipa. Mas depois, alguns problemas disciplinares com a constante quebra do regulamento interno levaram-no a várias jornadas sem sequer ser convocado. Cabeça precisa-se, porque talento há e muito.

 

Carlos Ribeiro

ovimaranes.blogspot.com


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