ForaDeJogo.net - Académica 2007/2008


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Associação Académica de Coimbra
Nome: Académica
Associação: AF Coimbra
Cidade: Coimbra
Estádio: Municipal de Coimbra
Ano de fundação: 1876
Sede: Rua Infanta D.Maria, 23
3030-330 - Coimbra
Web: www.academica-oaf.pt
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Domingos Paciência
Manuel Machado
Staff
Zé Nando(ADJ), José Augusto(ADJ)
Entradas
Lito (32)Naval (I)
Cris (23)Feirense (II)
Orlando (27)Freamunde (II B)
Ivanildo (21)U. Leiria (I)
Pedro Costa (25)Sp. Braga (I)
Pedrinho (22)Varzim (II)
Luís Aguiar (21)Estrela Amadora (I)
Edgar (20)FC Porto (I)
Ricardo (24)Varzim (II)
Berger (22)Ried   (I)
N'Doye (29)Al-Ettifaq   (I)
Vouho (20)Sabé   (I)
Fofana (23)Sabé   (I)
Rui Nereu (21)Benfica (I)
Tiero (26)
Pedro Ribeiro (19)Académica (JUN)
Irineu (24)Flamengo   (A)
Cristiano (17)Académica (JUN)
Cléber Manttuy (25)Marília   (B)
Peralta (25)Quilmes   (II)
Pablo Castro (22)Bella Vista   (I)
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Rui Nereu19Pedrinho8Paulo Sérgio10Miguel Pedro
12Ricardo22Sarmento23Pavlovic7Hélder Barbosa
24Pedro Roma30Pedro Costa17Cris11Lito
  18Vítor Vinha28Nuno Piloto25Ivanildo
  31Pablo Castro33Tiero2Joeano
  82Cléber Manttuy38Cristiano14Pedro Ribeiro
  4Kaká66Peralta26Edgar
  5Berger78N'Doye27Vouho
  6Irineu85Luís Aguiar29Gyano
  15Orlando  3Fofana
  21Litos    
Sinais de retomaJorge Carneiro

A época 2007/2008 ficará marcada pela mudança estratégica no departamento de futebol dos estudantes, sempre prontos a estourar orçamentos em dezenas de jogadores desconhecidos e em rescisões com elementos de plantéis passados. Surpreendentemente - ou talvez não - nesta primeira época em que se verificou uma tentativa honesta de preservar a estrutura base do plantel ao invés de começar tudo do zero, a Académica deu sinais evidentes de melhorias a todos os níveis - uma massa adepta mais satisfeita, nenhum queixume escutado de problemas financeiros, um balneário muito mais homogéneo e seguroanimicamente ; e, com o acumular dos jogos, também um futebol com rasgos de espectacularidade. Quanto a reforços a escolha dos alvos a contratar também reflectiu o corte com o passado recente,priviligiando o mercado nacional por troca com as habituais investidas semi-aleatórias pela América do Sul. De todos os atletas contratados verificou-se que Pedro Costa, Orlando, Cris, Hélder Barbosa e Lito (e mais tarde também Luís Aguiar) afirmaram-se na equipa titular, enquanto que dos forasteiros apenas Tiero - e mesmo este um caso especial - conseguiu ir aparecendo no onze, ainda que nunca alcançando o estatuto de indiscutível.

Apesar de tudo não foi um campeonato simples para a turma de Coimbra, especialmente se olharmos para a primeira volta. Chicotada psicológica logo a abrir, com Manuel Machado a não conseguir fazer render o pouco crédito que ainda detinha junto dos associados e a abandonar o leme à 3ª jornada, com apenas 1 ponto conquistado e dividindo a última posição com o Belenenses. A isto seguiu-se um período de muita instabilidade exibicional, à medida que o novo técnico Domingos Paciência ia também ele se entrosando com equipa e conhecendo melhor os jogadores à sua disposição. À 13ª jornada os estudantes conseguiram deixar a zona de despromoção, à qual nunca mais regressariam embora igualmente jamais tivessem conseguido manter uma distância confortável para a linha de água; e terminariam a primeira volta no 13º lugar, com os mesmos 15 pontos da rival Naval e do Leixões. O mercado de Inverno pareceumadrasto para os estudantes - a superestrela Hélder Barbosa foi chamada de volta pelo FC Porto, tendo o talentoso N\'Doye também abandonado o plantel - mas a segunda volta confirmou o crescendo da Briosa, com o seu futebol a mostrar-se cada vez mais seguro e fluído; e com Luís Aguiar e Nuno Piloto a assumirem-se como novas referências da equipa, bem secundados pela subida de rendimento de todo o bloco defensivo. Sem se poder considerar sequer perto de brilhante, O 12º lugar final reflecte a recuperação notável empreendida a partir de meio do campeonato; e ao mesmo tempo é a melhor classificação alcançada no principal escalão em mais de 20 anos - sendo \"apenas\" metade destes passados na divisão de Honra. Se se mantiver a estratégia que tão bons resultados gerou este ano será muito difícil prever até onde poderá chegar a Académica versão 2008/2009.

Momento: Benfica 0 - 3 Académica (26ª jornada)

Claramente o ponto mais alto da temporada. Domingos Paciência tinha passado a apostar num meio-campo com um único trinco na ronda anterior frente ao Setúbal, tendo entregue a posição 6 ao excelente Nuno Piloto, jogador com anos de casa mas que se tardava em afirmar em definitivo. Sabendo de antemão que iria defrontar um meio-campo lento e pouco elástico mas de enorme valia técnica, ao invés de simplesmente reforçar a zona defensiva Domingos apostou numa intermediária solidária a defender mas que se desdobrasse rapidamente para chegar à área contrária, procurando vencer em vontade e velocidade o que de outra forma perderia em qualidade. Totalmente acertado: o sentido táctico de Nuno Piloto chegou para interceptar um sem-número de ofensivas encarnadas, e à sua frentePedrinho e Cris conseguiam chegar sempre primeiro à bola do que Binya ou Petit. Enquanto isso, na frente as movimentações dos acutilantes Miguel Pedro (1 golo) e Lito desgastavam e confundiam o último reduto benfiquista. Entretanto o central-adaptado-a-lateral-direito Berger estreou-se a marcar num lance de bola parada, mas a figura da partida seria mesmo o brilhante médio Luís Aguiar, Uruguaio emprestado pelo FC Porto que realizou a sua melhor exibição em solo Português ao somar duas assistências, um golo, e vários pormenores de enorme qualidade que acentuaram a vulgaridade da equipa encarnada... Também de destacar que este jogo esteve inserido na melhor série dos estudantes, tendo estes conquistado 9 pontos entre a 25ª e a 29ª jornada.

Figura: Lito

A aposta de sucesso da Académica e figura máxima do êxito que é a política de investir no mercado interno. Lito fez a sua estreia na primeira liga com 28 anos pelo Moreirense; dois clubes depois chegou à Briosa já com 32, e logo na primeira época em Coimbra sagrou-se melhor marcador da equipa com 33 anos e 9 golos. O pequeno cabo-verdiano continua a provar que não existem olheiros suficientes nas divisões inferiores, dado ter dado provas de qualidade em todos os emblemas que representou sem contudo ter conseguido oportunidade de se exibir ao mais alto nível. Esta época foi deambulando por diversas posições da linha mais ofensiva, ora actuando como falso extremo, ora como apoio ao ponta de lança, ora ainda como homem mais avançado da equipa, em sabendo manter-se em bom plano em todas as tarefas e jogando e fazendo jogar com categoria. De resto, o futebol repentino e instintivo deLito acaba por ser também uma lufada de ar fresco na estratégia de progressão lenta e apoiada dos academistas, conquistando especial protagonismo nos movimentos de contra-ataque dado ser o único jogador com características técnicas e físicas para efectuar movimentos de ruptura na defensiva adversária. Aos 33 anos continua a correr mais depressa do que muitos júniores e não deixar pistas quanto à sua data de retirada.

Revelação: Orlando

Não é muito comum que um jogador caído para as divisões inferiores seja directamente repescado para a liga principal, especialmente quando já conta com 28 anos de idade. Orlando no passado já tinha demonstrado a sua qualidade ao serviço do Moreirense, mas poucos acreditariam que seria mais do que uma alternativa a Litos ou até aos colegas do meio-campo defensivo. Puro engano: Orlando relegou o colega mais experiente para fora do clube e apesar de ser discreto por natureza mostrou-se muitas vezes bem mais fiável e seguro do que o parceiro Kaká. Provou que é um defesa especialmente forte pelo ar e concentrado na marcação, sobressaindo também pela curiosa capacidade nos remates de meia meia-distância.

Desilusão: Litos

Litos foi um dia o capitão e figura maior do inédito Boavista campeão, resultado de épocas sucessivas a altíssimo nível no estádio do Bessa onde se afirmava cada vez mais como um central duro, consistente e com capacidade de liderança. Por esses motivos era constantemente apontado como reforço de grandes clubes nacionais e europeus e também como um candidato seguro a assumir-se como patrão da defensiva de Portugal, que inclusive chegou a representar por 6 vezes. A mudança para Espanha em 2001 marcou o início do fim do seu período dourado: contratado pelo pequeno Málaga, alternou entre épocas brilhantes que o recolocaram na órbita de colossos, com outras na absoluta obscuridade que o votaram ao esquecimento. Mesmo assim ninguém duvidou das suas qualidades quando, de forma surpreendente, a Académica o fez regressar a Portugal para tapar o rombo que o centro da defesa tinha sido em 05/06, e lhe entregou a titularidade, um ordenado generoso e um posto de comando onde pudesse passar a sua experiência ao resto da equipa. As exibições, essas, é que não corresponderam, caracterizando-se por desconcentrações na marcação e demasiadas notas na folha disciplinar; mas com o decorrer da prova foram paulatinamente subindo de qualidade eLitos até terminou a temporada em bom plano. Infelizmente os indicadores duvidosos que trazia para esta época confirmaram-se: novas exibições sem segurança ou qualidade; uma expulsão; incapacidade de conquistar um lugar ao limitadoKaká ou ao recém -chegado Orlando. Sem qualquer justificação para o dispendioso ordenado que auferia, acordou a rescisão em Janeiro com a direcção da Académica e seguiu em busca de novos desafios; só que com 34 anos já não terá muitas oportunidades para limpar a pálida imagem deixada em Coimbra.


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