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Associação Académica de Coimbra
Desperdício tardioMário Amonte A herança que Domingos Paciência deixou a Rogério Gonçalves revelou-se afinal mais pesada do que havíamos imaginado. Após uma época “de sonho” em 2008/09, a passagem do treinador que a Direcção da Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol escolheu, foi meteórica e marcada por um conjunto de resultados muito aquém do esperado. Consumada a saída de Domingos Paciência, a opção por Rogério Gonçalves não foi pacífica nem entre a Direcção presidida por José Eduardo Simões nem entre a massa associativa academista. O clima de desconfiança que imediatamente se instalou face ao treinador levou rapidamente a crispações de que resultou o seu despedimento após sete jogos em que a equipa conimbricense não logrou ganhar uma única vez, registando apenas três empates – pecúlio demasiado magro para as expectativas que a época anterior havia criado. A Académica começou no último lugar, com uma derrota em Braga, e vítima de um conjunto de resultados invulgar – empate nos restantes sete jogos – ficando desde logo como a única equipa da I Liga sem qualquer ponto amealhado. Terá sido, esse também, um mau presságio que nem o empate na jornada seguinte, na recepção ao Paços de Ferreira, viria desmentir. As jornadas seguintes avolumaram a descrença, com uma derrota caseira com o Sporting, uma derrota em Olhão, mesmo jogando contra uma equipa muito cedo reduzida a dez jogadores, novo empate caseiro, com o Belenenses e empate em Vila do Conde. A primeira vitória tardava e José Carlos Simões via subir de tom, jornada a jornada, a contestação a Rogério Gonçalves. Na sétima jornada, a derrota, embaraçosa, no Calhabé, frente a um Marítimo que tinha acabado de despedir Carlos Carvalhal e que se arrastava nos últimos lugares da classificação, foi a gota de água: além de perder o jogo, Rogério Gonçalves deixou de ter condições para continuar a orientar uma equipa a que faltavam resultados e sobrava intranquilidade. Mais do que a chegada de um novo timoneiro, a equipa e os adeptos pareceram livrar-se de um peso com a saída de Rogério Gonçalves. Na jornada seguinte, ainda sem tempo para que André Villas-Boas pudesse mudar alguma coisa, a Académica surge desinibida no Dragão, perde, mas disputa o resultado, marcando dois golos que dão alento. E fez-se a viragem: à nona jornada, vitória caseira, frente ao Vit. Guimarães. A seguir, empate – cedido já nos descontos – na deslocação a Leiria, antes de outra vitória caseira, novamente categórica, sobre o Vit. Setúbal. De repente, a Académica marcava golos, quase não sofria, e jogava um futebol bonito. A derrota – pesada, por 0-4 – na Luz, com um super-Benfica, não arrefeceu os ânimos e, no regresso a casa deu-se nova vitória, face ao Leixões, um adversário directo na luta pela manutenção, repetida na recepção à Naval, duas jornadas depois. Pelo meio, uma derrota na Madeira, com o Nacional, por 4-3. Num ápice, a Académica, que cinco jogos antes ocupava o último lugar da classificação, acaba a primeira volta em 10º lugar. Vive-se um período de euforia em Coimbra e olha-se mais para cima. Criam-se expectativas para um possível assalto aos lugares europeus, muito também por demérito dos habituais candidatos a esses postos. André Villas-Boas anda na boca de meio mundo. O Sporting, diz-se, desdiz-se, pretende-o. O F.C. Porto não diz nada e desdiz-se ainda menos. José Eduardo Simões prolonga o contrato do jovem treinador, mas a verdade é que a partir daqui a tranquilidade que a equipa vinha patenteando parece abalada e deixa de ganhar em casa. É verdade que ganha dois jogos seguidos fora – ao Sporting, na 18ª jornada, e ao Belenenses, na 20ª, sempre por 2-1 – mas a “possibilidade europeia” esfuma-se com uma sequência de sete jogos sem ganhar e mas nenhuma vitória no Estádio Cidade de Coimbra: voltaria às vitórias apenas na 28ª jornada, em Matosinhos, onde garante matematicamente a manutenção. No jogo seguinte, perde a última possibilidade de ganhar um jogo em casa na segunda volta e cede um empate, novamente ao cair do pano, frente ao Nacional. Os golos sofridos nos últimos minutos com influência na repartição de pontos foram uma infeliz constante para a Académica. Vejamos:
Sem estes golos sofridos nos últimos dez minutos de jogos, a equipa de Coimbra teria mais doze pontos. Mas a verdade é que as partidas terminam quando o árbitro apita pela última vez, normalmente para além dos 90 minutos de jogo… Além de uma prestação “intermitente”, na I Liga, a Académica teve um bom desempenho na Taça da Liga (eliminada pelo F.C. Porto, nas meias-finais da competição). Na Taça de Portugal foi eliminada em casa pelo Beira-Mar, no desempate por grandes penalidades, num jogo que deveria ter ganho.Individualmente, alguns comentários sobre os jogadores que formaram a equipa-base da Briosa:
O momento: 7ª jornada: Académica - MarítimoSexta-feira, 2 de Outubro. O jogo Académica – Marítimo abre a sétima jornada. Com a contestação a subir de tom, 2.514 espectadores pedem à Direcção da Briosa que actue. O avolumar do resultado torna a decisão fácil de tomar. Não há condições para manter Rogério Gonçalves à frente da equipa. O divórcio consuma-se, abrindo espaço à entrada de Villas Boas e à salvação da Briosa. Figura: Sougou.Este ano foi ele o melhor marcador da equipa, em vez de Lito, menos utilizado. Impressionante como um corpo franzino tem capacidade de choque e velocidade para ganhar tantas vezes aos defesas contrários. Actuando na direita ou na esquerda, por vezes mesmo na posição de ponta-de-lança, representa um perigo constante para o adversário. Revelação: André Villas Boas / Éder.Apareceu e pediu-se-lhe o milagre. Fê-lo e, ainda por cima, de uma maneira relativamente fácil. Transfigurou a equipa e o seu futebol, tornando-a criativa, fazendo a circulação de bola só possível de acontecer com jogadores tranquilos e confiantes. Desnecessárias as rábulas quanto à sua saída para o Sporting e posterior acordo com o F.C. Porto. Um bom treinador não se vê apenas no banco… Éder pertence a uma espécie em vias de extinção – é ponta-de-lança, uma pérola rara capaz de despertar o apetite de clubes com meios financeiros que não permitirão que a Académica o guarde. Sem ser um matador de eleição e mesmo com muitos aspectos técnico-táticos para evoluir, esta temporada destacou-se pela boa resposta às necessidades da equipa, trabalhando imenso para preencher a vaga na frente de ataque. Decepção: Amaury Bischoff / Bibishkov.Quem? Ah, sim, esses! Bischoff chegou com excelentes referências e passagens pelo Estrasburgo, Werder Bremen e Arsenal. Esteve lesionado e foi apenas utilizado num jogo na Liga, infelizmente aquele que ditou o afastamento de Rogério Gonçalves. Nunca foi escolha de André Villas-Boas e acabaria por ser emprestado ao Desp. Aves. Regressa este ano para o tira-teimas: as referências eram justificadas? Bibishkov protagonizou a única contratação da Académica no mercado de Inverno. Para quê? Também utilizado por apenas uma vez, escassos 17 minutos, à 21ª jornada, na derrota caseira com o Rio Ave. Mais valia ter-se guardado o Licá – foi emprestado ao Trofense – um jovem da casa. Teria sido muito mais útil. |
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