ForaDeJogo.net - Académica 2010/2011


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Associação Académica de Coimbra
Nome: Académica
Associação: AF Coimbra
Cidade: Coimbra
Estádio: Municipal de Coimbra
Ano de fundação: 1876
Sede: Rua Infanta D.Maria, 23
3030-330 - Coimbra
Web: www.academica-oaf.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T Ulisses Morais
José Guilherme
Jorge Costa
Staff
Rui Rodrigues(ADJ), Ferreirinha(ADJ), José Alberto Costa(ADJ), Ricardo Chéu(ADJ), Rui Correia(GR)
Entradas
Diogo Valente (25)Sp. Braga (I)
Hugo Morais (32)Leixões (I)
Peiser (30)Naval (I)
Diogo Melo (26)Portimonense (II)
Adrien Silva (21)Maccabi Haifa   (I)
Laionel (24)Salamanca   (II)
Addy (20)FC Porto (I)
Paulo Grilo (18)Tourizense (II B)
Amaury Bischoff (23)Aves (II)
Sissoko (18)Académica (JUN)
Júnior Paraíba (22)Grémio Anápolis   (II E)
Habib Sow (24)
Carreño (23)Sevilla   (I)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Peiser19Pedrinho8Habib Sow6Christo Amessan
12Ricardo30Pedro Costa66Nuno Coelho11Laionel
29Barroca55Hélder Cabral13Paulo Grilo18Sougou
  60Addy28Adrien Silva23Diogo Valente
  2Amoreirinha50Diogo Melo9Carreño
  4Luiz Nunes7Hugo Morais14Miguel Fidalgo
  5Berger85Diogo Gomes21Eder
  15Orlando88Júnior Paraíba91Sissoko
    10Amaury Bischoff  
O Bicho e os outrosJorge Carneiro

Quando Jorge Costa abandonou subitamente o comando da Académica poucos conseguiram perceber os verdadeiros motivos por detrás da decisão, ou que daí adviria mais à frente. Mas talvez o próprio treinador soubesse melhor do que ninguém as fragilidades do plantel e conseguisse prever que o 5ª lugar mais não era do que uma curiosidade episódica. Os estudantes tinham uma defesa frágil, um meio-campo de controlo mas pouca velocidade, e uma frente de ataque com muito fogo de vista... mas que infligia pouco dano.

Duas pesadas derrotas frente a Braga e Marítimo com 5 golos sofridos em cada marcaram então a despedida do antigo capitão do FC Porto, antes de se retirar do futebol em história algo mal contada. Como consequência a equipa tombara da 5ª posição para a 9ª, e esperava-se então que o recém-chegado e inexperiente João Guilherme - um currículo a fazer lembrar o de Villas-Boas - fosse o homem certo para dotar a briosa de novo fôlego para lutar pela Europa. Não foi, e quando abandonou logo após a 20ª jornada e sem uma única vitória para o campeonato as preocupações já estavam mais centradas na manutenção do que noutras ambições mais altas, embora a equipa ainda estivesse em prova na Taça de Portugal, então nas meias-finais. O mau futebol praticado e a falta de ambição patenteada pelos jogadores não dava azo a grandes aspirações nesta competição... ou na liga, onde a situação começava a ser preocupante.

Ulisses Morais, habituado ao papel de bombeiro, entrou ao serviço com uma auspiciosa vitória frente... ao Vitória de Guimarães mas deparou-se com um calendário muito desfavorável, ainda rico em opositores de outro campeonato e deslocações para casa de adversários directos. Com duas vitórias e quatro empates conseguiu amealhar o suficiente para nunca cair para lá da linha de água, o que dadas as circunstancias não pode deixar de ser considerado um êxito. Também não conseguiu levar os estudantes até à final da Taça, necessitando para isso de inverter em casa a desvantagem frente ao Vitória e ficando-se pelo empate, mas nem por isso o seu trabalho deixou de ser positivo.

O objectivo traçado para esta época foi apenas a manutenção, embora o investimento no plantel e equipa técnica fizesse antever pretenções mais elevadas. Jorge Costa até conseguiu espremer os meios à sua disposição nesse sentido, mas está visto que extrair rendimento deste conjunto não é tarefa tão fácil quanto parece. A ter em atenção pela direcção em 2011/2012.

O momento: Jorge Costa abandona o futebol

O grande choque da temporada foi indiscutivelmente o momento em que, após duas derrotas seguidas com 5 golos sofridos, Jorge Costa anunciou em conferência de imprensa não só a sua partida do clube como também o abandono do futebol profissional. Sendo um facto que a equipa caira da 5ª para a 9º posição na sequência desses dois jogos, ainda assim a Académica estivera entre os três primeiros e continuava a ser vista como uma das boas surpresas da Liga e, portanto, foi uma reacção que pareceu algo desproporcionada por parte do jovem técnico. Estávamos então a meio de Dezembro e o tempo vir-lhe-ia a conceder toda a razão: José Guilherme não conseguiu passar a sua mensagem para os jogadores, as derrotas e empates tornar-se-iam rotina e não mais a Académica viria a recuperar sequer esse 9º lugar, terminando a campanha na antepenúltima posição.

A estrela: Diogo Valente, classe à esquerda

Tinha em Coimbra o desafio de recuperar a carreira interrompida por época menos feliz em Braga; e em boa hora o fez, conseguindo impôr no flanco esquerdo um ritmo e vitalidade pouco vistos noutras equipas deste campeonato. É verdade que não trouxe consigo muitos golos, mas mostrou sem margem para dúvidas que mantém perfeitamente intactas as qualidades de assistente, assinando diversos cruzamentos mortíferos a que nem sempre os companheiros souberam dar seguimento.

Com 26 anos já passou pelos planteis principais de FC Porto e SC Braga sem se conseguir impôr, mas invariavelmente continua a demonstrar capacidades bem acima da média em emblemas de menor dimensão. Ainda irá a tempo de nova aventura ao mais alto nível?

A revelação: Miguel Fidalgo

Já um elemento conhecido da Liga, o madeirense saltou para as bocas do mundo por uma bela temporada em que dobrou o seu melhor registo de golos e se afirmou finalmente como avançado de primeira divisão. Cresceu e apareceu no Nacional da Madeira, chamando a atenção enquanto avançado móvel ou mesmo extremo direito, mas sempre sem registo de golos que o tornassem especialmente relevante. Agora em Coimbra por empréstimo dos insulares e numa posição de referência revelou uma evolução mesmo muito interessante, mostrando-se como um ponta de lança veloz, difícil de marcar e especialmente mortífero pelos ares. A temporada passada tivera 6 meses fulgurantes, perdendo depois ritmo com uma grave lesão; este ano não se deixou influenciar pelo mau futebol do conjunto e conseguiu 8 remates certeiros, chegando a estar no pódio dos melhores marcadores durante um pedaço significativo da temporada. Fala-se no regresso à Madeira para reforçar o Nacional, este ano tão carente de um avançado móvel, ou para o rival Marítimo para integrar um projecto que passa pela Liga Europa.

A desilusão: Orlando, o capitão no estaleiro

Época para esquecer do capitão da Briosa. Primeira metade caracterizada por algumas exibições abaixo do seu nível, mostrando-se algo lento sobre a bola e um tanto ao quanto tenrinho na marcação. A segunda metade ainda foi pior, totalmente perdida por grave lesão que retirou qualquer hipótese de limpar a má imagem criada no entretanto. Agora só para o ano, e é certo que estará de fora durante alguns meses.


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