ForaDeJogo.net - Paços de Ferreira 2006/2007


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Futebol Clube Paços de Ferreira
Nome: Paços de Ferreira
Associação: AF Porto
Cidade: Paços de Ferreira
Estádio: Mata Real
Ano de fundação: 1950
Sede: Rua Capitão Praça
Apartado 26
4594-909 Paços de Ferreira
Web: www.fcpf.pt
Plantel 2006/2007
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Treinadores
T José Mota
Entradas
Elias (24)Gil Vicente (I)
Antunes (19)Freamunde (II B)
Dani Soares (24)Vizela (II)
Tiago Valente (21)Gondomar (II)
Coelho (21)Nelas (II B)
Fahel (24)Marítimo (I)
Willams (22)Gil Vicente (I)
Ricardinho (27)Vasco da Gama   (A)
Mojica (21)CFR Cluj   (I)
Nuno Claro (29)Nelas (II B)
Jean Carlos (27)União São João   (I E)
Leanderson (23)Ceará   (B)
Tiago Paiva (19)Paços de Ferreira (JUN)
Phil Jackson (21)Delfín SC   (II)
Superliga
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Pedro2Primo6Paulo Sousa7Edson
12Coelho18Mangualde66Dani Soares9Didi
24Peçanha5Antunes8Pedrinha10Cristiano
77Nuno Claro21Fredy16Elias13Renato Queirós
  3Geraldo22Fahel15Ricardinho
  4Emerson20Jean Carlos25Willams
  14Luiz Carlos23Mojica11Ronny
  55Tiago Valente88Leanderson19Phil Jackson
      26João Paulo
      17Tiago Paiva
Paços firmes para a europaJorge Carneiro

Em 2000/01, José Mota surpreendeu o futebol português, ao transformar o primodivisionário Paços de Ferreira numa das equipas que melhor futebol praticava em Portugal. Nas duas épocas seguintes e apesar da saída de alguns elementos-chave a equipa manteve os mesmos níveis competitivos, ficando-se de novo pela metade superior da tabela. Finalmente, com a troca de José Mota pelo inexperiente José Gomes na época de 03/04, a equipa pacense caiu drasticamente de produção e nem o passo atrás dado pela direcção ao recuperar José Mota evitou a despromoção.

A equipa pacense viria a regressar ao escalão maior na temporada passada, apenas para realizar uma época discreta onde a manutenção somente foi assegurada na última jornada - o que poderia indiciar que os tempos áureos de José Mota teriam terminado. Nada mais errado: beneficiando de um dos orçamentos mais baixos da liga, José Mota e a direcção do Paços de Ferreira deram esta época uma lição de como se deve construir um plantel, mantendo grande parte dos titulares da época anterior. Com efeito, em termos de alterações apenas se destacam as saídas de José Fonte e Júnior - sendo estes substituídos por Luíz Carlos (suplente no ano anterior, e que foi uma das grandes figuras da equipa) e por Elias (ex-Gil Vicente) - sendo de realçar as entradas de Dani e de Antunes, provenientes dos escalões inferiores. O primeiro fez uma excelente primeira volta que resultou numa transferência milionária rumo à Roménia; já o segundo teve um desempenho absolutamente excepcional fechando a época com uma convocatória para a selecção A.

A reabertura do mercado viu o Paços perder diversos titulares - Fredy, Dani, Ronny, Didi, todos eles jogadores importantes por altura da saída, rumaram para ligas estrangeiras - mas contra todas as previsões essas saídas não tiveram qualquer efeito no nível de jogo da equipa - o que apenas realça a qualidade do trabalho do treinador. E não se pense que o mérito possa ter sido dos reforços contratados para colmatar as lacunas consequentes, muito pelo contrário: os substitutos dos transferidos foram provenientes directamente do próprio plantel, enquanto os reforços de Inverno apresentaram um rendimento praticamente inexpressivo.

A regularidade dos pacenses pode ser demonstrada de diversas formas: nunca desceram abaixo do 10ºlugar (excepto na 1ªjornada), somaram igual número de pontos na primeira e na segunda volta (21), nunca somaram mais de duas vitórias consecutivas (por três vezes), nem mais de duas derrotas consecutivas (apenas por uma vez).

Momento Chave: Sporting 0-1 Paços de Ferreira

Depois de uma época completamente discreta o Paços de Ferreira surgiu em 2006-07 praticamente com a mesma equipa base, e pelos primeiros dois jogos (uma vitória e uma derrota), tudo indicava que esta campanha iria ser em tudo semelhante. No entanto, logo à 3ª jornada uma espectacular vitória em Alvalade fruto de um muito polémico golo com a mão de Ronny e de uma exibição seguríssima de toda a estrutura defensiva lançaram os pacenses para as primeiras páginas dos jornais (se bem que não pelo motivo certo), e terão motivado a equipa para a grande época que veio a realizar.

Figura: Peçanha

Diz-se que as equipas se constroem de trás para a frente, e em Paços de Ferreira foi mesmo assim. Quando dentro de muitos anos os adeptos recordarem a primeira equipa que se qualificou para as competições europeias, certamente que o primeiro a ser lembrado será o guarda-redes Peçanha, logo seguido dos defesas (Primo, Luiz Carlos, Geraldo, Antunes...) e dos médios defensivos (Paulo Sousa, Elias...). Boa parte da tranquilidade com que a equipa jogou deveu-se à confiança e segurança transmitida pelo seu guarda-redes, que nos momentos certos soube estar presente para garantir pontos fundamentais - destacando-se principalmente a exibição em Alvalade. Após uma época de adaptação e outra de afirmação, será legítimo que aos 27 anos Peçanha pense em dar o salto.

Revelação: Antunes

A época de Antunes pode ser classificada como um "conto de fadas", já que há cerca de um ano atrás Antunes jogava (ainda com idade de júnior) no Freamunde da 2ªB. Doze meses depois conseguiu saltar para um clube de primeira divisão, afirmar-se como titular (e eclipsando completamente a saída de Fredy), e ainda constituir-se como opção nas selecções de sub-20, sub-21 e A!! Como se não bastasse, ainda há a possibilidade de uma transferência para o colosso Juventus durante este Verão... melhor era impossível. Antunes deveria ficar para a história como um exemplo de como um jogador deve ser: discreto fora das quatro linhas, sem declarações bombásticas nem anúncios de ambições maiores; e notícia dentro de campo, seguríssimo a defender e forte a atacar. A expectativa em relação à próxima época é elevada... seja ela onde fôr.

Decepção: Phil Jackson

De forma inesperada (até para o próprio), a sua chegada a Portugal foi alvo de muita atenção por parte dos jornalistas; no entanto a maioria desta atenção derivou apenas da curiosidade gerada em torno do seu compatriota Renteria, reforço do FC Porto na mesma altura. Phil Jackson vinha com a missão de substituir Ronny, mas acabou por nunca ser opção credível para José Mota - acabou por jogar apenas 35 minutos repartidos por dois jogos, o que é pouco, muito pouco.


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