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Futebol Clube Paços de Ferreira
Garantir a manutenção e esperar pelo JamorJorge Carneiro Não era nada fácil o desafio que foi colocado a Paulo Sérgio: retocar um plantel que tinha sido desportivamente despromovido na época anterior (salvo apenas na secretaria) e que se tinha visto privado da sua principal figura, Wesley, recorrendo a um orçamento baixo. Mas muito mais complicado era a tarefa de substituir José Mota, figura central do Paços de Ferreira durante a última década, e cuja única ausência durante esse período tinha custado ao Paços a descida de divisão. Apesar da mudança de treinador, a construção do plantel não foi muito diferente dos anos anteriores: perdeu os jogadores mais destacados (Peçanha e o já mencionado Wesley) e deu primazia ao mercado secundário brasileiro (China, Cássio, Ozeia) e aos escalões inferiores (Tatu, Bruno Conceição, Josa e Kelly), reforçando-se igualmente com alguns jogadores com experência em Portugal que estavam a jogar lá fora (Rui Miguel de inicio, Jorginho e Danielson a meio da época). Posto isto previa-se que o Paços iria sofrer bastante para conseguir a manutenção, ainda para mais com um início de época que se adivinhava complicado, pois defrontou Braga, Benfica e Porto nas primeiras 4 jornadas. Nesse período averbou apenas 1 ponto e onde sofreu 10 golos, e nos 3 jogos seguintes a situação piorou com as derrotas diante de Leixões e Rio Ave. Assim, à 7ª jornada os castores era últimos com apenas 2 pontos e já com 15 golos sofridos. Daí até ao final da primeira volta jogando contra adversários do seu campeonato o Paços de Ferreira melhorou bastante e foi subindo paulatinamente na tabela classificativa, apesar de continuar a denotar grandes problemas no sector defensivo - no virar da 1ª volta a equipa somava já 26 golos sofridos. Não foi portanto de estranhar que o sector defensivo tenha sido precisamente o principal alvo no mercado de Inverno, com as aquisições de Danielson e Jorginho, dois jogadores com experência no nosso campeonato e que estavam a jogar no estrangeiro, a que se juntou ainda o lateral direito Queirós. Na abertura da 2ª volta a equipa voltava então a defrontar Braga, Benfica e Porto, e voltou a ter dificuldades, caindo novamente para a zona de despromoção; situação que não intranquilizou o plantel, que por esta altura estava já apurado para a meia-final da taça após um grande jogo com a Naval. Nos 7 jogos seguintes a equipa apenas perdeu em Alvalade, e somou os pontos que praticamente garantiram a manutenção. Foi igualmente nesta altura que conseguiu o apuramento para a final da Taça com uma espectacular vitória na Madeira diante do europeu Nacional, que viria a garantir o apuramento para a Liga Europa. Com a classificação feita a equipa manteve os rendimento em alta com vista à preparação da final da taça, conseguindo ainda chegar ao 10º lugar nas jornadas finais enquanto aguardava pelo jogo mais importante da época frente ao FC Porto. No Jamor, perante uma assistência azul e amarela, o Paços de Ferreira não foi capaz de ser tomba-gigantes e teve que se contentar com o facto de ser finalista vencido, o que ainda assim lhe permitiu chegar à Liga Europa e à Supertaça. Nada mau para quem há um ano preparava o plantel para a Honra e esperava decisões administrativas. Momento Chave: Nacional 2-3 P. FerreiraCom a manutenção garantida na Amadora 5 dias antes, o Paços de Ferreira partia para a 2ª mão da 1/2 final da Taça com um forte handicap e tinha pela frente uma grande equipa do Nacional (4ª classificada no campeonato) que jogava no seu próprio estádio e que partia em vantagem rumo à sua primeira final da Taça de Portugal. No entanto o Paços não se atemorizou, entrou no jogo a todo o gás e chegou aos 2-0 ainda nos primeiros 20 minutos. Depois o Nacional reagiu, re-empatou a eliminatória imediatamente antes e logo após o intervalo, e parecia lançado para vencer o jogo. Mas o Paços aguentou-se e já no final do jogo chegou à vitória, com Pedrinha a converter o seu segundo penalti do jogo. Estava decidida a eliminatória, o Paços estava na final da Taça e com isso garantia também o regresso à Europa. Estrela: William ArthurCom 5 golos em 11 jogos em metade da época passada William Arthur revelou-se um avançado muito eficaz; e no entanto esta época superou todas as expectativas ao apontar 8 golos nas primeiras 11 jornadas, golos esses que valeram pontos decisivos. Infelizmente para ele e para o Paços sofreu uma lesão grave no início de Dezembro e ficou afastado dos relvados durante grande parte da época. Voltou apenas na última jornada, ainda a tempo de aumentar o seu score de golos para 9. O que será capaz de fazer William jogando a época inteira? A expectativa é grande. Revelação: Rui MiguelJá havia sido uma das revelações da Naval aquando da sua época de estreia na primeira divisão com Manuel Cajuda; no entanto após a saída deste Álvaro Magalhães e Rogério Gonçalves pouco apostaram nele, tendo-se envolvido em processos disciplinares que o que o levaram a retornar à 2ª B de onde viria a sair para a 1ª Divisão da Polónia. Aí conseguiu ter sucesso ao mais alto nível sagrando-se mesmo campeão e encantando olheiros de toda a Europa, e só mesmo o interesse do jogador em regressar a Portugal levou o despromovido Zaglebie Lubin a permitir o seu empréstimo ao P. Ferreira. Nesta época foi uma das figuras dos pacenses, ora a jogar nas alas, ora em posições mais interiores; e revelou inclusive dotes goleadores, apontando por exemplo 5 golos em 6 jogos na Taça de Portugal. Dada a valorização alcançada o Zaglebie Lubin não tem interesse em renovar o empréstimo e é praticamente certo que o Paços não conseguirá reunir verbas para a compra do seu passe; assim sendo em 2009-10 certamente que veremos Rui Miguel com outra camisola. Decepção: André PintoConsegue a triste proeza de repetir a presença neste espaço. Na época passada esteve no Marítimo e pouco ou nada fez, este ano no Paços esteve ligeiramente melhor, mas ainda assim muito aquém do esperado. Novamente muito fustigado por lesões, apareceu apenas com alguma regularidade no início da segunda volta, mas ainda assim foi insuficiente para deixar uma boa impressão. Aos 30 anos, e após dois fracassos consecutivos, as expectativas para 2009-10 serão muito mais baixas, e se por acaso conseguir lugar numa equipa da primeira e mantiver o rendimento dificilmente se poderá falar em decepção. |
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