ForaDeJogo.net - Estrela Amadora 2007/2008


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Clube de Futebol Estrela da Amadora
Nome: Estrela Amadora
Associação: AF Lisboa
Cidade: Amadora
Estádio: José Gomes
Ano de fundação: 1932
Sede: Av. D. José I - Estadio Jose Gomes
2720-175 - Amadora
Web: www.cfeamadora.net
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Daúto Faquirá
Staff
Lázaro Oliveira(ADJ)
Entradas
Fernando (19)Vila Nova   (C)
Nélson (31)Vitória Setúbal (I)
Maurício (30)Sp. Braga (I)
Hélder Cabral (23)Vitória Guimarães (II)
Pedro Pereira (23)Vizela (II)
Vítor Moreno (26)Vitória Guimarães (II)
Mateus (24)Grémio Anápolis  
Celestino (20)Estoril Praia (II)
Mendonça (24)Belenenses (I)
Wagnão (28)Grémio Anápolis  
Luís Aguiar (21)Liverpool Montevideu   (I)
Rui Pedro (18)FC Porto (I)
Marcelo Goianira (26)Grémio Anápolis  
Filipe Mendes (22)Tourizense (II B)
Adul (18)Estrela Amadora (JUN)
Giancarlo (24)Náutico   (A)
Fábio Nunes (27)Avaí   (B)
Jeremiah (22)Kercem Ajax   (I)
Cardoso (22)
Mossoró (22)Friburguense   (C)
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Nélson2Rui Duarte16Fernando7Pedro Pereira
12Filipe Mendes4Cardoso28Marcelo Goianira13Nuno Viveiros
25Pedro Alves27Edu Silva8Daniel Silva23Mendonça
  55Hélder Cabral14Marco Paulo5NDiaye
  15Maurício26Celestino24Yoni
  20Hugo Carreira30Tiago Gomes32Vítor Moreno
  34Wagnão10Mateus9Anselmo
    21Luís Aguiar17Adul
      19Rui Pedro
      77Moses
      77Giancarlo
      99Mossoró
      11Fábio Nunes
      18Jeremiah
Sem poder de fogo para maisJorge Carneiro

Nova época tranquila para os lados da Reboleira, com o jovem técnico Daúto Faquirá ao leme. Nova movimentação massiva de jogadores, com entradas e (especialmente) saídas de atletas antes e durante a competição. Novos erros de casting, com a quase totalidade da hecatombe de reforços recrutados no Brasil a não se conseguirem impor no onze e a candidatarem-se a um regresso a Vera Cruz no Verão seguinte (ou até antes disso). E novamente um percurso no campeonato muito discreto, sem destaque exibicional ou classificativo, mas no qual feitas as contas a permanência jamais esteve realmente em risco. A única novidade mesmo acabaram por ser os episódios lamentáveis relacionados com salários em atraso - que incrivelmente não inviabilizaram a contratação de reforços no mercado de Inverno - e que culminaram com Tiago Gomes a ser praticamente empurrado para fora do clube a fim de garantir algum encaixe financeiro, numa operação fracassada que se encerraria com o seu regresso algumas semanas mais tarde.

Estruturalmente, Daúto organizou a equipa num 4-3-3 com um guarda-redes experiente na retaguarda, uma defesa rápida pelas laterais e sólida pelo ar; apoiada por um meio campo muito defensivo e povoado mas pouco ágil e desdobrável; e um ataque montado para o contragolpe mesmo que sem grandes rotinas ensaiadas para o efeito. Apesar de nenhum sector se ter evidenciado ao longo da competição, é consensual que o ataque foi o maior ponto fraco dos tricolores. Para além das transições nunca chegarem a evidenciar um trabalho muito intensivo nesse aspecto, o 4-3-3 foi sempre interpretado por alas com pouco faro pelo golo e médios ofensivos pouco lestos na arte de atirar à baliza, o que por sua vez colocava a responsabilidade maior de facturar no único homem da frente. Só que neste particular o Estrela não contava nas suas fileiras com qualquer mais-valia para a posição: Mossoró, a grande aposta para a frente de ataque, acabou por não vingar e partiu muito cedo sem mostrar qualidades; Moses ficou até Dezembro, também sem conseguir fazer o gosto ao pé; Jeremiah, Giancarlo e o jovem Rui Pedro fracassaram a toda a linha. Acabaria por ser um Anselmo muito esforçado, móvel e até com sentido de oportunidade, mas também extremamente precipitado na finalização, a afirmar-se como a figura titular e a render o magro pecúlio de 6 golos.

O percurso do Estrela caracterizou-se essencialmente por uma quantidade elevadíssima de empates, como seria inferível do modelo de jogo adoptado. A primeira vitória surgiu logo à segunda jornada, mas a seguinte viria apenas 10 jornadas depois e num momento em que os tricolores discutiam taco-a-taco o estatuto de equipa com mais igualdades com o Leixões, vindo posteriormente a ser apanhados por outras formações nessa mini-liga particular. Terminariam a primeira volta com 16 pontos e colocados na nona posição, embora apenas com 4 pontos de vantagem sobre os lugares de descida; e daí em diante a equipa deu a ideia de ter perdido um pouco da consistência defensiva, sofrendo mais golos e acumulando derrotas. Felizmente, a subida de forma de alguns jogadores ofensivos (Pedro Pereira e Mateus, aliados à contratação de Mendonça) garantiu também algumas vitórias, que só a explosão exibicional de adversários directos (a nível classificativo) como Belenenses, Naval e Boavista impediram de rentabilizar em termos de posição na tabela classificativa.

Figura: Mateus

Tiago Gomes realizou uma época em crescendo, lamentavelmente interrompida pela estadia prolongada em Málaga; enquanto Marco Paulo parece definitivamente caminhar a passos largos para o final da sua carreira. Aproveitando a situação, Mateus, uma das contratações mais sonantes a aterrar na Reboleira esta época - ou não apresentasse o título de campeão Paulista no seu currículo - assumiu o papel principal na distribruição do jogo ofensivo estrelista. Apresentou como cartão de visita o toque de bola típico dos predestinados, e uma habilidade na forma como a coloca em colegas de equipa ou na baliza adversária que o tornam logo à primeira vista um digno dono da mítica camisola nr.º 10, mesmo que um tanto ao quanto estático. Titular durante grande parte da época, viveu o seu momento alto logo à 2ª jornada ao assinar duas assistências e um golo na vitória por 3-1 frente à Naval, tendo demonstrado o seu típico posicionamento entre linhas que lhe permite assumir-se como elo de ligação entre meio-campo e ataque e ser uma peça importante em ressaltos e segundas bolas.

Apesar da época inquestionavelmente positiva, a já referida falta de velocidade e um caractér que não parece primar pela combatividade podem ser entraves a um resto de carreira em palcos de outra dimensão, mas pelo menos ninguém lhe poderá subtrair o mérito de ter conseguido impor-se numa equipa com características bem diferentes das suas.

Revelação: Pedro Pereira

Estreou-se no principal escalão em 2003/2004 pelo Sporting de Braga e com os seus actuais 23 anos já não se poderá classificar como uma jovem promessa, mas não deixa de ser um jogador muito interessante e ainda com margem de progressão considerável. Neste seu regresso à Bwin Liga apresentou como melhores predicados a velocidade, uma boa capacidade de cruzamento e um drible muito intenso e acutilante, características muito próprias de um extremo. Apesar do 4-3-3 em vigor na maioria dos jogos desta versão do Estrela não teve grandes oportunidades na equipa inicial, interpretando antes o papel de arma secreta: por diversas vezes entrou no decorrer dos jogos a fim de aumentar o ritmo e a intensidade do jogo dos amadorenses. Quanto ao futuro, o drama dos salários em atraso não garantem que tenha interesse em manter-se no plantel para a próxima época, ou sequer neste campeonato; mas a acontecer pode bastar-lhe cruzar-se com um técnico que queira apostar em si para se tornar uma das principais figuras da Bwin Liga 08/09, na senda do que sucedeu com o colega Tiago Gomes.

Desilusão: Luís Aguiar

Binya seria a primeira opção para reforçar o meio-campo amadorense e chegou a treinar na Reboleira, mas o Benfica quebrou o compromisso assumido e em cima do fecho das inscrições chegou Luís Aguiar por empréstimo do FC Porto, após pré-época no Dragão na qual apresentou diversos indicadores positivos. As características diferiam bastante das do Camaronês e adequavam-se mais a papéis que já se encontravam reservados para Tiago Gomes e Mateus, sendo que ambos coabitavam melhor no mesmo onze do que o Uruguaio. Remetido então para um papel secundário, não regressou após as férias de Natal sem jamais dar qualquer explicação aos dirigentes, demonstrando assim um carácter mais fraco e mimado. Dentro de campo, apesar de em alguns jogos até ter somado bons pormenores, nunca conseguiu chegar sequer perto de poder ser decisivo; e tendo em conta o currículo que ostentava previamente e o modo como abandonou o plantel, afirmou-se assim como o maior fracasso da versão 07/08 dos tricolores. Tudo o que produziu posteriormente ao serviço da Académica apenas ajudou a reforçar a frustração Estrelista.


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