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Clube de Futebol Estrela da Amadora
Sem poder de fogo para maisJorge Carneiro Nova época tranquila para os lados da Reboleira, com o jovem técnico Daúto Faquirá ao leme. Nova movimentação massiva de jogadores, com entradas e (especialmente) saídas de atletas antes e durante a competição. Novos erros de casting, com a quase totalidade da hecatombe de reforços recrutados no Brasil a não se conseguirem impor no onze e a candidatarem-se a um regresso a Vera Cruz no Verão seguinte (ou até antes disso). E novamente um percurso no campeonato muito discreto, sem destaque exibicional ou classificativo, mas no qual feitas as contas a permanência jamais esteve realmente em risco. A única novidade mesmo acabaram por ser os episódios lamentáveis relacionados com salários em atraso - que incrivelmente não inviabilizaram a contratação de reforços no mercado de Inverno - e que culminaram com Tiago Gomes a ser praticamente empurrado para fora do clube a fim de garantir algum encaixe financeiro, numa operação fracassada que se encerraria com o seu regresso algumas semanas mais tarde. Estruturalmente, Daúto organizou a equipa num 4-3-3 com um guarda-redes experiente na retaguarda, uma defesa rápida pelas laterais e sólida pelo ar; apoiada por um meio campo muito defensivo e povoado mas pouco ágil e desdobrável; e um ataque montado para o contragolpe mesmo que sem grandes rotinas ensaiadas para o efeito. Apesar de nenhum sector se ter evidenciado ao longo da competição, é consensual que o ataque foi o maior ponto fraco dos tricolores. Para além das transições nunca chegarem a evidenciar um trabalho muito intensivo nesse aspecto, o 4-3-3 foi sempre interpretado por alas com pouco faro pelo golo e médios ofensivos pouco lestos na arte de atirar à baliza, o que por sua vez colocava a responsabilidade maior de facturar no único homem da frente. Só que neste particular o Estrela não contava nas suas fileiras com qualquer mais-valia para a posição: Mossoró, a grande aposta para a frente de ataque, acabou por não vingar e partiu muito cedo sem mostrar qualidades; Moses ficou até Dezembro, também sem conseguir fazer o gosto ao pé; Jeremiah, Giancarlo e o jovem Rui Pedro fracassaram a toda a linha. Acabaria por ser um Anselmo muito esforçado, móvel e até com sentido de oportunidade, mas também extremamente precipitado na finalização, a afirmar-se como a figura titular e a render o magro pecúlio de 6 golos. O percurso do Estrela caracterizou-se essencialmente por uma quantidade elevadíssima de empates, como seria inferível do modelo de jogo adoptado. A primeira vitória surgiu logo à segunda jornada, mas a seguinte viria apenas 10 jornadas depois e num momento em que os tricolores discutiam taco-a-taco o estatuto de equipa com mais igualdades com o Leixões, vindo posteriormente a ser apanhados por outras formações nessa mini-liga particular. Terminariam a primeira volta com 16 pontos e colocados na nona posição, embora apenas com 4 pontos de vantagem sobre os lugares de descida; e daí em diante a equipa deu a ideia de ter perdido um pouco da consistência defensiva, sofrendo mais golos e acumulando derrotas. Felizmente, a subida de forma de alguns jogadores ofensivos (Pedro Pereira e Mateus, aliados à contratação de Mendonça) garantiu também algumas vitórias, que só a explosão exibicional de adversários directos (a nível classificativo) como Belenenses, Naval e Boavista impediram de rentabilizar em termos de posição na tabela classificativa. Figura: MateusTiago Gomes realizou uma época em crescendo, lamentavelmente interrompida pela estadia prolongada em Málaga; enquanto Marco Paulo parece definitivamente caminhar a passos largos para o final da sua carreira. Aproveitando a situação, Mateus, uma das contratações mais sonantes a aterrar na Reboleira esta época - ou não apresentasse o título de campeão Paulista no seu currículo - assumiu o papel principal na distribruição do jogo ofensivo estrelista. Apresentou como cartão de visita o toque de bola típico dos predestinados, e uma habilidade na forma como a coloca em colegas de equipa ou na baliza adversária que o tornam logo à primeira vista um digno dono da mítica camisola nr.º 10, mesmo que um tanto ao quanto estático. Titular durante grande parte da época, viveu o seu momento alto logo à 2ª jornada ao assinar duas assistências e um golo na vitória por 3-1 frente à Naval, tendo demonstrado o seu típico posicionamento entre linhas que lhe permite assumir-se como elo de ligação entre meio-campo e ataque e ser uma peça importante em ressaltos e segundas bolas. Apesar da época inquestionavelmente positiva, a já referida falta de velocidade e um caractér que não parece primar pela combatividade podem ser entraves a um resto de carreira em palcos de outra dimensão, mas pelo menos ninguém lhe poderá subtrair o mérito de ter conseguido impor-se numa equipa com características bem diferentes das suas. Revelação: Pedro PereiraEstreou-se no principal escalão em 2003/2004 pelo Sporting de Braga e com os seus actuais 23 anos já não se poderá classificar como uma jovem promessa, mas não deixa de ser um jogador muito interessante e ainda com margem de progressão considerável. Neste seu regresso à Bwin Liga apresentou como melhores predicados a velocidade, uma boa capacidade de cruzamento e um drible muito intenso e acutilante, características muito próprias de um extremo. Apesar do 4-3-3 em vigor na maioria dos jogos desta versão do Estrela não teve grandes oportunidades na equipa inicial, interpretando antes o papel de arma secreta: por diversas vezes entrou no decorrer dos jogos a fim de aumentar o ritmo e a intensidade do jogo dos amadorenses. Quanto ao futuro, o drama dos salários em atraso não garantem que tenha interesse em manter-se no plantel para a próxima época, ou sequer neste campeonato; mas a acontecer pode bastar-lhe cruzar-se com um técnico que queira apostar em si para se tornar uma das principais figuras da Bwin Liga 08/09, na senda do que sucedeu com o colega Tiago Gomes. Desilusão: Luís AguiarBinya seria a primeira opção para reforçar o meio-campo amadorense e chegou a treinar na Reboleira, mas o Benfica quebrou o compromisso assumido e em cima do fecho das inscrições chegou Luís Aguiar por empréstimo do FC Porto, após pré-época no Dragão na qual apresentou diversos indicadores positivos. As características diferiam bastante das do Camaronês e adequavam-se mais a papéis que já se encontravam reservados para Tiago Gomes e Mateus, sendo que ambos coabitavam melhor no mesmo onze do que o Uruguaio. Remetido então para um papel secundário, não regressou após as férias de Natal sem jamais dar qualquer explicação aos dirigentes, demonstrando assim um carácter mais fraco e mimado. Dentro de campo, apesar de em alguns jogos até ter somado bons pormenores, nunca conseguiu chegar sequer perto de poder ser decisivo; e tendo em conta o currículo que ostentava previamente e o modo como abandonou o plantel, afirmou-se assim como o maior fracasso da versão 07/08 dos tricolores. Tudo o que produziu posteriormente ao serviço da Académica apenas ajudou a reforçar a frustração Estrelista. |
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