ForaDeJogo.net - Varzim 2006/2007


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Varzim Sport Clube
Nome: Varzim
Associação: AF Porto
Cidade: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim Sport Clube
Ano de fundação: 1915
Sede: Rua Santos Minho, 28
4490-549 - Povoa De Varzim
Web: www.varzim.pt
Plantel 2006/2007
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Treinadores
T Diamantino Miranda
Eduardo Esteves
Horácio Gonçalves
Staff
Eduardo Esteves(ADJ)
Entradas
Marco Cláudio (27)Feirense (II)
Nuno Rocha (29)Gondomar (II)
Roberto (27)Marco (II B)
Denilson (26)Sp. Espinho (II B)
Marafona (19)Varzim (JUN)
Yazalde (17)Varzim (JUN)
André André (16)Varzim (JUN)
Diego Gottardi (24)Melilla   (II B)
Neto (18)Varzim (JUN)
Luca (18)Varzim (JUN)
Rúben Feiteira (18)Varzim (JUN)
Vila Cova (18)Varzim (JUN)
Ricardo Gomes (23)Passo Fundo  
Paulo Benta (18)Varzim (JUN)
Liga de Honra
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Marafona2Tiago Lopes6Tito10Rúben Feiteira
12Ricardo18Pedrinho29Paulo Benta14Mendonça
24Rui Barbosa20Nuno Ribeiro7Emanuel23Diego Gottardi
99Vila Cova5Telmo21Luca9Denilson
  3Alexandre22André André11Ricardo Gomes
  4Nuno Gomes8Rafael28Roberto
  13Bruno Miguel17Nuno Rocha31Yazalde
  15Campinho30Marco Cláudio  
  26Neto    
  32Pedro Santos    
A transição de Horácio Gonçalves para Diamantino MirandaPedro Gonçalves

A época 2006/07 começava com 2 baixas muito importantes na equipa que havia terminado em 4º a época anterior, o que deixava antever que a luta pela subida (objectivo de sempre quando a equipa está na 2ª liga) seria bem mais complicada. Saíram Cícero que fora o goleador da equipa no ano anterior, e Figueiredo que jogou a um nível suficientemente alto ao serviço da modesta selecção Angolana no campeonato mundial na Alemanha para atrair o interesse de outros clubes. O mesmo sucedeu com Mendonça embora no seu caso, negociatas menos claras tivessem adiado a transferência por mais uma época. Para além destes dois, saíram vários jogadores de características ofensivas como Costé, Rui Miguel, Eliseu e Anderson. Para os seus lugares chegaram Deni, Diego, Ricardo Gomes, Marco Cláudio e Nuno Rocha. Na defesa manteve-se a prata da casa, atitude habitual no clube.

Horácio Gonçalves apostava habitualmente num 4-3-3 com um trinco, e dois médios para criar jogo à sua frente, para além de dois extremos e um ponta de lança no ataque. Era precisamente no ataque que, devido à renovação do sector, residiam as maiores dúvidas, mas estas cedo foram desfeitas, com as grandes exibições de Diego, o novo extremo esquerdo, e do novo ponta de lança goleador, Denilson. À direita Pedrinho parecia ser a primeira escolha de Horácio e Mendonça demorou a impor-se, depois de uma época mais longa e cansativa no ano anterior, mas eventualmente atingiu um nível próximo do apresentado em edições anteriores da Liga de Honra. A outra grande dúvida consistia em saber se as novas aquisições para o meio campo ofensivo, Nuno Rocha e Marco Cláudio, fariam esquecer o organizador Figueiredo, responsável por pautar todo o jogo ofensivo do Varzim no ano anterior. Ambos foram utilizados na primeira parte da época mas com predominância de Nuno Rocha, que devido à sua maior tendência para cair nas alas, permitia que Diego pudesse desequilibrar na frente, sem a necessidade de voltar sempre para defender. Marco Cláudio sendo um organizador de jogo clássico, criava mais oportunidades para os colegas, mas talvez não satisfizesse as intenções tácticas de Horácio Gonçalves da forma que Nuno Rocha o fazia. A utilização de ambos em simultâneo não era uma opção para Horácio.

Quanto ao resto, não mudou muito em relação ao ano anterior. Na baliza a primeira escolha era Ricardo que esteve a muito bom nível durante toda a época tendo conseguido uma transferência para um clube da Superliga no final (a Académica). Durante a ausência por lesão de Ricardo, experimentaram-se Rui Barbosa e Marafona, e a equipa sentiu, e de que maneira, a ausência do seu guardião. Nas laterais, Telmo era o habitual na esquerda com Rafael como alternativa, e Nuno Ribeiro na direita com Tiago Lopes como alternativa. A dupla de centrais devido à lesão de Nuno Gomes que o afastou durante larga parte da época, era formada pelo capitão Alexandre que (ainda) compensa com posicionamento, empenho e dedicação ao clube, o que lhe vai já faltando em termos físicos e Bruno Miguel (outro que conseguiu uma passagem para a Superliga). Ambos estiveram também afastados da equipa por lesões o que levou à utilização a defesa central de jogadores cuja posição natural não é essa, como Pedro Santos e Campinho. Chegou até a ser utilizado o júnior Neto. No meio campo encontravam-se dois dos jogadores mais importantes da equipa pela sua consistência e entrega ao jogo, Tito e Emanuel.

A época começou bem, e a equipa nos primeiros 7 jogos, venceu 5 e empatou 2. Destacavam-se o central Bruno Miguel, o trinco Tito e o desequilibrante extremo esquerdo Diego. Para além disso, Denilson marcava com regularidade e o Varzim aparecia entre os candidatos à subida. No entanto, depois começaram a acumular-se ausências por suspensões, lesões, ou outras razões. De Ricardo a Mendonça, passando por Tito e pelos centrais ou laterais, ninguém parecia intocável. Veio também o apagamento de Diego que foi perdendo relevância na equipa e Bruno Miguel também já não era o central inultrapassável do início da época. Como resultado, o Varzim esteve 10 jogos sem ganhar, que retiraram o Varzim da luta pela subida, e o relegaram a outra luta: a da manutenção. Horácio não sobreviveu aos desaires, e chegou Diamantino Miranda, com ideias diferentes, em relação a várias situações, incluindo o esquema táctico. O 4-3-3, transformou-se numa espécie de 4-4-2 com um meio campo em losango, e um avançado mais solto na frente. Mendonça desempenhou esse papel na perfeição, e viria a marcar alguns golos desde a chegada de Diamantino (golos que lhe tinham faltado até aí). Entre esses golos, um mediático: o da eliminação do Benfica da Taça de Portugal.

No novo Varzim, aquando da chegada de Diamantino ainda afectado por várias lesões, Marco Cláudio e Nuno Rocha coabitavam em campo. Nuno Rocha, que não tinha deslumbrado jogando como 10, revelava-se um bom apoio a quem de facto o é. Marco Cláudio tinha rédea livre para inventar jogadas e assistências onde só ele as via, e tinha agora o apoio de Nuno Rocha à esquerda, Emanuel à direita, e Mendonça a vaguear à sua frente. A quebra a nível de golos de Deni foi visível, mas felizmente, ao contrário da primeira volta em que existia um nada produtivo Ricardo Gomes, tinha chegado em Janeiro um novo ponta de lança para o substituir. Roberto revelou-se uma boa opção para quando Denilson não conseguia cumprir a sua missão.

Para além destas alterações, Ricardo, ausente durante grande parte da série negra de 10 jogos sem ganhar, regressava da lesão e a defesa ganhou confiança, mesmo que essa defesa consistisse de 4 adaptações em simultâneo. Pedrinho começou a ser utilizado como lateral direito, e Diego deixou de ter espaço devido ao abdicar de extremos por parte de Diamantino (Mendonça descaia a ambas as faixas). Nuno Ribeiro chegou a ser utilizado na lateral esquerda quando Telmo não pôde ser chamado. Pedro Santos apareceu em bom plano jogando como defesa central. Campinho, também lá chegou a jogar.

Foi assim, um Varzim bastante renovado que atacou os últimos jogos do campeonato, e conseguiu como resultados, 7 vitórias, 4 empates e 2 derrotas (a última das quais, precisamente na jornada de encerramento) sendo suficiente para culminar a época em 6º.

No final da época, abandonaram o Varzim rumo à Superliga, Deni, Mendonça, Ricardo e Bruno Miguel, e saíram ainda Diego e Rafael para o estrangeiro, entrando para os seus lugares vários reforços, ainda sem nome feito, como é alias habitual no Varzim e em outros clubes com as mesmas (in)capacidades financeiras. Resta saber se haverá espaço para a aposta em jogadores promovidos das camadas jovens como Neto ou Yazalde. Os outros terão certamente de esperar mais tempo.


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