ForaDeJogo.net - Benfica 2006/2007


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Sport Lisboa e Benfica
Nome: Benfica
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: Luz
Ano de fundação: 1904
Sede: Avenida General Norton De Matos
1500-313 - Lisboa
Web: www.slbenfica.pt
Plantel 2006/2007
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Treinadores
T Fernando Santos
Staff
Fernando Chalana(ADJ), Bruno Moura(PF), Ricardo Tavares(OBS), Rui Águas(OBS)
Entradas
Katsouranis (27)AEK Atenas   (I)
Rui Costa (34)AC Milan   (A)
David Luiz (19)Vitória Bahia   (C)
Miguelito (25)Nacional (I)
Derlei (30)Dinamo Moscovo   (I)
Paulo Jorge (25)Boavista (I)
João Coimbra (20)Benfica B (II B)
Manú (23)Estrela Amadora (I)
Kikin Fonseca (26)Cruz Azul   (I)
Diego Souza (21)Flamengo   (A)
Pedro Correia (19)Benfica (JUN)
Superliga
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Moreira2Pedro Correia6Petit7Marco Ferreira
12Quim13Alcides8Katsouranis15Paulo Jorge
31Moretto22Nélson14Diego Souza18Manú
43Rui Nereu5Leo16Beto20Simão
  11Miguelito28João Coimbra9Mantorras
  3Anderson26Karagounis19Marcel
  4Luisão10Rui Costa21Nuno Gomes
  23David Luiz19Karyaka27Derlei
  33Ricardo Rocha25Nuno Assis30Miccoli
      17Kikin Fonseca
11 jogadores, 3 suplentes e 12 a fazer número.Miguel Coutinho

Como eterno candidato, o Benfica partia para a nova época com os objectivos de sempre: ganhar tudo onde participava a nível nacional e fazer boa figura na Liga dos Campeões, para a qual teria de jogar a pré-qualificação. O tão ambicionado regresso do “maestro” Rui Costa e a manutenção dos principais elementos do plantel (após mais uma novela Simão) permitiam aos benfiquistas sonhar que era possível.

Vindo o Benfica de várias épocas a jogar no tradicional 4-1-4-1 com dois extremos a fazer diagonais para o centro, Fernando Santos sentiu enormes dificuldades em implementar o sistema 4-4-2 em losango, que utilizou nos últimos anos nas suas equipas. Com um arranque irreconhecível ao fim de oito jornadas o Benfica levava já 6 pontos de atraso (com um jogo a menos é certo) para o líder, Futebol Clube do Porto. Praticando um futebol de fraca qualidade, com constantes alterações do esquema táctico numa tentativa de encontrar a melhor conjugação entre as ideias de Fernando Santos e as características dos jogadores do plantel, os encarnados chegaram assim ao final da primeira volta em terceiro lugar e a 8 pontos dos dragões. Não parecia fácil...

Mas na segunda volta tudo mudou. Com um esquema táctico perfeitamente estabelecido, com Simão no vértice mais adiantado no losango, Katsouranis em grande plano no vértice direito, e Karagounis em crescendo de forma e de preponderância na equipa, o Benfica chega à 23ª jornada a apenas um ponto do rival azul e branco. Com um embate entre as duas equipas marcado para o Estádio da Luz chegavam então os momentos da decisão do título. O Benfica vinha de uma série de cinco vitórias consecutivas e qualificado para os quartos de final da Taça Uefa; o Porto vinha de uma derrota frente ao Sporting em pleno Estádio do Dragão: animicamente as equipas eram uma antítese. A massa adepta do Benfica já se revia a repetir os feitos de Mourinho (então precisamente no rival), com Fernando Santos a garantir que iria assumir o primeiro lugar; Porto tentava curar rapidamente as feridas causadas por uma segunda volta fraquíssima, onde a única competição que restava disputar era o campeonato nacional. Mas de uma forma inesperada o Benfica apresenta-se a um nível muito abaixo daquele apresentado nos últimos jogos, sendo facilmente controlado pelo Porto que consegue sair da Luz com um empate a um golo e, acima de tudo, com o primeiro lugar garantido e vantagem no confronto directo. Era o princípio do fim do sonho do título para o Benfica... Os empates que se seguiram com Beira-Mar e Braga deitaram por terra toda e qualquer aspiração ao título, relegando inclusivamente a equipa para o terceiro lugar face a uma fantástica recuperação do Sporting.

Poderia esta equipa ter feito mais? Dificilmente. Uma equipa que pretenda ganhar tudo não pode ter só 13 possíveis titulares.

Momentos Chave: Benfica 1–1 FC Porto e Beira-Mar 2–2 Benfica

Vindo de uma série de cinco vitória consecutivas o Benfica chega à 23ª jornada eufórico com a possibilidade de, jogando em casa, assumir finalmente a liderança do campeonato, fruto da diferença de apenas um ponto para o Porto. Falava-se então da força anímica da equipa do Benfica perante o desânimo generalizado do “conjunto de jogadores” do Porto, empolada pela desmoralizante, e não menos justa, vitória do Sporting em pleno Estádio do Dragão.

Num jogo equilibrado, o Porto dominou a primeira parte, chegando naturalmente à vantagem já perto do final dos primeiros 45 minutos. Na segunda parte, já com Rui Costa no lugar do desinspirado Katsouranis, o Benfica assumiu o comando do jogo, não conseguindo no entanto um domínio avassalador. Quando já se vislumbrava a derrota, um lance infeliz de Lucho permite ao Benfica chegar ao empate e de alguma forma, manter-se na luta pelo título.

A meio da semana, o Benfica jogaria a primeira-mão dos quartos de final contra o Español, em Barcelona num jogo atípico onde, após estar a perder por 3-0, a derrota por 3-2 foi um mal menor.

De volta ao campeonato, o Benfica iria jogar a Aveiro no campo do então último classificado; no que se previa ser um jogo fácil, de vitória certa, em que as apostas se viravam unicamente para a dimensão que esta suposta vitória encarnada tomaria. Nada de mais errado: o Benfica apresentou-se isso sim irreconhecível, acusando talvez os maus resultados dos dois últimos jogos. Já o Beira-Mar, por seu lado, apareceu muitíssimo bem organizado tacticamente e com uma ideia bem definida em mente: explorar o contra-ataque, dando para esse efeito a iniciativa de jogo ao adversário. O Benfica atacou, desperdiçou algumas oportunidades para inaugurar o placard e, no final da primeira parte, sofre golo no primeiro remate do Beira-Mar à baliza de Quim. Na segunda-parte a tónica manteve-se, com o Benfica a chegar ao empate aos 83 minutos para logo de seguida - em mais um contra-ataque - o Beira-Mar se colocar de novo em vantagem. No final, um penalti polémico permitiu ao Benfica evitar a humilhação total... Agora com 4 pontos de atraso para o Porto e com o Sporting a apenas 1 ponto de distância, era o fim das esperanças do título.

Figura: Simão

Os últimos anos têm servido para demonstrar que Simão é neste momento o líder incontestável do Benfica e a principal figura do campeonato nacional. Presença assídua no topo da lista de marcadores, e candidato crónico ao prémio de MVP do campeonato, esta época também não deixou os créditos por mãos alheias. 2121 minutos em 24 jogos, 11 golos e 6 assistência são os números de um época onde assumiu as funções de número 10, secundarizando a posição de extremo esquerdo, à partida o seu papel natural na equipa da Luz.

Curiosamente, ao contrário dos outros defesos em que Simão era dado como estando de saída (Liverpool, Valência, Chelsea, Manchester, etc.) sem nunca efectivamente consumar a partida, esta ano (quase) nada se escreveu a esse respeito. Será isto um sinal de que a Bwin Liga vai perder mais um dos seus melhores jogadores?

Revelação: David Luiz

Com a saída de Ricardo Rocha para o Tottenham, a contratação de um central na reabertura do mercado em Janeiro tornou-se na principal prioridade dos dirigentes encarnados. A escolha recaiu sobre o desconhecido David Luiz do Vitória da Bahia (o próprio Fernando Santos admitiu desconhecer o jogador), que no currículo tinha apenas como facto relevante ser internacional sub-20 brasileiro. Fruto desse desconhecimento, as opções iniciais de Fernando Santos recaíram em Anderson e na adaptação de Katsouranis. Mas o tempo jogava a favor do jovem. A lesão de Luisão e a necessidade de recolocar Katsouranis no meio-campo permitiram então a David Luiz estrear-se na equipa do Benfica, num teste de fogo em Paris, contra o Paris Saint-Germain, e a contar para a Taça Uefa. Apesar de uma exibição nervosa, reagiu rapidamente e afirmou-se mesmo como titular indiscutível, acabando a época como patrão da defesa encarnada e relegando Anderson para um papel secundário.

Rápido, forte na marcação e com capacidade para sair a jogar, David Luiz é uma das grandes promessas do Benfica e do futebol Brasileiro, sendo inclusive comparado a Ricardo Carvalho. Recentemente foi chamado por Dunga para participar nos treinos da selecção principal do Brasil, onde recebeu os mais distintos elogios.

Decepções: Kikin Fonseca e Derlei

Após um Mundial onde o único feito alcançado foi o golo marcado a Portugal, Kikin Fonseca chegava ao Benfica como grande aposta para a frente de ataque. Jogando descaído sobre a direita, naquela que claramente não é a sua posição natural, nunca foi opção regular tendo participado em 8 jogos (apenas 5 como titular) e marcado um único golo. Partiu em Dezembro, não deixando saudades na Luz.

Para colmatar a saída de Kikin, o Benfica foi à Rússia buscar por empréstimo Derlei. Um jogador vocacionado para jogar descaído sobre as alas e cujo passado no Futebol Clube do Porto (onde ajudou a ganhar a Taça Uefa e a Liga dos Campeões) permitia ao Benfica acreditar que este seria o reforço que tanto precisava para solucionar os problemas ofensivos. Convocado de imediato para o primeiro jogo desde a sua chegada à Luz (Boavista) assinou uma péssima estreia, destacando-se apenas pela agressão a Grzelak, com uma cotovelada - posteriormente viu ser-lhe aplicado um processo sumaríssimo, que lhe valeu dois jogos de suspensão. Dai em diante alternou a condição de suplente com a de titular substituível até à lesão de Nuno Gomes a três jornadas do fim, altura em que finalmente foi empurrado para a primeira equipa. Saldo final: 5 jogos como titular, 7 como suplente e um golo no último jogo do campeonato. Pouco, muito pouco, para o “Ninja” que tanto deu a ganhar ao Porto de Mourinho.


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