ForaDeJogo.net - Benfica 2007/2008


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Sport Lisboa e Benfica
Nome: Benfica
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: Luz
Ano de fundação: 1904
Sede: Avenida General Norton De Matos
1500-313 - Lisboa
Web: www.slbenfica.pt
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Fernando Chalana
José António Camacho
Fernando Santos
Staff
Fernando Chalana(ADJ), Bruno Moura(PF), Rui Águas(OBS)
Entradas
Maxi Pereira (23)Defensor   (I)
Cardozo (24)Newell's   (I)
Cristián Rodríguez (21)Paris SG B   (CFA)
Luís Filipe (28)Sp. Braga (I)
Di María (19)Rosario Central   (I)
Fábio Coentrão (19)Rio Ave (II)
Edcarlos (22)São Paulo   (A)
Butt (33)Bayer Leverkusen   (1.B)
Binya (22)MC Oran   (I)
Romeu Ribeiro (18)Benfica (JUN)
Miguel Vítor (18)Benfica (JUN)
Freddy Adu (18)Real Salt Lake   (I)
Makukula (26)Marítimo (I)
Zoro (23)Messina   (A)
David Simão (17)Benfica (JUN)
Bergessio (22)Racing Avellaneda   (I)
Sepsi (20)Gloria Bistrita   (I)
André Carvalhas (18)Benfica (JUN)
Rúben Lima (17)Benfica (JUN)
Yu Dabao (19)Benfica (JUN)
Bruno Costa (20)Odivelas (II B)
Andrés Diáz (24)Rosario Central   (I)
Wagner (17)Benfica (JUN)
Abdoulaye Fall (18)Benfica (JUN)
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Moreira2Luís Filipe6Petit16Fábio Coentrão
12Quim22Nélson18Binya20Di María
24Butt5Leo32Romeu Ribeiro26Cristián Rodríguez
31Bruno Costa11Miguelito54Abdoulaye Fall30Freddy Adu
  33Sepsi14Maxi Pereira41André Carvalhas
  50Rúben Lima15Andrés Diáz7Cardozo
  3Edcarlos10Rui Costa9Mantorras
  4Luisão25Nuno Assis19Bergessio
  8Katsouranis43David Simão21Nuno Gomes
  17Zoro  27Yu Dabao
  23David Luiz  38Makukula
  28Miguel Vítor    
  56Wagner    
Annus HorribilisJorge Carneiro

       3 treinadores, 4º lugar na Bwin liga, quartos de final da Carlsberg Cup, meias finais da Taça de Portugal. É terrivelmente fácil resumir os resultados de um investimento de 30 milhões de euros numa única época, quando esse mesmo dinheiro é empregue sem critério. O Benfica 2007 / 2008 não conquistou um troféu, produziu das piores exibições já vistas desde a risível era de Jupp Heynckes, não conquistou prestígio na Europa. Uma época para recordar, mas pelos piores motivos. Comecemos pelo Verão de 2007. Gorado o regresso de José Veiga à estrutura directiva da Luz a construção do plantel ficou automaticamente delegada para o presidente Luís Filipe Vieira, que prometeu trabalhar muito proximamente do treinador Fernando Santos a fim de poder providenciar soluções para todas as necessidades que este último identificasse; prometeu (uma vez mais) colocar fundos à disposição para construir uma equipa que atacasse de forma sólida o título nacional; e prometeu não deixar sair ninguém do núcleo duro do clube. As primeiras movimentações começaram desde logo por gerar confusão. Fernando Santos passara grande parte da temporada anterior oscilando entre o ágil 4-3-3 e o consistente 4-4-2, decidindo-se pelo segundo sistema após verificar o alto rendimento do capitão Simão Sabrosa enquanto vértice mais adiantado do meio-campo. As dispensas dos alas Paulo Jorge, Manu e Marco Ferreira pareciam ser um indicador seguro de que o treinador se mantinha firme nas suas ideias de uma equipa sem flanqueadores natos; mas as dispendiosas chegadas de Fábio Coentrão e Di Maria por outro lado contradiziam essa teoria. O primeiro grande rombo baralhou ainda mais as contas: Simão punha fim às várias novelas e abandonava o clube por uns "míseros" 18 milhões - abaixo da clausula de rescisão, contrariamente ao prometido pelo presidente - sendo substituido quase no imediato por Adu; o que por sua vez significava que os encarnados ficavam com 3 jogadores (com muito potencial mas igualmente ainda com muito para provar) para a ala esquerda, e zero opções para o lado contrário. As chegadas muito tardias de Rodriguez e Maxi Pereira, um jogador para cada flanco, soaram a remendo de última hora, mal-grado a qualidade evidenciada pelo ex-PSG. No miolo a rescisão de Karagounis apanhou toda a gente de surpresa (Fernando Santos incluído), empolgados pela óptima época anterior do Grego; mas não tanto como a saída extremamente forçada de Manuel Fernandes rumo a Valência, naquilo que terá sido o maior golpe no planeamento da nova era. O Benfica encontrava-se subitamente numa posição muito difícil: sem táctica definida, com um plantel desiquilibrado, parco em referências de balneário e claramente fragilizado em termos de rotinas de equipa. Enquanto isso, Luís Filipe Vieira profetizava que Fernando Santos teria problemas em adormecer com o excesso de qualidade do plantel. Desportivamente a época 2007/2008 iniciou-se com a disputa do acesso à Champions frente ao acessível FC Copenhaga, num jogo em casa muito sofrido resolvido através da classe individual de Rui Costa. O maestro lançava os primeiros sinais do rendimento que iria evidenciar ao longo dos meses seguintes, enquanto Luisão fazia exactamente o mesmo, mas no sentido inverso. De seguida, a primeira jornada da Bwin Liga trazia um empate fora frente ao Leixões e a primeira chicotada psicológica da época, com Luís Filipe Vieira indirectamente a responsabilizar Fernando Santos pelos erros cometidos pelo clube durante a pré-época. Uma decisão que não foi bem digerida nem pelos contestatários ao antigo treinador, mas cujas reacções foram de certa forma abafadas pelo regresso do salvador Camacho. O Espanhol chegou numa altura muito complicada do Benfica, pouco antes de uma deslocação a Copenhaga para tentar garantir o apuramento para a Liga dos Campeões e numa altura em que a já de si limitada equipa se via a braços com muitas baixas, o que levou a que o júnior Miguel Vitor alinhasse a central e Nuno Gomes quase como médio centro; mas com muito sacrifício os encarnados acabaram por conseguir a vitória decisiva e consequente entrada na principal prova de clubes. Por essa altura as coisas não corriam mal de todo no campeonato, nos seus primeiros 10 jogos, Camacho conseguira depois de vários empates nas primeiras jornadas (que o deixaram a 8 pontos do líder) encadear 5 vitórias consecutivas que deixaram o Benfica a apenas 4 pontos do Porto em vésperas de Benfica - Porto que poderia reduzir a diferença para apenas um ponto, mas não foi isso que aconteceu, no campo, foi tal a superioridade do FC Porto que o Benfica não mais pensou ser possível lutar pelo título, Camacho pareceu ficar desmotivado e permitiu que essa desmotivação alastra-se para os jogadores, daí até à sua saída (após um inacreditável empate caseiro com a U. Leiria) pouco faltou. Entrou depois Chalana, que não conseguiu inverter a tendência de descida da equipa, pegou na equipa em 2º e deixou-a em 4º.

Momento Chave: Benfica 0-1 FC Porto

O Benfica chegou ao jogo contra o seu rival em grande força, após somar várias vitórias consecutivas e aproveitar dois deslizes do FC Porto para reduzir a diferença de 8 para 4 pontos. Esperava-se assim poder reduzir essa diferença para apenas 1 ponto e colocar os rivais sob intensa pressão, numa altura em que Cardozo, Rodriguez e David Luiz eram estrelas emergentes e Rui Costa e Nuno Gomes passeavam classe ofensiva. No entanto dentro de campo assistiu-se a um autêntico balde de água gelada: o FC Porto foi muito superior, anulando o ataque encarnado, perfurando a defesa, e vencendo com toda a justiça através de um golo de Quaresma; e evidenciando sem margem para dúvidas quem era a melhor equipa. A partir daí o Benfica nunca mais se encontrou, o plantel inexperiente acusou em demasia o contratempo e jornada após jornada assistiu-se a uma quebra anímica que só terminou com o final do campeonato...

Estrela: Rui Costa

Rui Costa regressou à Luz na época passada, mais de 12 anos depois da sua saída para Itália, e nessa época pouco acrescentou à equipa, sendo muito afectado com lesões que o impediram de dar um maior contributo. Esta época no entanto com a quebra acentuada de rendimento da equipa, mostrou-se novamente o maestro que encantou Itália durante muitos anos, sendo de longe o jogador mais regular e destacando-se largamente - também muito por culpa da falta de qualidade global do plantel. Foi durante muito tempo um dos poucos que conseguia imprimir alguma qualidade no jogo encarnado, resolvendo muitos jogos com golos e assistências e emprestando muita classe e ordem no entretanto. A meio da época, foi anunciado que iria passar a director desportivo, algo que não caiu bem no balneário, pois os jogadores passaram a olhá-lo mais como "patrão" que como colega. Ainda assim terminou idolatrado pelos adeptos, pela crítica, pelo país e pelo mundo em geral, colocando um ponto final numa carreira brilhante em Portugal e Itália para continuar como símbolo do emblema da águia. Se tiver um quarto da competência enquanto dirigente que provou enquanto jogador as incompetências directivas do Benfica têm os dias contados...

Revelação: Rodriguez

Chegou ao clube já com o campeonato em andamento, numa tentativa de remendar a má construção do plantel. Dado o reduzido rendimento dos reforços até aí apresentados poucos esperavam algo do Uruguaio, mas a realidade é que aos poucos foi-se afirmando na equipa titular, e pela sua entrega ao jogo, tornou-se até num dos preferidos da assistência. O seu estilo combativo valeu muitos golos e pontos, muitas vezes em luta cerrada contra a letargia instalada no resto da equipa. Esta época esteve na luz apenas por empréstimo, e a sua aquisição a título definitivo é um dos casos prioritários que o seu ex-colega Rui Costa terá de resolver.

Decepção: Makukula

Makukula tem uma história algo curiosa: Nascido no antigo Zaire, chegou ao nosso país há 20 anos atrás com o seu pai quando este veio jogar para o Leixões e por cá ficou, começando a jogar nas camadas jovens do Vit. Guimarães e sendo posteriormente transferido para Salamanca onde teve bastante sucesso (que o levou inclusivé à nossa selecção de sub-21). Despertou então a cobiça de emblemas mais conceituados, transferindo-se primeiro para o Nantes onde não foi feliz, e regressando logo de seguida a Espanha para a primeira divisão. Primeiro esteve bem em Valladolid, depois em Sevilla onde pouco jogou, lesionado, e por último para Nástic, novamente assolado por problemas físicos.

Regressou então a Portugal no início desta época para se estrear na primeira divisão pela mão do Marítimo, onde deu bastante nas vistas quer pelos golos que marcou quer pelo número exagerado de cartões que viu, e até pelo penalti falhado frente ao Benfica. Nesta altura a selecção vivia alguns momentos complicados e em véspera de um jogo com o Cazaquistão uma lesão de Nuno Gomes levou a que Makukula fosse convocado à última da hora para apontar um golo muito importante rumo ao apuramento. Bastou esse tento para que Makukula passasse a ser visto com outros olhos pela opinião pública em geral e a sua contratação pelo Benfica gerou grandes expectativas. Expectativas essas que foram completamente defraudadas pelo jogador, que em algumas oportunidades apontou apenas um golo (na vitória sobre o Nuremberga, num lance com claras culpas do guarda-redes) e com Chalana praticamente desapareceu da primeira equipa.


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