|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Plantel
Estatística de Jogadores
Calendário
História
Quadro de Honra
Jogadores Formados no Clube
Lista de Jogadores
|
Sport Lisboa e Benfica
Expectativas defraudadasLuís Fialho Para um clube como o Benfica, terminar em terceiro lugar constitui necessariamente uma frustração, quaisquer que sejam as condicionantes. Mesmo levando em conta que na época anterior o Benfica não tinha passado da quarta posição, as expectativas à partida para 2008-09, até por via do grande investimento efectuado, eram muito maiores do que aquilo que a realidade ditou. À partida, o Benfica, com mais de uma dezena de novos jogadores, com nova equipa técnica e até um novo director desportivo, teria de se debater com a fortíssima concorrência de F.C.Porto e Sporting, ambos com modelos já consolidados, com plantéis genericamente conservados, e equipas técnicas estabilizadas desde há vários anos. O projecto benfiquista apontava aparentemente ao médio prazo, mas o facto de a equipa encarnada rapidamente ter assumido os primeiros lugares da classificação e, com alguma facilidade, ter conseguido cavar uma vantagem pontual significativa sobre os rivais, foi alimentando a ideia de que lhe era efectivamente possível chegar ao título. Mas o que de mais negativo se passou com este Benfica, e aquilo que marca negativamente a sua época, foi depois a forma como, após um início auspicioso, ao invés de crescer, melhorar os seus níveis de entrosamento, qualidade de jogo e, consequentemente, alcançar ainda melhores resultados, a equipa regrediu de forma manifesta, caindo para uma vulgaridade competitiva que, em Novembro, poucos acreditariam vir a ser possível observar. Foi na hora das grandes decisões, quando era proibido falhar, e quando seria de esperar uma equipa mais forte e confiante, que o futebol benfiquista se descaracterizou, se desmembrou, se desagregou e deitou a perder todas as suas hipóteses, designadamente com duas derrotas consecutivas em pleno Estádio da Luz (Vitória de Guimarães e Académica) e uma sucessão de paupérrimas e quase inexplicáveis exibições. Em letras negras ficou ainda gravada a presença dos encarnados na Taça UEFA, onde, exceptuando os jogos com o Nápoles, não mais conseguiram mostrar credenciais à altura do seu prestígio internacional. O ponto mais alto da época foi, pelo contrário, a conquista da Taça da Liga, mau grado toda a polémica que a envolveu. MOMENTOEm meados de Março, faltavam nove jornadas para o final do campeonato, o Benfica mantinha-se a apenas dois pontos do F.C.Porto, com apenas duas derrotas em 21 jogos (na Trofa e em Alvalade). Ao jogar em casa com o Vitória de Guimarães, num sábado, os encarnados poderiam inclusivamente ter ascendido, nessa noite, à liderança provisória da classificação. Depois de uma exibição descolorida o Benfica foi derrotado (0-1), acabando por derrapar para terceiro lugar a cinco pontos dos dragões. Terá sido esse o momento em que o clube da Luz se despediu das suas ambições, pois até então, mesmo com altos e baixos, tudo foi permanecendo em aberto. Figura: MAXI PEREIRANo meio de um plantel recheado de estrelas de nomeada, o adaptado lateral uruguaio acabou por ser, pela sua pendularidade, pela agressividade competitiva que sempre pôs em campo, a figura cimeira do futebol benfiquista ao longo de toda a temporada. Óscar Cardozo terminou em grande, Ruben Amorim revelou-se, mas Maxi, pela sua regularidade ao longo de todos os meses de competição, terá sido aquele que mais de destacou. REVELAÇÃO: Miguel VítorHavia muitos anos que nenhum jogador oriundo da formação chegava à primeira equipa do Benfica. Miguel Vítor esta época conseguiu-o, sendo titular em praticamente metade das partidas. O jovem central mostrou regularidade, sentido posicional, rapidez e talento. Não é jogador de fazer levantar estádios, mas prima pela sobriedade. Com mais alguma experiência poderá tornar-se numa referência para um clube tão carecido delas. A próxima época pode muito bem ser a da sua afirmação definitiva. DESILUSÃO: BALBOAChegou à Luz proveniente do Real Madrid - onde fazia parte do plantel principal -, custou 4 milhões de euros e formava juntamente com Aimar, Suazo e Reyes o quarteto de vedetas em que o Benfica mais apostava para requalificar a sua equipa. Nunca chegou a ser titular, raramente saiu do banco, e tudo o que fica da sua temporada foi uma assistência para golo na última partida. Mereceu inclusivamente reparos públicos do treinador que o indicou. Foi inquestionavelmente o maior flop do ano benfiquista. |
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||