ForaDeJogo.net - Benfica 2008/2009


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Sport Lisboa e Benfica
Nome: Benfica
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: Luz
Ano de fundação: 1904
Sede: Avenida General Norton De Matos
1500-313 - Lisboa
Web: www.slbenfica.pt
Plantel 2008/2009
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Treinadores
T Quique Flores
Staff
Diamantino Miranda(ADJ), Fernando Chalana(ADJ), Rui Águas(OBS)
Entradas
Rúben Amorim (23)Belenenses (I)
Carlos Martins (26)Recreativo   (I)
Aimar (28)Zaragoza   (I)
Jorge Ribeiro (26)Boavista (I)
Reyes (24)Atlético Madrid   (I)
Sidnei (18)Internacional PA   (A)
Miguel Vítor (19)Aves (II)
Yebda (24)Le Mans   (I)
Suazo (28)Inter   (A)
Balboa (23)Real Madrid   (I)
Urreta (18)River Plate (URU)   (I)
Moretto (30)AEK Atenas   (I)
Nélson Oliveira (16)Benfica (JUN)
Fellipe Bastos (18)Botafogo   (JUN)
Liga Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Moreira14Maxi Pereira8Katsouranis11Balboa
12Quim5Leo18Binya6Reyes
31Moretto25Jorge Ribeiro26Yebda20Di María
  4Luisão13Fellipe Bastos7Cardozo
  23David Luiz24Carlos Martins9Mantorras
  27Sidnei15Rúben Amorim16Urreta
  28Miguel Vítor10Aimar19Makukula
      21Nuno Gomes
      49Nélson Oliveira
      30Suazo
Expectativas defraudadasLuís Fialho

Para um clube como o Benfica, terminar em terceiro lugar constitui necessariamente uma frustração, quaisquer que sejam as condicionantes. Mesmo levando em conta que na época anterior o Benfica não tinha passado da quarta posição, as expectativas à partida para 2008-09, até por via do grande investimento efectuado, eram muito maiores do que aquilo que a realidade ditou.

À partida, o Benfica, com mais de uma dezena de novos jogadores, com nova equipa técnica e até um novo director desportivo, teria de se debater com a fortíssima concorrência de F.C.Porto e Sporting, ambos com modelos já consolidados, com plantéis genericamente conservados, e equipas técnicas estabilizadas desde há vários anos. O projecto benfiquista apontava aparentemente ao médio prazo, mas o facto de a equipa encarnada rapidamente ter assumido os primeiros lugares da classificação e, com alguma facilidade, ter conseguido cavar uma vantagem pontual significativa sobre os rivais, foi alimentando a ideia de que lhe era efectivamente possível chegar ao título.

Mas o que de mais negativo se passou com este Benfica, e aquilo que marca negativamente a sua época, foi depois a forma como, após um início auspicioso, ao invés de crescer, melhorar os seus níveis de entrosamento, qualidade de jogo e, consequentemente, alcançar ainda melhores resultados, a equipa regrediu de forma manifesta, caindo para uma vulgaridade competitiva que, em Novembro, poucos acreditariam vir a ser possível observar. Foi na hora das grandes decisões, quando era proibido falhar, e quando seria de esperar uma equipa mais forte e confiante, que o futebol benfiquista se descaracterizou, se desmembrou, se desagregou e deitou a perder todas as suas hipóteses, designadamente com duas derrotas consecutivas em pleno Estádio da Luz (Vitória de Guimarães e Académica) e uma sucessão de paupérrimas e quase inexplicáveis exibições.

Em letras negras ficou ainda gravada a presença dos encarnados na Taça UEFA, onde, exceptuando os jogos com o Nápoles, não mais conseguiram mostrar credenciais à altura do seu prestígio internacional. O ponto mais alto da época foi, pelo contrário, a conquista da Taça da Liga, mau grado toda a polémica que a envolveu.

MOMENTO

Em meados de Março, faltavam nove jornadas para o final do campeonato, o Benfica mantinha-se a apenas dois pontos do F.C.Porto, com apenas duas derrotas em 21 jogos (na Trofa e em Alvalade). Ao jogar em casa com o Vitória de Guimarães, num sábado, os encarnados poderiam inclusivamente ter ascendido, nessa noite, à liderança provisória da classificação. Depois de uma exibição descolorida o Benfica foi derrotado (0-1), acabando por derrapar para terceiro lugar a cinco pontos dos dragões. Terá sido esse o momento em que o clube da Luz se despediu das suas ambições, pois até então, mesmo com altos e baixos, tudo foi permanecendo em aberto.

Figura: MAXI PEREIRA

No meio de um plantel recheado de estrelas de nomeada, o adaptado lateral uruguaio acabou por ser, pela sua pendularidade, pela agressividade competitiva que sempre pôs em campo, a figura cimeira do futebol benfiquista ao longo de toda a temporada. Óscar Cardozo terminou em grande, Ruben Amorim revelou-se, mas Maxi, pela sua regularidade ao longo de todos os meses de competição, terá sido aquele que mais de destacou.

REVELAÇÃO: Miguel Vítor

Havia muitos anos que nenhum jogador oriundo da formação chegava à primeira equipa do Benfica. Miguel Vítor esta época conseguiu-o, sendo titular em praticamente metade das partidas. O jovem central mostrou regularidade, sentido posicional, rapidez e talento. Não é jogador de fazer levantar estádios, mas prima pela sobriedade. Com mais alguma experiência poderá tornar-se numa referência para um clube tão carecido delas. A próxima época pode muito bem ser a da sua afirmação definitiva.

DESILUSÃO: BALBOA

Chegou à Luz proveniente do Real Madrid - onde fazia parte do plantel principal -, custou 4 milhões de euros e formava juntamente com Aimar, Suazo e Reyes o quarteto de vedetas em que o Benfica mais apostava para requalificar a sua equipa. Nunca chegou a ser titular, raramente saiu do banco, e tudo o que fica da sua temporada foi uma assistência para golo na última partida. Mereceu inclusivamente reparos públicos do treinador que o indicou. Foi inquestionavelmente o maior flop do ano benfiquista.


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