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Sport Lisboa e Benfica
O regresso à GlóriaJoão Camara Uma equipa que numa época, para os campeonatos de hoje, só perde seis jogos não pode ser questionada. Uma equipa que derrota o Liverpool, Marselha, Porto, Sporting e Sporting de Braga numa época, não pode ser questionada. Uma equipa que teve um plantel com profundidade suficiente para aguentar uma época, a um nível elevado, não pode ser questionada. Podíamos falar do treinador, do futebol ofensivo de qualidade, dos estádios cheios e até do reaparecer do Benfica à Benfica e nada disso deveria ser questionado. Mas a esta distância creio que o ruído que houve em torno da equipa, ao longo da época, ofusca ligeiramente aquilo que, por direito, foi conquistado dentro dos relvados. O burburinho em torno dos "túneis" faz lembrar as "frutas" e os "sistemas", que relembram uma certa old school. Agora, como na altura, cada um apela àquilo que a cor da camisola sugere. A meu ver os cães ladram mas a caravana vai continuar a passar. No fim apenas o "caneco" interessa. O ladrar surdo da revolta apenas serve para avisar que mais e melhor deveria ser feito. O mais e melhor que foi feito na Luz. Neste Benfica tudo correu pelo melhor. Rui Costa, responsável pelo futebol, planeou o plantel com cuidado, e apesar de uma ou outra desilusão dotou o treinador de mão-de-obra de excelente qualidade. Jorge Jesus, o treinador que, à sua forma, blindou o plantel ao exterior e exigiu dos seus homens sempre aquilo que não era possível conseguir. A estrelinha de campeão que, mesmo quando a força dos números não chegava, conseguia o golo salvador contra o adversário mais difícil. E por fim uma débil concorrência demasiado concentrada nos poucos defeitos deste Benfica para ver que o verdadeiro problema eram eles mesmos. Levados ao colo por todos estes factores o Benfica foi crescendo dentro de campo, atingindo novas dimensões, trucidando adversários e empolgando adeptos. Os jogadores exibiam sempre um nível altíssimo, mas quando algum vacilava elevavam-se imediatamente novas figuras para o compensar. Javi Garcia, Ramires e Aimar foram os primeiros a impressionar, e quando o desgaste e as mazelas se abateram sobre estes Ruben Amorim, Carlos Martins e Saviola souberam dizer presente! com convicção. David Luiz e Luisão foram garantias de segurança na retaguarda, Di Maria afirmou-se finalmente como o desequilibrador que se esperava e Cardozo foi goleador-mor a tempo inteiro, o ponto de concretização do futebol atractivo gerado pela trituradora encarnada. Com o decorrer das semanas foi-se formando uma onda vermelha à vista das quais os adversários tremiam, em Portugal ou na Liga Europa - apenas o surpreendente Braga pareceu indiferente e capaz de dar réplica na luta pelo título, segurando-se na liderança do campeonato durante meia temporada e conseguindo adiar para a última jornada uma decisão definitiva a esse respeito. No entanto a esta máquina de Jorge Jesus faltou o sucesso Europeu. Os meros quartos-de-final sabem a muito pouco e não ajudam a equipa a dar o salto de uma época boa para uma época histórica. Mas para já basta o título, sendo agora necessário sedimentar processos e estruturas para quebrar com a história recente de fracasso e fazer face aos próximos desafios. É que para o ano haverá Braga e mais FC Porto e Sporting. Momento Chave: Benfica 2 - 0 SportingEste foi, a meu ver, o momento chave da época. Após derrota pesada em Liverpool, uma derrota em Alvalade poderia fazer tremer os alicerces mais fundos da estrutura benfiquista. Mas não, a resposta em campo foi à altura! Uma vitória suada mas firme e a certeza que, após este jogo, ficava a faltar ultrapassar dois jogos fáceis em casa, uma ida a Coimbra e o complicado Estádio do Dragão. Cardozo e especialmente Aimar assumiram a responsabilidade de colocar o título ao fundo do túnel. Figura: David LuizTrata-se de um jogador simplesmente fantástico! A forma como é capaz de actuar com regularidade, segurança e classe, em qualquer posição do sector defensivo, fascina qualquer adepto. Há a realçar alguma agressividade mas que apenas pode ser vista como negativa por parte de quem, como eu, não o vê com a cor do seu clube. A entrega que os seus 23 anos dão ao jogo e o amor à camisola com que actua fazem prever um excelente negócio para os lados da luz. Creio que é uma questão de timing para que, caso corra como se espera, David Luiz dê o salto para um gigante do país vizinho. Revelação: Fábio CoentrãoNunca apreciei o antigo extremo de Vila do Conde. Não o considerava propriamente vistoso ou excepcional a fazer o que quer que fosse. Olhei com duvida o seu regresso ao Benfica e, sinceramente, não consigo precisar o momento em que este dá o salto em qualidade. No entanto torna-se fascinante ver, por alturas do Mundial, este jogador a alinhar a lateral com a entrega com que o faz, galgando metros para a frente, cruzando com precisão e roendo os calcanhares a adversários. E assim, por força da sua qualidade transformou uma das poucas lacunas posicionais da equipa num dos seus pontos fortes. Foi mais uma aposta ganha de Jorge Jesus que viu assim o seu plantel valorizar-se, de dentro para fora, com um grande activo. Decepção: KeirrisonTapado por uma concorrência feroz nunca pareceu conseguir dar o melhor de si em campo. Vinha do Brasil com fama de goleador mas a falta de minutos de jogo e actuações muito pouco conseguidas ditaram a sua saída precária do Benfica. Levanta-se a questão se não será outro avançado Brasileiro que, em Portugal, passa por fraco e depois vai conquistar a Europa e o Mundo qual Luís Fabiano. |
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