ForaDeJogo.net - Benfica 2010/2011


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Sport Lisboa e Benfica
Nome: Benfica
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: Luz
Ano de fundação: 1904
Sede: Avenida General Norton De Matos
1500-313 - Lisboa
Web: www.slbenfica.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T Jorge Jesus
Staff
Minervino Pietra(ADJ), Miguel Quaresma(ADJ), Rifa(OBS)
Entradas
Nico Gaitán (22)Boca Juniors   (I)
Salvio (19)Atlético Madrid   (I)
Jardel (24)Olhanense (I)
Roberto (24)Zaragoza   (I)
Jara (21)Arsenal de Sarandí   (I)
Carole (19)Nantes   (II)
Fábio Faria (21)Rio Ave (I)
Fernández (22)Racing Avellaneda   (I)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Moreira5Rúben Amorim2Airton8Salvio
12Roberto14Maxi Pereira6Javi García7Cardozo
13Júlio César22Luís Filipe17Carlos Martins19Weldon
  3Fábio Faria28Fernández21Nuno Gomes
  18Fábio Coentrão20Nico Gaitán31Alan Kardec
  24Carole10Aimar11Jara
  25César Peixoto16Felipe Menezes30Saviola
  4Luisão    
  15Roderick    
  23David Luiz    
  27Sidnei    
  33Jardel    
As fasquias do insucessoHernâni Ribeiro

A época do Benfica e o manifesto insucesso que num balanço final dela resulta podem-se resumir num conjunto de fasquias mal colocadas. Algumas internas e outras imponderáveis e incalculáveis deixam a ideia de uma época para esquecer nas hostes benfiquistas, mas que, em circunstâncias normais poderia ser daqui a uns anos lembrada até com alguns sorrisos.

Começando pelo início, e pela 1ª fasquia fora do sítio: a que separava a época anterior da que estava a começar. Ficou a sensação que o Benfica entrou em 2010/2011 ainda com a cabeça no final de 2009/2010. Pelo discurso e por uma certa presunção demonstrada em certos momentos, parecia que o campeonato se iria iniciar com os 8 pontos de avanço em relação ao grande rival que tinham ficado da época passada, sendo esquecido não só que os campeonatos começam do zero para todos, mas também que o Benfica que começava a época não era o mesmo que a tinha acabado, tendo perdido duas peças de fundamental importância na mecânica da equipa: Ramires e Di María. E até Quim... O primeiro golpe sofrido pela águia veio logo na Supertaça. Um Porto já perfeitamente “arrumado” e com uma pré-época mais realista , bem planeada, e recatada, surpreendeu com uma vitória contundente que fez abanar as estruturas encarnadas, e levou a que a equipa começasse a duvidar dela própria numa altura decisiva. Segue-se um início de campeonato desastroso, com 9 pontos perdidos em 4 jogos, e marcado por um guarda-redes que parecia jogar sempre curvado pelo peso de 8,5M na cabeça, por um substituto Gaitán que demorava a carburar e a convencer, e que com Carlos Martins encostado à direita tornava o Benfica de Jesus bem mais previsível do que estávamos habituados.

A outra fasquia infeliz, foi a ideia de que o Benfica podia lutar pela Champions League. Se já o era ainda antes da competições ter começado, torna-se ridícula depois 4 derrotas em 6 jogos, e com um 3º lugar garantido apenas com um golo amigo de terceiros, enquanto o Benfica era derrotado na Luz pelo Schalke 04. No entretanto uma derrota histórica no terreno do maior rival, e finalmente entrando no mês de Dezembro, o Benfica de Jesus encontra-se finalmente consigo próprio e com o bom futebol e consegue uma sequência de 18 vitórias consecutivas com momentos brilhantes que agora sim não ficavam a dever nada à época do título.

Estávamos na 21ª jornada e o Benfica tinha então pontos suficientes para estar em 1º lugar em 6 dos últimos 7 campeonatos(!!), só que é aí que entra a outra fasquia que traça o insucesso, e neste caso chama-se FC Porto. Um campeonato perfeito até ali, com 2 empates apenas, turvava todos os méritos encontrados e recuperados, até que vem a escandalosa derrota em Braga, que com o 1º e o 3º lugares demasiado longe, acaba o campeonato do Benfica à 22ª jornada. Sobravam Taça de Portugal e Liga Europa para salvar a época. Com vantagem de 2-0 conseguida no Dragão, a Taça parecia bem encaminhada, na Liga Europa PSG e PSV ficaram para trás, mas é na 2ª mão da eliminatória com o PSV que as asas da águia sofrem um duro golpe: Salvio lesiona-se e perde o resto da época. Naquele momento era talvez o jogador mais preponderante no modelo de jogo encarnado. O Benfica vai “atacar” então a 2ª mão da meia-final da Taça de Portugal, sem Salvio, sem Gaitán, que se lesionou a meio da semana, e já agora sem Rúben Amorim que falhou quase toda a época. Totalmente descaracterizado, o fracasso retumbante nesse jogo - com o Porto a conseguir dar a volta a eliminatória - foi o golpe psicológico do qual o Benfica não conseguiu recuperar até final da época e que terminou ainda com a eliminação da Liga Europa aos pés do Braga pela regra dos golos fora, mas que tal como Domingos disse, muitos benfiquistas quase agradeceram porque ficava a sensação que naquela altura mais um embate com um dos melhores Porto’s da história teria tudo para ficar escrito em letras azuis.

O momento: Taça de Portugal, meias finais, 2ª mão: Benfica 1 - 3 FC Porto

Era o embate que o Benfica não podia perder. Depois da vantagem conseguida e da superioridade demonstrada no Dragão, nenhum benfiquista queria acreditar que fosse possível a reviravolta. Depois da festa do título feita pelos azuis e brancos na Luz, mais um desaire em casa para os maiores rivais seria um golpe irrecuperável como se veio a demonstrar. Mas sem asas e com Aimar no banco sem se perceber bem porquê, era difícil, e o Porto eliminou então o Benfica não só dessa competição como do resto da época.

A figura: Roberto, a fasquia dos 8,5M

Podia ser Fábio Coentrão, pela afirmação que teve, Luisão pela liderança e melhor época desde que chegou ao Benfica, Aimar pelos momentos mágicos que proporcionou e proporciona sempre, mas se há figura que marca a época do Benfica é Roberto.

Mais uma vez há alguma injustiça porque não foram só momentos maus. O guarda-redes espanhol também foi decisivo em algumas vitórias, e poucos ficam convencidos de que será um mau guarda-redes, mas a realidade é que nunca pareceu lidar bem com a fasquia que lhe foi colocada a ele próprio pelo preço que custou, e principalmente no início da época fica umbilicalmente ligado aos piores momentos do Benfica e à distância cavada para o maior rival que ficou depois impossível de alcançar.

Revelação: Salvio, a asa que se partiu

Foi solução de última hora para a saída de Ramires, e quem sabe se tem chegado mais cedo não estaríamos a falar de uma época diferente. Há um Benfica que começa mal (sem Salvio) e um Benfica que acaba mal (sem Salvio). É um extremo à antiga, criativo, rápido e que gosta de ir à linha, mas que também arranja tempo e espaço para marcar golos. Enquanto o argentino esteve disponível, o Benfica praticou sem dúvida o melhor futebol da época, e o melhor de Portugal. Resta a incógnita de se regressará...

Desilusão: Cardozo, o goleador sem golos

Nunca foi e nunca será um bom jogador. No entanto em outras épocas soube ser um goleador, o que fazia muitos perdoarem os seus pecados. Esta época com apenas 15 golos de bola corrida em 42 jogos, esteve muito aquém do que se espera de um avançado que pouco mais faz em campo do que esperar que a bola lhe chegue em condições. Além disso voltou a mostrar forte instabilidade psicológica, com penalties falhados apesar na inabalável confiança depositada, gestos a mandar calar os adeptos, e até uma expulsão ridícula num jogo e numa altura em que muito se precisava dele. Numa altura que já nem na selecção do Paraguai tem espaço, até quando terá no Benfica?


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