ForaDeJogo.net - Benfica 2011/2012


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Sport Lisboa e Benfica
Nome: Benfica
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: Luz
Ano de fundação: 1904
Sede: Avenida General Norton De Matos
1500-313 - Lisboa
Web: www.slbenfica.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T Jorge Jesus
Staff
Miguel Quaresma(ADJ), Minervino Pietra(ADJ), Rifa(OBS)
Entradas
Witsel (22)Standard Liége   (I)
Artur Moraes (30)Sp. Braga (I)
Garay (24)Real Madrid   (I)
Bruno César (22)Corinthians   (A)
Eduardo (28)Genoa   (A)
Matic (22)Vitesse   (I)
Nolito (24)Barcelona   (I)
Rodrigo (20)Bolton   (I)
Emerson (25)Lille   (I)
Nélson Oliveira (19)Paços de Ferreira (I)
Capdevila (33)Villarreal   (I)
Miguel Vítor (22)Leicester   (II)
André Almeida (20)U. Leiria (I)
Luís Martins (19)Benfica (JUN)
Yannick Djaló (25)Sporting (I)
Enzo Pérez (25)Estudiantes LP   (I)
David Simão (21)Paços de Ferreira (I)
Mika (20)U. Leiria (I)
Rodrigo Mora (23)Defensor   (I)
Rúben Pinto (19)Benfica (JUN)
Bruno Varela (16)Benfica (JUN)
Fábio Faria (22)Valladolid   (II)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Artur Moraes14Maxi Pereira6Javi García8Bruno César
39Mika34André Almeida21Matic12Yannick Djaló
47Eduardo3Emerson28Witsel20Nico Gaitán
52Bruno Varela36Luís Martins5Rúben Amorim35Enzo Pérez
  38Capdevila26David Simão9Nolito
  40Fábio Faria10Aimar7Cardozo
  4Luisão37Rúben Pinto16Nélson Oliveira
  24Garay  11Jara
  27Miguel Vítor  19Rodrigo
  33Jardel  22Rodrigo Mora
      30Saviola
Quem tudo quer, (quase) tudo perdeHernâni Ribeiro

Ao contrário da época anterior, desta vez Jorge Jesus e seus comandos não podiam ter tido melhor começo. As pré-eliminatórias da Champions League foram ultrapassadas com relativa facilidade, e apesar do empate em Barcelos na 1ª jornada, o Benfica arrancou uma performance brilhante até Fevereiro. Ao todo foram 34 jogos com apenas uma derrota na Madeira para a Taça, e 8 empates entre Campenato, Liga do Campeões e Taça da Liga. Era a fase mais afirmativa de todo o Benfica de Jorge Jesus, tendo conquistado o 1º lugar do campeonato à 13ª jornada e terminado a fase de grupos da Champions também na posição cimeira, correndo com o gigante Manchester United para as catacumbas da Liga Europa. Por esta altura os adeptos e a equipa estavam nas nuvens, tão nas nuvens que poucos previam o que viria a acontecer...

A exemplo do que já tinha demonstrado noutras épocas, a ambição de Jorge Jesus é inimiga da razão. Estando em duas grandes frentes, e ainda de permeio com uma semi-final da Taça da Liga contra o grande rival, a gestão física e psicológica do plantel nos meses que se seguiam tornava-se nesta altura decisiva para a adjectivação final da época do Benfica pelo adepto comum. O adepto comum espera ganhar sempre, mas acima de tudo espera ir ao Marquês em Maio, e desperdiçar uma vantagem pontual nestes tempos em que a rivalidade entre os dois grandes atravessa um dos seus períodos mais quentes, não podia ter acontecido e Jesus teve a sua quota-parte nisso.

Analisando friamente no entanto, será justo apelidar a época encarnada de fracasso? Na minha opinião não. O Benfica voltou a chegar aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, e só foi eliminado por aquele que viria a sagrar-se campeão, em dois jogos em que o Chelsea concedeu o domínio do jogo tal como vez com Barcelona e Bayern, mas com a diferença de que nos dois jogos contra o Benfica não foi a única equipa a conceder coisas à outra. Não esquecer o penalty não assinalado a Terry na Luz, e a maneira como o Benfica com 10 homens e sem qualquer central de raiz encostou os blues às cordas em Stanford Bridge.

Quanto à Taça da Liga, vale o que vale sim, mas não me parece que os adversários a queiram ganhar menos que o Benfica, como se viu na semi-final.

O momento: 21ª Jornada: Benfica 2, Porto 3 (minuto 87)

Não foi aqui que o Benfica perdeu o 1º lugar, mas foi aqui que o podia ter recuperado e não conseguiu. A vitória neste jogo mais do que a vantagem na classificação seria uma quebra psicológica de que o Porto, uma equipa que passou a época a duvidar de si própria e do seu treinador, nunca conseguiria recuperar. Foi o jogo em que a maior força do Porto apareceu frente à maior fraqueza do Benfica e fez mossa. Hulk é um jogador de outro planeta, e Emerson não é claramente do planeta do Benfica. Juntando a isso um Porto muito mais folgado fisicamente à custa de fracassos sucessivos na Champions, Liga Europa e Taça de Portugal, a tarefa era complicada, mas apesar disso o Benfica recuperou e estava a resistir às contrariedades da expulsão do lateral e da lesão de Garay, até que alguém não quis ver o que toda a gente viu. A história do campeonato não se escreve aí, mas fica sublinhada mais uma vez a caneta dourada.

Estrela: Maxi Pereira, raça de classe alta.

E esta hein? O lateral limitado tecnicamente, e que tinha falhas posicionais graves, mas que compensava tudo com uma raça infinita, não perdeu o que tinha de melhor e melhorou o que tinha de pior. Juntou ainda a isso um faro constante pelo golo, e principalmente pelo golo em momentos decisivos. Marcou nos 2 jogos com o Zenit e ainda contra o Porto na semi-final, resolvendo berbicachos complicados, mas principalmente revelou-se um dos maiores desiquilibradores do ataque encarnado durante toda a época. Muito bem mais uma vez Jorge Jesus, não só desenvolve potencial, como quase inventa o potencial que não existe.

Revelação: Rodrigo, água na boca para o futuro

Sim, também podia ser Nolito e seria justo, mas analisando aquilo que se esperava de um e de outro Rodrigo acabou por se revelar uma surpresa maior. É preciso não esquecer que integrou a pré-época sem garantia de ficar no plantel, e que mesmo ficando partia como 3ª escolha atrás de Saviola para um lugar que à partida só teria um ocupante no novo esquema de Jorge Jesus. No entanto, com um início de época fantástico virou tudo do avesso. Deixou logo água na boca aos primeiros fogachos vindo do banco contra Otelul e Paços de Ferreira, e no primeiro jogo como titular marca ao Portimonense e deixou todos a salivar por mais. 4 dias depois aparece como titular frente ao Basileia no lugar de Cardozo e apesar de não marcar tem pormenores que o afirmam já como uma opção seríssima para o ataque. 5 golos nos 4 jogos seguintes arrumam com as dúvidas que houvessem e garantem-lhe um lugar regular nas primeiras escolhas para o 11 e no coração dos adeptos. A lesão inflingida por Bruno Alves destrói-lhe o resto da época e nunca mais foi o mesmo, mas a revelação estava feita: o Benfica possui um dos avançados com maior futuro do futebol mundial.

Desilusão: Enzo Pérez, 5,5 milhões a fugir.

Era um dos reforços mais sonantes, e Jorge Jesus por várias vezes referiu que esperava muito dele. Parecia o substituto ideal de Salvio pelas características que possuia, mas o que não se conhecia era a parte humana. Ofuscado por uma pré-época fantástica de Nolito, pareceu nunca ter força psicológica para chegar à fasquia colocada pelo espanhol. Fraco contra o Trabzonspor e miserável nos 30 minutos contra o Gil Vicente, acabaria também por se lesionar com relativa gravidade, e veio reclamar um lugar para os jornais quando ainda nem totalmente recuperado estava. Culminou a má imagem com um não regresso à base a horas depois do Natal, e já depois de ter regressado e de um pedido de desculpas forçado, com convenientes problemas familiares com que forçou o regresso ao Estudiantes. Não deixa saudades.


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