ForaDeJogo.net - Benfica 2012/2013


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Sport Lisboa e Benfica
Nome: Benfica
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: Luz
Ano de fundação: 1904
Sede: Avenida General Norton De Matos
1500-313 - Lisboa
Web: www.slbenfica.pt
Plantel 2012/2013
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Treinadores
T Jorge Jesus
Staff
Miguel Quaresma(ADJ)
Entradas
Salvio (21)Atlético Madrid   (I)
Lima (29)Sp. Braga (I)
Enzo Pérez (26)Estudiantes LP   (I)
Carlos Martins (30)Granada   (I)
Ola John (20)Twente   (I)
Melgarejo (21)Paços de Ferreira (I)
Paulo Lopes (34)Feirense (I)
Luisinho (27)Paços de Ferreira (I)
Roderick (21)Deportivo Coruña   (I)
Urreta (22)Vitória Guimarães (I)
Alan Kardec (23)Santos   (A)
Sidnei (22)Benfica B (II)
Miguel Rosa (23)Benfica B (II)
Fábio Cardoso (18)Benfica (JUN)
João Cancelo (18)Benfica B (II)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Artur Moraes14Maxi Pereira3Roderick8Bruno César
13Paulo Lopes34André Almeida6Javi García18Salvio
39Mika50João Cancelo21Matic9Nolito
  5Luisinho17Carlos Martins15Ola John
  25Melgarejo28Witsel20Nico Gaitán
  36Luís Martins35Enzo Pérez23Urreta
  4Luisão89André Gomes77Miguel Rosa
  24Garay10Aimar7Cardozo
  27Miguel Vítor  11Lima
  33Jardel  31Alan Kardec
  65Fábio Cardoso  19Rodrigo
  75Sidnei  30Saviola
Benfica 2012/13David Oliveira
O Benfica versão 2013/14 é um caso de reflexão profunda. A equipa chegou à recta final da temporada a falar, com todo o mérito, de “época fantástica”. Afinal, os encarnados lideravam o campeonato com 4 pontos de avanço, chegavam à final da Liga Europa e tinham há muito carimbado a presença no Jamor. Um ano de sonho, perspectiva-se, especialmente para Jesus, que admitia ganhar as três competições.
Só que, já diz o ditado, quanto mais alto estão, maior é a queda. E a queda do Benfica foi proporcional ao tamanho da época que haviam feito até à jornada 28. É que foi precisamente aí que o Benfica começou a quebrar. Após a vitória (amplamente celebrada) nos Barreiros, ninguém apostaria contra os encarnados na luta pelo título. Só que o Estoril foi empatar na Luz e baralhar as contas de JJ. Onde antes podia perder no Dragão e mesmo assim ser campeão, passou a ter de pontuar forçosamente. E, mais uma vez, falhou na estratégia que montou contra o campeão nacional e na abordagem ao jogo. Isto porque o Benfica, equipa que melhor futebol ofensivo praticou durante quase toda a temporada, foi ao Porto defender. Apesar disso, ainda entrou bem e em vantagem, mas quando, já com o resultado em 1-1, JJ decide recuar a equipa definitivamente (a entrada de Roderick é um erro tremendo), entregou todas as possibilidades ao Porto. Foi já ao cair do pano que os encarnados foram penalizados pela falta de audácia. Dias depois, caiu também aos 92' o sonho de conquistar a Liga Europa, e no Jamor o Vitória virou um jogo que parecia controlado em 5 minutos apenas. E, assim, se viu que não basta ser o melhor durante 90% do tempo, se se vai falhar depois nos últimos 10 %. O Benfica aprendeu isso da pior maneira, com uma fraca gestão do plantel (mais uma vez), se bem que este ano a culpa não é inteira do treinador (Javi e Witsel não podiam nunca ser vendidos no último dia sem assegurar substituição). Veremos se, esta temporada, os erros serviram para alguma coisa para os lados da Luz.
O Benfica foi, ao longo de toda a época, uma equipa muito fiel à ideia de jogo do seu treinador. JJ é um homem que gosta do futebol rápido, ofensivo, com a nota artística e com muitos golos. E, durante grande parte da época, foi mesmo isso que os seus comandados lhe deram. O futebol dos encarnados era atractivo, com os olhos postos na baliza e muito difícil de anular. O problema foi, mais uma vez, a falta de soluções alternativas. Na fase decisiva da época, o peso causado pela presença da equipa em todas as decisões foi muito, e não permitiu dar continuidade a esse futebol espectacular. Seja como for, o Benfica merece ser classificado como equipa que melhor futebol praticou na temporada, e para isso muito importante foi a manobra de Matic e dos 3 criativos colocados à sua frente. A bola saía sempre redondinha para os da frente, e a magia dos 3 argentinos fazia-se sentir na forma como inventavam passes para os avançados ou conseguiam, eles mesmos, golos de belo efeito. Cá atrás, a equipa era segura q.b., o que permitiu ir vencendo jogos no campeonato sem grandes sobressaltos. Lá está, até a consistência começar a faltar e os títulos fugirem por causa disso.

Destaques: Na equipa do Benfica é complicado destacar um jogador por sector. De facto, a equipa funcionava bem melhor no ataque que na defesa, isto apesar de Garay espalhar segurança com todas as suas acções. À frente do quarteto defensivo, Matic era um poço de bem jogar, com um pulmão inesgotável e, por isso, com traços de omnipresença no meio campo encarnado (e, não raras vezes, no ataque também. Lembre-se o golão que apontou ao Porto na Luz). Além do poder defensivo, sempre a matar contra-ataques adversários, o seu pé esquerdo foi sempre uma arma letal na primeira linha de lançamento atacante benfiquista. Depois, entre Salvio e Gaitán a escolha é complicadíssima. É que se o extremo-direito foi mais regular, o esquerdo apareceu a decidir jogos fundamentais, estando em grande nível quando mais era necessário. Fica a nota para os dois: velocidade vertiginosa, técnica apuradíssima e finalização (quase sempre) mortífera. E sabem combinar muito bem um com o outro e com os colegas. Sem dúvida, foram a grande força ofensiva do Benfica.

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