ForaDeJogo.net - Vitória Setúbal 2007/2008


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Vitória Futebol Clube
Nome: Vitória Setúbal
Associação: AF Setúbal
Cidade: Setúbal
Estádio: Bonfim
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Cidade Pau, 6
2900-306 - Setúbal
Web: www.vfc.pt
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Carlos Carvalhal
Staff
Conhé(ADJ), Rifa(ADJ)
Entradas
Eduardo (24)Beira-Mar (I)
Ricardo Chaves (29)Sp. Braga (I)
Elias (25)Paços de Ferreira (I)
Filipe Gonçalves (22)Leixões (II)
Robson (23)Gondomar (II)
Bruno Gama (19)Sp. Braga (I)
Matheus (24)Beira-Mar (I)
Cláudio Pitbull (25)Académica (I)
Edinho (24)Gil Vicente (II)
Jorginho (29)Estoril Praia (II)
Paulinho (23)EC Bahia   (C)
Leandro Branco (24)Juventus SP   (C)
Bruno Severino (21)Gondomar (II)
Léo Bonfim (24)Ceará   (B)
Moisés (16)Vitória Setúbal (JUN)
Luís Portela (19)Vitória Setúbal (JUN)
Léo Macaé (24)Corinthians (AL)  
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Marco Tábuas2Luís Portela44Sandro Vicente19Leandro Branco
25Milojevic14Janício6Sandro7Bruno Gama
77Eduardo13Adalto8Elias11Bruno Ribeiro
  17Jorginho16Ricardo Chaves9Edinho
  3Hugo18Paulinho29Bruno Severino
  4Robson21Moisés30Kim Byung
  15Auri10Filipe Gonçalves87Cláudio Pitbull
  50Léo Bonfim  99Matheus
      20Léo Macaé
Heróis da LigaJorge Carneiro

O início de 2007/2008 encontrou os Sadinos em regeneração, ainda a recuperar o fôlego pela miraculosa manutenção na liga principal mesmo no limite e pelo quase fatal drama económico que por pouco não levou à desistência da prova. O orçamento para a nova época foi portanto cuidadosamente elaborado e seguido de forma a reabilitar a saúde financeira do clube e evitar as dificuldades financeiras que haviam tornado o Vitória tristemente célebre, mesmo que para isso o clube - no plano teórico - se visse obrigado a sacrificar a sua competitividade. Parte do plano passou por reconstruir um plantel de rastos praticamente a partir do zero, tendo Carlos Costa \"investido\" em atletas a custo zero e empréstimos de outros clubes para satisfazer os pedidos de Carlos Carvalhal - aliás também ele um treinador a necessitar de um sucesso, depois de uma meteórica passagem pelo Beira-Mar e um fracasso em Braga.

Tal como a pré-época indiciava, o início do Vitória não foi fulgurante (3 empates nas três primeiras jornada) mas mesmo assim colheu muita gente de surpresa pela qualidade do futebol apresentado, e a partir da 4ª jornada iniciava alguns resultados mediáticos de que são exemplo a vitória por 3-1 ao europeu Braga e de seguida o empate com sabor a pouco em Alvalade; tudo isto intercalado com suscessos na Carlsberg Cup. A defesa mostrava-se invulgarmente inexpugnável, mesmo os laterais que outrora eram identificados como pontos fracos; o meio-campo muito coeso a defender e desdobrável a subir no terreno; e o ataque chamava a atenção pela mobilidade que invariavelmente confundia a estratégia defensiva dos adversários. Os setubalenses eram por esta altura uma equipa claramente em crescimento e apresentando cada vez mais destaques individuais, fruto da melhoria de rendimento do sector ofensivo e que agora complementava a eficácia na rectaguarda. Assim, a primeira derrota surgiria apenas à 11ª jornada e seria às mãos do futuro campeão FC Porto; seria a única da primeira volta, concluída na 5ª posição com 24 pontos (a meros 2 da Champions League).

As saídas de Matheus e de Edinho na reabertura de mercado ajudaram os depauperados cofres do Vit. Setúbal mas também limitaram as hipóteses da equipa de futebol lutar por uma classificação ainda melhor na Bwin; tendo a ausência dos dois avançados se tornado cada vez mais evidente à medida que o campeonato caminhava rumo ao seu termo e o plantel denotava cada vez maior desgaste físico. Apesar de Pitbull e Eduardo crescerem cada vez mais em importância e em qualidade exibicional, os sadinos simplesmente já não dispunham de argumentos para conseguir manter o mesmo nível - foi sem qualquer surpresa que a segunda parte da época se revelou especialmente penosa, com apenas 1 vitória nos últimos 6 jogos e exibições pobres. O saldo final limitou-se a um 6º lugar com 45 pontos que mesmo assim deixava o Setúbal qualificado para a taça UEFA, e que acima de tudo foi uma melhoria indiscutível em relação aos atribulados 14º e 8º das épocas anteriores. O trabalho de Carlos Carvalhal rendeu-lhe não só o rejuvenescimento da sua imagem profissional, como ainda o reconhecimento de toda a massa associativa - novamente unida em torno do clube, algo que se tinha perdido durante a presidência de Chumbita Nunes - e um lucrativo contrato com o Asteras Tripolis da primeira divisão Grega.

Momento Chave: Final Carlsberg Cup - Vit. Setúbal 0-0 Sporting (3-2 após g.p.)

O trajecto do Vitória nesta competição foi entusiasmante e marcado por óptimas exibições colectivas, enquanto do outro lado o Sporting vinha praticando o seu característico e agradável futebol de progressão. Eram promessas de bom espetáculo, traídas por uns sadinos muito desgastados na frente, já a acusarem claramente as limitações impostas pelo mercado de Inverno; enquanto do outro lado a pouco inspirada equipa leonina não conseguia furar a organizada teia defensiva dos adversários. Em 90 minutos enfadonhos apenas havia a reter as boas exibições de ambos os guarda-redes e os lampejos de classe de Cláudio Pitbull, que mesmo desacompanhado se desdobrava em todos os papéis na frente de ataque.

O apito final de Pedro Proença deu o mote para a lotaria da marcação de grandes penalidades, só que a fragilidade evidenciada ao longo da temporada pelos leões nesse aspecto colocava-lhes uma pressão acrescida sobre os ombros e significava ainda uma importante vantagem psicológica para os setubalenses. Os temores sportinguistas viriam a confirmaram-se: Eduardo corou a sua exibição com a defesa de 3 remates, inscrevendo o seu nome na História do futebol e garantindo um troféu para as vitrines do estádio do Bonfim.

Estrela: Pitbull

Chegou ao Porto no difícil período pós-Mourinho para substituir Derlei enquanto avançado móvel numa altura em que se encontrava muito em alta no Brasil; mas cumpriu apenas 5 jogos incompletos antes de partir para empréstimos sem grande brilho a Santos, Fluminense e Al-Ittihad. O regresso a Portugal deu-se através de nova cedência, desta vez à Académica; onde apesar de limitado por pequenas lesões e pelas estrondosas prestações de Filipe Teixeira conseguiu deixar boa imagem como médio ofensivo. Novamente sem espaço no FC Porto, foi colocado de novo na lista de cedências para 2007/2008, tendo a direcção sadina vencido a concorrência; e a aposta não poderia ter sido mais acertada dado que na sua primeira temporada iniciada em solo luso afirmou-se como o maestro da espantosa orquestra sadina. Se é verdade que do meio-campo para a frente todos os jogadores deste plantel sabiam tratar e conduzir a bola com mestria, somente o pequeno Brasileiro é que já detinha a maturidade e leitura de jogo necessárias para a saber fazer chegar ao sítio certo. Outros pontos fortes evidenciados foram a mobilidade ofensiva: as diagonais da ala para uma posição mais central do terreno permitiram manter o meio-campo e o ataque unidos; enquanto as derivações do centro para a ala esquerda muitas vezes abriam espaços para as entradas em velocidade de Elias e Janicio. De resto, evidenciou muita qualidade técnica, dotou os sadinos com outra capacidade na marcação de bolas paradas e contribuiu ainda com várias assistências para golo e o título de melhor marcador da equipa na liga Bwin. Próximo passo: limpar a pálida imagem deixada no Dragão!

Revelação: Robson

Surpresa também na época passada então ao serviço do Gondomar, o gigante Robson foi por isso premiado com a transferência para o não menos gigante (embora adormecido) Vitória de Setúbal. Contudo a concorrência do eterno Auri e do mais conceituado Léo Bonfim, a que se juntava ainda o recuperado Hugo Vieira, não parecia prometer um grande número de presenças no onze; só que o Brasileiro adaptou-se de forma surpreendentemente simples a um futebol com mais espaços e melhores interpretes do que aquele que enfrentara na liga Vitalis. A dupla que formou com Auri manteve uma regularidade e coesão impressionantes, não sendo poucos os que notaram as semelhanças com aquela em que Auri combinava com José Fonte e que chegou a formar a dupla menos batida da Europa. Para alcançar todo este sucesso Robson teve apenas de manter uma atitude humilde e concentrada dentro e fora de campo, e de fazer uso da sua irrepreensível leitura dos lances - atributos que sobressairam ainda mais do que a sua constituição física. Sussurra-se que poderá abandonar o Bonfim rumo ao estrangeiro, tal a quantidade de clubes interessados e prontos a cobrir a clausula de rescisão.

Decepção: Léo Macaé

A campanha do Vitória de Setúbal não deu azo a grandes desilusões a nível individual, tendo o clube apostado maioritariamente em valores jovens e desconhecidos que se superaram largamente ou em atletas consagrados que nunca defraudaram as expectativas. Léo Macaé situava-se algures num ponto intermédio de anonimato e de consagração dado que mesmo semi-desconhecido em Portugal, ainda assim os 11 golos no modesto Corinthians Alagoano durante a primeira metade de 2007, um passado sempre a facturar em bons clubes do seu país - Vasco da Gama, Americano e Figueirense - e a elevada reputação que detém no Brasil tornavam-no uma contratação tão espectacular quanto surpreendente, atendendo à actual condição do grêmio sadino, e especialmente no que toca às suas finanças. As suas exibições durante a pré-época não entusiasmaram muito, lançando as bases para uma primeira volta sem contribuição nas gloriosas campanhas nas taças e um embaraçoso total de 11 minutos para o campeonato, dividido por dois jogos. Adivinhava-se a partida em Dezembro e o Vitória chegou a acordar a cedência ao Gondomar (Liga Vitalis) a fim de ajudar à adaptação ao futebol luso, mas um desiludido Léo Macaé avançou para a rescisão de contrato e regressou à sua pátria para representar o secundário Coruripe.


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