ForaDeJogo.net - Vitória Setúbal 2009/2010


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Vitória Futebol Clube
Nome: Vitória Setúbal
Associação: AF Setúbal
Cidade: Setúbal
Estádio: Bonfim
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Cidade Pau, 6
2900-306 - Setúbal
Web: www.vfc.pt
Plantel 2009/2010
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Treinadores
T Manuel Fernandes
Quim
Carlos Azenha
Staff
Conhé(ADJ)
Entradas
Hélder Barbosa (22)Trofense (I)
André Pinto (19)Santa Clara (II)
Ricardo Silva (33)Shinnik   (II)
Rúben Lima (19)Aves (II)
Nuno Santos (30)Vitória Guimarães (I)
Keita (26)Paphos   (I)
Neca (29)Ankaraspor   (I)
Djikiné (22)Sp. Covilhã (II)
Zarabi (24)Belenenses (I)
Mário Felgueiras (22)Sp. Braga (I)
Luís Carlos (26)Estoril Praia (II)
Kazmierczak (27)Derby County   (II)
Ney Santos (28)Sp. Braga (I)
Bruno Ribeiro (33)D. Chaves (II)
Rui Fonte (19)Crystal Palace   (II)
Bruno Monteiro (24)Boavista (II)
Lourenço (29)Beira-Mar (II)
Vasco Varão (27)Fátima (II B)
Collin (23)Panserraikos   (I)
Álvaro Fernández (23)Nacional de Montevideo   (I)
Henrique (22)Corinthians   (A)
Ivo Pinto (19)FC Porto (I)
François (19)Boavista (II)
Matos (30)Varzim (II)
Alan Maciel (26)Comercial (SP)   (III E)
Bruno Lourenço (19)Vitória Setúbal (JUN)
Adul (20)Oriental (II B)
Ricardo Dâmaso (18)Vitória Setúbal (JUN)
Guilherme de Paula (22)Sorocaba   (II E)
Joãozinho (19)Internacional de Bebedouro  
Miguel Rosa (30)Ayamonte   (III)
Diouf (20)AEK Atenas   (I)
Liga Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Matos2Collin14Djikiné23Luís Carlos
17Nuno Santos13Filipe Brigues5Kazmierczak10Hélder Barbosa
24Mário Felgueiras30Ivo Pinto6Sandro12Diouf
25Miguel Rosa31Alan Maciel8Paulo Regula20Adul
  3Rúben Lima27Bruno Monteiro28Rui Fonte
  11Bruno Ribeiro90Ricardo Dâmaso88Guilherme de Paula
  4Zoro68Ney Santos91Henrique
  19François18Lourenço99Keita
  22André Pinto21Álvaro Fernández89Joãozinho
  26Zarabi55Vasco Varão  
  33Ricardo Silva79Neca  
  98Bruno Lourenço    
Alma após AzenhaJorge Carneiro

De tempos a tempos aparecem figuras que à custa das suas acções deixam a sua marca na história de pessoas e instituições, sendo recordados pelas gerações posteriores. Um exemplo prático terá ocorrido no Sado, em que ou muito nos enganamos ou dentro de alguns anos esta época será recordada pelos adeptos sadinos como a temporada em que Carlos Azenha esteve no clube. Poderá aparecer um ou outro a recordar os golos de Keita, os raides de Hélder Barbosa ou a afirmação de Djikiné; talvez até apontar que foi novamente uma época de grande sofrimento para conquistar a manutenção, mas maioritariamente será sempre o treinador a ser lembrado em primeiro lugar, mesmo que apenas tenha estado à frente do clube durante 4 jornadas enquanto os atletas permaneceram ao longo das 30. E certamente todos estarão de acordo que não será exactamente pelos melhores motivos. Da pobre temporada anterior restaram muito poucas testemunhas, tendo a maioria dos atletas terminado contrato e seguido para outros emblemas e Carlos Cardoso retornado à reserva. À entrada de Julho haviam apenas meia dúzia de atletas com vínculo: As referências Bruno Ribeiro e Sandro, mais Regula, Michel, Elias, Robson e Severino. E foi então que de uma assentada o Vit.Setúbal apresentou um plantel formado por atletas oriundos das divisões secundárias, coincidentemente todos transferências livres; bem como um novo técnico, Carlos Azenha, que apesar da sua juventude e de nunca ter tido qualquer experiência como treinador principal era anunciado como um novo prodígio, graças às suas ligações ao FC Porto. Consigo vinha um autêntico plantel de adjuntos da sua confiança, que obrigou a recolocar os homens da casa noutras funções.

Azenha iniciou só então a reconstrução do plantel que atacaria a Liga Sagres com a dispensa de alguns dos jogadores contratados dias antes, a libertação gratuita de consagrados como Bruno Ribeiro e outros, e o início de um período de experiências orquestrado por si que levou vários empresários a descarregarem os seus representados para demonstrarem as suas capacidades. O Vit. Setúbal teve durante esse período mais de 70 jogadores à experiência, quase todos de qualidade insuficiente para sequer figurarem na Honra, num autêntico corrupio de entradas e saídas que poucos dividendos trouxe; e no entretanto dentro de campo a equipa não parecia evoluir entre amigáveis, revelando carências muito graves em cada sector e a falta de mecanismos própria de um mau trabalho de treinador. Como se não bastasse o técnico recém-chegado começara logo a criar conflitos não só com alguns elementos, mas também com a sua direcção, vetando ostensivamente os jogadores por esta indicados ou sugeridos e incompatibilizando-se com elementos da sua estrutura. A temporada iniciava-se sem boas perspectivas e sob a forte contestação dos associados, perplexos perante tamanha quantidade de decisões absurdas e barbaridades - iriam ser necessários resultados e boas exibições para recuperar a confiança e o estado de graça.

Quatro jornadas volvidas o Vitória estava destacado no último lugar com nada menos do que 1 ponto, 13 golos sofridos e apenas um marcado - na humilhante derrota por 8-1 perante o Benfica - e exibições que desesperariam qualquer emblema da 3ª divisão, sem estrutura montada, sem um fio de jogo, sem um rascunho de ideia. Azenha amontoava aleatóriamente jogadores antes do meio-campo, posicionava Keita a correr sozinho na frente de ataque, e esperava que de alguma forma se resolvesse o resto por si mesmo. E como ferroada final, muitos dos atletas dispensados por si começavam já a destacar-se nos seus novos clubes, em perfeito contraste com os seus protegidos no plantel. A revolta dos associados atingia níveis históricos, as evidências de incompetência eram demasiado óbvias, e foi com um suspiro de alívio que se assistiu à posição de força tomada pela direcção sadina, que face ao quadro não hesitou em dispensar o ignóbil treinador. Irónicamente, logo à 5ª jornada o treinador interino Quim conseguia a primeira vitória na liga, apesar do frágil momento anímico e de escalar um onze sem as rotinas trabalhadas por Azenha.

Em completa oposição com a escolha anterior, Fernando Oliveira optou por uma personificação da mística sadina para tentar salvar o Vitória de uma despromoção que parecia inevitável: Manuel Fernandes abandonava uma equipa sólida e equilibrada em Leiria para à 8ª jornada pegar num plantel recheado de lacunas e tentar fazer o melhor possível... sabendo de antemão que "o melhor possível" provavelmente não bastaria para a manutenção. Como se fosse um bom prenúncio, logo no seu primeiro jogo conquistou uma importante vitória frente ao concorrente directo Leixões, tendo-se seguido uma série de derrotas frente a adversários complicados que, pelo menos, permitiu a Manuel Fernandes conhecer melhor os seus jogadores e formular ideias para atacar a segunda volta.

A intervenção no mercado de Inverno teria de ser necessáriamente cirúrgica, sendo que o limite de 5 inscrições não seria nem de perto suficiente para cobrir todas as necessidades identificadas e herdadas de Azenha. Com confiança total da direcção mas margem de erro nula, Manuel Fernandes escolheu a dedo os seus 5 campeões que viriam a ser instrumentais nas batalhas seguintes: da Rússia regressou Ricardo Silva, veterano de guerra que poderia emprestar a solidez defensiva que nenhum outro elemento do plantel conseguira ainda; da Turquia vinha Neca, internacional Português determinadíssimo a recuperar a imagem de génio que as curtas passagens por Guimarães e Maritimo haviam desgastado; do Brasil aterrava Henrique, ponta-de-lança suplente no Corinthians de Ronaldo Fenómeno e um dos avançados canarinhos com maior margem de progressão; e de Braga veio ainda Ney, polivalente opção para ambas as laterais. Finalmente, de Chaves veio o histórico e acarinhado capitão Bruno Ribeiro, uma aquisição simbólica e um recuperar da mística vitoriana, personalizada num jogador disposto a tudo para salvar o seu emblema de coração. Em sentido inverso e bem menos mediatizados seguiram vários atletas contestados: Diouf, Di Paula, Vasco Varão, Miguel Rosa, Alvaro Fernandez, Adul e Joãozinho, entre outros.

O tempo viria a demonstrar que Manuel Fernandes não se enganara em nenhuma escolha, tendo todos os reforços acrescido qualidade e alma e ajudado o Vitória a recuperar o estatuto de equipa de primeira liga. Apoiados pelos associados e montados num 4-4-2 mais fechado e que procurava tapar as suas carências defensivas, mas que rapidamente cavalgava metros no terreno e arranjava espaços para alvejar a baliza adversária, os sadinos eram agora vistos com respeito pela generalidade dos concorrentes - mais ainda depois do empate conquistado ao Benfica, a mesma máquina trituradora que havia marcado 8 golos na primeira volta, e ao Braga. Com "apenas" 6 derrotas na segunda volta e mesmo vários empates consentidos nos últimos instantes das partidas, a manutenção acabaria por ser alcançada na penúltima ronda e de forma muito mais natural do que seria alguma vez expectável. O trabalho de recuperação foi notável e indirectamente lançou ainda as bases para a próxima época, estando agora o Vitória muito bem fornecido não só de referências experientes mas também de elementos jovens de qualidade e margem de progressão. Mas será sempre necessário repensar o sector defensivo, porque sofrer mais de 50 golos normalmente é bilhete para a Vitalis...

O momento: 4ª jornada: Vitória 0 - 4 U.Leiria

Num jogo que colocava frente a frente o primeiro e o último treinador principal do Vitória na temporada, Manuel Fernandes expôs uma vez mais a fragilidade das escolhas de Carlos Azenha. O jogo em si não teve qualquer história, com André Santos e Panandetiguiri a bastarem para segurar todo o meio-campo vitoriano e Silas e Carlão a ridicularizarem a defensiva - com Zarabi e André Pinto em plano não só negativo, mas mesmo ridículo e sem nível de primeiro escalão. 4-0 chegou mesmo a parecer muito pouco para um desafio entre uma equipa de futebol e um amontoado de jogadores bem intencionados mas sem qualquer plano ou orientação dentro das quatro linhas.

O que tornou esta partida como digna de destaque foi que no final da mesma Fernando Oliveira percebeu que a equipa se dirigia em passo acelerado para a ruína e perdeu a paciência com a assombrosa colecção de erros de Carlos Azenha, tendo a coragem de despedir toda a equipa técnica mesmo conhecendo as dificuldades financeiras sadinas e os pesados encargos que daí haviam de resultar. Ao fazer essa escolha e depois mais tarde conseguir chamar Manuel Fernandes para o comando do futebol terá certamente evitado uma descida de divisão e mais humilhações dentro de campo, uma acção que valeu por mais do que qualquer momento de glória de um jogador do plantel. Pela sua visão, está de parabéns!

A estrela: Keita, amante de causas perdidas

Chegara a Portugal incógnito e em meia temporada surpreendera a Honra, erguendo o moribundo Alverca dos escombros e quase sozinho colocando o clube acima da linha de água com os seus 7 golos e o seu futebol vertical e directo. A falência do Alverca libertou-o de obrigações contractuais e com o seu valor de mercado em alta acabou recrutado pelo Rio Ave, na altura na Primeira Liga. Seguiram-se então temporadas mais ou menos discretas, onde tanto prometia destroçar defesas com a sua mobilidade como se mostrava tão ingénuo na definição dos lances que tranquilizava o mais limitado dos centrais. Os 14 golos que somou em Vila do Conde, todos já na Honra, não constituiam um registo nada impressionante e esbateram completamente a aura de jovem promessa de que chegara a usufruir. Terminou o vínculo ao mesmo tempo que o Rio Ave regressava ao primeiro escalão e, enquanto estes assinavam uma época de sofrimento, Keita emigrou para experimentar o El Dorado da década de 2000: o Chipre. Uma única temporada, dois clubes, três golos - novo registo pouco impressionante, pese embora neste caso com a forte atenuante de ter sido colocado na extrema esquerda, mais longe da área onde se encontrava habituado a conviver. Desiludido com a experiência cipriota e determinado a regressar a Portugal, acordou primeiramente a transferência para a Covilhã; mas no dia em que deveria assinar contrato apareceu em Setúbal, sensibilizado pela oportunidade de voltar à primeira divisão. Tornou-se assim, à altura, o único avançado do plantel e viria mesmo a confirmar-se como a principal aposta para o lugar, após se verificar que a concorrência consistia em valores como Rui Fonte e Guilherme de Paula. Uma aposta de risco por parte dos sadinos num jogador que somara apenas 20 golos em 5 anos e nunca se tinha afirmado plenamente em nenhum emblema.

Sofreu na pele e dentro de campo a humildade da equipa, permanentemente votado ao isolamento na frente por colegas incapazes de se aproximar ou de o servir; condenado a correr quilómetros para conseguir um ou dois toques na bola, normalmente muito recuado no terreno e com um mar de pernas ainda pela frente. Convém também frisar que em cada um desses toques raramente dava um destino condizente ao esférico, reavivando fantasmas e reforçando a sua imagem de jogador ingénuo. Só quando Manuel Fernandes entrou para o comando e começou a trabalhar o pupilo senegalês é que os resultados começaram a surgir. Marcou logo na estreia do treinador vitoriano num poderoso remate de raiva, e repetiria festejos mais 9 vezes ao longo da época, quase sempre em lances em que se escapa momentaneamente à sombra dos adversários e ataca a bola com uma voracidade que não deixa qualquer hipótese de reacção aos defesas que o acompanham. No espaço entre golos é um avançado que não se dá à marcação, fugindo da área para as alas ou até ao meio-campo e no processo abrindo avenidas para os médios e os extremos explorarem - Hélder Barbosa que o diga, já que juntos formaram uma sociedade em que se complementavam, com o habilidoso extremo a trocar centros milimetricos pelos muitos caminhos que o senegalês esburacava. De repente Keita era novamente respeitado e visto como mais do que um velocista, passando a ser considerado como um avançado possante e mortífero, um perigo fora e dentro de área, com e sem bola. Uma metamorfose novamente num clube em extremas dificuldades, à semelhança do que sucedera anos antes no Ribatejo.

Terminou a temporada precocemente devido a lesão no tornozelo no decurso da 26ª jornada e quando atravessava a sua melhor fase, incorporando cada vez melhor os ensinamentos de Manuel Fernandes em todos os aspectos do seu jogo e assinando o nome na lista de marcadores com muita regularidade. Os rumores colocam-no em Braga, onde terá de fazer uso de todas as suas capacidades para ganhar um espaço entre Paulo César, Meyong e Lima - todos mais experientes, todos com credenciais a defender. Um óptimo teste para as suas capacidades, portanto.

Revelação: Collin, irredutível

Contratado por Fernando Oliveira nas divisões inferiores britânicas e rapidamente vetado e dispensado por Azenha, o central Francês foi obrigado a treinar à parte durante semanas a fio enquanto aguardava que treinador e direcção resolvessem o seu braço de ferro particular, embora sempre lembrado pelos sócios que admiravam a sua entrega inexcedível ao jogo. A partida do técnico teve como consequência imediata a reintegração no plantel e a oportunidade por que soubera aguardar, embora não na sua posição de origem - Manuel Fernandes apreciava o poderio físico do gaulês e entregou-lhe o flanco direito para que o pudesse explorar a seu bel-prazer. A débil concorrência de laterais de origem como Brigues, Ivo Pinto e Alan Maciel nunca o ameaçou verdadeiramente e Collin limitou-se assim a colocar os seus argumentos em campo para conquistar definitivamente a vaga: rigor defensivo, capacidade de luta e muita, muita potência muscular, deixando a pele em campo para impedir qualquer escapadela para o interior a sua área. Surpreendeu ainda pelo à-vontade com que avançava no terreno a transportar a bola, facilmente fazendo esquecer que não tem formação de lateral - o que também revela cultura tática e inteligência. E finalmente também se mostrou muito perigoso na zona mais avançada: não só os seus cruzamentos tensos proporcionaram momentos de pânico aos adversários, como aproveita o seu poderio para conquistar as alturas e atacar as redes, tendo somado 3 golos.

Depois de ter parecido uma história terminada precocemente ainda foi a tempo de se afirmar como o melhor defesa sadino da temporada. Agora Collin tem contrato para mais um ano, muita margem de progressão, e muito suor para dar à causa sadina. Por quanto tempo mais?

Desilusão: Marc Zoro, sempre a andar para trás.

Das poucas contratações de início de temporada que trouxeram algum entusiasmo aos associados, Marc André Zoro regressou ao Sado novamente na condição de emprestado pelo Benfica, supostamente para dar sequência ao bom trabalho realizado na época anterior e liderar o inexperiente e renovado sector defensivo, enquanto acumulava ritmo e jogos para preparar o Mundial 2010. Entre Zarabi, André Pinto, François e Collin não se perspectivava qualquer concorrência significativa, sendo a questão decidir apenas qual dos jovens faria companhia ao Costa-Marfinense no centro da defesa.

Falhou o reinado de Azenha devido a lesão, estreando-se assim apenas à 5ª jornada frente à Naval e até deu muito boa conta de si para um atleta sem ritmo competitivo. Com Quim seria de facto promovido a patrão da defensiva e procurado fazer valer o rótulo, mas com Manuel Fernandes a sua situação começou a alterar-se. A defesa não estava bem e continuava a encaixar vários tentos em cada partida e Zarabi e André Pinto iam alternando a titularidade ao lado de Zoro, mas mesmo o próprio costa-marfinense cometia falhas graves, errando intercepções, concedendo espaços e abordando mal os lances. À 13ª jornada o Vitória saía derrotado do Dragão por 2-0 com Zoro a ser incapaz de controlar um lance aparentemente inofensivo no tento de Farias, e a cortar a bola para os pés de Varela no segundo. Pouco tolerante a falhas e muito apreensivo com a média de golos consentidos, Manuel Fernandes de imediato o colocou no banco durante as três jornadas seguintes, requisitando também a contratação de Ricardo Silva para tentar pôr cobro à delicada prestaçao defensiva. Zoro ainda viria a ser repescado à 18ª jornada para formar dupla com este último mas não conseguiu dar resposta satisfatória, parecendo definitivamente perdido em campo e incapaz de impôr autoridade numa zona crítica. Exibindo-se pior do que nunca, foi substituído no decurso da derrota com a Naval, caindo aí para a 4ª posição das preferências do treinador quanto a centrais. Não voltaria a ter nova oportunidade a sério, sendo reduzido a uma opção de banco, chamado apenas nos minutos finais quando necessário congelar o ímpeto adversário. As últimas 10 jornadas foram assim muito penosas, aguardando pelo final da temporada e vivendo com o receio de ver a participação no Mundial em risco pela curta utilização - um cenário que se viria aliás a confirmar. Antes da chegada em glória a Portugal como grande aposta do Benfica Marc Zoro havia conquistado o respeito de Itália inteira, um lugar cativo na sua selecção, e um dos maiores interesses mediáticos de todo o continente africano. Agora, volvidos três anos, perdeu o comboio da sua equipa nacional, começa a ficar sem espaço em território Português e precisa urgentemente de recordar ao mundo as capacidades que exibiu no calcio.


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