ForaDeJogo.net - Vitória Setúbal 2010/2011


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Vitória Futebol Clube
Nome: Vitória Setúbal
Associação: AF Setúbal
Cidade: Setúbal
Estádio: Bonfim
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Cidade Pau, 6
2900-306 - Setúbal
Web: www.vfc.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T Bruno Ribeiro
Manuel Fernandes
Staff
Conhé(ADJ)
Entradas
Miguelito (29)Belenenses (I)
Hugo Leal (30)Salamanca   (II)
Zé Pedro (31)Belenenses (I)
Cláudio Pitbull (28)Marítimo (I)
Diego (31)Leixões (I)
Valdomiro (31)Vitória Guimarães (I)
Zeca (21)Casa Pia (III)
Anderson do Ó (29)Paphos   (I)
Bruno Gallo (22)Leixões (I)
Jaílson (29)Ermis Aradippou   (I)
Tengarrinha (21)Santa Clara (II)
Silva (25)Duque Caxias   (B)
William (27)Vitória Guimarães (I)
Sassá (22)Bangu   (I E)
Michel (25)Guaratinguetá   (B)
Pimenta (24)Sp. Covilhã (II)
Miguel Lourenço (18)Vitória Setúbal (JUN)
Brasão (28)Santa Cruz   (D)
Getúlio Vargas (27)Duque Caxias   (B)
Peter Suswam (18)Lobi Stars   (I)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Matos2Collin8Silva17Zeca
25Diego22Michel14Djikiné77Sassá
30Getúlio Vargas68Ney Santos66Tengarrinha18Pimenta
  90Peter Suswam7Bruno Gallo9Jaílson
  5Miguelito10Paulo Regula27William
  3Ricardo Silva20Hugo Leal87Cláudio Pitbull
  4Valdomiro11Zé Pedro91Henrique
  6Anderson do Ó99Neca41Brasão
  15François    
  29Zarabi    
  44Miguel Lourenço    
A (eterna) busca da tranquilidadeRicardo Silva

Uma equipa com nomes consagrados do nosso futebol e com um técnico com pergaminhos pareciam ser a garantia para uma boa época do Vitória. Mesmo que não fosse uma temporada com títulos, ao menos seria descansada e com momentos de bom futebol, tal e qual o público sadino está habituado a ver ao longo dos 100 anos de História que o Vitória já leva. O campeonato começou da melhor maneira, com 3 pontos conquistados na Madeira, frente ao Marítimo e um empate a zeros com o Braga, em casa. Seguiu-se uma derrota na luz, com um penálti falhado e 3 golos sem resposta contra um adversário reduzido a 10 jogadores.

A partir daí assistiu-se a um percurso sofrível, em que a equipa demonstrava uma condição física deficiente e um fio de jogo inexistente. Os analistas apelidavam o esquema de jogo do Vitória, como “futebol directo”, aquilo que consistia em despejar bolas da defesa directamente para o ataque. Vários foram os jogos em casa e fora, em que os últimos 15 minutos consistiam em ter 5 defesas e 5 avançados com bolas despejadas sem nexo para a área contrária. É óbvio que esse é um estilo de jogo que não faz parte da história do Vitória, nem nunca poderia dar grandes frutos. O único jogo em que os Vitorianos se podem sentir satisfeitos, aconteceu na Taça de Portugal com a vitória por 2-1 sobre o Sporting. Aí conseguiu-se aliar a exibição ao resultado.

No início de Março, aconteceu a esperada saída de Manuel Fernandes. Substituí-o Bruno Ribeiro, nascido e criado em Setúbal, fez toda a sua formação no Vitória onde também terminou a sua carreira. Pelo meio, várias épocas em Inglaterra e em alguns clubes portugueses. A diferença foi notória, não só em termos físicos (fruto do trabalho de Hernâni), mas em termos de mentalidade que se tornou mais forte e mais ganhadora. Em termos tácticos, as coisas normalizaram, com um caudal ofensivo mais continuado e persistente ao longo dos 90 minutos.

Em resumo, mais uma época de sofrimento, numa época em que se comemorou o primeiro centenário do Vitória, mas que acabou em bem antes da última jornada. Coisa que tinha sido a realidade de épocas anteriores. Muito pouco para os adeptos que estão acostumados a mais altos desafios e objectivos.

Momento: Vitória em Alvalade

Na penúltima jornada, o Vitória visitava o Sporting. Várias conjugações de resultados dariam a permanência nessa jornada ao Vitória e evitariam sobressaltos na recepção ao Portimonense, no entanto uma vitória tirava todas as dúvidas. Cientes da importância deste jogo, os elementos do VIII Exército, claque oficial do Vitória, fizeram uma campanha para premiar o marcador do golo da Vitória e consequente permanência. Angariou-se mais de 2000€ para o prémio.

Jaílson, o marcador do único golo da partida, recebeu o “cheque” merecidamente, assim como o Vitória carimbou o seu “cheque” da permanência e pode jogar descansado a última partida. Mas nesse jogo todos os jogadores mereciam receber um cheque pela exibição conseguida e pela demonstração de classe.

A figura: Diego

Se o Vitória conseguiu permanecer na SuperLiga a Diego o deve! Considerado o melhor guarda-redes da Liga, foi o jogar mais decisivo da equipa. Não tem pontos fracos, jogando bem tanto nas bolas aéreas como nas bolas pelo chão, e demonstrou sempre frieza e controlo, mesmo quando os seus defesas cometiam erros infantis. Revelador da sua influência é o número de penáltis que defendeu: 5 em 6! Nunca os Vitorianos tinham visto um guarda-redes defender tantos penáltis como Diego. E por isso foi apelidado de São Diego!

A revelação: Zeca

Contratado no início desta época ao Casa Pia, foi um jogador em que o treinador Manuel Fernandes depositou sempre muita esperança. E não desiludiu! Um jogador que teve formação como defesa-direito evoluiu depois para médio-atacante, podendo ocupar as 3 faixas. Aí alia a sua velocidade a um futebol imprevisível para o adversário. É um jogador de equipa, tendo apontado um golo na eliminação do Sporting na Taça de Portugal. Ainda denota alguma falta de experiência e de confiança no um-para-um, mas a qualidade existe e já foi demonstrada. Falta apenas ser trabalhado na parte física para aguentar o choque.

A desilusão: Collin

O defesa francês era tido como uma das peças mais importantes da equipa para esta época. Depois de uma chegada ao clube atribulada, com a rábula de não saber exactamente qual tinha sido o seu clube (se na Grécia, se no País de Gales) e de ter sido proscrito por Carlos Azenha, as suas exibições caíram no goto da exigente massa adepta sadina. Não por ser um fora-de-série, mas porque a sua entrega e disponibilidade física colmatavam as deficiências e empolgavam os adeptos. Jogador rápido, muitas vezes cobria a faixa-lateral direita a preceito, com subidas importantes que resultaram em alguns golos.

No início da época de 2010/11 as coisas mostraram-se mais complicadas do que o suposto. A titularidade nunca foi um dado adquirido e as exibições nunca estiveram ao nível da época transacta. Além disso, erros importantes, como na recepção à Académica, custaram pontos à equipa.

Chegados à época de transferências, muito se publicitou sobre a sua saída. Tal não se veio a verificar o que não deixou satisfeito o jogador. Inclusivamente foi obrigado a treinar-se à parte dos colegas. Era já o prenúncio do que viria a acontecer pouco tempo depois. Alegando ordenados em atraso, rumou para França, junto da família, recusando-se a jogar. Processo que culminou na ida para uma equipa americana, sem que o Vitória tivesse sido ressarcido desse facto.


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