ForaDeJogo.net - Estoril Praia 2011/2012


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Grupo Desportivo Estoril Praia
Nome: Estoril Praia
Associação: AF Lisboa
Cidade: Estoril, Cascais
Estádio: António Coimbra da Mota
Ano de fundação: 1939
Sede: Estádio António Coimbra Mota
2765-437 - Estoril
Web: www.estorilpraia.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T Marco Silva
Vinícius Eutrópio
Entradas
Licá (22)Trofense (II)
Gonçalo Santos (24)Aves (II)
Tiago Gomes (24)Belenenses (II)
Diogo Amado (21)U. Leiria (I)
Pedro Moreira (28)Fátima (II)
Gerso (20)Tourizense (II B)
Adilson (29)Marítimo (I)
Vítor Moreno (30)Ceuta   (II B)
Fabrício (26)U. Leiria (I)
Luís Tinoco (24)Moreirense (II)
Ernesto (31)Lagoa (II B)
Rodrigo Dantas (21)Duque Caxias   (B)
Bruno di Paula (22)Paços de Ferreira (I)
Tony Taylor (21)Atlético CP (II)
Alex Hauw (29)Naval (I)
Rodrigo Silva (28)U. Leiria (I)
Leandro Borges (19)Estoril Praia (JUN)
Bruno Fogaça (29)Guarani (MG)   (I E)
Pedro Carvalho (17)Estoril Praia (JUN)
Ricardo Pika (19)Estoril Praia (JUN)
Liga Orangina
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Vagner5Anderson Luís13Gonçalo Santos7Pedro Moreira
12Ernesto32Vítor Moreno8Rodrigo Dantas10Gerso
25Mário Matos6Tiago Gomes11Bruno di Paula29Leandro Borges
38Pedro Carvalho24Luís Tinoco21Erick77Tony Taylor
  3Bruno Nascimento22Alex Hauw88Licá
  4Lameirão23João Coimbra9Rodrigo Silva
  19Steven Vitória27Diogo Amado16Bruno Fogaça
    30Carlos Eduardo20Fabrício
    33Ricardo Pika18Adilson
Milagre da Traffic numa época de sonhoFernando Nunes

Na sua terceira época a gerir o futebol profissional dos canarinhos a Traffic conseguiu alcançar o objetivo traçado quando comprou (numa primeira fase apenas alugou) a maioria das ações da Estoril Praia Futebol SAD. Nas duas primeiras épocas a empresa brasileira recuperou financeiramente o clube da linha de Cascais – neste caso como clube leia-se equipa sénior pois só gere o futebol profissional – e na terceira apostou no regresso ao primeiro escalão. Na verdade, a Traffic já o tentara na temporada anterior quando investiu forte no mercado brasileiro enviando para a Amoreira alguns craques de 1.ª Liga. Falhou redondamente mas aprendeu com os erros. Os dirigentes perceberam que a Liga Orangina é um campeonato com particularidades muito próprias e alteraram completamente os planos. Marco Silva, o capitão nos anos anteriores, acabou a carreira e foi inicialmente convidado para integrar a equipa técnica como treinador adjunto, mas acabou por ficar com o cargo de diretor desportivo e nessa nova função foi o responsável pela construção do plantel, opção que viria a tornar-se essencial para o sucesso. Ao contrário dos anos anteriores, os canarinhos mantiveram os melhores do plantel e reforçaram-se com muitos portugueses ou jogadores habituados ao campeonato e só chegou um brasileiro, o médio Rodrigo Dantas.

O começo da prova não foi famoso. Empate caseiro com o Sp. Covilhã (0-0 depois de muitos minutos a jogar contra 9) e derrota (0-1) na deslocação ao Atlético, teoricamente, um dos adversários mais fáceis. A vitória (1-0) na receção ao Portimonense disfarçou a crise mas dois empates seguidos (2-2 em Freamunde e 0-0 com a Oliveirense, em casa) foram a gota de água e o técnico Vinícius Eutrópio foi despedido. O treinador brasileiro tinha sido o responsável pela campanha anterior, falhando a subida e terminando em 10.º. No entanto, a Traffic deu-lhe mais uma oportunidade, criando-lhe um plantel mais compatível com a Liga Orangina. O técnico mudou de jogadores mas continuou a apostar no mesmo esquema de jogo, tentando um futebol bonito mas pouco objetivo e nada agressivo. A SAD assumiu o erro e mudou a estratégia, entregando o plantel a Marco Silva. Uma aposta de risco, devido à falta de experiência do ex-capitão, mas calculada: afinal fora ele a escolher os jogadores para atacar a subida.

A estreia do novo treinador não foi famosa. A derrota em Penafiel (1-3) mais do que um desaire mostrou a equipa muito ansiosa e o Estoril acabou a partida reduzido a oito jogadores. Mas nos jogos seguintes os canarinhos mudaram muito, não apenas ao nível tático – acabou o 4x4x2 em losango e passou para um 4x2x3x1 – mas também em termos de atitude, entrega e ambição. E os resultados superaram as melhores expectativas: 15 jogos sem perder no campeonato (12 vitórias e 3 empates) e o salto do 15.º para o 1.º lugar da tabela. Nesta fase, o Estoril conseguiu também estabelecer um recorde de 7 vitórias seguidas como visitante, algo nunca conseguido em 21 temporadas de 2.ª Liga.

O Aves, candidato à subida, foi a equipa que travou a marcha dos canarinhos mas nessa altura do campeonato os avenses já só lutavam com o Moreirense pois o 1.º lugar estava entregue, os próprios adversários do Estoril encararam assim a situação tal a vantagem (chegou a ser de 13 pontos) dos canarinhos. Até ao final da prova a equipa de Marco Silva ainda perdeu mais duas vezes, frente ao Trofense (única derrota em casa) e na deslocação ao candidato Moreirense, mas esses desaires pareceram mais fruto de alguma descompressão dos canarinhos, depois de uma época fantástica.

O momento: 14ª jornada, Estoril 1-1 Leixões

O momento chave para o sucesso dos canarinhos só valeu um ponto em campo, mas animicamente terá sido dos mais importantes da época. Na receção ao Leixões (14.ª jornada) o Estoril perdia em casa 0-1, quando o árbitro mostrou a placa com 3 minutos de compensação. No último desses, Gerso centrou da esquerda e Licá, de cabeça, igualou. O golo permitiu à equipa de Marco Silva manter-se isolada no comando pois, sem ele, o Leixões passaria para a liderança, graças ao confronto direto.

Figura: Licá

É difícil perceber como a Académica não aproveitou este atacante. Em Coimbra teve poucas oportunidades e acabou por ser emprestado ao Trofense. Na primeira época deixou boas indicações mas as portas em Coimbra continuaram fechadas. Na segunda foi o melhor da equipa da Trofa, que falhou a subida por um ponto. Em final de contrato com os estudantes, que não quiseram renovar-lhe o contrato, foi resgatado pelo Estoril e tornou-se na maior figura dos canarinhos. Jogador rapidíssimo, alinha em qualquer posição no ataque – nas faixas e ao centro – finaliza bem e tem grande sentido de colocação na área. Marcou 12 golos e foi, de longe, o melhor jogador do campeonato.

Revelação: Gonçalo Santos

Outro jogador desperdiçado pelos estudantes. Formado na Académica andou emprestado até acabar a ligação ao clube de Coimbra. Era defesa-central mas na sua época no Aves (2010/11) Vítor Oliveira colocou-o a jogar à frente da defesa e foi para essa posição que Marco Silva o foi buscar. Jogador de grande intensidade, faz os 90 minutos em grande ritmo e com concentração nos limites, é a continuação em campo do treinador. Destrói o futebol dos adversários e ainda organiza e marca o ritmo do jogo da sua equipa, quase sempre bem. Tem tudo para ser uma das surpresas da próxima 1.ª Liga. O guarda-redes Vagner, o menos batido da Liga Orangina, também podia figurar neste espaço, tal como o médio Diogo Amado, parceiro de sector de Gonçalo Santos e jogador da Seleção Nacional de Sub-21.

Desilusões: Alex Hauw e Bruno Fogaça

Dois jogadores de quem se esperava um toque de experiência de 1.ª Liga no plantel e que acabaram por não jogar um único minuto no campeonato. O médio francês, ex-Naval, passou a época entre a má forma e as lesões; o avançado não convenceu e em Dezembro foi dispensado. O avançado Rodrigo Silva acabou por também não corresponder mas tem a seu favor o facto de se ter lesionado no início da época e ter passado seis meses parado.


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