ForaDeJogo.net - Naval 2007/2008


Nome:
Pass:
Registo Recuperar
.



Associação Naval 1º de Maio
Nome: Naval
Associação: AF Coimbra
Cidade: Figueira da Foz
Estádio: Municipal José Bento Pessoa
Ano de fundação: 1893
Sede: Apartado 2052
Estádio Municipal Figueira Foz
3080-036 - Figueira Da Foz
Web: www.naval1demaio.com
Plantel 2007/2008
<<   >>
Treinadores
T Ulisses Morais
Fernando Mira
Francisco Chaló
Staff
Fernando Mira(ADJ)
Entradas
Davide (24)Sp. Braga (I)
Marinho (24)Fátima (II)
Godemèche (23)Montpellier B   (CFA)
Diego Ângelo (21)Ituano   (B)
Marcelinho (23)Avaí   (B)
Hugo Santos (24)Operário (II B)
Igor Rocha (23)Ribeirão (II B)
Lazaroni (26)América RJ   (C)
Fabrício Lopes (23)Al Ain   (I)
Dani (33)Algeciras   (II B)
Wandeir (27)Vardar Skopje   (I)
Eanes (26)Coritiba   (B)
Tiago Freitas (26)CRB Alagoas   (B)
Felipe Brochieri (22)Palmeiras B   (III E)
Rodrigo Café (22)EC Bahia   (C)
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Taborda7Carlitos5Lazaroni27Saulo
12Dani28Mário Sérgio14Delfim11Eanes
16Wilson Júnior6China25Godemèche15Wandeir
21Rodrigo Café13Igor Rocha30Solimar17João Ribeiro
  3Paulão8Gilmar22Hugo Santos
  4Fabrício Lopes50Felipe Brochieri77Marinho
  33Gaúcho10Dudu9Elivelton
  66Diego Ângelo23Davide20Marcelinho
      18Tiago Freitas
Recuperadores de talentos, lda.Jorge Carneiro

Existe algo em comum na história de Nei, Orestes, Mário Sérgio, Fajardo, Delfim, Taborda e Davide, entre outros: depois de inícios de carreira promissores, todos eles chegaram à Figueira da Foz após anos escondidos em escalões secundários ou épocas consecutivas sem grandes êxitos para recordar; e todos eles sairam extremamente valorizados pela passagem pela Naval. São portanto exemplos claros da estratégia de mercado de Aprígio Santos: receber jogadores com experiência e algum cartel mas cujas carreiras parecem estar em fase descendente, e recolocá-los na órbita do sucesso. Pelo meio vão também surgindo algumas jovens revelações e um par de Brasileiros recém-chegados de valor.

O futebol praticado, esse, não foi dos melhores. Francisco Chaló iniciou a época, mas após 4 jornada apenas conseguiu amealhar 2 pontos e exibições confrangedoras, dando seguimento a uma pré-temporada desastrosa. O tradicional bombeiro Fernando Mira aguentou as duas jornadas seguintes saldando-se por duas derrotas, mas pelo menos tem a seu favor o facto de ter lançado as bases da equipa-tipo para o resto da temporada. Ulisses Morais estreou-se auspiciosamente obtendo a primeira vitória, só que o efeito da chicotada psicológica não demorou a desaparecer e só muito mais tarde - depois de algum tempo debaixo da linha de água e já com Marinho no plantel - é que as exibições começaram a subir de qualidade e os pontos a acumularem-se com alguma naturalidade.

Globalmente as peças foram dispostas num 4-3-3 arrojado, desenhado para o contra-ataque mas preparado também para assumir o jogo quando necessário. No miolo, dois médios de contenção libertavam o terceiro colega (normalmente Davide) para vagabundear no terreno até se juntar ao trio ofensivo encabeçado pelo combativo Marcelinho. Nos extremos colocavam-se sempre dois homens rápidos e incisivos, com facilidade de flectir para o centro do terreno e criar espaços nos corredores para a entrada dos laterais. É justo destacar desde já a preponderância destes últimos no esquema ofensivo: a maioria dos golos da Naval nasceram dos seus cruzamentos para a área em jogo corrido, e ainda na exímia marcação de bolas paradas por parte de Mário Sérgio. Raras foram as vezes que a Naval conseguiu criar e concretizar uma situação a romper pelo centro de terreno. No entanto a ousadia táctica não rendeu a correspondente enchente de golos, tendo a equipa ficado pelos 26 (3º pior ataque da prova).

Tão buliçosa e repentina na ofensiva, a Naval não conseguiu no entanto encontrar forma de defender com eficácia semelhante. A começar pela baliza: nem Taborda nem Wilson Junior conseguiram convencer totalmente, alternando a titularidade sempre que qualquer um assinava uma exibição menos conseguida. Os laterais, tão destacadamente importantes no jogo ofensivo, foram claramente pontos fracos nos processos defensivos - da mesma forma que renderam várias assistências para golos navalistas, também permitiram espaços nas suas costas que originaram uma fatia considerável de golos sofridos. Os trincos nem sempre providenciaram uma cobertura eficaz à retaguarda - o peso da idade começa finalmente a deixar marcas em Gilmar, enquanto o debilitado Delfim, apesar de ainda ser uma unidade fulcral no processo de circulação de bola, já não dispõe de condições físicas para correr atrás de avançados bem mais jovens e possantes. Não estranha, portanto, o título de 3ª pior defesa da BwinLiga 07/08: 45 golos sofridos, apenas superados pelos despromovidos (em campo) Paços e Leiria.

Momento: Naval 1 - 0 Boavista 28ª Jornada

Em 2007/2008 a Naval foi uma equipa de vitórias tangenciais frente a concorrentes directos e de derrotas pesadas frente a emblemas mais fortes, pelo que não é fácil encontrar um qualquer momento de destaque. A maior excepção terá sido então a vitória frente ao surpreendente Boavista na 28ª jornada, resultado que garantiu matematicamente a permanência no escalão maior. Já a partida em si teve poucos motivos de interesse, tendo sido muito mal disputada e rendido uma expulsão para cada lado; mas pelo menos assinalou o primeiro golo de Delfim a contar para uma liga em mais de sete anos.

Estrela: Marcelinho

Já contabilizava duas experiências falhadas na Europa, nos nórdicos Aalborg (Dinamarca) e Orgryte (Suécia), quando a Naval resolveu torná-lo na contratação mais cara de sempre do clube e entregar-lhe o manto de sucessor de Nei. Não se atemorizou com as exigências e assinou mais de um terço da produção ofensiva da equipa na BwinLiga, o que por si só é bem demonstrativo da sua qualidade e importância. Fê-lo encaixando-se numa estratégia que exigia muito de si, colocando-o por vezes muito sozinho na frente e obrigando-o a batalhar por quaisquer bolas perdidas e passes longos. Dos seus 10 golos, 1 foi apontado de livre directo, 2 foram de penalty, 3 de cabeça - fantástico o seu poder de impulsão! - e 4 de finalizações oportunas com o pé direito. Ainda relativamente jovem e depois de uma boa época de adaptação ao ritmo lusitano, parece destinado a representar emblemas de maior envergadura... mas que com certeza terão de pelo menos cobrir o avultado investimento da Naval.

Revelação: Marinho

No Sporting B era visto como um jogador com potencial, tendo no entanto sido ofuscado por \"monstros\" como Quaresma, Cristiano Ronaldo e Lourenço. Foi abandonado na 3ª divisão mas nunca se acomodou à sua situação, subindo a pulso até chegar esta temporada à Honra pelo estreante Fátima. 3 golos na Vitalis em meia época e duas exibições de sonho na Carlsberg Cup frente a Porto e Sporting proporcionaram-lhe então o mediatismo que lhe faltara nas divisões inferiores, tendo a Naval vencido a concorrência e garantindo o concurso do extremo logo na reabertura de mercado. O seu impacto no colectivo foi visível: dois golos neste ano de estreia e uma segunda volta muito mais conseguida do que a primeira havia sido... As suas características enquadram-se perfeitamente no sistema de jogo da turma da Figueira da Foz: sem possuir um físico temível, Marinho é um atleta robusto que para além de não temer o choque não hesita em partir para o 1 contra 1 em velocidade, impondo assim ritmos elevados ao jogo; e destaca-se também pela facilidade e potência de remate. Na próxima época ainda precisará de confirmar tudo o que de bom prometeu, mas pelo menos parte já com um estatuto bem diferente daquele com que iniciou o ano...

Desilusão: Wandeir

Ser internacional por uma selecção - mesmo a modesta Macedónia - pressupõe alguma qualidade, e Wandeir vinha referenciado como um esquerdino rápido e de excelente relação com a bola, destacando-se principalmente no capitulo do passe. No currículo brilhava uma passagem pelo competitivo campeonato Alemão e várias épocas em alto nível na liga macedónia, tendo chegado a apontar 19 golos num só ano. A pré-época não confirmou de todo as expectativas, a participação no campeonato resumiu-se a uma invisível primeira parte frente ao Benfica (derrota por 3-0) e em Janeiro o avançado seguiu por empréstimo para o Pandurii, onde foi igualmente infeliz. Para a nova época pretende-se que contribua apenas proporcionando algum encaixe financeiro pela venda do seu passe.


Quem somos1 Contactos Agradecimentos Detectou um erro ou tem uma sugestão?
ForaDeJogo.net 2010