ForaDeJogo.net - Sporting 2006/2007


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Sporting Clube de Portugal
Nome: Sporting
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: José Alvalade Sec. XXI
Ano de fundação: 1906
Sede: Estádio José Alvalade
Apartado 42099
1601-801
Web: www.scp.pt
Plantel 2006/2007
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Treinadores
T Paulo Bento
Staff
Carlos Pereira(ADJ), Leonel Pontes(ADJ)
Entradas
Miguel Veloso (20)Olivais e Moscavide (II B)
Yannick Djaló (20)Casa Pia (II B)
Paredes (29)Reggina   (A)
Alecsandro (25)Cruzeiro   (A)
Rui Patrício (18)Sporting (JUN)
Pereirinha (18)Olivais e Moscavide (II)
Bueno (26)Paris SG   (I)
Ronny (20)Corinthians   (RES)
Farnerud (26)Strasbourg   (I)
Daniel Carriço (17)Sporting (JUN)
Yannick Pupo (18)Sporting (JUN)
Superliga
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Ricardo15Miguel Garcia27Custódio20Yannick Djaló
16Tiago78Abel10Carlos Martins25Pereirinha
22Rui Patrício8Ronny21Farnerud9Deivid
  11Tello34João Alves19Alecsandro
  4Anderson Polga76Paredes31Liedson
  12Caneira18Nani80Bueno
  13Tonel28João Moutinho17Douala
  24Miguel Veloso30Romagnoli  
  46Daniel Carriço55Yannick Pupo  
Um final quase felizPedro Gonçalves

O Sporting 2006/2007 cumpriu a primeira época completa com Paulo Bento ao comando. Esteve a ponto de se transformar no Sporting de José Peseiro, já que apesar das diferenças existentes entre ambos a verdade é que a nível de resultados a equipa leonina se encaminhava uma vez mais para uma época de \"quases\". O \"quase\" desta vez só não foi uma realidade porque aos 88 minutos da final da Taça de Portugal Liedson resolveu e a taça foi mesmo para Alvalade. Quanto à Liga - que já não é conquistada desde a época 2001/02 - vai ter de ficar adiada por mais um ano. Mas até esteve bem perto.

A estratégia dos leões girava em torno de um patrão por cada sector, uma opção indiscutível comandando os restantes companheiros: Ricardo na baliza, vários furos acima da época passada e vivendo quiçá a sua melhor época desde que chegou a Alvalade; Polga a um nível excelente na defesa; o impressionante João Moutinho no meio campo; e o habitual goleador da equipa, Liedson. As restantes vagas no terreno não possuíam a mesma garantia de segurança e regularidade, o que levou à utilização de diferentes opções em fases distintas da época, num contínuo aperfeiçoamento. Durante esse período de busca pelas melhores soluções um bem mais consistente FC Porto - apoiado na genialidade de Ricardo Quaresma (curiosamente campeão pelo Sporting nesse título de 2001/02) - aproveitou para a pouco e pouco se distanciar dos opositores, e parecia no final da primeira volta ser de longe o candidato mais capaz para vencer o título. Por essa altura o Sporting apresentava uma defesa sólida mas faltava-lhe capacidade goleadora, que era algo de que os seus mais directos opositores não se podiam queixar. O sempre laborioso Liedson tinha marcado apenas por 2 vezes nas primeiras 12 jornadas; Alecsandro, que até apareceu bastante bem em algumas ocasiões, em geral primou por exibições abaixo da média; e Bueno comprimiu tudo o que de bom produziu em Portugal em 20 minutos contra o Nacional.

A 2ª volta do campeonato começou bem para Sporting e Benfica; não por mérito próprio, mas porque uma expulsão de Ricardo Quaresma contribuiu em grande parte para duas derrotas consecutivas do FC Porto (incluindo uma impensável na recepção ao Estrela da Amadora). Uma oferta que os leões não souberam ou não conseguiram aproveitar pouco depois. O Sporting entrava para o último terço do campeonato com uma desvantagem visível, ainda que recuperável caso fizesse uma ponta final excelente e se o FC Porto ainda perdesse alguns pontos.

A recuperação no último terço do campeonato coincidiu com o melhor momento da equipa a nível exibicional, traduzido também em resultados (apenas perdeu pontos num aceitável empate na Luz e inclusive conseguiu uma vitória no Dragão). Coincidiu também com a afirmação em definitivo daquele que foi nas últimas 10 jornadas o melhor meio campo em Portugal, com Miguel Veloso como primeiro distribuidor, João Moutinho a \"empurrar\" o jogo para a zona ofensiva, Nani (algo irregular durante a época mas em bom plano no final) a conseguir desequilíbrios individuais e Romagnoli a criá-los para a equipa fazendo uso de elevada capacidade técnica e visão de jogo.

Esta recuperação levou a que a uma jornada do final, existisse apenas um ponto de atraso em relação ao FC Porto, atraso esse que se manteve na sequência das vitórias de ambos na última jornada. Para o Sporting ficou a sensação do \"quase\", ligeiramente atenuada pelo tal golo de Liedson no final da Taça de Portugal uma semana depois.

O Momento: 18ª, 19ª e 20ª jornadas

A segunda volta abriu com 2 derrotas consecutivas do líder, o FC Porto. A pior maneira de se responder a 6 pontos perdidos pelo adversário directo é fazer exactamente o mesmo, tornando o erro inconsequente. Foi precisamente isso que aconteceu ao Sporting, empatando 3 jogos consecutivos imediatamente nas 3 jornadas seguintes. Um empate em Paços de Ferreira, outro em Leiria, e, pelo meio, ainda um outro inacreditável em casa contra o Desportivo das Aves. O Sporting terminaria bem a época, mas sem a vitória na Liga. Partir para a ponta final sem esses 6 pontos certamente não ajudou.

Figura: João Moutinho

Vários jogadores estiveram em bom plano em diferentes alturas da época: o goleador Liedson, que depois do começo pouco produtivo (no que toca à marcação de golos) ainda conseguiu conquistar o título de melhor marcador da liga; o argentino Romagnoli, um dos melhores jogadores da liga no último terço do campeonato; Nani, algo intermitente mas ainda assim com um ano bastante positivo (que inclusive culminou com a saída para um dos clubes milionários do mundo, o Manchester United); Polga, o principal esteio da defesa menos batida do campeonato; ou até Tello, que viveu a sua melhor época em Portugal. Mas acima de todos estes é necessário referir o jogador que conseguiu estar a um muito bom nível da primeira à última jornada: João Moutinho não sabe jogar mal, e o Sporting agradece esta \"lacuna\" de aprendizagem. Moutinho é um todo-terreno apesar do tamanho diminuto: recupera jogo, constrói, empurra a equipa para a frente, e se necessário ainda é capaz de aparecer para concluir, embora não tenha um pecúlio de golos por ai além. Nem sempre brilha, mas eleva sempre o jogo da equipa, de modo a que se não for ele a brilhar, brilhará outro, jogo após jogo, após jogo.

Revelação: Miguel Veloso

Numa equipa recheada de jovens talentosos a escolha de uma revelação poder-se-ia tornar complicada. Miguel Veloso tratou de a facilitar, efectuando uma época de grande nível. O patrão da defesa da equipa campeã europeia sub-17 em 2003 concluiu com sucesso a sua formação, apresentando-se com capacidade evidente para ocupar um lugar no 11 do Sporting, depois de um ano de aprendizagem (em muito bom plano) no Olivais e Moscavide. Apesar de ocupar ocasionalmente um lugar na linha defensiva foi à frente desta que mais se destacou, revelando sentido posicional, visão de jogo, e capacidade técnica e de passe acima da média, predicados que lhe permitiram ser um primeiro distribuidor de jogo de grande qualidade no meio campo do Sporting. Para concluir, e para demonstrar a importância que teve na equipa durante a época, resta apresentar os resultados obtidos pela equipa com, e sem Miguel Veloso no 11 titular: 15 vitórias em 19 jogos com Miguel Veloso, 5 vitórias em 11 jogos sem ele.

Decepção: Carlos Paredes

Alguns jogadores desiludiram no plantel do Sporting, particularmente no meio campo. Custódio continua sem conseguir voltar aos padrões exibicionais evidenciados há duas épocas atrás, o por vezes espectacular Carlos Martins revelou-se inconsistente e indisciplinado e Farnerud, um internacional sueco com experiência na competitiva liga francesa, acabou por nunca se conseguir impor.

No entanto, nenhum desiludiu tanto como Carlos Paredes. Poder-se-á dizer que não teve muitas oportunidades ou que esteve lesionado por mais que uma vez, mas a verdade é que dele se esperava bastante mais do que o que produziu. Mesmo quando esteve em campo nunca esteve ao nível exibido na sua anterior passagem por Portugal, na altura ao serviço do FC Porto. Para concluir, não teve qualquer influência na melhor fase da equipa do Sporting, e esta nunca se ressentiu minimamente da sua ausência.


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