ForaDeJogo.net - Sporting 2010/2011


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Sporting Clube de Portugal
Nome: Sporting
Associação: AF Lisboa
Cidade: Lisboa
Estádio: José Alvalade Sec. XXI
Ano de fundação: 1906
Sede: Estádio José Alvalade
Apartado 42099
1601-801
Web: www.scp.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T José Couceiro
Alberto Cabral
Paulo Sérgio
Staff
José Lima(ADJ), Oceano(ADJ)
Entradas
Evaldo (28)Sp. Braga (I)
Maniche (32)Colónia   (1.B)
André Santos (21)U. Leiria (I)
Nuno A. Coelho (24)FC Porto (I)
Zapater (25)Genoa   (A)
Torsiglieri (22)Velez   (I)
Valdés (29)Atalanta   (A)
Diogo Salomão (21)Real (II B)
Cristiano (26)PAOK   (I)
William Carvalho (18)Sporting (JUN)
Hildebrand (31)Hoffenheim   (1.B)
Zezinho (17)Sporting (JUN)
Tales (20)Internacional PA B   (V E)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Rui Patrício41Cédric24Miguel Veloso7Izmaylov
16Tiago47João Pereira26André Santos20Yannick Djaló
30Hildebrand78Abel6Pedro Mendes80Cristiano
  5Evaldo8Maniche15Valdés
  12Caneira21Zapater33Diogo Salomão
  18Grimi43Zezinho9Saleiro
  2Torsiglieri49William Carvalho23Hélder Postiga
  3Daniel Carriço14Matías Fernández31Liedson
  4Anderson Polga55Tales10Sinama-Pongolle
  44Nuno A. Coelho77Vukcevic  
Foram-se os anéis, ficaram-se os dedos...João Camara

A época das hostes leoninas pode resumir-se a uma grande confusão. Fazendo uma breve análise da estrutura de Alvalade, de cima para baixo, vemos: dois presidentes, entra e sai de directores, Futre, três treinadores, jogadores mal vendidos, mal comprados, castigados e uma massa adepta com poucas razões para puxar por uma equipa sem fio de jogo e vontade de vencer. No espaço de meses saíram referências como João Moutinho, Miguel Veloso e Liedson. Caneira e Izmailov a treinaram à parte. Alvalade teve a pior média de assistência desde que se mudaram para o novo estádio e, finalmente, no ano em que Portugal teve três representantes nas meias-finais da Liga Europa o Sporting não ultrapassou, na primeira eliminatória após a fase de grupos, o Glasgow Rangers. Desportivamente é a segunda época consecutiva em que não consegue vencer nada.

Analisando a equipa que foi montada no início da época pelo treinador Paulo Sérgio, destaco de imediato a saída daqueles que foram duas das principais estrelas do Sporting nos últimos anos. João Moutinho (23 anos), recordista de número de jogos consecutivos em Alvalade, foi mal vendido para o rival do norte. Em troca veio Nuno Coelho (24 anos) que faz da sua polivalência o único trunfo, não é suficiente. Miguel Veloso (24 anos) seguiu para Génova de onde veio o Espanhol Zapater (25 anos). Para reforçar o plantel entrou Hildebrand (31 anos) que nunca fez sombra a um cada vez mais importante Rui Patrício, Maniche (32 anos), Valdés (29 anos) e Torsiglieri (22 anos). Foi uma equipa mal desenhada e pouco preparada para a época que se adivinhava. Esta tendência foi acentuada pela saída, durante a época, do sempre lutador Liedson. O Sporting envelheceu o plantel, retirou-lhe carisma, mística e referências. Ganhou solidez financeira? Não creio. Algo vai ter de ser feito, muito seriamente, no início da época 2011/12. O Porto e o Benfica parecem estar a passar num novo nível enquanto que o Braga se aproxima a passos largos. O Sporting está estagnado. É necessária uma liderança, um treinador e um projecto de continuidade que permita títulos. Só a análise séria do que foi esta época vai permitir inverter esta tendência.

No 11 base apenas um jogador pareceu ser o que se pode chamar de indiscutível. Rui Patrício começa a tornar-se um guarda-redes de futuro. Aposta de Paulo Bento desde 2007 tem-se tornado uma muralha da periclitante defesa leonina. No projecto de futuro que já falei, este devia ser o primeiro pilar e o modelo do que o Sporting deve procurar. No eixo defensivo Daniel Carriço pareceu o central mais constante e regular formando dupla com Polga. João Pereira e Evaldo foram os laterais mais recorrentes. Revelou-se uma defesa pouco segura e muito permeável à velocidade dos atacantes. Polga não possui a velocidade de outros tempos e João Pereira não consegue manter a calma e o seu bom nível de jogo em momentos de elevada tensão, perdendo a concentração. O meio-campo foi comandado no fim da época por Matías Fernández. O Chileno parece estar finalmente a conseguir passar para os relvados Portugueses o futebol que o tornou um dos médios mais promissores da América do Sul. Destaco igualmente André Santos e Jaime Valdés que acompanharam o primeiro durante grande parte dos jogos. Pedro Mendes, Maniche e Vukcevic nunca foram opções constantes e fiáveis ao longo da época. Destaco os três jogos feitos por Izmailov para o campeonato. Resolvida a lesão e o imbróglio com o Sporting este promete ser um jogador que trará a magia e segurança que faltou esta época. Na frente o desacerto foi generalizado. Os melhores marcadores terminaram a época com 6 golos (Djálo e Postiga). Liedson tendo jogado apenas até Fevereiro apontou 5. Faltaram referências na frente de ataque. Em jogos de alta rotação, como clássicos, esta situação foi demasiado evidente. Em sete jogos realizados frente a Porto, Benfica e Braga o Sporting teve: 2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas com 7 golos marcados e 11 sofridos.

O momento: 30ª Jornada – Braga 0 – 1 Sporting

A época já se encontrava perdida. O Braga estava no rescaldo do apuramento para a final da Liga Europa e o futebol vive disto: pequenos novos objectivos de acordo com as possibilidades do momento. O 3º lugar representava um mal menor e a possibilidade de iniciar a época ligeiramente mais tarde. Em Braga as duas equipas apresentaram-se na máxima força e, finalmente, o Sporting conseguiu apresentar o grupo coeso que procurou a época toda. A vitória com o golo de Djaló mostra que nem tudo está perdido. O Sporting entrou melhor em campo dispondo de várias oportunidades. O Braga, pouco habituado a tremer durante este ano, vacilou logo aos 5 minutos com a assistência de Valdés. O jogo tornou-se bastante partido sendo que no fim os leões conseguir suster os ataques minhotos ditando o 3º lugar leonino. Melhorou a classificação relativamente ao ano anterior apesar de fazer exactamente o mesmo recorde de vitórias e empates.

A figura: Rui Patrício, Rui + 10

Como já referi a figura desta época foi a confirmação de Rui Patrício. Com a sombra do internacional alemão Timo Hildebrand na baliza verde e branca, Patrício conseguiu manter a serenidade e segurança própria dos grandes. A acompanhar a evolução nas exibições surgiram as constantes chamadas à selecção e o interesse de gigantes um pouco por toda a Europa do futebol. Nos jogos mais complicados desta época tornava-se impressionante ver Patrício jogar. A permissividade da defesa e do meio campo leonino contrastava com o crescente número de defesas impossíveis realizadas pelo guardião de Leiria. Não tivesse ele verificado a evolução que assistimos nos dois últimos anos e estaríamos a falar de outros números por parte do Sporting.

Espero na realidade que, mais tarde ou mais cedo, consiga dar o salto para um colosso Europeu. Foi posto em circulação o interesse do Manchester United para substituir Van der Sar e do Atlético de Madrid para substituir de Gea. Se pela parte dos dirigentes leoninos se exige uma venda em números finalmente condizentes com o jogador em questão (nunca menos de 15 milhões de euros), por parte de Rui Patrício espera-se a calma necessária para não escolher um projecto como o do Atlético. Pode vir a ser recompensador em termos financeiros mas, a longo prazo, pensando na sua evolução como jogador de elite, gostava de o ver num grande clube. E o Atlético em nada é superior ao melhor do Sporting.

A revelação: André Santos, Stromp Revelação

A escola de Alcochete ainda dá frutos. Podem não ser maças de ouro como Cristiano Ronaldo, Luis Figo ou Nani. Podem até nem ser “maças podres” como João Moutinho que neste momento marca o ritmo do meio campo do Campeão Nacional. A verdade é que ainda consegue produzir anualmente reforços a baixo custo para um plantel com pouca profundidade. Se acho que a academia é aquilo que o Sporting tenta fazer dela? Não acho. Assentar a formulação do plantel em 3 ou 4 jogadores acabados de sair de Alcochete é um risco e pouco realista! Estes jogadores deviam ser introduzidos gradualmente de acordo com as necessidades.

No entanto, aqui temos mais uma revelação da escola do Sporting. André Santos após dois anos em Leiria chegou ao Sporting e conseguiu apresentar um conjunto de exibições razoáveis. Estas asseguram para a época de 2011/12 um jogador mais experiente e seguro da sua posição na equipa. A coroar as exibições vieram 2 golos (Portimonense e Porto) e a chamada à selecção principal.

A desilusão: Simon Vukcevic, é preciso mais

Este poderia ter sido o ano da confirmação de um dos jogadores que mais interesse me despertou nos últimos anos no Sporting. Jogador possante fisicamente e de uma entrega aos lances que fascina qualquer adepto de jogadores de raça, não conseguiu mostrar esta época o melhor de si. Em 24 jogos do campeonato só completou 6, apenas apontou 2 golos e apesar de aumentar significativamente o número de jogos no campeonato não conseguiu puxar definitivamente pela equipa como se poderia esperar. Chegou a estar com um pé no Olimpiakos por empréstimo, o que acabou por não se verificar. Na Liga Europa foi preponderante com 3 golos. Esta “desilusão” vai não tanto pelo que fez. Mas pelo que acredito que ainda consiga fazer. É um jogador a reter e de quem Domingos deverá exigir muito.


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