|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Plantel
Estatística de Jogadores
Calendário
História
Quadro de Honra
Jogadores Formados no Clube
Lista de Jogadores
|
Portimonense Sporting Clube
Um destino cedo traçadoPedro Miguel Custódio O destino do Portimonense na Liga Zon Sagres ficou desde muito cedo traçado. O regresso à 2ª Liga começou a desenhar-se demasiado cedo. Após 20 anos de ausência dos grandes palcos, o Portimonense foi uma equipa que a espaços praticou um Futebol agradável, mas penalizado, muitas vezes, pela inexperiência e alguma falta de qualidade dos seus jogadores. Litos, treinador da subida, continuou ao leme dos alvinegros. O plantel era constituído na sua maioria por jogadores emprestados, nomeadamente provenientes do FC. Porto, clube com o qual o Portimonense tem estreitas relações por culpa da amizade que une o antigo Presidente Fernando Rocha a Pinto da Costa. De Moçambique chegaram dois jogadores, Jumisse e Pelembe, referenciados por Litos, aquando da sua passagem por este país africano, como treinador do Maxaquene. Os nomes mais sonantes eram Pedro Silva, emprestado pelo Sporting, e o fantasista Renatinho, craque do Santos do Brasil, que andava pelo Futebol japonês. Mais do que ter um plantel com poucas caras conhecidas dos adeptos, o Portimonense acabou por pagar a factura de jogar 10 dos seus 15 jogos a realizar na condição de visitado a cerca de 40 Kms de Portimão, no malfadado Estádio do Algarve. Em 10 jogos, o Portimonense conseguiu apenas 7 pontos, fruto de duas vitórias e um empate. O regresso ao Municipal de Portimão deu-se demasiado tarde... A jogar em Portimão, o Portimonense demonstrou bom Futebol e números que justificam a teoria de que se tivesse jogado sempre no seu campo teria conseguido a permanência sem grande dificuldades. Em 5 jogos, venceu 2 (Vit. Guimarães e Marítimo), empatou 2 (Nacional e Olhanense) e perdeu apenas com o Campeão Nacional FC. Porto nos últimos minutos da partida (2-3). Conseguiu 8 pontos contra apenas 7 conquistados no Estádio Algarve... no dobro das partidas! Após a 14ª jornada, embora o Portimonense tenha logrado um empate na deslocação ao terreno do Marítimo, a paragem de Natal conduziu a uma mudança na equipa técnica. Carlos Azenha, depois de uma péssima passagem pelo comando técnico do Vitória de Setúbal, substituiu Litos. O Portimonense encontrava-se na penúltima posição, a 4 pontos do Vitória de Setúbal, primeira equipa acima dos lugares da despromoção. A entrada de Azenha não trouxe melhorias de imediato nos resultados obtidos. O Portimonense conseguiu apenas 2 empates nas primeiras 6 partidas com Azenha no comando. As alterações no plantel também não acrescentaram qualidade à equipa. Carlos Valência e Hélder Pelembe (inadaptação ao Futebol português); Jumisse (afastado depois de dar uma entrevista nos Jornais a criticar a desunião existente no grupo); Pedro Moita (sem andamento para a liga principal depois de ter sido uma das figuras principais na subida de divisão); Renatinho (que abandonou o clube por iniciativa própria) foram alguns dos jogadores que deixaram o Algarve. A Portimão chegaram os avançados Mourad e Patrick, que nunca demonstraram valor; André Vilas Boas, que se lesionou com gravidade e fez apenas meia dúzia de jogos; e Ricardo Nascimento, que acabou por ser o único reforço digno desse nome. O regresso do Portimonense ao seu Municipal trouxe um fôlego extra e os alvinegros conseguiram uma série de 5 jogos sem derrotas, no entanto o atraso que tinha dos lugares de despromoção já era considerável. Pese algumas boas exibições e resultados, o Portimonense nunca logrou sair dos últimos dois lugares da tabela. Nas últimas jornadas, embora tenha conseguido importantes vitórias diante do Marítimo e em Leiria, o Portimonense confirmou o seu triste destino na penúltima jornada. Fica na retina algumas “pinceladas” de bom Futebol desta equipa do Portimonense, no entanto o péssimo desempenho conseguido na sua casa emprestada, no Estádio Algarve, tornou demasiado agonizante o regresso do Portimonense à 1ª Liga. O momento: a derrota em Coimbra, diante da Académica (0-1), em jogo a contar para a 25ª JornadaNuma série de 5 jogos sem derrotas, o Portimonense deslocou-se a Coimbra e perdeu uma oportunidade de ouro para reduzir para 2 pontos a distância para os lugares de salvação. O bom desempenho do guarda-redes da Académica impediu o Portimonense de sair de Coimbra com pontos. A partir deste jogo, o Portimonense passou a jogar de calculadora na mão, evitando até à penúltima jornada o “match-point” dos adversários. A figura: Ricardo PessoaO “capitão” Ricardo Pessoa falhou apenas uma partida por castigo. Na 6ª temporada em Portimão, Pessoa demonstrou um coração enorme, nunca desistindo. As suas lágrimas, após consumada a descida, ficam gravadas e são elucidativas do amor que nutre pelo Portimonense. A revelação: Ventura/CandeiasO guarda-redes Ventura, depois de uma experiência menos positiva no rival Olhanense, demonstrou muita qualidade. Fez muitas vezes defesas impossíveis, mantendo o Portimonense na disputa dos resultados. Foi distinguido como o guarda-redes que efectuou mais defesas nesta edição da Liga – 161. As suas exibições não passaram despercebidas ao seleccionador Paulo Bento, tendo sido convocado para a Selecção “A” (na última convocatória diante da Noruega foi 3º guarda-redes, Eduardo e Patrício foram os outros convocados). Candeias, depois de experiências fracassadas ao serviço de Rio Ave, Huelva e Paços de Ferreira, exibiu-se a um nível muito elevado. Foi o jogador com mais cruzamentos efectuados na Liga – 229 e o 5º com mais assistências – 4. Na próxima época irá jogar no Nacional, no âmbito do negócio de Rúben Micael para o FC. Porto, prometendo afirmar-se definitivamente, aos 23 anos, no Futebol português. A desilusão: Mourad/AragoneyMourad, avançado que chegou em Janeiro, internacional “A” sueco, foi uma nulidade completa. O seu passado no Gotemburgo aguçava o apetite da massa adepta marafada, no entanto Mourad foi mais um a contribuir para o fracasso do Portimonense no seu regresso à 1ª Liga. Aragoney, que na época passada se tinha lesionado com gravidade, perdendo a fase decisiva da subida, voltou a lesionar-se com gravidade, falhando praticamente toda a temporada. A cumprir a 2ª época ao serviço do Portimonense, Aragoney nunca teve oportunidade de demonstrar o seu valor. Nas poucas aparições espalhou o seu virtuosismo em campo, no entanto as lesões impediram a sua afirmação. Um pequeno extra: a equipa idealVentura; Ricardo Pessoa “capitão”, André Pinto, Rúben Fernandes e Ricardo Nascimento; Soares (Pedro Moreira), Elias e Pedro Silva; Candeias, Lito (Ivanildo) e Pires (Calvin Kadi).
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||