ForaDeJogo.net - Nacional 2007/2008


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Clube Desportivo Nacional
Nome: Nacional
Associação: AF Madeira
Cidade: Funchal
Estádio: Engenheiro Rui Alves
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Do Esmeraldo, 46
9000-051 - Funchal
Web: www.cdnacional.pt
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Jokanovic
Staff
Duarte Correia(ADJ)
Entradas
Fábio Coentrão (19)Benfica (I)
João Coimbra (21)Benfica (I)
Felipe Lopes (19)Anderlecht   (I)
Lipatin (30)Marítimo (I)
Juninho (24)Atlético Mineiro   (A)
Edson Sitta (24)Corinthians   (A)
Halliche (20)NA Hussein-Dey   (I)
Fellype Gabriel (21)Cruzeiro   (A)
João Moreira (21)Valencia B   (II B)
Pedro Pita (19)Nacional (JUN)
Igor Pita (18)Nacional (JUN)
Fabiano (20)Goiás   (A)
Edu Sales (29)Créteil   (II)
Gonçalo (18)Nacional (JUN)
Reinaldo (23)Grêmio Barueri   (B)
Jovisic (18)FK Borac   (JUN)
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Diego Benaglio2Patacas6Cléber Monteiro7Fellype Gabriel
12Rafael Bracali5Bruno Basto8Bruno Amaro16Fábio Coentrão
24Belman15Alonso10Juliano Spadacio20Fabiano
48Jovisic49Igor Pita26Edson Sitta22José Vítor
  3Fernando Cardozo28João Coimbra23Juninho
  4Ávalos66Pedro Pita17Adriano
  33Felipe Lopes88Reinaldo18Cássio
  40Halliche  21Pateiro
  44Ricardo Fernandes  27Gonçalo
      9Rodrigo Silva
      11Edu Sales
      19João Moreira
      31Lipatin
Passo em falsoJorge Carneiro

Candidato assumido à Europa no início da época, o Nacional andou sempre muito longe dos objectivos a que se propôs. À 10ª jornada encontrava-se na 10ª posição com... 10 pontos, à 20ª ascendia à 8ª posição com 28 pontos, e 10 jornadas mais tarde conquistava apenas mais 7 pontos e caia de volta para a 10º posição final. Sempre muito longe, portanto, embora também igualmente sem nunca tocar nos lugares de descida.

Na verdade, não faltam factores de vários tipos para explicar o insucesso. A discutivel planificação do plantel, com a libertação de Bruno e Chainho após épocas muito positivas no Nacional a que se somou a inscrição muito tardia de diversos reforços. A infelicidade das lesões prolongadas de Bruno Amaro, Fellype Gabriel, Juninho e Fabiano Oliveira. O abaixamento de forma da referência Ávalos, que culminou em posterior saída. A inoperância do ataque, tendo todos os diversos elementos do sector acumulado uns modestos 12 golos (10 dos quais divididos entre Fábio Coentrão e Lipatin). O mercado de Inverno, que levou Benaglio, Ávalos e um José Vítor em crescimento acentuado e trouxe flops como Josivic, Halliche, Reinaldo e Edson Sitta (salvou-se Coentrão). A incapacidade de Jokanovic e Rui Alves em motivar os atletas, mais ocupados em criar e em gerir conflitos pessoais e contribuindo de sobremaneira para o clima de instabilidade que se fez sentir no seio do plantel, principalmente na segunda metade da época. São demasiados aspectos a correrem mal, e quando assim é torna-se difícil atingir o sucesso. Especialmente quando não se tem ou não se demonstra capacidade para dar a volta a essas situações.

Independentemente das suas limitações de carácter, Jokanovic pareceu também não estar muito seguro do sistema táctico a implementar a fim retirar o melhor dos jogadores à sua disposição. Começou com 4-4-2, passou grande parte da época a alternar com o 4-3-3, terminou com um inédito 5-3-2. Tantas mudanças na estratégia não ajudam de todo a que os jogadores criem rotinas nas suas actuações, o que poderá também ter tido enorme influência na irregularidade exibicional patenteada. O futebol curto, rendilhado e agradável da época anterior deu lugar à aposta no talento individual, com os criativos a terem toda a liberdade para brilharem mas colocando assim maior trabalho sobre o trinco Cléber Monteiro e a defesa. Um regresso ao passado, só que desta vez a qualidade do futebol praticado não teve nada em comum com os tempos de Alex Goulart, Serginho Baiano e André Pinto.

De bom, restaram apenas as individualidades. Benaglio esteve fantástico até dar o lugar à revelação Bracalli; Cardozo fez esquecer o patrão Ávalos; Spadacio esteve sempre num nível superior a aceitável; Coentrão começou em baixa rotação, mas alcançou os seus primeiros momentos de glória no primeiro escalão. Os restantes, foram oscilando muito...

Momento: 29ª jornada FC Porto 0 - 3 Nacional

O ano de 2008 tem tido poucos motivos para ser recordado, pelo menos para os adeptos do Nacional: derrotas atrás de derrotas, exibições pobres a dar a ideia de uma equipa à deriva, comportamentos menos dignos por parte dos responsáveis. A deslocação ao estádio do Dragão não poderia vir em pior altura, e face aos últimos resultados dos já então tricampeões era perfeitamente legítimo esperar até uma goleada. Contra todas as expectativas, no entanto, os portistas entraram para o relvado sem garra, desconcentrados, sem inspiração; enquanto os madeirenses aproveitavam uma tarde diabólica de Fábio Coentrão e dos outros homens da frente para dinamitar a defensiva azul-e-branca, marcar 3 golos e regressar a casa com 3 inesperados pontos que, à falta de objectivos para alcançar, nas contas finais sempre serviram para não cair para um mais triste 12º lugar. Ficou a promessa de uma época 2008/2009 melhor.

Estrela: Juliano Spadacio

Ainda não atingiu o mesmo nível da época de chegada à Bwin, mas esteve bastante mais perto do que no ano passado. Com a saída de Bruno regressou a uma posição mais central no terreno, desempenhando o papel de armador de todo o jogo ofensivo nacionalista e dotando a equipa com outra imprevisibilidade e capacidade de romper pelo centro, confirmando-se como um atleta de patamares superiores ao de muitos colegas deste plantel. É um tipo de número 10 raro nos relvados Portugueses dado que possuí o aveludado toque de bola que caracteriza os executantes da sua posição, mas contrasta com a objectividade das suas acções no terreno: procurar a baliza. Remata facilmente com potência e colocação, e esforça-se por não lateralizar o jogo, normalmente optando pelo caminho mais directo para desferir as suas bombas. Ao mesmo tempo, quando necessário consegue sambar em frente a uma defesa inteira, arrastando adversários e criando avenidas que podem ser aproveitas por colegas. Infelizmente, esta época a falta de qualidade do sector ofensivo terá impedido que atingisse patamares ainda mais elevados.

Revelação: Bracalli

O mercado de Inverno assistiu à transferência do internacional Suiço Diego Benaglio para os Alemães do Wolfsburgo, ele que se tinha afirmado como a maior figura dos alvi-negros na época anterior e tinha feito por manter esse estatuto em 07/08. Quase de seguida deu-se a contratação do jovem internacional Sérvio Josivic, o que poderia indicar que Jokanovic pretendia apostar neste em detrimento dos mais experientes Belman e Bracalli. Só que Josivic demorou meses a receber o seu certificado internacional e no entretanto Bracalli acumulava tantas exibições de grande qualidade que a única dúvida que substitia entre os adeptos era o porquê de tanto tempo na sombra, mesmo com a categoria de Benaglio. Estreante na Bwin apesar de se encontrar no clube desde a temporada anterior, completou os últimos 14 jogos e sofreu 15 golos - apenas mais dois do que o Suiço, tendo também presenciado a pior fase da equipa - e exibido agilidade e reflexos fora do vulgar. Não foi por ele que o Nacional quebrou...

Desilusão: Rodrigo Silva

Na temporada anterior não tinha sido especialmente proficuo, mas mesmo assim foi o melhor marcador alvi-negro e exibira qualidades técnicas que o colocavam numa posição de destaque. Esperava-se que após a época de estreia confirmasse todas as suas capacidades em 07/08, mas Rodrigo Silva não marcou um único golo (nem sequer na Taça), coleccionou exibições paupérrimas e ainda foi expulso por duas ocasiões. O presidente já confirmou que não pretende vê-lo figurar no plantel da próxima temporada...


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