ForaDeJogo.net - Nacional 2011/2012


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Clube Desportivo Nacional
Nome: Nacional
Associação: AF Madeira
Cidade: Funchal
Estádio: Engenheiro Rui Alves
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Do Esmeraldo, 46
9000-051 - Funchal
Web: www.cdnacional.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T Pedro Caixinha
Ivo Vieira
Entradas
Rondón (25)Paços de Ferreira (I)
Candeias (23)Portimonense (I)
Neto (23)Varzim (II)
Moreno (29)Leicester   (II)
Andrés Madrid (29)Sp. Braga (I)
Marçal (22)Torreense (II B)
Keita (28)Beijing Guoan   (I)
Marcelo Valverde (21)Angra dos Reis   (II E)
Elizeu (22)Palmeiras B   (II E)
Juliano (25)Najran Club   (I)
Pecnik (25)Krylya Sovetov   (I)
Jota (18)Nacional (JUN)
Oliver (18)Nacional (JUN)
Diogo Coelho (17)Nacional (JUN)
Igor Rocha (18)Nacional (JUN)
André Recife (21)Marília   (C)
Mayko (20)Palmeiras B   (II E)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Elisson2Claudemir6Todorovic11Candeias
12Marcelo Valverde22João Aurélio21Andrés Madrid20Edgar Costa
24Vladan5Nuno Pinto30Moreno9Mateus
36Igor Rocha50Marçal88Luís Alberto29Márcio Madeira
  55Stojanovic7Mihelic18Rondón
  3Felipe Lopes8Skolnik19Anselmo
  4Danielson14Juliano99Keita
  33Neto15Jota23Oliver
  40Mayko66Elizeu27André Recife
  41Diogo Coelho10Diego Barcelos  
  44Tomasevic25Thiago Gentil  
    37Pecnik  
Recuperar a pulsoJorge Carneiro

Para uma equipa que ambicionava nova qualificação para as provas da UEFA, à 4ª jornada da liga o saldo era francamente desolador: 3 derrotas e um empate, 10 golos sofridos (cerca de um terço de toda a temporada anterior) contra apenas um marcado, e a eliminação prematura na Liga Europa. A desgraça era especialmente inesperada porque nas eliminatórias da Liga Europa o Nacional vinha-se a portar bastante bem, batendo-se dignamente com adversários de menor valia mas de muito maior rotina. O treinador também continuava a ser Ivo Vieira, que tinha dado bons resultados ainda poucos meses antes; e ainda por cima a equipa tinha sido reforçada durante o Verão de forma inteligente para corrigir carências. Possivelmente algo abalados pelo início abaixo das expectativas, as exibições não melhoraram nos desafios seguintes e a derrota por pesados 5-0 frente ao futuro campeão FC Porto ditou mesmo a saída do jovem Ivo Vieira - o Nacional lutava então pela manutenção e não pela presença na Europa, como previsto.

Assumida a luta pela permanência, Pedro Caixinha, o senhor que se seguiu, adaptou o modelo de jogo à nova realidade e aos poucos foi introduzindo também alterações no onze para ir gerindo as perdas sucessivas de titulares. A defesa ganhou solidez nas laterais com Marçal e João Aurélio, o meio-campo tornou-se mais compacto e posicionado com médios de destruição como Moreno e Andrés Madrid (mais tarde Claudemir), o controlo das operações no meio ficou nos pés de Barcellos, e na frente Candeias teve a oportunidade que já reclamava. Verdade seja dita mesmo assim as exibições colectivas raramente impressionaram, mas foi notória a alteração a nível de organização e, também com a subida de forma de Rondon, começaram a suceder-se os golos e as vitórias com alguma naturalidade.

A equipa foi então crescendo paulatinamente: na viragem do campeonato os alvi-negros encontravam-se na tranquila 11ª posição, na 20ª pela primeira vez atingiam o 7º posto e enquanto isso iam avançando nas eliminatórias da Taça de Portugal, fazendo renascer o sonho europeu por qualquer uma dessas vias. O Sporting de Sá Pinto acabou a muito custo por matar o caminho da Taça já nas meias-finais, mas na liga as coisas corriam melhor e à 25ª jornada o Nacional recuperava novamente o 7º lugar enquanto conquistava terreno ao enfraquecido Vitória de Guimarães, demonstrando um vigor ainda não visto esta época. No entanto,apesar da série de 6 vitórias nos 7 jogos finais os madeirenses não viriam a conseguir destronar os vimaranenses, que terminaram somente a um mísero ponto de distância. O que até acabou por ser indiferente dado que o polémico sistema da UEFA obrigava a que o custoso pedido de licenciamento fosse feito com vários meses de antecedência, e dado que isso não sucedeu com nenhum destes emblemas, automaticamente nenhum poderia competir na Liga Europa.

O momento: Marítimo 2 - 4 Nacional: assalto aos Barreiros

Quem conhece a paixão dos madeirenses sabe a intensidade com que se vive o derby entre os dois emblemas e o quão especial estes jogos se tornam, mesmo quando pouco há em disputa entre as duas equipas. Por ocasião da visita aos Barreiros o Nacional já se encontrava a 15 irrecuperáveis pontos do rival, mas tinha “apenas” 7 para o irregular Vit.Guimarães - e somente 3 de vantagem para a sólida Olhanense. Os comandados de Pedro Caixinha tinham de vencer para não perderem a esperança de chegar a um lugar europeu.

Mas se o Marítimo se encontrava em melhor posição classificativa isso nunca se notou no relvado. Pelo contrário, surgiu o Nacional mais afoito e pressionante sobre o terreno e seria Rondon a inaugurar o marcador ainda cedo, após bola parada de Claudemir. Com uma dupla de extremos inspirada, criando muito jogo pelos flancos e sem levantar o pé do acelerador, os alvi-negros mantiveram sempre os anfitriões sob pressão intensa - foi com naturalidade que Mateus aumentou a vantagem, após jogada de Candeias muito consentida pela defesa verde-rubra. Apenas a resposta tardia e inspirada da dupla Danilo Dias e Benachour impediu que a vantagem de 2 golos chegasse ao intervalo, prevendo-se que fosse o tónico necessário para trazer o Marítimo de volta ao desafio. Nada mais errado: Rondon marcou logo no reatamento e expôs as debilidades da dupla de centrais dos anfitriões, e Mateus deu a estocada final pouco depois com o melhor golo da tarde. Daí para a frente foi controlar as operações e deixar o relógio correr, e o golo fora de horas de Ibrahim já não veio a tempo de ser relevante.

A coroar a vitória em casa do grande rival, na mesma jornada o Vitória Guimarães e Olhanense sofreram derrotas inesperadas nos seus compromissos. Óptima injecção de moral para um final de época em crescendo.

Estrela: Mateus, incisivo a tempo inteiro

O homem que em tempos enviou sozinho todo um emblema para a Honra exibiu-se novamente em enorme nível na Madeira. Veloz, dinâmico, desconcertante nos seus melhores momentos, enquanto os companheiros arrancavam a meio gás Mateus começava a temporada em alta rotação desde o primeiro jogo.

Previa-se o pior quando partiu para representar a sua Angola na CAN mas o colectivo reagiu bem à ausência e, quando regressou, soube também reenquadrar-se e continuar em alto rendimento. Destacou-se numa primeira fase por ser o mais incisivo e perigoso da frente de ataque, desmontando defesas e assistindo os colegas a partir da ala esquerda; e já na ponta final da liga por uma veia goleadora tardia que o levou a apontar 7 golos nos últimos 8 jogos da competição, assumindo-se como 3º melhor marcador do conjunto.

Terminou contrato no final da temporada e foi com grande surpresa que aceitou renovar pelos alvi-negros, após um ano de grande valorização pessoal e em que surgiram algumas noticias de interesse de emblemas maiores em Portugal, na Europa, Médio Oriente e na sua Angola natal. Uma boa notícia para os apreciadores de futebol e, em particular, para os adeptos do Nacional.

Revelação: Neto, central sem erros

Internacional sub-21, eterna promessa adiada do Varzim e recorrente quase-contratação do Benfica, foi pela porta pequena que Neto chegou à Madeira para uma época que se previa de aprendizagem, dado que os super-titulares Felipe Lopes e Danielson deveriam à partida reservar os seus lugares no onze. A dupla no entanto não manteve a mesma qualidade exibicional, o Nacional habituou-se a sofrer muitos golos por jogo e assim logo à 4ª jornada o jovem luso teve a sua primeira chance a titular na Liga Zon. Apesar da derrota pesada (4-0) frente à Académica a exibição encheu o olho, conquistando um lugar que só por castigo voltaria a ceder.

A sua importância ficou ainda mais vincada quando o Nacional aceitou transferir a estrela Felipe Lopes para o estrangeiro sem se preocupar com contratar um substituto. Nada que não merecesse: dentro de campo sente a responsabilidade de proteger os seus colegas e joga com concentração total, ganhando a maioria dos lances por antecipação e o resto recorrendo ou à sua altura ou à tradicional raça poveira. O resultado dessa atitude é que raramente comete quaisquer erros, e com isso transmite grande serenidade aos companheiros.

Com 23 anos e alguma margem para evoluir é um dos nomes em destaque nos blocos de apontamentos de clubes por toda a Europa, e perspectiva-se como o grande encaixe financeiro para 2012/2013 dos alvi-negros.

Desilusão: Mihelic, travagem a fundo

Após muito boas indicações sob o comando de Jokanovic esperava-se que esta temporada fosse de afirmação para o jovem internacional esloveno, ele que é capaz de receber e de trocar a bola com inteligência e velocidade fora do vulgar. Iniciou o ano como indiscutível no onze, mas depois de boas prestações na Liga Europa demonstrou dificuldades em impôr as suas qualidades, não conseguindo organizar os colegas à sua volta como previsto e perdendo cada vez mais lucidez e confiança de jogo para jogo.

Como tal foi decaindo de preponderância até praticamente desaparecer da equipa na segunda metade da temporada, depois de Barcellos lhe conquistar definitivamente o lugar. Acabou por nem conseguir acumular tantos minutos como na temporada de estreia e lança assim dúvidas quanto à sua permanência na Madeira. Se ficar continua a ter condições para ser uma figura do nosso campeonato, mas terá de fazer algo mais para o comprovar.


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