ForaDeJogo.net - Nacional 2009/2010


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Clube Desportivo Nacional
Nome: Nacional
Associação: AF Madeira
Cidade: Funchal
Estádio: Engenheiro Rui Alves
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Do Esmeraldo, 46
9000-051 - Funchal
Web: www.cdnacional.pt
Plantel 2009/2010
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Treinadores
T Manuel Machado
Jokanovic
José Augusto
Staff
José Augusto(ADJ)
Entradas
Edgar (22)Vasco da Gama   (B)
Edgar Costa (22)União Madeira (II B)
Anselmo (25)Estrela Amadora (I)
Pecnik (23)Celje   (I)
Pacheco (25)Santa Clara (II)
Tomasevic (19)Nacional (JUN)
Amuneke (23)Politecnica Timisoara   (I)
Diego Barcelos (24)Guangzhou   (I)
Rodrigo Silva (26)Leixões (I)
Juliano (23)EC Bahia   (B)
Abdou (20)Ribeirão (II B)
Pedro Oldoni (23)Atlético Mineiro   (A)
Alex Bruno (27)Atlético Mineiro   (A)
Todorovic (25)FC Kamaz   (II)
Thiago Gentil (29)Coritiba   (A)
Clebão (25)União São João   (II E)
Wellington (23)Figueirense   (B)
Elisson (22)Rio Branco   (C)
Filipe da Costa (24)Levski Sofia   (A)
Pavlovic (19)Nacional (JUN)
Liga Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
 Jovisic2Patacas6Cléber Monteiro17Edgar Costa
1Rafael Bracali22Marco Airosa44Todorovic7Filipe da Costa
12Douglas5Wellington8Luís Alberto23João Aurélio
24Elisson55Nuno Pinto14Rúben Micael9Edgar
  3Felipe Lopes27Pacheco11Amuneke
  4Halliche30Leandro Salino18Anselmo
  33Tomasevic10Pecnik29Rodrigo Silva
  34Alex Bruno19Diego Barcelos31Mateus
  44Clebão20Abdou99Pedro Oldoni
    77Thiago Gentil16Pavlovic
    88Juliano  
Perder os aneisJorge Carneiro

As expectativas alvi-negras para a temporada 2009/2010 dificilmente poderiam aproximar-se das do ano transacto. Apesar de activos como de costume, as leis de mercado e a contenção de custos ditaram a partida de algumas das principais figuras da época transacta com Alonso, Maicon e Nené à cabeça. Em resposta, a curiosa “lusitanisação” do plantel trouxe atletas de divisões secundárias como Pacheco e Edgar Costa, mais Anselmo e o joker Filipe da Costa; e ainda um aumento de protagonismo para João Aurélio e Nuno Pinto. Isso e o habitual contentor de brasileiros, desta vez com menor protagonismo do que nunca. O início do campeonato confirmou que o Nacional perdera mais do que um goleador de um ano para o outro. Mesmo com um super Ruben Micael a desdobrar-se em momentos de magia as falhas dos madeirenses eram deixadas a descoberto pela má forma de Cléber Monteiro, as lesões sucessivas de Mateus e principalmente pelos fantasmas dos antigos craques brasileiros. Mais permeáveis na retaguarda, menos rápidos a executar transições e muito menos geniais na frente; e isto mesmo com Halliche a fazer de Maicon, Nuno Pinto a fazer de Alonso, João Aurélio a fazer de Mateus, e Edgar Silva a fazer de Nené, todos em plano muito aceitável. Só que o aceitável não é o mesmo que brilhante; e os resultados assim o comprovavam.

Mesmo assim, paralelamente à campanha de pouco fulgor em Portugal, na Liga Europa os madeirenses brilhavam. Sem qualquer sorte nos sorteios, viram-se obrigados a medir forças na pré-eliminatória com o poderosíssimo Zenit de S.Petersburgo, vencedor recente da prova e detentor de um orçamento multimilionário. Dentro de campo no entanto o samba coordenado por Micael bateu o pé aos Russos e arrancou mesmo uma vitória louca por 4-3 na Madeira, a que se seguiu o dramático empate fora que determinou a chocante eliminação do Zenit e o avanço para a fase de grupos, perante um continente europeu boquiaberto. Mas aí uma vez mais a tômbola não favoreceu os insulares e viram-se posicionados num grupo só com pesos pesados: Werder Bremen, Athletic Bilbao e Austria de Viena. Aí, apesar de óptimas exibições na maioria dos jogos, o Nacional não conseguiu mais do que 3 derrotas, 2 empates, e uma vitória gorda, com a particularidade de duas das derrotas e um dos empates todos terem sido consentidos nos momentos finais das respectivas partidas. Com um pouco de sorte e de concentração defensiva, o brilharete na Europa poderia ter perdurado por mais algumas semanas...

Não existiam condições para nova temporada memorável, e estas apenas viriam a piorar no mercado de Inverno, quando se deu a saída de Ruben Micael em Janeiro rumo ao FC Porto que deixou a equipa orfã do seu maestro fora de série. Rui Alves esforçou-se por encontrar substitutos à altura do pequeno madeirense recrutando para a sua posição o experiente Thiago Gentil bem como o generoso Todorovic. Infelizmente nem um nem outro estiveram à altura, limitados desde a chegada por lesões mais ou menos complexas que os impediram de demonstrar todas as suas capacidades em campo, amputando assim o conjunto de um comandante. O ataque ressentiu-se no imediato - a seca de Edgar Silva não foi compensada por ninguém - e as exibições globais também. O afastamento de Salino por motivos disciplinares - não totalmente esclarecidos, embora provavelmente ligados à mudança para Braga - e os rumores de transferências ou dispensas envolvendo jogadores titulares menos destacados em nada veio ajudar à situação.

O 7º lugar final adequa-se ao desempenho global dos madeirenses e aos recursos com que atacaram o campeonato, e mesmo sem a qualificação para as competições internacionais não é de forma nenhuma desprestigiante para o trabalho de Manuel Machado e os seus jogadores. Apesar da competência de todos, faltou poder contar com os fora de série que normalmente abundam nos planteis alvi-negros e que decidem jogos e classificações. Sem o seu treinador preferido e sem valores de nomeada nas sua fileiras, cabe agora a Rui Alves determinar o equilibrio entre intervir no mercado sem o subsídio da UEFA para descobrir novos craques e esperar a maturação de valores emergentes como João Aurélio, Nuno Pinto ou Felipe Lopes.

O momento: 17ª jornada FC Porto 4-0 Nacional

Manuel Machado estivera inesperadamente ausente do banco durante algumas semanas, vítima de complicações numa cirurgia. Regressava à 17ª jornada para defrontar o FC Porto, mesmo a tempo de perder o seu maior talento precisamente para o adversário dessa ronda: o FC Porto. O madeirense alinhou a titular nos azuis e brancos e mostrou que não estava virado sentimentalismos: esteve sempre muito activo, desbaratou a defesa alvi-negra, assistiu colegas para os golos. Enquanto o seu antigo maestro realizava uma exibição de luxo, o Nacional passava uma imagem de equipa confusa, permeável e banal, sem um lider que orientasse devidamente o seu jogo. Enfim, uma pequena amostra do que se seguiria até ao fim da temporada.

Estrela: Ruben Micael, o último fora de série

De revelação da equipa a estrela maior da companhia distou apenas o Verão. Terminara a temporada anterior em baixa, a pagar a factura de saltar da 2ªB directamente para um onze da primeira divisão sem o físico evoluir a condizer, e perdera ainda o seu principal cliente de assistências, Nené. Longe de se ficar a chorar a ausência do matador Brasileiro, Ruben rapidamente evoluiu o seu próprio estilo e capacidades para o patamar que prometia e desmultiplicou-se em funções extra dentro de campo. Assumiu a batuta da orquestra madeirense, a responsabilidade da marcação das bolas paradas, e ainda um lugar de destaque na lista de goleadores - corrigindo assim todas as limitações que se lhe poderiam apontar no ano de estreia. Para mais manteve as mesmas qualidades: igualmente dinâmico na distribuição, igualmente brilhante a interpretar o jogo, igualmente ambicioso e perigoso na meia distância. A comprovar todas as capacidades demonstradas foi mesmo o melhor marcador da equipa na Europa, com uns fantásticos 7 golos em 8 jogos que aguçaram o apetite de diversos clubes e que deixaram claro que o ciclo do pequeno Ruben na Madeira se aproximava a passos largos do final.

Deixou o Nacional em Janeiro, com o clube na 5ª posição com o terceiro melhor ataque da prova (24 tentos) que daí para a frente marcaria apenas metade dos golos de até então e cairia para o 7º lugar. Referenciado pelo Benfica e abertamente pretendido pelo Sporting, sairia então rumo a um FC Porto ferido e impôs-se com impressionante facilidade no onze, contribuindo decisivamente para a subida de forma dos Dragões e ficando às portas da Selecção A. Ao fim de duas temporadas de grande nível já confirmou que é um atleta de eleição no plano nacional e chamou a atenção da Europa - o novo desafio é colocar o seu nome mais destacado na lista de craques internacionais.

Revelação: João Aurélio, de Penalva até à Madeira

Aterrara na Madeira em 2008/2009 proveniente do modesto Penalva do Castelo e terá sido dos nomes que menos expectativas criou entre os adeptos. Nessa época as oportunidades também não abundaram e nem João Aurélio conseguiu conquistar grande destaque que justificasse uma mudança na opinião a seu respeito. Uma entrada pela porta pequena, portanto. Esta temporada pelo contrário foi o grande joker de Manuel Machado, que não hesitou na altura de apostar no seu pupilo para posições mais avançadas do terreno. Abriu a temporada com dois tentos na jornada inicial, um pelo... Sporting e outro pelo Nacional; e manteve um registo de golos interessante durante toda a primeira volta, incluindo na Europa e na Selecção sub-21. Decaiu de produção na segunda metade, mas nisso limitou-se a acompanhar a sua equipa, sentindo claramente a falta de quem conseguisse potenciar a sua boa movimentação através de boas aberturas.

João Aurélio pode alinhar em qualquer posição avançada do terreno. Não sendo um avançado centro de raiz conseguiu mesmo assim uma impressionante eficácia no cumprimento do seu papel, tanto a dar sequência ao jogo da equipa como na marcação de golos. Muito rápido ao sprint e a definir os lances, o que por si só basta desenvolveu uma resistência ao choque que lhe traz vantagens no um contra um e nas bolas divididas. Em resumo, dificilmente virá a ser um fora de série - não tem ou não demonstrou a técnica individual para isso - mas ainda está bem a tempo de conquistar o estatuto de arma perigosa, e se se continuar a evoluir pode mesmo tornar-se uma das figuras da Liga a curto prazo.

Menção honrosa ainda para o seu parceiro Edgar Silva, que após passagens discretas por FC Porto, Académica, Sérvia e Brasil reapareceu em bom plano no Nacional, conseguindo atingir 12 golos mesmo não sendo titular indiscutível e transferindo-se para Guimarães. Uma dupla jovem e perigosa que não se irá manter.

Desilusão: Clebão e Alex Bruno, centrais aos papéis

A defesa foi o calcanhar de Aquiles do plantel e o sector que mais colaborou para que Bracalli fizesse uma boa temporada. A perda de Maicon para o FC Porto não fora demasiado lamentada; a sua prestação fora muito positiva mas não fantástica e até era Felipe Lopes que gozava do estatuto de estrela de entre os defesas alvi-negros. Mas os substitutos de Maicon para o lugar de central de marcação estiveram longe de o fazer esquecer, e isto excluindo José Wellington que nem terminou a pré-temporada. Primeiro Clebão - enorme físicamente mas trôpego e muito lento e duro de rins. Comprometeu para o campeonato, comprometeu na liga Europa, perdeu a titularidade e em Dezembro recebeu guia de marcha para regressar ao Brasil.

Seguiu-se-lhe Alex Bruno, um namoro antigo do Nacional já muito experiente na Brasileirão e que no passado estivera mesmo perto do escrete; um defesa competitivo e com credenciais acima de qualquer dúvida. Ligeiramente melhor do que Clebão, mesmo assim a única expectativa que conseguiu cumprir totalmente foi a de atleta duro; acumulando erros e cartões nas curtas aparições pelos alvi-negros e várias lesões a intercalar. Assinou por 3 anos, mas demonstrou tão pouco que a sua permanência na Madeira não é um dado adquirido.


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