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Sporting Clube de Braga
Nas asas do sonhoJorge Carneiro Que dizer duma equipa que lidera durante 18 das 30 jornadas? Que dizer duma equipa que nunca baixou da 2ª posição? Que dizer duma equipa que abriu o campeonato com 7 vitórias? Que dizer duma equipa que consegue tudo isto perdendo dois titulares indiscutíveis a meio da época? E que dizer se a equipa que fez tudo isto nunca antes tinha passado do 4º lugar? Após a boa época anterior (embora salva pelos resultados na Taça UEFA), o Braga partiu para esta mantendo a base do plantel, vendo sair Luís Aguiar e Rentería, e reforçando-se principalmente com Hugo Viana e Possebon no meio-campo. Contando com Eduardo como um dos melhores guarda-Redes portugueses da actualidade, construiu na sua frente uma defesa sólida: João Pereira e Evaldo nas laterais, com o português a ser mais acutilante nas incursões no ataque, enquanto Evaldo era mais contido. No centro Moisés e Rodríguez (substituído ocasionalmente por Leone) foram de uma eficácia notável, cometendo muito poucos erros mesmo nos períodos de maior sufoco. Na frente da defesa Vandinho era a âncora que suportava todo o meio-campo, mantendo-se quase sempre em posições resguardadas e libertando os seus colegas para outras funções. A seu lado surgiu Hugo Viana como falso duplo pivot, na prática foi sempre um box-to-box sendo comum vê-lo quer no apoio na recuperação, quer na cabeça da área no apoio ao ataque, surgindo até algumas vezes sobre a extrema esquerda. Na frente destes jogadores jogou Márcio Mossoró, que apesar de colocado "oficialmente" na posição 10 foi sempre um jogador sem posição fixa, surgindo onde o espaço aparecia de forma a aproveitar a sua capacidade técnica e a sua velocidade. Nas alas, mais uma vez Domingos optou por um esquema assimétrico, na direita Alan mais acutilante procurando sempre o drible ou a tabela de forma a chegar à linha de fundo, do outro Paulo César, surgindo numa posição mais interior, no apoio a Meyong. E na frente o próprio Meyong, não esteve tão eficaz como noutras temporadas mas foi muito importante na forma como abriu espaços para a entrada de outros jogadores (Alan, Paulo César, Mossoró, etc.). Para além deste 11 base, houve outros jogadores fundamentais: Matheus, apesar de normalmente começar os jogos no banco, na prática foi tão importante como os outros 11 titulares, a sua velocidade foi fundamental para "matar" certos jogos, e ao saltar do banco em vez de jogar de início pode mais facilmente aproveitar quer o desgaste dos adversários, quer uma eventual subida das suas linhas em virtude duma hipotética desvantagem. Filipe Oliveira foi "premiado" com a titularidade quando João Pereira saiu para o Sporting, e soube manter o lugar com muito mérito. Não foi tão exuberante como o seu antecessor, mas se exceptuarmos o naufrágio (colectivo) no jogo com o Porto foram poucos os erros que cometeu e quase fez esquecer o antecessor. A meio da época o polémico castigo de Vandinho colocou um novo desafio ao Braga. Filipe Oliveira foi o primeiro escolhido para o substituir, mas não sendo essa a sua posição natural e tendo igualmente uma vaga para cobrir na direita foi preterido pelo recém-chegado Olberdam... que não convenceu, acabando por ser Madrid quem ficou com o lugar. O Argentino, embora longe do fulgor da sua primeira época em Portugal, conseguiu estar à altura do que se lhe exigia. A meio da época regressaram também ao Braga Renteria e Luís Aguiar, ambos demoraram algum tempo a afirmar-se mas acabaram a época em muito bom plano, conseguindo tanto um como outro alguns golos decisivos. O Braga abriu a época com uma vitória sofrida sobre a Académica, vitória essa que valeu uma inédita liderança isolada logo à primeira jornada. Depois desse jogo de abertura e embalado pela liderança continuou a somar vitórias, só parando nas 7, incluindo uma vitória em Alvalade e outra na recepção ao FC Porto. Na 8ª jornada os arsenalistas perderam a liderança ao empatar em Vila do Conde, recuperando-a logo na ronda seguinte ao vencer de forma espectacular o Benfica por 2-0, liderança isolada que só durou uma jornada dado que uma semana depois perdeu no derby minhoto com o Guimarães (1ª derrota da época). Pouco depois, registou-se novo ponto baixo com dois empates consecutivos (Leixões e Naval) que ainda assim permitiram manter o comando. Daí para a frente o Braga voltou a encadear vitórias, até ao fatídico jogo no Porto onde não só perdeu por números expressivos como largou definitivamente a liderança do campeonato. Apesar disso, a equipa não foi abaixo e só voltou a perder pontos na Luz, de onde saiu derrotada por 1-0 e ficou a 6 pontos do Benfica. A derrota dos lisboetas no Porto ainda manteve as esperanças de ser campeão até à ultima jornada, mas o milagre não aconteceu, ficando o Braga com um ainda assim brilhante e merecido 2º lugar. Em contraste, nas outras competições a verdade é que o Braga desiludiu. Na Liga Europa, ainda com a equipa incompleta e numa fase embrionária, foi incapaz de bater uns Suecos que tinham no ritmo competitivo a sua grande arma. Na Taça de Portugal falhou o apuramento para as 1/2 finais nos penaltis diante do Rio Ave, num belo jogo decidido pelo guarda-redes vila-condense, Carlos. Já a Taça da Liga após uma derrota inglória em Alvalade rapidamente passou para 2º plano. Para a próxima época o Braga tem pela frente o desafio mais aliciante do futebol, a Liga dos Campeões. Para lá chegar terá que superar ainda dois adversários a designar, sendo um deles forte e o outro... muito forte. Manter a estrutura da época passada é fundamental, sabendo que no entanto também haverá alguns jogadores com vontade de sair para outras paragens mais benéficas economicamente (mesmo que isso signifique um retrocesso em termos desportivos). Será neste equilíbrio que o Braga terá que investir no mercado, procurando por um lado manter a estrutura mas não descuidando alguma possibilidade de efectuar bons encaixes pela venda de um ou outro passe. Por outro lado terá de se reforçar tendo a vista os milhões da Liga dos Campeões, mas sempre com realismo porque ainda faltam 4 jogos para efectivamente lá chegar. É permitido sonhar. O momento: Braga 1-0 AcadémicaTerá passado despercebido a muitos, mas aquele golo de Meyong no final do jogo com a Académica foi decisivo para o desenrolar da época. Vindo de uma precoce eliminatória sofrível contra o Elfsborg, aquilo de que o Braga menos precisava era dum empate em casa a abrir o campeonato. Esse golo de Meyong valeu uma vitória que já parecia improvável, e com os resultados que se seguiram (o Braga jogou no sábado) o Braga acabou por ficou isolado na liderança logo na 1ª jornada. Isto permitiu à equipa afastar da memória o desaire europeu e melhorar o seu estado anímico, que poderia ficar algo em baixo e comprometer o restante início de época. Estrela: EduardoAo longo desta época o Braga teve sempre algum jogador alternadamente a um nível superior aos demais. O primeiro foi Alan, autor de um golo espectacular em Alvalade e de outro algo fortuito mas igualmente decisivo frente ao Porto. Depois foi Hugo Viana quem surgiu em excelente plano, orquestrando toda a manobra da equipa e marcando igualmente alguns golos. Depois do castigo de Vandinho foram os centrais a destacarem-se, e no final foi o regressado Luís Aguiar quem surgiu em grande nível. Eduardo não foi provavelmente o jogador mais em foco, mas de todos terá certamente sido o mais regular. Quase sempre a um nível elevadíssimo, praticamente não cometendo erros, sempre concentradíssimo e projectando uma sombra de segurança na retaguarda - e foi ainda decisivo em alguns jogos, como no Restelo. Está pronto para o Mundial e para o que vier a seguir. Revelação: Filipe OliveiraCom a sua posição bem preenchida por uma das figuras do plantel nunca teve muito espaço em Braga, sempre visto com alguma desconfiança pela massa associativa mas parecendo contar como opção quer para Jesus quer para Domingos. Após a saída de João Pereira, o clube contratou Miguel Garcia e esperava-se que apesar das diferenças de estilo fosse este o titular - no entanto, no espaço de tempo entre a saída de um e a entrada de outro Filipe Oliveira convenceu e acabou por agarrar com o lugar com unhas e dentes. Recuperou a sua própria imagem de lateral ofensivo e seguro e a confirmar-se a saída para o estrangeiro deixará saudades no Axa. Desilusão: PossebonAterrou em Portugal com um grande rótulo: "Já jogou na 1ª equipa do Manchester United". Em Braga no entanto não convenceu, as suas exibições nos jogos europeus deixaram muito a desejar, fez alguns jogos pelas reservas e acabou encostado de vez passado algum tempo, após se incompatibilizar com Domingos. Em Janeiro procurou abandonar o clube, mas o Manchester recusou reintegrá-lo e não teve outro remédio que cumprir o contrato e manter-se a treinar à parte em Braga. O futuro dirá agora se Rodrigo Possebon poderá algum dia valer mais que o seu rótulo. |
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