ForaDeJogo.net - Sp. Braga 2010/2011


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Sporting Clube de Braga
Nome: Sp. Braga
Associação: AF Braga
Cidade: Braga
Estádio: Estádio AXA
Ano de fundação: 1921
Sede: Estádio Municipal De Braga
Apartado 12
4711-909
Web: www.scbraga.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T Domingos Paciência
Staff
Jorge Vital(GR), Micael Sequeira(OBS)
Entradas
Lima (27)Belenenses (I)
Artur Moraes (29)Roma   (A)
Custódio (27)Vitória Guimarães (I)
Sílvio (22)Rio Ave (I)
Leandro Salino (25)Nacional (I)
Elderson (22)Rennes   (I)
Hélder Barbosa (23)Vitória Setúbal (I)
Ukra (22)FC Porto (I)
Kaká (29)Hertha Berlin   (2.B)
Keita (27)Vitória Setúbal (I)
Felipe (26)Corinthians   (A)
Quim (34)Benfica (I)
Mário Felgueiras (23)Vitória Setúbal (I)
Vinícius (24)Olhanense (I)
Dani Coelho (20)Estrela Amadora (II B)
Marcos (34)
Elton (24)Vasco da Gama   (A)
Zé Pedro (17)Sp. Braga (JUN)
Peterson (20)Vizela (II B)
Léo Fortunato (27)Cruzeiro   (A)
Marco Ramos (27)Lens   (I)
Toumany (18)Vizela (II B)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Artur Moraes15Miguel Garcia23Andrés Madrid7Ukra
12Quim43Dani Coelho27Custódio30Alan
24Mário Felgueiras20Elderson46Peterson9Paulo César
26Marcos28Sílvio88Vandinho10Hélder Barbosa
42Cristiano32Marco Ramos6Vinícius99Matheus
84Felipe40Guilherme25Leandro Salino11Keita
  2Rodriguez45Hugo Viana18Lima
  3Paulão8Márcio Mossoró19Meyong
  4Kaká22Luís Aguiar81Elton
  5Moisés  89Zé Pedro
  16Léo Fortunato  39Toumany
  48Aníbal Capela    
Sempre a crescerJorge Carneiro

Após um campeonato brilhante, que culminou com um vice-campeonato e um histórico apuramento para as fases prévias da Liga dos Campeões, o Braga colocava bem alta a fasquia para a nova época de 2010-11. Mesmo assim, quando poucos esperavam conseguiu estar à altura das expectativas e fazer uma época ainda melhor que a anterior.

Domingos manteve uma estrutura semelhante a da época passada. Felipe (mais tarde substituído por Artur) na baliza, Rodriguez e Moisés (mais tarde Paulão), Miguel Garcia ou Sílvio na lateral direita e Sílvio ou Elderson na lateral esquerda. No meio-campo apenas Vandinho manteve o rendimento durante toda a época, acompanhando-no Leandro Salino e Luís Aguiar no início enquanto Hugo Viana aquecia. A saída do criativo uruguaio abriu espaço para um Hugo Viana em claro crescendo, e a quebra exibicional de Salino foi abrindo espaço para outras configurações do meio campo, com Custódio e Mossoró também a surgirem no onze no final. Na frente Paulo César e Alan estiveram nas alas quase a tempo inteiro e com um rendimento bastante regular. Para a ponta do tridente Lima e Matheus foram alternando na primeira metade da época até à saída deste último no mercado de Inverno, após o que Lima se fixou na frente de ataque. Isto apesar de uma quebra evidente de rendimento, o que atesta bem da falta de competitividade das alternativas Elton, Keita e Meyong, praticamente encostados.

E foi com este plantel que o Braga partiu para o desafio mais aliciante da sua história: as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, mesmo sabendo que para tal teria provavelmente de eliminar 1 ou 2 equipas de nível e orçamento bastante superior. E assim foi, primeiro adversário o Celtic, eliminado após goleada em casa por 3-0 na 1ª mão. Seguiu-se o Sevilha, batido em Braga por 1-0, e em Sevilla por 4-3, naquele que terá sido um dos melhores jogos da história do clube. E com isso estava conseguido o principal objectivo da época, entrar na Liga dos Campeões.

Mas se na Europa as coisas corriam bem, nas competições internas nem por isso. Após um início de acordo com as expectativas o Braga passara a acumular maus resultados, chegando a somar 3 derrotas consecutivas para o campeonato entre a 9ª e 11ª jornadas que o deixaram no 10º lugar com apenas 14 pontos - cerca de metade dos que somava um ano antes. Também por esta altura a equipa foi eliminada da Taça de Portugal na Luz perante um Benfica muito motivado. Quando se deu a natural eliminação da Liga dos Campeões e com o campeonato bastante comprometido, a direcção entendeu que seria momento de fechar o ciclo.

Por esta altura foi também evidente a ruptura entre a direcção e o treinador, a quem foram quase colocadas as "malas à porta". Entre algumas declarações divergentes foram dispensados ou negociados vários titulares durante o mercado de Inverno, como Felipe, Matheus, Moisés e Luís Aguiar; e isto juntamente com as alternativas de luxo pouco ou nada utilizados como Elton, Madrid, Leo Fortunato e George Lucas. Quando Domningos Paciência mencionou publicamente algum mal estar os seus pedidos de reforços não foram bem recebidos. Chegaram apenas Kaká, Vinícius, Marco Ramos e Ukra, reforços que claramente não eram suficientes cobrir todas as saídas e dos quais apenas o primeiro tinha sido avalizado pelo treinador. Enquanto Kaká serviu para tapar buracos a central, lateral ou trinco (mas sempre com um rendimento médio-baixo), Vinícius e Marco Ramos praticamente não jogaram; e Ukra foi o que teve melhor rendimento, mas apenas para consumo interno por estar excluído da Liga Europa.

Curiosamente o rendimento da equipa melhorou bastante após o mercado de Inverno. As saídas de jogadores desmotivados abriram espaço a outros até então tapados, sendo Felipe e Paulão os casos mais evidentes de uma e outra situação. Passado o rebuliço invernal, a equipa estabilizou e após a derrota caseira diante do Paços de Ferreira encadeou uma série positiva de 12 jogos sem perder até à pausa de Primavera, praticando também um futebol mais agradável. Esta série deixou a equipa no 3º lugar do campeonato e acima de tudo na meia final da Liga Europa, após eliminar Lech Poznan, Liverpool e Dinamo Kiev, sempre sem sofrer golos em casa e com um plantel limitadíssimo em termos de número de opções. Basta ver que entre lesões e castigos na maioria dos jogos europeus foi necessário recorrer a jogadores do Vizela para preencher os 18 convocados.

Após esta fase positiva, e perante a possibilidade de jogar a final da Liga Europa, a equipa voltou a gerir os seus parcos recursos de modo a deixar o campeonato para segundo plano, não vencendo assim nenhum dos últimos 4 jogos e perdendo mesmo o 3º lugar para o Sporting. Mas terá valido a pena: não desperdiçou a oportunidade de fazer história, e na meia final frente ao Benfica soube aproveitar as oportunidades que teve, ser rigorosa e disciplinada em termos tácticos, e conseguir um apuramento inédito para uma final da Liga Europa não menos inédita, 100% Portuguesa. O troféu, já se sabe, não veio para a cidade dos arcebispos, mas mesmo assim a imagem deixada foi fortemente positiva e o emblema e seus técnicos e jogadores sairam muito valorizados desta aventura. Brilhante época do Braga, e depois de um 2º lugar no campeonato passado, uma entrada e uma prestação digna na Liga dos Campeões e uma final europeia, a pergunta que resta é: o que virá a seguir?

Os momentos: a derrota frente ao Shakthar e a final de Dublin.

O Braga foi colocado numa fase com um calendário complicado que em poucas semanas implicava defrontar FC Porto, Arsenal, Shakthar Donetsk e Benfica. O primeiro jogo, no Porto, até não correu mal pois a equipa discutiu o jogo quase até ao fim, mas daí para a frente a situação piorou bastante: 4 dias depois assistiu-se a derrota humilhante em Londres por 6-0 diante do Arsenal, tendo os bracarenses jogado demasiado abertos. Semanas depois a equipa defrontou o Shakthar e voltou a cometer os mesmos erros de Londres, acabando goleado por 3-0 no seu próprio terreno. momento em que a equipa terá aprendido a lição: Arsenal, Lech Poznan, Liverpool, Dinamo de Kiev e Benfica, nos jogos europeus seguintes, foram incapazes de marcar no Municipal de Braga. Após um mau começo, estava cumprida com dignidade a maior aventura da história do clube (a maior até aí...).

Em Dublin, mais uma vez com jogadores do Vizela a preencher o banco, o Braga tentou usar a mesma arma que havia usado nos últimos jogos europeus (Dinamo de Moscovo e Benfica) mas não conseguiu ter sucesso. O Porto marcou primeiro, e apesar de alguns momentos de aperto, acabou por ganhar com justiça. Ficou no entanto a boa imagem deixada em campo e uma página notável bem gravada na história do clube e na memória dos adeptos.

Estrela: Sílvio

Não foi certamente o jogador que mais deu nas vistas já que Alan, Hugo Viana, Mossoró, Artur terão estado em certos momentos a um nível superior. No entanto, foi de longe o mais regular do plantel, isto apesar de duas pequenas lesões o terem afastado da equipa, uma em Novembro, outra em Janeiro. Na fase mais complicada em que o Braga teve muitos problemas com lesões, castigos e indisponíveis a sua polivalência foi chamada à prova, e cumpriu sempre com grande eficácia o que lhe foi pedido, fosse na esquerda ou na direita da defesa.

Para coroar a época maravilhosa estreeou-se com o emblema das Quinas em Novembro, frente à Noruega; e transferiu-se após o final da Liga Europa para o histórico Atlético de Madrid por uns exorbitantes 8 milhões de euros.

Revelação: Artur

Foi praticamente sempre suplente enquanto esteve em Itália, e antes no Brasil tinha tido apenas uma época como titular na 1ª Divisão, já no distante ano de 2004. Tudo se afigurava para que Artur fosse um bom suplente para um Felipe com mais credenciais, e foi isso que aconteceu durante a primeira metade da época.

No entanto este não cumpriu totalmente e logo após a sua saída de cena Artur pegou no lugar, supreendendo ao demonstar ser um dos melhores guarda-redes do campeonato através de exibições seguras, muito poucos erros cometidos, e uma tranquilidade olímpica que transmitiu sempre confiança ao resto da defesa. A caminhada fulgurante da Liga Europa, com apenas 5 golos sofridos, em 9 jogos foi muito à sua custa. Mereceu largamente o salto dado para o Benfica.

Desilusão: Felipe

Possuidor de um vasto currículo no campeonato Brasileiro, Felipe chegou a Braga com a difícil tarefa de fazer esquecer Eduardo e de fazer funcionar uma das melhores defesas de Portugal. Infelizmente não se mostrou minimamente à altura, apesar do nível qualitativo do quarteto defensivo ser até melhor que na época anterior.

Com Felipe o Braga sofreu 28 golos em 19 jogos, com Artur sofreu 31 golos em 32 jogos, ou seja, praticamente os mesmos golos e 13 jogos a mais. Contra factos assim não há argumentos.


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