ForaDeJogo.net - Sp. Braga 2011/2012


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Sporting Clube de Braga
Nome: Sp. Braga
Associação: AF Braga
Cidade: Braga
Estádio: Estádio AXA
Ano de fundação: 1921
Sede: Estádio Municipal De Braga
Apartado 12
4711-909
Web: www.scbraga.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T Leonardo Jardim
Staff
Rui Correia(GR), Rifa(OBS)
Entradas
Nuno Gomes (34)Benfica (I)
Paulo Vinícius (26)U. Leiria (I)
Baiano (24)Paços de Ferreira (I)
Djamal (28)Beira-Mar (I)
Nuno A. Coelho (25)Sporting (I)
Rúben Amorim (26)Benfica (I)
Miguel Lopes (24)Betis   (II)
Douglão (25)Kavala   (I)
Carlão (24)Neuchatel Xamax   (I)
Pizzi (21)Paços de Ferreira (I)
Luís Alberto (27)Nacional (I)
Rodrigo Galo (24)Gil Vicente (II)
Nuno Valente (19)Vizela (II B)
Berni (28)Lazio   (A)
Palmeira (21)Vizela (II B)
Fran Mérida (21)Atlético Madrid   (I)
Imorou (22)Châteauroux   (II)
Rui Vieira (19)Vizela (II B)
Ewerton (22)
Rivera (19)Atlas B  
Wanderson (21)Vizela (II B)
Samuel (25)Anderlecht   (I)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Quim2Rodrigo Galo6Vinícius7Ukra
32Berni13Miguel Lopes22Djamal9Paulo César
42Rui Vieira15Baiano27Custódio30Alan
77Marcos25Leandro Salino88Luís Alberto10Hélder Barbosa
  20Elderson45Hugo Viana11Rivera
  23Imorou48Nuno Valente31Pizzi
  4Nuno A. Coelho86Wanderson40Guilherme
  5Ewerton90Rúben Amorim18Lima
  26Paulo Vinícius8Márcio Mossoró19Meyong
  44Douglão17Fran Mérida21Nuno Gomes
  46Palmeira  83Carlão
  55Samuel    
No sítio certoJorge Carneiro

Na época passada mesmo com um plantel bastante limitado em termos de opções e contra todas as expectativas o Braga conseguiu terminar a época em grande, qualificando-se para a final da Liga Europa. Para este ano pedia-se o habitual lugar no pódio (que desta vez tinha o aliciante de permitir um apuramento para a Liga dos Campeões) e participação digna nas restante competições. Para isso a equipa reforçou-se bem, apesar de se perder quase toda a defesa - Artur para o Benfica, Miguel Garcia para a Turquia, Paulão para França, Rodriguez para Alvalade, Silvio para Espanha e Vandinho para o médio oriente. Quim voltou ao activo, e supriu muito bem a falta de Artur, Nuno André Coelho, Ewerton e Douglão vieram reforçar o eixo defensivo, ao passo que Baiano veio reforçar a lateral direita. Djamal entrou para reforçar o miolo e Nuno Gomes veio para reforçar a frente de ataque.

Apesar de jogar de forma bastante diferente do ano transacto, a formação não mudou muito: 4 defesas, médio defensivo apoiado por Hugo Viana, e 3 médios nas costas de um ponta de lança. Na lateral Baiano começou a época, sendo rendido mais tarde por Leandro Salino, que por sua vez cedeu o lugar a Miguel Lopes (reforço de Inverno) que veio fazer um excelente final de época. No centro do terreno, Djamal foi a opção inicial para trinco, mas após a CAN cedeu o lugar a Custódio, que arrancou para uma segunda volta fulgurante e não mais o largou, valendo-lhe a ida ao Europeu. No apoio ao trinco de serviço surgia Hugo Viana, a fazer uma época brilhante, também ela a merecer a chamada à selecção. Na frente Alan ocupou o corredor direito e produziu mais uma grande época, embora não a nível da anterior; Hélder Barbosa roubou o lugar de forma brilhante a Paulo César, e Márcio Mossoró voltou a jogar nas costas de Lima.

A época começou ligeiramente abaixo das expectativas mas ainda assim dentro do previsto. No campeonato a equipa ia somando vitórias em casa e vários empates fora, com excepção dos jogos com outros candidatos. Entre a derrota no Dragão e o empate em casa com o Benfica o Braga chegou à 11ª Jornada com 19 pontos, já a distantes 8 do duo da frente. Na Liga Europa após uma eliminatória difícil contra um Young Boys que compensou o desnível qualitativo da sua equipa com a maior rodagem, os arsenalistas entraram na fase de grupos com uma vitória brilhante em Birmingham que quase pareceu ter garantido o apuramento. No entanto essa mesma vitória terá deslumbrado os jogadores, que complicaram um pouco na recepção ao Brugge e colocaram em risco o apuramento, mas este acabou por ser garantido na Pedreira com nova vitória sobre os ingleses.

Na Taça de Portugal, a equipa caiu prematuramente aos pés do Sporting em Alvalade, resultado que se pode considerar normal, dado que as duas equipas se equivaleram bastante ao longo da época e o Sporting fez pesar o factor casa. Após este início, e chegado o mês de Dezembro, o Braga começou a encadear vitórias atrás de vitórias, naturalmente subindo na tabela. Primeiro destacando-se dos mais irregulares Marítimo e Sporting, e depois começando paulatinamente a aproximar-se de Benfica e Porto, até chegar mesmo à liderança em vésperas de defrontar os dois candidatos ao título, falando-se por esta altura (e bem) duma eventual candidatura do Braga ao primeiro lugar. Pelo meio desta série de vitórias ocorreu a derrota caseira com o Besiktas para a Liga Europa por 2-0, num jogo marcado pela expulsão prematura de Hélder Barbosa, e que apesar da excelente exibição na segunda mão ditou mesmo a eliminação dos minhotos da europa.

Com a viragem do campeonato para os últimos jogos o Braga não conseguiu segurar a liderança, apesar de ter conseguido discutir o jogo com o Benfica taco a taco até perto do final. Após nova derrota caseira com o Porto na jornada seguinte, os arsenalistas pareceram moralmente abatidos e somaram mais alguns maus resultados que colocaram a equipa na mira do Sporting, equipa que poucas jornadas antes estava 12 pontos atrás. Nas últimas 6 jornadas o Braga somou 4 pontos e perdeu 14, quando anteriormente vinha de 13 vitórias seguidas - ainda assim suficiente para segurar o pódio.

Ainda assim, salvando-se o 3º lugar, pode-se considerar como positiva a época do Braga. Começou a época com o 3º melhor plantel, e terminou em 3º, não se podia pedir mais. A Liga Europa foi razoável até ser eliminado por um Besiktas mais poderoso financeira que desportivamente, e apenas na Taça de Portugal ficou algo abaixo das expectativas, embora uma eliminação em Alvalade não se possa considerar própriamente anormal. Para 2012-13, novo desafio, nova mudança de treinador, e o novo aliciante de jogar a pré-eliminatória para o regresso à Liga dos Campeões.

Momentos: Derrotas contra Benfica e Porto

Após um começo tremido o Braga encadeou 13 vitórias consecutivas e chegou à liderança do campeonato, apresentando-se ele próprio como candidato ao título. Curiosamente o primeiro lugar surgiu mesmo em vésperas de defrontar os dois principais candidatos - Benfica fora, FC Porto em casa - com vista a confirmar ou não essa mesma candidatura.

Na Luz o Braga, apresentou-se bem, ficou em desvantagem, reagiu bem e chegou ao empate, mas um golo de Bruno César nos descontos deu a vitória ao Benfica e pareceu abater moralmente o Braga, que uma semana depois despediu-se de vez do primeiro lugar com nova derrota, desta vez diante do FC Porto. Em apenas dois jogos o Braga passava directamente de líder a ter poucas hipóteses matemáticas de conquistar o título.

Figura: Hugo Viana

Não sendo ainda um trintão (completou 29 anos em Janeiro) Hugo Viana é já um dos jogadores mais experientes do futebol português. Já lá vão mais de 10 anos que este jogador natural de Barcelos se estreou pela primeira equipa do Sporting diante do Vitória de Guimarães em Alvalade. Após uma carreira com alguns altos e baixos, e algumas passagens pelo estrangeiro, Hugo Viana parece neste seu quase regresso a casa ter encontrado a paz de espírito necessária para jogar com regularidade ao mais alto nível. Esta sua terceira época em Braga foi provavelmente a sua melhor, sendo jogador fundamental na dinâmica da equipa, quer a fechar o centro na companhia de Custódio ou Djamal, quer a dinamizar o ataque, quer ainda a marcar bolas paradas e até mesmo a facturar alguns golos. A sua continuidade em Braga não parece certa e provavelmente dependerá muito do que vier a fazer no Europeu, mas já é figura na história bracarense.

Revelação: Hélder Barbosa

Após ter sido dispensado do Porto, Hélder Barbosa virou abono de família de clubes de fundo da tabela. Primeiro na Trofa, depois em Setúbal, em ambos com exibições positivas que lhe valeram nova subida na carreira, desta feita para o Braga. Na primeira época no minho embora utilizado regularmente não se conseguiu afirmar, e arriscava-se a ganhar o rótulo de "jogador de equipa pequena".

Esta época finalmente explodiu a um nível mais alto, encadeando excelentes exibições pela ala esquerda embora com alguma irregularidade à mistura. Foi de salientar a expulsão madrugadora na recepção ao Besiktas que tão cara saiu à equipa.

Desilusão: Rúben Amorim

O reforço de inverno mais estranho do Braga, vindo do Benfica com quem o clube minhoto tem relações quase cortadas. Tratando-se de um jogador que teve um rendimento bastante bom nos últimos anos esperava-se que conseguisse acrescentar algo mais ao meio campo do Braga. A realidade é que Rúben pouco ou nada produziu, e não se pode propriamente queixar de falta de oportunidades.


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