ForaDeJogo.net - Trofense 2011/2012


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Clube Desportivo Trofense
Nome: Trofense
Associação: AF Porto
Cidade: Trofa
Estádio: Trofense
Ano de fundação: 1930
Web: www.cdtrofense.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T João Eusébio
Zé Tó Laranjeira
António Sousa
Staff
Zé Tó Laranjeira(PF)
Entradas
Pedro Araújo (26)Gil Vicente (II)
Elvis (33)Feirense (II)
Pedro Santos (27)Varzim (II)
David Bruno (19)FC Porto (JUN)
André Carvalhas (22)Fátima (II)
Crivellaro (22)Vitória Guimarães (I)
Feliz (22)Ribeirão (II B)
Trigueira (23)Rio Ave (I)
Edú (19)FC Porto (JUN)
João Viana (19)Gondomar (JUN)
Fábio Fortes (19)Real (II B)
João Pereira (21)Beira-Mar (I)
Dinis (21)Vitória Guimarães (I)
André Viana (18)Trofense (JUN)
Paulo Renato (24)Mafra (II B)
Gilmar (19)Rio Ave (I)
Lukinha (21)Operário (II B)
Gabriel Viana (18)AD Oliveirense (II B)
Janderson (22)América (PE)   (I E)
Rafa (21)Fão (III)
Russo (19)Trofense (JUN)
Moura (19)Trofense (JUN)
Katalin (19)ASEC Mimosas   (I)
Liga Orangina
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Marco2David Bruno6Dinis7Zé Manel
27Russo25João Viana8Rafa10Moustapha
88Trigueira55Pedro Araújo39Gabriel Viana23André Carvalhas
  91Katalin66Tiago45Feliz
  3João Pereira5Vitor Caicó90Lukinha
  4Elvis14Moreilândia11Reguila
  22Pedro Santos20André Viana13Fábio Fortes
  24Paulo Renato21Janderson40Gilmar
  33Aderlan Santos28Edú17Moura
    30Crivellaro  
Dever cumprido!Miguel Senra

A linha entre o sucesso e o fracasso é ténue. Um ponto foi a margem pela qual o Trofense falhou todo um planeamento feito para o assalto à primeira liga. Um mero ponto ditou que, não só o sonho de disputar o primeiro escalão do futebol Português caísse por terra, como ordenou o “fechar da torneira” por parte do Presidente Rui Silva, principal investidor do clube responsável pela progressão do Trofense nos últimos 5 anos. Rui Silva desistia, e com ele ia Porfírio Amorim, homem forte para o futebol que sem os investimentos anteriores consolidou um plantel jovem e talentoso na Trofa. E com estes, saiu toda a estrutura do clube, desde jogadores em final de contrato a quem não foi oferecida renovação devido ao vazio directivo, até outras peças que saíram inexplicavelmente a preço 0. O certo é que o plantel do Trofense abandonou em massa o clube, tendo a grande maioria das suas peças fundamentais transitado para clubes de primeira liga onde vários se destacaram. O clube perdia assim, sem qualquer retorno, jogadores da categoria de Serginho, Nildo, Filipe Gonçalves, Pedro Ribeiro, João Dias ou Varela.

Neste panorama, no início da pré-época e a 1 mês da competição, o clube tinha 10 jogadores em regime de treino, número esse que incluía os 3 jovens promovidos dos juniores. Com eles, mantinham-se Marco, Santos, Reguila, Moustapha, Vitor Caicó que viria a rescindir, e as duas únicas peças importantes da época anterior que permaneciam no clube eram Tiago e Zé Manel, ambos já mais próximos dos 40 do que dos 30. A eles juntaram-se essencialmente jogadores de equipas que haviam descido de divisão ou lutado para se manter no ano anterior, e jovens que Rio Ave, Beira-Mar, Guimarães e Futebol Clube do Porto quiseram rodar pela segunda liga. António Sousa, antiga glória Portista e treinador com relativo sucesso na sua carreira, foi o escolhido para orientar a equipa. Este admitiu à imprensa que sonhava com a subida, dispondo de um plantel claramente insuficiente para atingir tal meta. Ignorando o sonho do treinador, o objectivo da direcção manteve-se na manutenção.

Apesar da utopia pintada por António Sousa, o início de época foi horrível em todos os aspectos, o nível de jogo era atroz, os resultados não apareciam e o Trofense parecia caminhar para uma descida ainda mais repentina do que a sua ascensão. Na décima jornada, com o clube na última posição... finalmente cedeu a sua posição, tendo sido substituído por João Eusébio. O novo treinador da Trofa apresentou algumas limitações a nível de leitura de jogo, mas fez um trabalho notável, tendo conseguido criar uma identidade positiva dentro do grupo e terminando num fantástico 8º lugar. A nível de peças não existiram grandes alterações, mas a subida astronómica de rendimento de Pedro Santos, Edu (que pareceu à vontade jogando mais próximo da área e aparecendo em zonas de finalização) e do próprio Reguila, espelham o trabalho realizado. Destaque também pelo futebol atractivo que João Eusébio beneficiou.

Com o regresso de David Bruno e Edu ao seu clube, a saída iminente de Santos, a idade de Tiago e Zé Manel, e a falta de certeza quanto à continuidade de Pedro Santos, o futuro da Trofa adivinha-se complicado. Apesar de toda a turbulência e de o clube ter estado bem mais próximo de problemas graves do que a classificação final revela, paira o sentimento de objectivo cumprido, e oferece esperança aos adeptos de que o clube possa continuar nas ligas profissionais nos próximos anos.

O momento:

A figura: Aderlan Santos.

Eleger a figura do Clube Desportivo Trofense será tão complicado como identificar um anão numa equipa de Basquetebol. Nos últimos anos é a nível de centrais que individualmente a Trofa parecia estar melhor servida, com nomes como Varela, Cláudio ou Pedro Ribeiro. No entanto, e apesar de já estar bastante acima da média neste sector, Santos parece ser francamente superior a qualquer outro defesa na história recente do clube.

O Brasileiro chegou à Trofa na temporada 2009/2010 e foi imediatamente afectado por uma lesão que o afastou dos seus primeiros 6 meses de competição. No entanto, a sua presença tornou dispensável a manutenção do salário de Cláudio, actual referência do Gil Vicente. Infelizmente, por motivos disciplinares foi afastado da equipa após meia dúzia de encontros na temporada transacta, em que foi absolutamente demolidor. Esta época o castigo foi perdoado, e Santos afirmou-se como a total referência defensiva da equipa. Intransponível pelo ar, forte, rápido e bom a nível de desarme e antecipação. Foram as exibições dele que mantiveram o Trofense seguro.

Não há muito mais para escolher, mas Pedro Santos enquanto médio destacou-se como referência na equipa, depois de meses como um central de recurso que não entusiasmava em nenhum sentido.

A revelação: David Bruno

A generalidade dos jovens desiludiu bastante nesta equipa da Trofa, mas David Bruno fugiu a essa regra. Demonstrou enorme qualidade na lateral direita da equipa tanto ofensiva, como defensivamente. Para vingar na primeira liga terá de ser trabalhado fisicamente, mas não parece longe desse nível. Destaque também para Pedro Trigueira, que apesar de ter perdido a titularidade para Marco (foi o 6º Guarda-redes em 6 anos sobre quem este recuperou a titularidade a meio da época), demonstrou qualidade. Nota também para Edu, que apesar de não ter feito uma grande temporada, foi sem dúvida quem mais melhorou ao longo do ano.

A desilusão: Crivellaro

Para esta temporada, não faltam nomeados nesta categoria. Crivellaro apesar de tudo, foi a maior de todas elas. Teve todas as oportunidades do mundo, tanto a 10, como a extremo e até como Avançado, e em nenhum momento pareceu exibir um nível aceitável. Destaque também para Fábio Fortes, Dinis e Élvis.


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