ForaDeJogo.net - U. Lamas 2011/2012


Nome:
Pass:
Registo Recuperar
.



Clube de Futebol União de Lamas
Nome: U. Lamas
Associação: AF Aveiro
Cidade: Santa Maria de Lamas, Santa Maria da Feira
Estádio: Comendador Henrique Amorim
Ano de fundação: 1932
Web: www.cfuniaodelamas.com
Plantel 2011/2012
<<   >>
Treinadores
T Carlos Manuel
Entradas
Adelino (37)Esmoriz (II B)
Ruisinho (31)Cesarense (III)
David (26)Cesarense (II B)
Castro (24)São Roque (Ol. Azeméis) (I R)
David Rocha (25)Paços de Brandão (I R)
Mendes (21)Cesarense (III)
Ruca (28)Esmoriz (II B)
Kaká (29)
Quinzinho (20)Fiães (III)
Cris (18)U. Lamas (JUN)
Nilton (22)
I AF Aveiro
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
 David Cris Américo Kaká
 Hélio Fábio Raúl Jonathan Quinzinho
   Amerquinho Romão Ruisinho
   David Rocha Fábio Queirós Ruca
   Tavares Xavi Luís Sá Dias
   Adelino Castro Diones
   Mendes Luís Moreira Leandro
       Mauro
       Rafa
       Vítor
       Nilton
União faz a forçaÁlvaro Santos

Tudo começou em Agosto, com o início da pré-época. A direção do União de Lamas optou por manter a estrutura da época anterior em que ficou em 8º lugar a 22 pontos do campeão Sanjoanense. Conservou o treinador Carlos Manuel e o seu adjunto Lapierre, e renovou com jogadores importantes como os defesas Tavares, Tiago Sá Dias e Amerquinho, o experiente Américo, os médios Xavi e Fábio Queirós, os avançados Leandro e Rafa, e os brasileiros, também eles dianteiros, Vítor e Diones. O clube reforçou-se, ainda, com critério e qualidade. As posições de guarda-redes e defesa, que estavam um pouco carenciadas, foram fortalecidas com as entradas de David, guarda-redes ex-Cesarense, David II, lateral-esquerdo adquirido ao Paços de Brandão, e Adelino, veterano defesa central, que conta no seu currículo com passagens pelo Feirense e, mais recentemente, pelo Esmoriz. Também ingressaram no clube o médio Castro, ex-São Roque, e os avançados Ruca, ex-Esmoriz, e Kaka, que estava sem clube, mas que já tinha representado o União de Lamas aquando da sua estadia na 2ª e 3ª divisão nacional. Estava, então, formado um plantel forte, com um misto de juventude e experiência, e com qualidade suficiente para lutar pelos lugares cimeiros da tabela, apesar do seu orçamento não ser tão elevado como o de outros clubes, como era o caso do Estarreja e do Lusitânia de Lourosa.

Quis o destino que a primeira jornada do campeonato tivesse um grande jogo: Estarreja vs União de Lamas. O Lamas tinha uma missão complicada pois o Estarreja, um crónico candidato à subida que nos anos anteriores por uma razão ou por outra acabou sempre por “morrer na praia”, tinha esta época uma vez mais um plantel fortíssimo. O jogo não correu nada bem à turma de Santa Maria de Lamas, que perdeu por 3-0, apesar de ter jogado contra 10 unidades durante grande parte do encontro, numa altura em que o marcador era de 1-0. O adversário que se seguia era o Mealhada, mas o jogo foi adiado a pedido da formação bairradina. Devido ao reajuste de calendário o Lamas “folgou” na 2ª jornada, pelo que voltou a entrar em ação na jornada seguinte, na deslocação a Castelo de Paiva para defrontar o Paivense. Um jogo em que aos 50’ o União viu-se a jogar com 10 elementos, tendo sofrido o 1-0 pouco depois. Apesar destas contrariedades, os jogadores lamacenses uniram-se e chegaram à igualdade, por intermédio do central Adelino, a 5 minutos dos 90’. Mesmo a jogar 10 contra 11, o Lamas foi sempre mais forte e não saiu vencedor da partida por mero azar. No final da 3ª jornada, o União de Lamas encontrava-se na zona de despromoção, com apenas 1 ponto, apesar de ter menos um jogo, a 8 pontos dos líderes invictos, Gafanha, Lourosa e Estarreja.

Na 4ª jornada, o Lamas, equipa a precisar de vencer para encurtar distâncias para os primeiros lugares, recebia o Gafanha, 1º classificado. Foi um jogo muito equilibrado, com resultado imprevisível, em que a sorte sorriu aos da casa, com a vitória a surgir aos 90’, através de um livre direto muito bem marcado pelo lateral esquerdo David II. Este jogo foi de crucial importância para os lamacenses, uma vez que a turma orientada pelo treinador Carlos Manuel, arrancou para uma série de 7 vitórias consecutivas: 3-2 ao Gafanha, 0-4 ao Cucujães, 3-0 ao Macinhatense, 1-2 ao Mealhada (jogo em que o Lamas deu a volta ao resultado), 5-0 ao Águas Boas, 0-2 ao Canedo (com o primeiro golo a surgir apenas aos 85 minutos), e 1-0 ao São Roque (com o golo da vitória a ser apontado aos 75’ por Mauro, de grande penalidade). No final da 9ª jornada, o União de Lamas encontrava-se em 2º lugar, com 22 pontos, a apenas 3 pontos do Estarreja.

Na jornada seguinte, o União tinha uma deslocação difícil a Águeda. Num dia de temporal, a formação da casa foi superior e quebrou a série de invencibilidade da equipa de Santa Maria de Lamas, impondo uma derrota por 2-0. Foi o início de uma fase irregular... Após esta derrota, no derby concelhio com o Rio Meão, o Lamas voltou às vitórias, goleando o “lanterna vermelha” da prova por 4-0, e na semana seguinte tornou a perder, desta feita em Carregosa, novamente por 2-0. Este jogo poderia ter sido aproveitado pelos unionistas, uma vez que o Lourosa (3º classificado a 2 pontos do Lamas) recebia o Estarreja (1º classificado com 6 pontos de vantagem) e, pelo menos, uma destas equipas iria perder pontos. O Lourosa saiu vitorioso desse jogo, beneficiando da derrota do União de Lamas, para regressar à vice-liderança da competição. O Lamas, que em caso de vitória frente ao Carregosense, teria ficado a 3 pontos do líder, “caiu” para o 3º lugar. Depois deste desaire, seguia-se a receção ao Mourisquense, jogo em que o U. Lamas regressou às boas exibições, goleando a equipa de Mourisca do Vouga por 4-1, aproveitando o desaire do Lourosa frente ao Mealhada para regressar ao 2º lugar.

Começava, então, a fase mais difícil da época para o União de Lamas. Quatro derbys concelhios para fechar a 1ª volta e receção ao Estarreja. Esta etapa começou de forma negativa, com um empate 1-1 em Fiães. Neste jogo, o Lamas desperdiçou uma grande penalidade por intermédio de Castro e não aproveitou o facto de jogar 11 contra 10, durante cerca de 35 minutos, para vencer o Fiães (com este empate, o Lourosa igualou o U. Lamas no 2º lugar, com 29 pontos, a 8 pontos do Estarreja). Seguia-se o último jogo do ano civil 2011, em casa, frente ao Milheiroense, que foi, a meu ver, o pior jogo da época. A turma de Milheirós de Poiares venceu os da casa por 2-4. O União de Lamas acabou da pior forma o ano 2011, descendo ao 5º lugar do campeonato, com os mesmos pontos de Lourosa e Águeda, a 1 ponto do 2º classificado, o Gafanha, e a 11 pontos (!) do Estarreja.

O U. Lamas entrou em 2012 em 5º lugar, depois de um começo atribulado, de uma série de 7 vitórias consecutivas e de uma fase bastante intermitente. O primeiro jogo do novo ano era um derby, com a deslocação a Paços de Brandão, em que os unionistas venceram por 0-4, naquela que foi uma das melhores exibições da temporada, apesar dos golos terem surgido apenas no 2º tempo. Esta vitória valeu o regresso à vice-liderança, partilhada com o Lourosa, o adversário seguinte. Estava dado o mote, pensavam os adeptos, para o jogo mais apetecido de todos, o derby das emoções, entre União de Lamas e Lusitânia de Lourosa. No entanto, numa partida bastante jogada a meio-campo, a sorte não esteve com o União, que perdeu por 0-1, com um golo caricato apontado aos 15 minutos da partida. O Lamas teve algum (pouco) ascendente, mas não chegou para pontuar. No final da 1ª volta, o Lamas estava em 3º lugar, com 32 pontos (10 vitórias, 2 empates e 5 derrotas), a 3 pontos do Lourosa e a 12 do Estarreja, com 44 pontos. Na maioria dos jogos, a equipa praticou um futebol vistoso e de ataque, para júbilo dos seus adeptos.

Depois da derrota caseira frente aos lusitanistas, o Lamas tinha mais 3 jogos em casa, algo que a equipa queria aproveitar para fazer 9 pontos e aproximar-se dos 2 primeiros lugares. No primeiro desses três jogos, o Lamas empatou com o líder do campeonato, a uma bola. Apesar de aos 15’ Castro ter adiantado a equipa visitada, Magno, num lance de bola parada, restabeleceu o empate, aos 25’ da segunda metade. Resultado final 1-1, que em nada beneficiava a equipa de Santa Maria de Lamas, que continuava a 12 pontos do 1º lugar, mas estava mais longe da 2ª posição (a 5 pontos do Lourosa). Na jornada seguinte, no acerto de calendário, o União recebeu e bateu o Mealhada por 1-0, num jogo muito, muito pobre. No último dos quatro jogos consecutivos em casa, o Lamas não foi para além de um empate a uma bola com o Paivense, num encontro em que mais uma vez o Lamas voltou a realizar uma exibição frouxa, sem evidenciar o futebol de outros tempos, apesar de ter sido mais forte. No final da jornada 20, e quando estavam 42 pontos em disputa, o Lamas encontrava-se em 4º lugar, com 37 pontos, atrás de Milheiroense (38), Lourosa (42) e Estarreja (51). A descrença reinava no seio dos adeptos lamacenses, em virtude das más exibições e dos maus resultados (a equipa não aproveitou os quatro jogos consecutivos em casa, somando, somente, 5 pontos em 12 possíveis, e nos últimos 7 jogos tinha vencido apenas 2).

Numa altura em que as coisas não corriam nada bem à equipa liderada por Carlos Manuel, o Lamas tinha uma deslocação muito difícil à Gafanha da Nazaré, para defrontar o Gafanha que se encontrava na 6ª posição, a uns escassos 3 pontos dos unionistas. O União acabou por sair vitorioso, por 2-3. Após esta importante vitória, o União de Lamas embalou para uma 2ª volta verdadeiramente incrível. Senão vejamos. O clube de Santa Maria de Lamas voltou a ter uma série de 7 vitórias consecutivas, que começou no jogo contra o Gafanha. Seguiu-se a vitória contra adversários teoricamente mais fracos: 3-0 ao Cucujães, 0-2 ao Macinhatense e 0-2 ao Águas Boas. Esta vitória, à 24ª jornada, frente ao último classificado do campeonato ficou marcada pelo regresso do U. Lamas ao 2º lugar, com 49 pontos, mais 2 do que o Lourosa. Nota para o facto de o Lamas, à jornada 20, estar a 5 pontos dos lusitanistas, e 4 jornadas depois, ter recuperado 7 pontos ao seu principal rival. Depois da chegada ao 2º lugar, o Lamas continuou a sua caminhada vitoriosa, com as vitórias, mais ou menos suadas, sobre o Canedo (2-0), São Roque (0-1) e Águeda (2-1). A série de 7 jogos sucessivos a vencer foi interrompida, surpreendentemente, no jogo frente ao Rio Meão. Nesta deslocação, mesmo tendo em conta a arbitragem um pouco dúbia (dois golos anulados e um penalty por assinalar), o empate 0-0 acabou por premiar uma equipa do Rio Meão bastante aguerrida, que também teve as suas oportunidades para marcar, e castigou um União de Lamas um tanto ou quanto displicente.

O objetivo do U. Lamas centrava-se, agora, em conseguir garantir o 2º posto da classificação antes do último jogo com o Lourosa, pois em caso de igualdade pontual, o Lusitânia ficava em 2º lugar devido ao “goal-average”. O 1º lugar era, a 6 jornadas do fim, uma miragem, pois o Estarreja tinha 10 pontos de vantagem. Após a deceção em Rio Meão, a formação “rubro-negra” voltou às vitórias no jogo frente ao Carregosense, “vingando”, desta forma, a derrota sofrida na 1ª volta. À vitória por 2-0 contra a equipa do concelho de Oliveira de Azeméis, seguiu-se a difícil vitória em Mourisca do Vouga por 1-2 e o triunfo conseguido “depois da hora” e de uma forma pouco ortodoxa, em mais um derby com o Fiães, por 1-0.

A 3 jornadas do fim do campeonato, o União de Lamas podia garantir o 2º lugar na deslocação a Milheirós de Poiares, para defrontar o Milheiroense. Para isso, bastava que o União fizesse o mesmo resultado que o Lourosa, no seu jogo contra o Gafanha. O União entrou fortíssimo, e logo aos 7’ fez o 0-1, pelo inevitável Castro. Na 1ª parte o domínio dos forasteiros foi evidente, enquanto na 2ª metade imperou o equilíbrio. Sem ter feito algo por o merecer, o Milheiroense, a 10 minutos do fim, chegou ao empate, num golo aos “trambolhões”. Mesmo com este empate, o Lamas garantia, à condição, o 2º lugar, pois o Lourosa não conseguia acabar com o nulo frente ao Gafanha. No entanto, o golo acabou por chegar. O Lourosa venceu por 1-0 e o U. Lamas empatou 1-1. Decisões adiadas para a penúltima jornada. Nesta jornada, o Estarreja acabaria por se sagrar, matematicamente, campeão. No último jogo em casa, o União de Lamas tinha a oportunidade de “arrumar a questão” da vice-liderança, frente ao “vizinho” Paços de Brandão. O Lamas acusou a responsabilidade e demorou a entrar no jogo. O encontro estava bastante equilibrado, quando em cima do intervalo, os lamacenses adiantaram-se no marcador, através de um auto-golo. O início da 2ª parte foi demolidor, com o Lamas a marcar o 2º golo, por Leandro. Pensava-se que o jogo e o 2º lugar estavam decididos, só que poucos minutos volvidos, os brandoenses beneficiaram de uma “fífia” do guardião David para reduzir o marcador para 2-1. Instaurou-se algum nervosismo nos jogadores e adeptos do U. Lamas, mas a equipa viria a vencer a “matar” o jogo com golos de Kaka e Castro, levando de vencido o Paços de Brandão por 4-1. 2º lugar garantido e objetivo cumprido. Na 34ª e última jornada do campeonato jogava-se pelo orgulho. Duas freguesias vizinhas, Lourosa e Santa Maria de Lamas. Dois clubes rivais, Lusitânia de Lourosa e União de Lamas. Com a classificação já definida (Lourosa em 3º e Lamas em 2º), a equipa da casa queria provar que a tabela classificativa não espelhava o real valor das equipas, enquanto que os lamacenses queriam continuar a festa da conquista do 2º lugar e “vingar”, de certa forma, a derrota da 1ª volta. Numa 1ª parte bastante equilibrada, o Lourosa adiantou-se no marcador bastante cedo, com um golo aos 8’. Esperava-se que o Lamas entrasse mais forte na 2ª metade do encontro, mas tal não aconteceu. O Lourosa foi melhor durante os últimos 45 minutos da época, chegando ao 2-0 de grande penalidade e sentenciando a partida com o 3º golo aos 70’. Vitória por 3-0 não sofre qualquer contestação, pois o Lourosa foi claramente melhor, beneficiando da entrada no onze inicial lamacense de jogadores menos utilizados (até hoje não consegui compreender o porquê desta opção, pois apesar de a classificação final já estar definida, tratava-se de um derby, e um derby é para jogar com os melhores jogadores, um derby é para vencer). Uma derrota no último jogo, a única na 2ª volta, em que o Lamas somou 40 pontos (12 vitórias e 4 empates).

Em suma, uma época que, apesar de alguns “altos e baixos”, acabou por exceder as expectativas. O 2º lugar deu acesso à subida de divisão ao fim de três épocas na 1ª Divisão Distrital de Aveiro, em virtude de algumas desistências nos escalões superiores. Pode-se dizer até que só um “super-Estarreja” impediu o Lamas de se sagrar campeão. O União de Lamas revelou, na maior parte dos jogos, uma qualidade de jogo acima da média para uma equipa deste escalão, sendo, a meu ver, a equipa que praticou o melhor futebol. No entanto, faltou algum pragmatismo e maior experiência em alguns jogos para competir com o campeão Estarreja.

Em nome dos sócios e simpatizantes do clube, quero felicitar e agradecer à direção, equipa técnica e jogadores do Clube Futebol União de Lamas pela excelente temporada realizada e por terem devolvido a alegria e o orgulho em ser adepto do União de Lamas! OBRIGADO!

Momento: 21ª jornada: Gafanha 2 - 3 U.Lamas

Estávamos na jornada 21 e o União de Lamas seguia na 4ª posição, a 5 pontos do Lourosa (2º classificado) e a 14 do líder Estarreja. O Lamas vinha de uma série negativa, em que apenas tinha ganho 2 dos últimos 7 jogos. Em caso de derrota, o U. Lamas era alcançado pelo adversário dessa mesma ronda, o Gafanha, e dizia praticamente "adeus" à 2ª posição.

Num jogo algo atípico, pode-se dizer que o Lamas entrou a perder, pois sofreu o primeiro golo logo aos 2 minutos. No entanto, a união da equipa prevaleceu neste jogo, pelo que ao intervalo o União já vencia por 1-2, com golos de Castro e do brasileiro Vítor. Aos 81’, David II fez o 1-3 e pensava-se que o jogo estava resolvido, mas num momento de azar o central Adelino introduziu a bola na própria baliza aos 88’ e manteve a incerteza. Até final do encontro viveram-se momentos de algum sufoco, mas a equipa acabou por aguentar a pressão, saindo vitorioso por 2-3. Foi o regresso dos lamacenses às vitórias, logo no reduto de um dos candidatos à subida. Estava dado o “pontapé na crise”!

Figura: Castro

Foram muitos os jogadores que se destacaram ao longo da época ao serviço do União de Lamas. O guarda-redes David, o central Adelino, o lateral esquerdo David, os médios Américo e Xavi e o avançado Kaka foram peças nucleares no “xadrez” do técnico Carlos Manuel. Mas vou optar por escolher o médio Castro como a principal figura da equipa.

Realizou a primeira época de sénior na II Divisão B, ao serviço da equipa onde foi formado, o Fiães. Passou pelo Argoncilhe, Bustelo, Milheiroense (3ª divisão nacional) e São Roque, antes de ingressar, esta temporada, no União de Lamas. Aos 25 anos, efetuou uma época de grande qualidade ao serviço do clube de Santa Maria de Lamas. Foi importante na manobra da equipa, tanto defensiva como ofensivamente. É um médio rápido, com técnica apurada, que deixa tudo em campo. Tem uma capacidade de finalização acima da média para um médio, algo que lhe valeu o “título” de máximo goleador da equipa, com 13 golos apontados. É, claramente, um jogador para “outros voos”.

Revelação: David

Normalmente, as revelações de uma equipa são jogadoras jovens que se notabilizaram ao longo da época. Dos jogadores mais jovens do U. Lamas, nenhum se destacou ao ponto de ser merecedor deste "rótulo". É por isso que a minha escolha para revelação recai em David, lateral esquerdo que apesar de ter 26 anos e passagens pelos campeonatos nacionais era um atleta desconhecido para a maioria dos adeptos do clube. David é um jogador bastante completo e deu uma grande estabilidade ao lado esquerdo da defensiva unionista, que era uma das lacunas da equipa nos anos anteriores. É bastante bom a defender e tem um bom sentido posicional, ao mesmo tempo que consegue dar uma grande profundidade a nível ofensivo. Tem um bom pé esquerdo, representando uma mais valia nas bolas paradas, nomeadamente nos cantos e livres diretos. Apontou 2 golos durante a temporada, curiosamente ao mesmo adversário, o Gafanha.

Desilusão: Luís Moreira

Penso que a maior desilusão da época, tendo em conta as expectativas, acabou por ser o médio de 23 anos, Luís Moreira. Ingressou no União de Lamas na época passada, depois de experiências no Avanca, Pontevedra (Espanha) e Feirense (nas camadas jovens). A primeira temporada ao serviço dos unionistas foi bastante positiva. Luís foi bastante importante na equipa, sendo titular em vários jogos, revelando uma técnica acima da média para a divisão em questão. Na época que finalizou, Luís pouco jogou, e quando o fez, não aproveitou a oportunidade. A excelente técnica que demonstrou em 2010/2011 desapareceu, transformando-se num jogador lento e "sem imaginação". Acabou por ser pouco preponderante na equipa, pelo que é, na minha opinião, merecedor da atribuição do título "desilusão do ano".


Quem somos1 Contactos Agradecimentos Detectou um erro ou tem uma sugestão?
ForaDeJogo.net 2010