ForaDeJogo.net - Marítimo 2006/2007


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Clube Sport Marítimo
Nome: Marítimo
Associação: AF Madeira
Cidade: Funchal
Estádio: Barreiros
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Campo Do Marítimo
Santo António
9000-331
Web: www.csmaritimo.pt
Plantel 2006/2007
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Treinadores
T Alberto Pazos
Ulisses Morais
Staff
João Abel(PF)
Entradas
Gregory (25)Gil Vicente (I)
Zé Gomes (29)Rio Ave (I)
Neca (26)Vitória Guimarães (I)
Luís Olim (24)Marítimo B (II B)
Diogo Valente (21)FC Porto (I)
Lipatin (29)Grêmio PA   (A)
Mbesuma (22)Portsmouth   (I)
Milton do Ó (27)Fluminense   (A)
André Barreto (26)Estrela Amadora (I)
Von Schwedler (26)Austria Salzburg   (I)
Arvid (25)Willem II   (I)
Gonçalo Abreu (20)Marítimo B (II B)
Djalma (19)Alverca (JUN)
Douglas (26)Utrecht   (I)
Fahel (24)Ipatinga   (C)
Moukouri (26)Cherbourg   (NAT)
Christopher (21)Marítimo B (II B)
Ricardo Ferreira (24)Social Lamas (III)
Fábio Santos (27)Galo Maringá   (C)
Sidnei (20)
Martin Prest (27)A. Ciutadella   (III)
Superliga
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Fábio Santos22Zé Gomes14Fernando7Kanu
24Christopher6Evaldo15Wenio20Filipe Oliveira
26Marcos18Luís Olim23Balú30Douglas
  21Briguel54Sidnei16Ricardo Ferreira
  2Von Schwedler65Jardel29Diogo Valente
  4Milton do Ó5Fahel40Gonçalo Abreu
  17Gregory8André Barreto9Mbesuma
    13Olberdam11Lipatin
    27Arvid25Martin Prest
    31Willians19Moukouri
    10Neca48Djalma
    28Marcinho  
Desilusão a todos os níveisJorge Carneiro

Sejamos claros: quando uma equipa tem à sua disposição o 4º maior orçamento da liga e termina num muito discreto 11º lugar, é óbvio que só se pode falar em desilusão. O Marítimo tinha terminado a época anterior a contabilizar 4 treinadores e uma 10ª posição final (num campeonato de 18 equipas), o que motivou reacção imediata do governo regional, traduzida um forte investimento financeiro e que permitiu iniciar 06/07 com um orçamento record. O plantel supostamente mantinha grande parte da estrutura do ano anterior, sendo ainda reforçada cirurgicamente com jogadores estrangeiros de algum renome (casos de Lipatin e Mbesuma) ou com atletas já com provas dadas no futebol nacional (como Gregory e José Gomes). E, tal como na época anterior, não dispunham de elementos Portugueses no plantel em número suficiente para um onze nacional, sequer...

Na prática, depois de uma primeira volta razoável o Marítimo virou o campeonato em 6º lugar com os mesmos 23 pontos do 5º classificado, a sensacional Naval. Os objectivos iniciais estavam a ser cumpridos de forma satisfatória e o futuro era risonho, até porque a meio da época chegaram ainda mais alguns nomes sonantes que entraram bastante bem na equipa, como Arvid, Douglas e Diogo Valente. Só que subitamente, de forma completamente inexplicável, os insulares entraram muito mal na 2ªvolta e nunca mais se reencontraram consigo mesmos, somando exibições confrangedoras e resultados negativos. No total somaram apenas 9 pontos na segunda metade, assumindo-se assim como a pior equipa da 2ªvolta, embora em igualdade com a Naval - que curiosamente apresentou os mesmos números - 23+9. A última vitória dos madeirenses ocorreu na 19ªjornada diante da U. Leiria - estávamos então no longíquo Fevereiro - e daí para a frente foi a verdadeira queda livre (4 empates e 7 derrotas) que levaram mesmo à substituição de Ulisses Morais. Só que se é verdade que há chicotadas psicologicas que surtem efeito, esta não foi claramente uma delas... a surpreendente escolha de Alberto Pazos para os últimos 6 jogos trouxe apenas 2 pontos, 2 golos marcados e 12 sofridos. Como prémio pelo rendimento medíocre o Espanhol foi empurrado de volta para a obscuridade, ao mesmo tempo que o governo regional exigia a cabeça dos jogadores e anunciava cortes profundos no orçamento.

Momento Chave: Sporting 4-0 Marítimo

Pouco depois dos lugares europeus começaram a fugir a direcção marítimista tomou a opção de demitir Ulisses Morais e contratar para o seu lugar Alberto Pazos. Se já poucos acreditavam que a substituição pudesse ser benéfica, bastaram os primeiros 20 minutos do jogo de estreia em Alvalade para verificar que a chicotada psicologica não tinha surtido o efeito desejado: a equipa entrou em campo desorganizada, sem garra, conformada; e assim se manteve até ao fim. A exibição espelhou na perfeição aquilo que foram os objectivos do Marítimo no último terço de época: deixar passar o tempo, cumprir calendário e preparar os confrontos (leia-se época) seguintes.

Figura:
Marcinho

Parecem não restar dúvidas que Marcinho é um dos melhores números 10 a actuar em Portugal. Não sendo muito rápido, compensa essa falta de velocidade com uma visão de jogo notável, um toque de bola fantástico e uma precisão do passe quase milimétrica. É de destacar a sua fabulosa exibição em Braga, onde com 1 golo e 3 assistências conseguiu levar o Marítimo para aquele que foi de longe o melhor resultado da época. Só é uma pena ver um talento como este estar a desperdiçar-se em equipas medíocres como as que o Marítimo apresentou nestas duas últimas épocas... No entanto, se os insulares conseguirem finalmente construir um plantel à altura para 2007/08, certamente que Marcinho poderá explodir definitivamente e de uma vez por todas dar o salto rumo a outras ambições.

Revelação:
Luís Olim

Luís Olim tem sido uma das maiores vítimas da criticável política de contratações dos madeirenses, política essa que aposta em jogadores brasileiros de escalões inferiores em detrimento de jogadores nacionais ou formados na Madeira. Autêntica prata da casa, época após época Olim somou estágios de pré-temporada com a equipa principal apenas para ser relegado para os B no final, e tudo indicava que a situação se ia manter inalterada este ano. No entanto já depois de ter efectuado 9 jogos pela equipa B Ulisses Morais deu-lhe uma oportunidade frente ao Braga, tendo Olim correspondido e o Marítimo conseguido uma surpreendente vitória por 4-1; e a partir daí passou a constituir-se como opção regular do treinador. Essencialmente revelou-se um jogador bastante versátil, prático e útil, actuando ora como médio centro ora descaindo para a esquerda.

Decepção:
Neca

Neca já foi um dos mais promissores jogadores Portugueses, tendo chegado a ser internacional A sob o comando de Agostinho Oliveira; e no entanto com o passar dos anos foi perdendo sucessivamente peso no esquema do seu Belenenses, o que culminou na sua saída a custo zero para Guimarães - onde apesar de ter sido titular acabou por ver a equipa ser despromovida. Foi assim um Neca algo abatido que aterrou no Funchal no Verão passado, mostrando-se demasiado apático e preso de movimentos dentro de campo para poder esplanar todo o seu talento. Defraudou os que sonhavam com uma dupla Neca-Marcinho a comandar o meio-campo e cedo se viu relegado para segundo plano; e estranhamente nem por isso pareceu muito inconformado com a situação. Em Janeiro saiu por empréstimo rumo à Turquia, onde pareceu ter recuperado a confiança e inclusivamente terminado a época em muito bom plano. Ainda bem... o futebol Português agradece.


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